Rachel Apa tinha 24 anos e corria a primeira maratona da vida. No domingo (1º), ela desmaiou depois de passar dos 38 quilômetros da Maratona de Nova York, já dentro do Central Park, a poucos quilômetros da chegada. Foi levada ao hospital Mount Sinai e morreu horas depois. Segundo o pai, a causa foi rabdomiólise. Quem era Rachel Ex-jogadora de hóquei sobre grama pela Universidade Bucknell, Rachel treinou durante meses para a prova. Ela corria para arrecadar dinheiro para a pesquisa sobre Parkinson, doença que matou o avô dela em 2022. Durante o percurso, Rachel avisou o pai que sentia dores por volta do quilômetro 22 e voltou a relatar desconforto mais adiante. Depois do desmaio, um espectador começou a massagem cardíaca e os socorristas usaram um desfibrilador antes de levá-la ao hospital. A família criticou a demora de cerca de sete minutos para a chegada dos paramédicos. O instituto médico legal de Nova York ainda investiga o caso, e a New York Road Runners, organizadora da prova, lamentou a morte em nota. O que é rabdomiólise? Rabdomiólise acontece quando fibras do músculo se rompem e liberam substâncias no sangue, como a mioglobina. Isso pode lesionar os rins e afetar o coração. Os sinais são dor muscular forte, fraqueza e urina escura. Se aparecerem durante ou depois de um treino, a orientação é procurar atendimento médico na hora. Calor e esforço, uma combinação de risco O quadro é raro, mas o risco aumenta com esforço intenso, calor e falta de hidratação. Um estudo com dados da própria Maratona de Nova York mostrou que a edição de 2022, a mais quente já registrada, teve o maior número de casos de rabdomiólise entre os corredores. Os casos acompanharam o índice de calor do dia da prova. Para quem organiza eventos e para quem corre, o recado é o mesmo. Preparo, hidratação e atenção aos sinais do corpo valem tanto quanto o ritmo de prova. A história de Rachel deixa um lembrete duro para quem está se preparando para a primeira prova longa. Cruzar a linha de chegada é só parte do objetivo. Treinar com preparo, respeitar os sinais do corpo e parar quando algo não parece certo também fazem parte da corrida. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
A cena do cachorro preso a uma corrente no fundo do quintal está com os dias contados em São Paulo. No estado, cães e gatos não podem viver amarrados por correntes, cordas ou qualquer meio que impeça o animal de se mover. A regra vem da Lei Estadual 18.184, de agosto de 2025. Em setembro, a capital reforçou a proibição com uma lei municipal própria, a 18.527, sancionada pelo prefeito Ricardo Nunes. O que muda na prática? A lei mira o animal que passa a vida preso, exposto ao sol, à chuva e ao frio, sem espaço para andar ou brincar. Além da corrente, ela proíbe manter cães e gatos em alojamentos inadequados, que coloquem em risco a saúde, a higiene ou a integridade física do bicho. A contenção segue permitida em situações temporárias. Nesses casos, o animal precisa ter água limpa, comida, abrigo, higiene e espaço para se deslocar, com coleira compatível com o porte dele. Na capital, o uso de enforcador também ficou proibido. E quem descumprir? Quem desrespeitar a regra pode responder por maus-tratos com base na Lei de Crimes Ambientais. Para cães e gatos, a Lei Sansão, de 2020, endureceu a punição para 2 a 5 anos de reclusão, além de multa. Na cidade de São Paulo, denúncias podem ser feitas pela central 156 ou pelo portal da prefeitura. A lei municipal não cria uma obrigação nova. Ela torna explícita uma regra que já existia e dá mais força à fiscalização local. O movimento é maior que o papel. Cães e gatos deixam de ser tratados como ferramenta de vigilância do quintal e passam a ser reconhecidos como seres que precisam de espaço, cuidado e liberdade para viver bem. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
A longevidade pode começar por um órgão que quase ninguém associa ao envelhecimento. Pesquisadores da Escola de Medicina Keck, da Universidade do Sul da Califórnia, fizeram o fígado de ratos idosos voltar a filtrar o sangue como o de animais jovens. Bastaram duas semanas de um remédio experimental chamado cinaciguat. O estudo saiu no Journal of Biological Chemistry. O que acontece com o fígado quando envelhecemos? O fígado tem células que funcionam como uma peneira. Elas têm pequenos furos por onde passam as substâncias que o órgão precisa retirar do sangue, como gorduras e proteínas. Com a idade, esses furos diminuem ou somem, um processo que a ciência chama de pseudocapilarização. A peneira entope e a limpeza do sangue perde eficiência. Duas semanas para virar o jogo Os ratos idosos receberam cinaciguat todos os dias por duas semanas. O remédio ativa uma enzima que aumenta um mensageiro químico interno, o cGMP. Nas células da peneira dos animais velhos, esse mensageiro estava 60% abaixo do nível dos jovens. Com o tratamento, ele voltou ao normal e os furos reapareceram por completo. O efeito chegou ao sangue. A beta-amiloide caiu pela metade e voltou ao nível dos animais jovens. O colesterol LDL também recuou ao patamar de um rato jovem. Os pesquisadores encontraram a explicação. O tratamento faz as células da peneira liberarem um fator de crescimento que estimula as células vizinhas a produzir mais receptores de LDL, estruturas que diminuem com a idade. E o Alzheimer, entra nessa conta? A beta-amiloide é a proteína que forma as placas ligadas ao Alzheimer no cérebro. Por isso o resultado chama atenção. Os próprios cientistas, no entanto, pedem cautela, porque menos proteína circulando no sangue não significa menos placas no cérebro. A aposta é estratégica. Alcançar o fígado com um remédio é bem mais simples do que atravessar a barreira que protege o cérebro. Tudo, por enquanto, foi testado apenas em animais. O estudo reforça uma ideia que ganha força na ciência da longevidade. Envelhecer não é um processo único, é a soma de órgãos perdendo função em ritmos diferentes. Tratar o envelhecimento de um órgão específico pode ser o trampolim para reduzir riscos que aparecem lá na frente, do coração ao cérebro. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
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