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A Nova Fronteira da Juventude: O fim da ditadura do espelho

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Presunto, salsicha e bacon agora estão na mesma lista de cangeríneos que o cigarro

Bacon, salsicha, presunto, linguiça, nuggets, frios e companhia entraram no radar mais alto de evidência da agência de câncer da OMS, a IARC. Eles foram classificados como carcinogênicos para humanos (Grupo 1). Aqui vale um ajuste importante porque é onde muita manchete escorrega: estar no mesmo grupo do tabaco não quer dizer ter o mesmo “tamanho” de risco. Quer dizer que o nível de evidência científica de que causa câncer é forte. A intensidade do risco varia muito entre as exposições. O que isso significa? A IARC concluiu que existe relação causal principalmente com câncer colorretal. Também há associação com câncer de estômago, mas com evidência menos conclusiva. E tem um número que ajuda a aterrissar o tema: a análise citada pela IARC estima que cada porção diária de 50 g de carne processada está associada a cerca de 18% de aumento de risco relativo de câncer colorretal. Risco relativo é diferente de “certeza de ter câncer”, mas é um sinal claro de que frequência pesa. Carnes processadas passam por cura, defumação, salga e adição de conservantes, muitas vezes com nitritos e nitratos. Esses processos podem gerar compostos que, em determinadas condições, entram na conversa de risco biológico para câncer. A carne vermelha não processada (boi, porco, cordeiro) ficou como provavelmente carcinogênica (Grupo 2A), porque a evidência é mais limitada do que nos processados. O elo mais forte também é com câncer colorretal, e há sinais para pâncreas e próstata em parte dos estudos avaliados. A OMS foi bem direta no objetivo: orientar escolhas e moderação, não criar histeria alimentar. O problema é quando processado vira rotina, quando entra todo dia sem perceber. Se quiser transformar isso em regra simples de vida real: deixe processado como exceção, e monte o prato com mais comida de verdade. Isso é curadoria de informação, não recomendação médica.

Empresa de saúde feminina lança suplemento para ajudar mulheres com menopausa a dormir

A menopausa bagunça muita coisa. Mas tem um sintoma que derruba a rotina em silêncio e quase sempre fica em segundo plano: sono. A Bonafide Health, empresa americana focada em saúde feminina, anunciou o Noctera, um suplemento sem hormônios criado para mirar exatamente as interrupções de sono comuns na transição da menopausa. A promessa central é direta: não é só ajudar a pegar no sono, é ajudar a manter o sono. E a empresa afirma que a fórmula foi testada clinicamente e que, em média, mulheres ganharam 40 minutos a mais de sono por noite. O problema não é só dormir, é continaur dormindo Quem vive essa fase costuma descrever o mesmo roteiro. Cai no sono e, do nada, acorda no meio da madrugada. A cabeça liga. O corpo esquenta. O sono não volta no mesmo ritmo. No dia seguinte, a sensação é de ter dormido “quebrado”. A explicação que a Bonafide traz é bioquímica: com a queda do estrogênio, acontece um desequilíbrio entre GABA (mais calmante) e glutamato (mais excitatório). Isso mexe com sono, humor e até regulação de temperatura. A médica Alyssa Dweck, diretora médica da empresa, reforça essa linha ao dizer que o estrogênio tem papel crítico na forma como o cérebro regula sono e temperatura, e que a queda desse hormônio afeta diretamente esse balanço. Como o Noctera diz que funciona O ponto mais interessante do produto não é só a lista de ingredientes. É o formato. A marca diz usar uma fórmula de liberação contínua, soltando os compostos aos poucos ao longo da noite. Isso conversa com o objetivo real de quem sofre com o tema: diminuir despertares e facilitar o retorno ao sono, sem depender de sedação e sem acordar “groggy”. Segundo a empresa, a proposta é atuar nas vias ligadas ao relaxamento e também nas vias ligadas ao estado de alerta, buscando reequilibrar o sistema. Os ingredientes que a marca coloca como protagonistas A fórmula combina quatro ativos principais: Importante: isso é a explicação de mecanismo proposta pela marca, não uma garantia de efeito individual. O que o estudo citado mostrou A Bonafide afirma que testou o Noctera em um estudo randomizado, duplo cego, controlado por placebo, com mulheres na perimenopausa e pós menopausa com queixas moderadas a severas de sono. Segundo os dados divulgados:

Cientistas de Stanford criam spray nasal que combate Covid, gripe e pneumonia

Imagine tomar um spray nasal e ficar protegido contra Covid, gripe, pneumonia bacteriana e até alergias respiratórias. Foi exatamente isso que pesquisadores da Stanford University School of Medicine apresentaram em um estudo publicado na revista Science. Em testes com camundongos, o imunizante experimental mostrou proteção ampla e duradoura nos pulmões por meses. Ainda é fase pré-clínica. Mas o conceito pode mexer com tudo o que a gente entende por vacina respiratória. O que muda em relação às vacinas tradicionais? Desde o século XVIII, vacinas funcionam com um princípio básico: mostrar ao corpo uma parte específica do invasor para que o sistema imunológico aprenda a reconhecê-lo. Funciona, mas tem um problema. Vírus mudam e se adaptam a todo momento. É por isso que a vacina da gripe muda todo ano. É por isso que a da Covid precisou de atualizações. O novo spray segue outro caminho.Em vez de copiar partes específicas do vírus, ele estimula os sinais de comunicação do próprio sistema imunológico, integrando resposta inata e adaptativa de forma coordenada. Segundo o pesquisador Bali Pulendran, líder do estudo, a ideia é manter o sistema imune dos pulmões em estado de alerta prolongado. Nos testes, os animais vacinados ficaram protegidos contra: O dado que chama atenção é a velocidade da resposta.A carga viral nos pulmões caiu até 700 vezes. Em vez de levar semanas para montar defesa específica, o sistema reagiu em poucos dias. É como se o pulmão ficasse permanentemente preparado para agir. Por que isso é relevante agora? Estamos vivendo uma era de vírus que evoluem rápido e sistemas de saúde pressionados. Uma vacina que não depende de reconhecer um único antígeno específico pode ser uma mudança de paradigma. O próximo passo são testes de segurança em humanos. Se tudo correr bem, estudos maiores devem acontecer na sequência. A estimativa é de cinco a sete anos para algo disponível comercialmente, dependendo de financiamento e resultados clínicos. Leitura FitFeed Isso ainda não é produto, mas é ciência em construção. Se funcionar em humanos, estamos falando de algo que pode transformar a lógica das campanhas sazonais de vacinação. Um único spray no outono protegendo contra múltiplas ameaças respiratórias. Agora a pergunta é simples. Estamos entrando na era da vacina universal respiratória?