Esqueça o gel de carboidrato. A Uber Eats levou centenas de corredores dos run clubs de Londres para uma prova em que o combustível vinha dos restaurantes do bairro. A Morsel Marathon aconteceu no domingo (1º/11), no leste da cidade, com 11,5 km de percurso e 26 paradas para comer. Uma maratona que não é maratona O nome é uma brincadeira. No lugar das 26 milhas da prova clássica, entram 26 pontos de parada, um a cada 400 metros, mais ou menos. Em cada um, uma mordida diferente. Pizza, gyoza, frango, doces e suco verde, servidos por casas como Pizza Pilgrims, wagamama, Coqfighter e Sandwich Sandwich. A própria marca tratou a experiência como um menu degustação em movimento. O percurso foi desenhado por Charlie Dark, fundador do Run Dem Crew, um dos grupos de corrida mais conhecidos de Londres. Na chegada, os corredores encontraram DJ, equipamentos de recuperação e espaço para os clubes se conhecerem. Por que uma marca de delivery entrou em quadra? Porque a corrida deixou de ser só treino. Os run clubs viraram ponto de encontro, rede de amizades e programa de fim de semana. Quem quer falar com esse público precisa estar onde ele está, e a Uber Eats trocou o anúncio por uma experiência que coloca a marca dentro da cultura, não interrompendo ela. O engajamento também foi pensado para durar além do domingo. A rota continua aberta ao público, e os 100 primeiros que completarem as 26 paradas e compartilharem o treino do Strava marcando a Uber Eats no Instagram ganham £262 em créditos no app. O valor conversa com as 26,2 milhas de uma maratona oficial. A marca ainda vai doar o equivalente a 150 mil refeições para a City Harvest, ONG que leva comida a quem precisa em Londres. É a prova de que a corrida virou programa social, e as marcas de comida entenderam isso antes de muita gente do próprio setor fitness. O bem-estar do futuro é menos sobre performance solitária e mais sobre comunidade, prazer e pertencimento. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
A adidas Originals quer tirar o relógio do pulso. A marca apresentou o ADAPTIK ONE, um relógio digital que pode ser usado no braço ou preso na bolsa, na mochila ou na roupa. Segundo o comunicado de lançamento no Japão, é o primeiro modelo duas em uma da linha de relógios da Originals. Como funciona? Basta deslizar a peça para trocar de modo. Pendurado, o relógio vira um mosquetão. No pulso, volta ao formato tradicional. A caixa é de alumínio, com 38 mm, e a pulseira é de silicone. Nas funções, o essencial para quem vive em movimento. Cronômetro, calendário, luz e resistência à água. O lançamento é em 27 de novembro, no Japão, por 20.900 ienes, cerca de R$ 700. A pré-venda começou em 22 de outubro, e ainda não há data para outros países. Por que isso importa? Enquanto boa parte da categoria corre atrás de sensores e métricas, a adidas joga em outro campo. A aposta é na versatilidade e no estilo. O relógio acompanha a rotina de quem treina, se desloca e segue para a rua sem precisar escolher entre acessório esportivo e peça de moda. É o DNA da Originals, que nasceu no esporte e ganhou a rua. Relógio deixou de ser só acessório de pulso. O wearable do futuro é menos sobre onde ele fica e mais sobre como ele se adapta à sua rotina. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
O intestino delgado sempre foi um dos pontos cegos da medicina, e engenheiros do MIT acabam de apresentar uma solução que literalmente rasteja até lá. Batizado de BIOSENTER, o robô macio se move como uma cobra dentro do órgão. O estudo foi publicado na revista Science Robotics na quarta-feira (28/10), em parceria com o UT Southwestern Medical Center. Por que o intestino delgado é um campo minado para o diagnóstico? São de 6 a 7 metros de tubo enrolados dentro da barriga, com uma parede escorregadia e delicada. Chegar lá com precisão é difícil, e o padrão atual não facilita. Hoje o exame é feito com um enteroscópio de duplo balão, que o profissional enche e esvazia alternadamente para avançar pelo órgão. O procedimento pode passar de 90 minutos. Existe outro gargalo, menos visível. Segundo Binbin Ying, um dos autores principais do estudo e hoje professor na UT Southwestern, poucos médicos são treinados para fazer esse exame. Ou seja, o problema não é só técnico. É de acesso. Como o robô vira o jogo? O BIOSENTER tem cerca de 9 centímetros e quatro câmaras de ar distribuídas pelo corpo. Elas inflam em combinações diferentes, contraindo um lado e depois o outro, no mesmo movimento de uma cobra. A superfície tem uma textura inspirada em kirigami, parecida com escamas, que se prende à parede do intestino sem esticar demais o tecido. O robô entra pela boca ou pelo reto, fica ligado a um cabo e é guiado por joystick. Pelo canal central passam as ferramentas, uma câmera, um borrifador de medicamento e clipes para coletar tecido ou retirar pequenos pólipos. Nos testes com porcos, ele percorreu 2 metros de intestino em 11 minutos, fazendo imagens, biópsias e aplicando líquido em pontos específicos, sem dano visível ao órgão. O que isso sinaliza para o mercado de saúde? A aposta é no diagnóstico de sangramentos, doença de Crohn e outras inflamações intestinais, além de tumores. Os pesquisadores já usam inteligência artificial para otimizar a estrutura de kirigami e miram uma navegação cada vez mais automática. Se a tecnologia for integrada aos equipamentos que já existem, a curva de treinamento cai e o exame chega a mais pacientes. Por enquanto, tudo ainda está em fase pré-clínica. É a prova de que a próxima fronteira da saúde digestiva passa menos por aparelhos maiores e mais por ferramentas que se adaptam ao corpo. Exames mais rápidos e menos dependentes de poucos especialistas significam diagnósticos mais cedo, e diagnóstico cedo é o ativo mais valioso de qualquer estratégia de longevidade. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
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