Por Daiana Parisato, nutricionista de mulheres e influenciadora da área de saúde Eu já tive. Mais de uma vez. E tenho quase certeza de que a maioria das pessoas que trabalha com internet já teve também. O que me fez escrever sobre isso foi um vídeo que postei nas últimas semanas e que viralizou muito, sobre a decisão do Pantera de parar de mostrar a esposa, Gleicy, no próprio perfil. Para quem não conhece, o Pantera é um dos grandes nomes do meio fitness nas redes sociais. Eu o considero uma das influências mais ✨humildes✨ e do bem que, como pessoa, gosto de acompanhar. “UÉ, MAS POR QUE A ESPOSA DELE NÃO VAI APARECER MAIS?” O casal começou a compartilhar a jornada de emagrecimento dela. Nesse processo, a linda perdeu mais de 30 kg. E eu, obviamente, como nutricionista, AMAVA acompanhar aquela evolução, e inclusive a citava como inspiração para as minhas pacientes que estavam no mesmo caminho. Estava tudo indo muito bem. Menos pelos comentários. Quando ela estava acima do peso, apareciam pessoas criticando a diferença física entre os dois, fazendo comentários cruéis sobre o corpo dela e questionando por que um homem com o corpo dele estaria com uma mulher gorda. Ela emagreceu. E adivinha? O ódio digital não sumiu. Só mudou de argumento. Agora os comentários diziam que o Pantera estava “usando a esposa pra ganhar dinheiro”. O corpo dela deixou de ser o alvo e o problema virou a relação dos dois. E essa história me lembrou de uma coisa que quem trabalha com internet aprende da pior forma: DISCORDAR É UMA COISA. COMENTAR PARA DESTRUIR É OUTRA. Eu trabalho 100% no digital e recebo comentários o dia inteiro. Discordância e debate saudável fazem parte da vida de quem faz vídeo. Bullying digital é outra coisa. É quando o comentário sai do assunto e vai pro corpo, pra família, pro relacionamento da pessoa. “Hipopótamo.” “Tá usando a mulher pra ganhar dinheiro.” Esses foram comentários que o Pantera recebeu: destrutivos e desprovidos de empatia. E isso tem um custo para quem cria. Uma revisão sistemática publicada em 2021, que reuniu 43 estudos sobre perseguição e assédio on-line em adultos, encontrou consequências negativas para a saúde mental em 42 deles, incluindo ansiedade, sintomas depressivos e crises de pânico. É óbvio que um comentário maldoso isolado não adoece ninguém. Mas o ataque persistente, por anos, tem seu preço. Comecei a postar vídeos quando ainda era estudante de Nutrição, e ao longo dos anos já falaram mal do meu corpo, do meu relacionamento, da minha família e da minha forma de enxergar saúde e nutrição. Quando muita gente tem acesso a você, absolutamente QUALQUER COISA vira motivo. Por isso eu entendo completamente a decisão do Pantera. Se alguma coisa começa a machucar uma pessoa que você ama, proteger esse alguém é muito mais importante do que continuar mostrando a vida dela para desconhecidos. Mas aqui vai o problema…. Todos os dias, pessoas honestas desistem da internet em silêncio. Se todas as pessoas do bem desistirem da internet por causa do ódio digital, sobra o quê? Tigrinho? Casa de aposta? Influenciadores vendendo produtos enganosos? Bullying digital não é “parte do trabalho” de quem cria conteúdo. É um problema de saúde mental, e ele está esvaziando a internet justamente das pessoas que a tornam melhor. Do lado de cá nós podemos escolher quem ganha palco. Podemos escolher exaltar gente honesta, falar bem do trabalho de bons profissionais, incentivar quem está fazendo um trabalho justo.. Gente honesta precisa de incentivo para ficar e não de motivo para desistir.. Que sejamos, eu e você, a resistência em um lugar onde tanta gente aprendeu a destilar ódio pela ponta dos dedos. Manda esta coluna para alguém que também já teve vontade de sumir da internet. Que ela sirva de incentivo para que pessoas boas e honestas continuem produzindo videos por aqui 🩷 Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
A próxima fronteira da longevidade cerebral pode estar longe da cabeça. Pesquisadores da UCLA, a Universidade da Califórnia em Los Angeles, identificaram uma ligação entre as bactérias do intestino e o ritmo em que o cérebro envelhece. O estudo foi publicado em setembro na revista científica eBioMedicine. Como se mede a idade de um cérebro? A equipe analisou exames cerebrais de quase 1.500 adultos, de jovens a pessoas de meia-idade. Esses exames mostram como as diferentes áreas do cérebro se comunicam quando a pessoa está em repouso. Com esses dados, um modelo computacional estimou a idade cerebral de cada participante. Quando o cérebro aparentava ser mais velho do que a idade real, o resultado indicava envelhecimento acelerado. O cérebro mais velho cobra a conta A diferença não ficou só na imagem. Quem tinha o cérebro mais “velho” teve desempenho pior em testes de memória de trabalho e de funções executivas, as habilidades que sustentam o foco, a organização de tarefas e o manejo das informações do dia a dia. Esse mesmo grupo relatou mais sintomas de depressão. Para quem lidera times e negócios, é um dado que conversa diretamente com desempenho e saúde mental. O que o intestino tem a ver com isso? Em 344 participantes, os cientistas também analisaram amostras de fezes. O envelhecimento cerebral mais acelerado apareceu junto de determinadas bactérias e de substâncias produzidas no intestino. Entre elas estão as ceramidas, um tipo de gordura, e um composto que vem da quebra do colesterol. Já os níveis de estetrol, uma forma de estrogênio, apareceram mais baixos. O estudo aponta uma associação, não uma relação de causa e efeito. Ainda não é possível dizer se o intestino altera o cérebro, se o cérebro altera o intestino ou se um terceiro fator mexe com os dois. Mesmo com essa ressalva, o recado para o mercado de bem-estar é forte. Os sinais de envelhecimento cerebral podem surgir décadas antes do primeiro esquecimento, e o intestino pode ser uma das pistas para enxergá-los cedo. A longevidade do futuro é menos remédio para o esquecimento e mais leitura antecipada do corpo, um ecossistema em que microbioma, cérebro e personalização jogam no mesmo time. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
A recuperação ganhou espaço no seu freezer. A adidas apresentou o Climacool Recovery Slides, um chinelo que precisa passar pelo congelador antes de ser usado. O modelo foi mostrado em um evento de inovação da marca na Alemanha e, por enquanto, é apenas um conceito. Como funciona o chinelo gelado? A palmilha e a tira têm câmaras de resfriamento. Para ativar, basta deixar o chinelo cerca de 30 minutos no congelador. A partir daí, ele funciona como uma bolsa de gelo para os pés. A meta é aliviar o inchaço depois do treino, um dos desconfortos mais frequentes da recuperação. O frio contrai os vasos sanguíneos, menos líquido chega à região e o pé desincha. O design deixa claro o propósito. O chinelo é grosso, semitransparente e pesado, feito para o descanso e não para longas caminhadas. Ainda não há data nem preço de lançamento. Por que isso importa para o mercado? Uma gigante do esporte dedicar engenharia a um produto que não serve para treinar diz muito sobre o momento. A recuperação deixou de ser só o intervalo entre um treino e outro e virou categoria própria, com produto, linguagem e consumidor. É a prova de que o pós-treino entrou de vez no radar das grandes marcas. Quem quiser disputar a atenção do atleta vai precisar estar presente também nas horas em que ele está parado. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
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