A marca que por anos foi sinônimo de correr está ficando para trás na própria corrida. As ações da Nike caíram 3,8% nesta quinta-feira e fecharam a US$ 33,80, o menor valor desde setembro de 2013.
Um resultado abaixo do esperado
A empresa faturou US$ 11,2 bilhões no último trimestre, número que ficou abaixo do que o mercado esperava. Segundo a Nike, a queda veio principalmente da China, da Europa, do Oriente Médio e da África.
E a perspectiva não anima. Para o próximo ano fiscal, a própria marca prevê que a receita continue caindo.
O que é o Nike Pace?
Junto com o resultado, a Nike apresentou o Nike Pace, um plano de corte de custos. Ele prevê reorganizar a fábrica e a distribuição, trocar a liderança em três mercados, abrir um campus na Índia e reduzir o quadro de funcionários.
As demissões começam a ser decididas em 2027, segundo o CEO Elliott Hill. É um movimento de ajuste para tentar recuperar fôlego, mas que mostra o tamanho do desafio.
Como a líder perdeu o passo?
A queda não começou agora. Em 2021, a ação valia US$ 179. Desde então, perdeu 76% do valor.
Nesse período, a Nike se afastou de lojas como Foot Locker e Amazon. Enquanto isso, marcas como Hoka, On Running, Adidas e Puma ocuparam o espaço que ela deixou aberto. Você entra em uma loja hoje e a prateleira de corrida é um campo de disputa, não um território da Nike.
O tênis de corrida virou o produto mais disputado do esporte, e a Nike deixou de ser a escolha automática. É a prova de que, no mercado de performance, nenhuma liderança está garantida. Quem para de correr atrás do consumidor acaba vendo os concorrentes passarem.
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