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21 dias de abstinência: você conseguiria?

Subtítulo: Jejum moderno como treino de autocontrole e clareza mental Durante muito tempo, jejum e abstinência estiveram ligados apenas à religião ou a práticas extremas. Mas a conversa mudou. Hoje, em meio a uma rotina acelerada e hiperestimulada, abrir mão de algo por um período determinado pode ser uma das ferramentas mais poderosas de autorregulação emocional. A proposta é simples, mas desafiadora:Você conseguiria ficar 21 dias sem algo que deseja muito? Pode ser açúcar. Pode ser redes sociais antes de dormir. Pode ser compras por impulso, álcool no fim de semana ou aquela mensagem que você sabe que não deveria enviar. Não estamos falando apenas de vícios clássicos. Estamos falando de impulsos. Vivemos na era da recompensa imediata. Tudo é rápido, acessível, disponível. O cérebro se acostuma com picos constantes de dopamina, o neurotransmissor ligado ao prazer e à motivação. Quanto mais estímulo, mais ele quer. E quanto mais cedemos automaticamente, menos treinamos a capacidade de esperar. É aqui que o jejum moderno ganha espaço no movimento wellness: não como punição, mas como prática de consciência. Antes, a ideia de transformação vinha muito associada a adicionar algo à rotina, mais meditação, mais suplemento, mais treino. Agora, cresce uma abordagem complementar: remover para reorganizar. Quando você decide ficar 21 dias sem algo, não está apenas abrindo mão de um hábito. Está criando um intervalo entre o desejo e a ação. E esse intervalo é onde mora o autocontrole. Nos primeiros dias, pode surgir irritação, ansiedade ou a famosa negociação interna: só hoje, eu mereço, não vai fazer diferença. Faz. Porque cada vez que você sustenta o desconforto, reforça uma nova identidade: a de alguém que escolhe, e não apenas reage. A ciência comportamental mostra que pequenas pausas estratégicas ajudam a enfraquecer padrões automáticos e a fortalecer o córtex pré-frontal, região do cérebro ligada à tomada de decisão e ao planejamento. Em outras palavras, resistir ao impulso é um treino mental real. O número 21 não é mágico, mas é simbólico. Três semanas são suficientes para observar padrões, identificar gatilhos emocionais e entender o que realmente está por trás daquele desejo. Muitas vezes, o que parece fome é ansiedade. O que parece vontade é tédio. O que parece necessidade é hábito. O movimento wellness contemporâneo fala muito sobre equilíbrio. E equilíbrio não é ausência de prazer. É liberdade de escolha. É poder consumir sem ser consumida. Algumas formas práticas de testar a abstinência consciente: Escolha algo específico e mensurável. Evite metas vagas como vou ser mais disciplinada. Prefira 21 dias sem açúcar ou 21 dias sem redes sociais após as 22h. Defina um motivo claro. Mais energia? Melhor sono? Menos ansiedade? Clareza ajuda a sustentar o processo. Observe os gatilhos. Anote quando a vontade surge e o que você estava sentindo naquele momento. Troque, não apenas retire. Substitua o hábito por algo regulador, como respiração consciente, caminhada leve ou escrita. Foque na constância, não na perfeição. Se escorregar, retome no dia seguinte. O treino está na repetição. No fim, jejum moderno não é sobre restrição radical. É sobre autonomia emocional. É sobre provar para si mesma que o desejo não precisa mandar na sua rotina. Talvez, depois dos 21 dias, você volte ao hábito. Talvez não. Mas a relação com ele já será diferente. Porque bem-estar não é só adicionar práticas bonitas ao dia a dia. Às vezes, é ter coragem de sustentar o desconforto e descobrir que você é maior do que o impulso. Bárbara Mesquita (@mesquita.barbara) é advogada de formação, instrutora de yoga e mindfulness e pioneira em experiências de bem-estar na Amazônia.

Estudo indica que uso excessivo de celular pode diminuir partes seu cérebro

O termo brain rot, ou “cérebro podre”, começou como uma gíria da internet. Mas a ciência começa a sugerir que ele pode ser mais literal do que parece. Pesquisas recentes indicam que o consumo excessivo de conteúdos superficiais nas redes pode estar associado à redução de massa cinzenta em áreas do cérebro responsáveis por tomada de decisão, controle de impulsos e memória. O termo ganhou tanta relevância que foi eleito palavra do ano de 2024 pela Oxford University Press, refletindo uma preocupação crescente com o impacto da vida digital na saúde mental. O cérebro diante da rolagem infinita O problema não está apenas no tempo de tela. Está também no tipo de conteúdo consumido. Estudos citados por veículos como The Guardian apontam que o consumo compulsivo de conteúdos de baixa qualidade, como teorias conspiratórias, sensacionalismo e entretenimento vazio, pode afetar diretamente o funcionamento cognitivo. A lógica é simples. O cérebro humano é naturalmente programado para buscar novidade, alerta e estímulos rápidos. As redes sociais exploram exatamente esse mecanismo. Notificações, vídeos curtos, feeds infinitos e recompensas rápidas criam um ciclo constante de dopamina que mantém a pessoa rolando a tela por horas. O alerta da neurociência Uma meta análise que reuniu 27 estudos de neuroimagem encontrou uma associação entre uso excessivo de internet e redução de massa cinzenta em regiões ligadas ao sistema de recompensa e ao controle de impulsos. Segundo pesquisadores, essas alterações são semelhantes às observadas em quadros de dependência química. Outros estudos também mostram impactos no desempenho cognitivo. Uma revisão com 34 pesquisas acadêmicas encontrou relação entre uso compulsivo de telas e pior desempenho em áreas como atenção sustentada, memória e tomada de decisão. O impacto é ainda maior entre jovens Os efeitos são especialmente preocupantes entre adolescentes. Dados da organização Common Sense Media indicam que pré adolescentes passam em média 5 horas e 33 minutos por dia em frente às telas. Entre adolescentes, o número sobe para 8 horas e 39 minutos diários. Educadores também percebem o impacto. Uma pesquisa do Gonski Institute mostrou que 84% dos professores consideram as tecnologias digitais uma distração significativa em sala de aula. O problema tende a se tornar um ciclo. Estudos publicados na revista Nature indicam que pessoas com saúde mental fragilizada têm maior tendência a consumir conteúdo superficial online. Esse consumo, por sua vez, pode piorar os sintomas. Quanto mais tempo na tela, mais difícil se torna reduzir esse comportamento. Especialistas defendem duas estratégias principais. A primeira é limitar o tempo de exposição às telas. A segunda é melhorar a qualidade do conteúdo consumido. Atividades fora do ambiente digital também são fundamentais para equilibrar o cérebro. Esportes, encontros sociais, leitura profunda e momentos sem tecnologia ajudam a restaurar a capacidade de atenção. No fundo, o cérebro humano não foi projetado para feeds infinitos. Foi projetado para explorar o mundo real.

Red Bull pode lançar sua primeira bebida que te ajuda a dormir melhor

Durante décadas, a Red Bull construiu sua identidade em torno de energia, foco e performance. Agora, rumores indicam que a marca pode estar explorando exatamente o oposto. Uma bebida pensada para ajudar as pessoas a dormir. O produto, chamado provisoriamente de Red Bull Sleep, ainda não foi confirmado oficialmente pela empresa, mas a possibilidade já começou a circular nas redes sociais e no mercado de bebidas funcionais. De bebida energética para bebida de sono A ideia por trás do possível lançamento é curiosa. Uma marca famosa por manter pessoas acordadas poderia entrar em uma nova categoria focada justamente no descanso. Segundo os rumores, a bebida poderia conter ingredientes frequentemente associados à melhora da qualidade do sono. Entre eles estariam melatonina, magnésio e L-teanina, três compostos comuns em suplementos voltados ao relaxamento e à regulação do sono. A melatonina ajuda a regular o ciclo natural do sono.O magnésio participa do funcionamento muscular e nervoso.A L-teanina, presente no chá verde, é conhecida por promover relaxamento sem causar sedação pesada. O crescimento da categoria de bebidas para dormir Se o produto realmente existir, ele entraria em um mercado que cresce rapidamente. Nos últimos anos, marcas de suplementos e bebidas começaram a explorar o chamado sleep wellness, um segmento focado em melhorar a qualidade do descanso. Bebidas com ingredientes calmantes, gummies com melatonina e suplementos para dormir se tornaram cada vez mais comuns. Esse movimento acompanha uma mudança cultural maior. As pessoas passaram a tratar o sono como um dos pilares da saúde, ao lado de alimentação, exercício e saúde mental. Uma mudança estratégica interessante Caso a bebida realmente seja lançada, a Red Bull estaria expandindo sua atuação dentro do universo das bebidas funcionais. Em vez de competir apenas na categoria de energia, a marca passaria a atuar também no território do recuperar e descansar. Seria uma estratégia curiosa. A mesma empresa que construiu seu império com cafeína poderia agora apostar em um produto para desligar o corpo no final do dia. Por enquanto, tudo segue no campo dos rumores. Mas a simples possibilidade já foi suficiente para movimentar discussões nas redes e no mercado.