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O erro silencioso dos exames normais e por que ele pode comprometer sua longevidade

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O que acontece quando você para de consumir açúcar por 6 semanas?

A jornalista Melissa Hogenboom topou um desafio pessoal: passar seis semanas sem uma gota de açúcar orgânico. O resultado? Mais energia, humor nas alturas e uma percepção completamente nova sobre o que é “doce”. A experiência dela é a ponta do iceberg de um movimento que está redefinindo nossa relação com a comida e abrindo um mercado bilionário. O que acontece no seu corpo quando você aperta o ‘off’ sem açúcar? Os relatos de quem corta o açúcar seguem um roteiro parecido: os benefícios são quase imediatos. Picos de energia mais resultados e uma melhoria notável no bem-estar emocional são os primeiros sinais. Isso acontece porque o açúcar, com suas propriedades viciantes ligadas à dopamina, cria um ciclo de recompensa no cérebro. Romper com ele é um desafio no início, mas a consequência é uma sensibilidade maior do paladar, que passa a valorizar sabores naturais. De repente, alimentos industrializados que antes eram normais se revelaram doces. Mas essa briga é nova? Nem um pouco. A desconfiança sobre o açúcar não nasceu no Instagram. A história é longa e cheia de reviravoltas. Nos anos 70, o cientista britânico John Yudkin já alertava sobre os perigos do consumo excessivo, mas suas evidências foram amplamente ignoradas enquanto a indústria investia pesadamente em publicidade para vender o açúcar como um alimento saudável e energético. O jogo só começou a mudar de vez em 2003, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou oficialmente a limitação do consumo de açúcares livres, registrando seu impacto negativo na dieta. A nova geração anti-açúcar: quem ditou a tendência? Hoje, a consciência sobre saúde metabólica e a descoberta de açúcares ocultos em tudo — de molhos a sanduíches — alimentam a tendência. E ela tem nomes e rostos. Figuras como a bioquímica Jessie Inchauspe (a “Glucose Goddess”), a criadora do movimento ‘I Quit Sugar’, Sarah Wilson, e médicos como Dr. Mark Hyman usam as redes sociais para transformar dados científicos em dicas práticas, alcançando milhões de pessoas. Eles lideraram um movimento que transformou a redução do açúcar em um estilo de vida aspiracional. O detox de açúcar deixou de ser um nicho para se tornar um pilar do estilo de vida bem-estar. Mais do que uma dieta, é uma declaração sobre controle, bem-estar e consumo consciente. E o mercado já entendeu o recado: a demanda por produtos com rótulos limpos, programas de coaching e tecnologias de monitoramento glicêmico está explodindo. A mensagem é clara: o futuro da alimentação é menos doce e muito mais inteligente. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Um robô acabou de bater o recorde histórico da meia-maratona

Esqueça por um segundo o amigo que se acha com pace de 4:30 nos 10 km. Em Beijing, quem cruzou a linha de chegada primeiro na meia maratona não foi um humano. Foi um robô humanoide, completando a prova em 50 minutos e 26 segundos, com um pace médio de 2:23 por km e ainda superando o recorde mundial da distância. O que está por trás disso? Não é só sobre corrida. É sobre capacidade física sendo replicada por máquina. Quando um robô consegue sustentar ritmo, eficiência e resistência em uma prova longa, o jogo muda. A discussão deixa de ser força bruta e passa a ser autonomia, consistência e adaptação em ambientes reais. E por que isso importa agora? Esse tipo de evolução aponta para um cenário próximo onde tarefas que exigem corpo e movimento deixam de ser exclusivamente humanas. Logística, resgate, operações militares. Hoje o mercado de robôs militares já movimenta cerca de 20 bilhões de dólares por ano e a projeção é chegar a 32 bilhões até 2030. Não é tendência distante, é construção em andamento. A velocidade dessa evolução chama atenção O mesmo robô, desenvolvido pela Honor, correu essa prova no ano passado e terminou em 2 horas, 40 minutos e 42 segundos. Em um ano, saiu de um desempenho amador para um nível que supera a elite mundial. Não é melhoria incremental, é salto. Outros robôs também participaram da prova e alguns simplesmente não conseguiram terminar. Teve queda no meio do percurso, falha de execução, limite técnico aparecendo. Isso mostra que a tecnologia ainda está em construção, mas também deixa claro o ritmo dessa curva. Quando máquinas começam a competir com humanos em resistência física, a discussão sobre performance muda de lugar. O corpo deixa de ser o único limite. E para marcas, profissionais e atletas, isso reposiciona o que significa evoluir. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Uso de melatonina pode ser arriscado a longo prazo diz estudo

A melatonina virou presença comum nas farmácias e entrou de vez na rotina de quem busca dormir melhor. Em comprimido gota ou gummy o acesso ficou fácil e a promessa também rápida resolver noites maldormidas sem muita complicação Só que esse movimento começa a levantar um alerta. Um estudo recente analisou mais de 130 mil pessoas e encontrou uma associação entre o uso prolongado de melatonina e aumento no risco de problemas cardiovasculares em adultos com insônia crônica Os dados chamam atenção usuários que utilizaram o suplemento por pelo menos um ano apresentaram cerca de 90 por cento mais chance de desenvolver insuficiência cardíaca ao longo de cinco anos além de um risco bem maior de hospitalização. A taxa de mortalidade geral também apareceu mais alta nesse grupo Mesmo assim é importante entender o limite desses números. O estudo ainda é preliminar e não prova causa direta. O que existe é uma associação que precisa ser investigada com mais profundidade antes de qualquer conclusão definitiva O ponto central está no comportamento. A melatonina é vendida como suplemento desde 2021 no Brasil o que facilita o acesso e muitas vezes leva ao uso sem orientação. E é aí que mora o risco transformar algo que parece simples em uso contínuo sem entender o impacto no longo prazo No fim a discussão não é sobre demonizar o suplemento mas sobre contexto. Sono não é só falta de melatonina e resolver isso com uma solução isolada pode ignorar fatores maiores da rotina Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/