Tem gente que faz tudo “certo” no papel, 7 a 8 horas por noite, e mesmo assim acorda como se tivesse levado um caminhão. A Muse está apostando que, muitas vezes, o gargalo não é quantidade, é profundidade. A novidade da vez se chama Deep Sleep Boost: um recurso novo do headband Muse S Athena que monitora a atividade cerebral durante a noite e solta estímulos sonoros bem discretos, no timing certo, para reforçar o sono de ondas lentas (o tal do deep sleep). O que a Muse está fazendo? O Deep Sleep Boost roda no Muse S Athena, que combina sensores de EEG e fNIRS para acompanhar o que o cérebro está fazendo enquanto você dorme. Quando o sistema detecta que você entrou em sono profundo, ele emite pulsos de pink noise (um ruído “rosado”, mais suave que o branco) sincronizados com as oscilações lentas do cérebro, tentando “estabilizar” essa fase sem te acordar. Se o algoritmo percebe sinais de perturbação, ele pausa automaticamente. Aqui tem um ponto importante: isso é a virada do “relatório do dia seguinte” para uma lógica de intervenção em tempo real. Por que o deep sleep virou o troféu da noite Sono profundo (slow wave sleep) é o estágio mais ligado a recuperação física, consolidação de memória e saúde cerebral. É a parte do sono que, quando falta, deixa o corpo inteiro “sem atualização”. E sim, existe ciência por trás da ideia de estímulo sonoro sincronizado (closed-loop auditory stimulation) para aumentar atividade de ondas lentas em alguns contextos. O clássico do tema mostrou que dá para reforçar ritmos do sono com estímulos em fase. A Muse também cita resultados “fortes” em materiais de divulgação, como aumento relevante de atividade de ondas lentas e melhora em memória noturna, mas vale ler isso como evidência apresentada pela marca (não como promessa garantida para todo mundo, na sua casa, toda noite). A Muse quer controlar a jornada inteira do sono O Deep Sleep Boost entra como parte de um “sistema”: A tese é simples: cair mais rápido, dormir mais fundo, acordar mais limpo. Esse tipo de tecnologia é promissor, mas tem três verdades incômodas: Disponibilidade O Deep Sleep Boost já está disponível em iOS e Android e vem incluído para quem tem Muse S Athena, sem custo adicional, segundo a empresa 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
Depois de “quebrar a internet” com uma marca de ovos que era, na real, uma ação publicitária com o Canva, Gracyanne Barbosa (42) voltou ao tema, só que desta vez com produto de verdade: nasce a linha “GracIANA Ovos”, em parceria com a Iana Ovos, marca do grupo Granja Faria. O movimento é simples de entender: transformar meme em prateleira. A conversa orgânica virou entrega tangível, como definiu a gerente de marketing da Granja Faria, mantendo o humor que o público já tinha comprado, mesmo quando não tinha nada pra comprar. O que está sendo lançado? A “GracIANA Ovos” não é um SKU único. É uma linha assinada que reúne o portfólio de ovos especiais da Iana, com variações como: E a promessa é direta ao ponto: produto já disponível no varejo pelo Brasil, reforçando o ovo como proteína prática pra rotina de quem pensa em saúde e performance, sem romantizar. O case tem uma lógica poderosa da wellness economy: quando um comportamento vira identidade, a marca certa consegue virar categoria. Gracyanne não inventou o ovo. Ela virou o rosto cultural do ovo no Brasil, e isso tem valor de mídia. O que antes era piada, eu comi todo o estoque, virou estratégia: primeiro atenção, depois conversão. Relembra o gatilho? Em novembro de 2025, ela anunciou uma linha de ovos premium com embalagem e identidade visual caprichadas, e depois revelou que era uma ação com o Canva, usando a plataforma para criar a marca. A estética, tipo caixa aveludada, vibe luxo, ajudou a história a parecer real rápido. Agora, a diferença é que o produto existe. A brincadeira virou modelo de lançamento: primeiro o storytelling, depois o supply. A Iana Ovos fica em Pouso Alto, no sul de Minas, tem mais de 30 anos e foi adquirida pela Granja Faria em 2019. Segundo informações divulgadas, a unidade concentra cerca de 2 milhões de aves de postura. Já a Granja Faria, fundada em 2006, em Nova Mutum, MT, é um peso pesado do setor, com operações em múltiplas unidades e um volume relevante de produção e processamento. O fundador, Ricardo Faria, é conhecido como o Rei do Ovo, com patrimônio estimado em mais de R$ 17 bilhões segundo a Forbes Brasil. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
Todo mundo quer um atalho pra recuperar cabelo. E, quando o assunto é calvície androgenética (o famoso “padrão genético” que afina os fios até o folículo desistir), os caminhos mais conhecidos hoje continuam sendo os de sempre: minoxidil e finasterida. Funcionam pra muita gente, mas também carregam o “custo da conversa”: uso contínuo, paciência, e o medo de efeitos colaterais, principalmente no caso da finasterida. Agora entra um personagem improvável: uma raiz usada há séculos na medicina tradicional chinesa, chamada Polygonum multiflorum, também conhecida como He Shou Wu. Uma revisão científica publicada no Journal of Holistic Integrative Pharmacy juntou evidências de estudos laboratoriais, relatos clínicos e registros históricos e levantou a hipótese: essa planta pode atuar em várias frentes ao mesmo tempo, algo que pouca terapia faz. O que ela estaria fazendo no “ciclo da calvície” A revisão aponta alguns caminhos biológicos que fazem sentido no mapa da alopecia androgenética: A tese é sedutora: em vez de mirar num alvo só, a planta seria uma espécie de combo biológico. Isso é revisão de literatura, não tratamento comprovado. A própria publicação reforça que ainda faltam ensaios clínicos robustos para dizer se funciona mesmo em gente, qual dose, por quanto tempo, para quem e com que risco. E tem um alerta grande que muita manchete esquece O Polygonum multiflorum, He Shou Wu, tem um histórico importante na literatura médica: há inúmeros relatos de lesão hepática, inclusive casos graves associados ao uso da planta e de preparações em cápsulas ou comprimidos. Ou seja, natural não é sinônimo de inofensivo. A revisão e notícias derivadas dela mencionam que o processamento tradicional seria uma etapa relevante para segurança, mas isso não resolve o principal: sem padronização e sem estudo clínico forte, o risco vira loteria. O que isso sinaliza? O valor real dessa história é outro. A ciência está voltando para a medicina tradicional com lupa, tentando separar folclore, marketing e farmacologia. Às vezes não sai nada. Às vezes sai uma molécula útil. E, no mínimo, sai um mapa melhor do problema. Calvície é biologia mais tempo. Qualquer promessa simples demais costuma ser cara, no bolso, no fígado ou na frustração. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
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