A adidas Originals quer tirar o relógio do pulso. A marca apresentou o ADAPTIK ONE, um relógio digital que pode ser usado no braço ou preso na bolsa, na mochila ou na roupa. Segundo o comunicado de lançamento no Japão, é o primeiro modelo duas em uma da linha de relógios da Originals. Como funciona? Basta deslizar a peça para trocar de modo. Pendurado, o relógio vira um mosquetão. No pulso, volta ao formato tradicional. A caixa é de alumínio, com 38 mm, e a pulseira é de silicone. Nas funções, o essencial para quem vive em movimento. Cronômetro, calendário, luz e resistência à água. O lançamento é em 27 de novembro, no Japão, por 20.900 ienes, cerca de R$ 700. A pré-venda começou em 22 de outubro, e ainda não há data para outros países. Por que isso importa? Enquanto boa parte da categoria corre atrás de sensores e métricas, a adidas joga em outro campo. A aposta é na versatilidade e no estilo. O relógio acompanha a rotina de quem treina, se desloca e segue para a rua sem precisar escolher entre acessório esportivo e peça de moda. É o DNA da Originals, que nasceu no esporte e ganhou a rua. Relógio deixou de ser só acessório de pulso. O wearable do futuro é menos sobre onde ele fica e mais sobre como ele se adapta à sua rotina. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
O intestino delgado sempre foi um dos pontos cegos da medicina, e engenheiros do MIT acabam de apresentar uma solução que literalmente rasteja até lá. Batizado de BIOSENTER, o robô macio se move como uma cobra dentro do órgão. O estudo foi publicado na revista Science Robotics na quarta-feira (28/10), em parceria com o UT Southwestern Medical Center. Por que o intestino delgado é um campo minado para o diagnóstico? São de 6 a 7 metros de tubo enrolados dentro da barriga, com uma parede escorregadia e delicada. Chegar lá com precisão é difícil, e o padrão atual não facilita. Hoje o exame é feito com um enteroscópio de duplo balão, que o profissional enche e esvazia alternadamente para avançar pelo órgão. O procedimento pode passar de 90 minutos. Existe outro gargalo, menos visível. Segundo Binbin Ying, um dos autores principais do estudo e hoje professor na UT Southwestern, poucos médicos são treinados para fazer esse exame. Ou seja, o problema não é só técnico. É de acesso. Como o robô vira o jogo? O BIOSENTER tem cerca de 9 centímetros e quatro câmaras de ar distribuídas pelo corpo. Elas inflam em combinações diferentes, contraindo um lado e depois o outro, no mesmo movimento de uma cobra. A superfície tem uma textura inspirada em kirigami, parecida com escamas, que se prende à parede do intestino sem esticar demais o tecido. O robô entra pela boca ou pelo reto, fica ligado a um cabo e é guiado por joystick. Pelo canal central passam as ferramentas, uma câmera, um borrifador de medicamento e clipes para coletar tecido ou retirar pequenos pólipos. Nos testes com porcos, ele percorreu 2 metros de intestino em 11 minutos, fazendo imagens, biópsias e aplicando líquido em pontos específicos, sem dano visível ao órgão. O que isso sinaliza para o mercado de saúde? A aposta é no diagnóstico de sangramentos, doença de Crohn e outras inflamações intestinais, além de tumores. Os pesquisadores já usam inteligência artificial para otimizar a estrutura de kirigami e miram uma navegação cada vez mais automática. Se a tecnologia for integrada aos equipamentos que já existem, a curva de treinamento cai e o exame chega a mais pacientes. Por enquanto, tudo ainda está em fase pré-clínica. É a prova de que a próxima fronteira da saúde digestiva passa menos por aparelhos maiores e mais por ferramentas que se adaptam ao corpo. Exames mais rápidos e menos dependentes de poucos especialistas significam diagnósticos mais cedo, e diagnóstico cedo é o ativo mais valioso de qualquer estratégia de longevidade. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Emagreceu e agora o rosto parece mais velho? Você se dedicou, as roupas voltaram a servir, você comemorou. Só que no espelho a pele parece mais solta e o rosto perdeu volume. E tem uma indústria inteira de olho nisso. Emagreceu, mas o que mais mudou? A barriga pode estar menor, mas a pele parece mais solta. O rosto perdeu volume. Aquela flacidez que antes não chamava tanta atenção agora incomoda. Isso acontece porque o rosto também perde gordura durante o emagrecimento, e com menos volume as linhas e a flacidez ficam mais aparentes. Não acontece com todo mundo, nem da mesma maneira. A quantidade de peso perdido, a idade, a genética e as características da pele fazem diferença. A culpa é da caneta? Você provavelmente já ouviu falar em “Ozempic face”. Só que o nome pode confundir. Essa alteração não é exclusiva de quem usa Ozempic ou outros medicamentos para emagrecer. Ela também pode acontecer com quem perde peso com mudanças na alimentação, exercícios ou outros tratamentos. O principal fator é a perda de gordura facial. Não dá para colocar toda a culpa no medicamento. A indústria da beleza já está de olho Uma reportagem da Reuters, publicada em outubro de 2026, mostrou que empresas como Galderma, L’Oréal e Natura estão de olho em produtos e tratamentos voltados às mudanças na pele e no rosto após o emagrecimento. Pensa comigo: se cada vez mais pessoas estão emagrecendo, também cresce o número de consumidores procurando maneiras de cuidar da aparência depois dessa transformação. E o mercado não costuma demorar para perceber uma nova demanda. Vamos falar a verdade sobre os cremes Se a sua primeira reação foi pensar “vou comprar um creme para resolver isso”, calma! Um bom produto pode hidratar, melhorar a textura e deixar a pele com uma aparência melhor. Mas creme não repõe a gordura que você perdeu no rosto e não faz milagre contra toda flacidez. Desconfie de qualquer produto que prometa uma transformação que ele não consegue entregar. Então era melhor não ter emagrecido? Claro que não! Para quem tem indicação, emagrecer pode melhorar a pressão arterial, o controle da glicose, a mobilidade, o sono e a qualidade de vida. Esses benefícios não desaparecem porque a pele ficou mais solta. E você não precisa corrigir cada mudança que percebe no espelho. Transformar toda característica do corpo em um problema a ser resolvido também pode virar uma armadilha. O que fazer antes de gastar com tratamentos? Comece pelo básico, que muitas vezes fica em segundo plano: comer o suficiente, consumir proteína em quantidade adequada, fazer treino de força e ter acompanhamento profissional. Isso ajuda a preservar massa muscular durante a perda de peso. Não garante que você não terá flacidez, porque a pele também depende da genética, da idade e de quanto peso foi perdido. Se a mudança realmente incomodar, procure uma avaliação individualizada antes de investir em procedimentos. Emagrecer virou só a primeira etapa? Antes, boa parte do mercado da beleza vendia soluções para quem queria emagrecer. Agora também existe espaço para o que acontece depois que o peso diminui. Isso pode trazer inovação, mas quando uma preocupação vira oportunidade de negócio aparecem tanto soluções sérias quanto promessas exageradas. A questão é saber se aquilo entrega o que promete, e se você de fato quer ou precisa daquele tratamento. E você, investiria mais dinheiro para cuidar dessas mudanças ou entenderia que elas podem fazer parte da transformação do seu corpo? Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
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