O Mounjaro acaba de alcançar um marco que mostra o tamanho da transformação do mercado farmacêutico o remédio superou o Keytruda e se tornou o medicamento mais vendido do mundo no primeiro trimestre de 2026 O boom dos GLP 1 continua acelerando Segundo dados divulgados pela Bloomberg com base nos resultados das farmacêuticas o Mounjaro gerou US$ 8,7 bilhões em vendas no período ultrapassando os US$ 7,9 bilhões do Keytruda que liderava o ranking global desde 2023 Não é mais só sobre diabetes O crescimento acontece porque a tirzepatida princípio ativo do Mounjaro expandiu muito além do controle glicêmico hoje o medicamento ocupa espaço central na conversa sobre obesidade composição corporal e perda de peso o movimento ficou ainda maior com o avanço do Zepbound que usa a mesma substância Uma nova era da indústria farmacêutica Somados Mounjaro e Zepbound geraram US$ 36,5 bilhões em receita superando inclusive o faturamento anual do Keytruda em 2025 isso ajuda a explicar por que os medicamentos metabólicos passaram a ocupar o centro estratégico das grandes farmacêuticas e também do mercado financeiro O impacto vai além da saúde O avanço dos GLP 1 já começa a afetar diferentes setores da economia de alimentos suplementos academias varejo e até seguros de saúde a percepção é clara o mercado entende que esses medicamentos podem mudar comportamento de consumo em larga escala O que fica O topo do ranking deixa claro que obesidade e metabolismo se tornaram uma das maiores disputas da indústria da saúde no fim os medicamentos que antes eram vistos como nicho para diabetes agora movimentam o centro do mercado global Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Muitas mulheres passam anos acreditando que falta disciplina força de vontade ou constância quando na verdade podem estar lidando com uma doença crônica que pouca gente investiga o nome é Lipedema e ele afeta cerca de 1 em cada 10 mulheres Quando dieta e treino não explicam tudo Na maioria dos casos o diagnóstico chega tarde depois de anos de dietas que não funcionaram tentativas frustradas de emagrecimento e comentários repetidos sobre precisar se esforçar mais o problema é que o lipedema não responde da mesma forma que a obesidade comum e tratar as duas condições como iguais mantém o ciclo de culpa e frustração Os sinais que costumam passar despercebidos O padrão mais comum envolve acúmulo desproporcional de gordura nas pernas quadris e coxas enquanto o tronco permanece mais fino além disso muitas mulheres relatam dor ao toque sensação de peso inchaço que piora ao longo do dia hematomas frequentes e dificuldade de reduzir medidas nas pernas mesmo com dieta e exercício outro ponto importante é o histórico familiar já que mães avós e irmãs frequentemente apresentam o mesmo padrão corporal O que o lipedema não é A condição não é consequência direta de comer mal não é preguiça não é falta de disciplina e também não desaparece apenas com mais força de vontade esse talvez seja um dos maiores erros em torno do tema reduzir uma doença complexa a comportamento O diagnóstico exige olhar treinado Grande parte das mulheres recebe o diagnóstico apenas depois dos 35 anos após ouvir durante muito tempo recomendações genéricas para emagrecer sem que ninguém investigasse se aquela gordura respondia de fato ao tratamento convencional o diagnóstico é clínico mas exige profissionais que conheçam a condição Existe tratamento mas o foco é controle O tratamento envolve abordagem multidisciplinar com alimentação anti inflamatória exercícios de baixo impacto compressão e acompanhamento contínuo o objetivo não é cura mas desacelerar progressão reduzir sintomas e melhorar qualidade de vida O que fica O lipedema mostra como nem todo corpo responde da mesma forma ao mesmo protocolo no fim entender o que está por trás dos sintomas muda completamente a forma de cuidar e também a forma de enxergar a própria história Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Uma dúvida silenciosa acompanha muitas pessoas que iniciam tratamento para os problemas do sono como a insônia: “Se eu melhorar usando medicação, esse ‘eu melhor’ sou realmente eu?” Por trás dessa pergunta, existe algo importante e pouco discutido sobre como entendemos nossa própria identidade. Quando o problema é físico, a lógica costuma ser simples. Quem trata asma e volta a respirar melhor não questiona se está “menos autêntico”. Quem controla a dor não se pergunta se a versão sem dor é artificial. O tratamento é visto como aquilo que remove um incômodo, um obstáculo. Mas, quando falamos de sono, humor e energia, a percepção muda. Não parece algo físico, orgânico. Entra na esfera do pensamento, sentimento e da subjetividade. O sofrimento, quando se prolonga, começa a parecer parte da personalidade. A insônia crônica não só cansa: ela altera atenção, memória, regulação emocional, tomada de decisão. Com o tempo, a pessoa deixa de dizer “estou dormindo mal” e passa a acreditar “eu sou assim”. É aqui que nasce o preconceito: inclusive contra o uso de medicação. É compreensível. Ninguém quer “deixar de ser quem é”. Mas é preciso ajustar essa lente: tratar um distúrbio do sono não tem como objetivo criar uma nova identidade. O objetivo é reduzir interferências que estavam distorcendo a forma como o cérebro funciona no dia a dia. Organicamente. Quando bem indicada, a medicação não fabrica uma versão artificial do indivíduo. Ela pode, em determinados casos, ajudar a restaurar condições básicas de funcionamento: iniciar o sono, mantê-lo, consolidar ciclos. Isso permite que processos fundamentais: cognitivos, emocionais e metabólicos voltem a operar com mais equilíbrio e permitam tomadas de decisão melhores, inclusive começar a terapia. Mas esse ponto é essencial: medicação não é solução universal. Nem toda insônia precisa de remédio. Nem toda fase da vida exige intervenção farmacológica. E nem todo paciente responde da mesma forma. Por isso, o cuidado deve ser individualizado, com avaliação adequada e acompanhamento médico. O que precisa ser combatido não é apenas o sintoma – é também o estigma. Recusar ajuda por medo de “não ser você mesmo” pode significar permanecer mais tempo sob os efeitos de um problema que já vinha limitando sua vida. Por outro lado, usar medicação sem critério também não é caminho. Entre o preconceito e o uso indiscriminado, existe um espaço mais maduro: o da decisão compartilhada. E essa decisão ganha força quando respeita princípios fundamentais da psicologia da motivação humana: sentir que você tem escolha (autonomia), que é capaz de conduzir seu próprio processo (competência) e que está sendo cuidado e compreendido dentro de um contexto de apoio (pertencimento). Esses três pilares são essenciais para que qualquer tratamento seja vivido não como imposição, mas como um caminho de recuperação genuína. Quando o tratamento é bem conduzido, ele não apaga a subjetividade. Ele amplia a liberdade de funcionamento. Permite que a pessoa pense com mais clareza, reaja com mais equilíbrio e esteja mais presente na própria vida. No fim, talvez a pergunta não seja “isso sou eu?” Mas sim: “quanto de mim estava sendo encoberto pelo meu sono ruim?” Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
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