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Fitbit Edge, o novo rastreador do Google, mostra que o produto de verdade é o coach

O Google acaba de lançar o Fitbit Edge, seu novo rastreador de saúde. O aparelho custa US$ 179,99 e chega às lojas em 27 de outubro. Mas olhar só para o pulso é perder o principal movimento. O relógio virou porta de entrada, e o negócio está na assinatura. O que o aparelho entrega? O Edge tem tela AMOLED de 1,34 polegada, GPS embutido e bateria de até sete dias. O Google o posiciona entre o Fitbit Air, que não tem tela, e o Pixel Watch. Segundo a empresa, o GPS ficou 40% mais preciso e a detecção das fases do sono, 15% mais precisa em relação às gerações anteriores. Ele acompanha mais de 50 modalidades de exercício. Tem um detalhe que pesa. O Google chama o Edge de seu primeiro rastreador reparável, com design interno modular e bateria substituível. Em um mercado em que o aparelho costuma ir para o lixo quando a bateria cansa, isso estica a vida útil do produto e da relação com o cliente. O coach é o produto de verdade Com a assinatura Google Health Premium, o usuário acessa o Google Health Coach, feito com o Gemini, que usa dados de condicionamento, saúde e histórico médico para montar rotinas e treinos semanais ajustados à agenda. O app Google Health reúne informações do wearable, de aplicativos conectados e de prontuários médicos. Todo Edge vem com três meses de Premium. Depois disso, a conta muda. Para manter o coach após o período de teste, é preciso pagar a assinatura. Por que isso importa para o mercado? O hardware deixa de ser o fim da venda e vira o começo da receita recorrente. O aparelho coleta os dados, a inteligência artificial personaliza a jornada e a assinatura garante engajamento mês a mês. É o mesmo jogo que outros players de wearables já jogam, agora com o peso do Gemini. A edição especial criada com Stephen Curry, por US$ 219,99, mostra que a performance esportiva segue como vitrine. O que segura o cliente, porém, é o acompanhamento diário. O wearable do futuro é menos relógio e mais treinador de bolso. Quem dominar o coach vai dominar o ecossistema de bem-estar. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Curativo líquido da Unicamp pode cortar pela metade o tempo de cicatrização

Esqueça a gaze e o esparadrapo. Pesquisadores da Faculdade de Engenharia Química da Unicamp desenvolveram um curativo líquido que pode reduzir em até 50% o tempo de cicatrização de feridas. Aplicada sobre a lesão, a solução vira uma película transparente em até 45 segundos. Como funciona a tecnologia? O produto é feito de PLA, um polímero compatível com o corpo. Ele pode ser aplicado com um dispositivo parecido com um aerossol. Sobre a ferida, forma uma estrutura tridimensional que protege contra agentes externos e dá suporte à regeneração das células. Ao longo da cicatrização, o polímero é metabolizado e absorvido pelo organismo, sem necessidade de retirada. A grande virada de chave estava na fórmula. O polímero já era conhecido pela alta compatibilidade com o corpo, mas os métodos tradicionais para deixá-lo líquido dependiam de solventes tóxicos. A equipe resolveu isso com uma combinação de solventes de origem renovável, que os pesquisadores descrevem como atóxicos. A pesquisa foi coordenada pelo professor Rubens Maciel Filho. O que muda em relação ao curativo comum? Quem já trocou um curativo sabe o problema. Gaze e esparadrapo podem arrancar o tecido novo, atrapalham no banho e soltam nas articulações. A umidade e o manuseio ainda abrem espaço para infecção. A película inverte essa lógica. Ela é impermeável à água externa, então você toma banho sem proteção extra, e por ser transparente deixa acompanhar a ferida sem tirar nada. Também não limita movimentos em regiões como joelhos e cotovelos. Menos troca significa menos risco e uma recuperação mais rápida. Do laboratório para o mercado O resultado é promissor, mas ainda está no começo da corrida. Nos ensaios pré-clínicos in vivo feitos com a Faculdade de Medicina de Jundiaí, a cicatrização levou cerca de metade do tempo observado com coberturas tradicionais. Ainda são necessários testes em humanos, e a tecnologia não está disponível para uso clínico. O caminho comercial já está desenhado. A tecnologia foi licenciada com exclusividade para a Dermbio Biotech, spin-off da Unicamp que tem os inventores como sócios. A empresa trabalha agora nas etapas regulatórias e na estruturação comercial. Há ainda potencial de uso em animais, o que amplia o mercado possível. É a prova de que inovação em saúde também nasce na universidade brasileira. Quando a ciência encontra um modelo de negócio, a pesquisa deixa a bancada e entra em quadra. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Anvisa manda apreender canetas de tirzepatida e retatrutida vendidas sem registro

A febre das canetas emagrecedoras ganhou mais um capítulo, agora no campo regulatório. A Anvisa determinou a proibição e a apreensão de canetas e frascos com tirzepatida e retatrutida comercializados sem registro sanitário no Brasil. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (14). Quem entrou na mira? A agência proibiu a fabricação, a importação, a venda, a distribuição, a propaganda e o uso dos produtos anunciados nos sites Peptídeos do Brasil, Oxygen KWP Pharma Brasil e ZPHC Store. A fiscalização também alcançou a plataforma Zyntrashop. A CNN Brasil cita ainda a Liberty Pharma e informa que parte dessas empresas não tem CNPJ cadastrado na Receita Federal. O alcance vai além dos nomes citados. A determinação vale para todos os lotes e se estende a qualquer outro comércio que venda esses produtos sem registro. A apreensão não se aplica a quem importa como pessoa física, exclusivamente para consumo próprio. Mounjaro de verdade ou produto de site? A tirzepatida é o princípio ativo do Mounjaro, indicado para diabetes tipo 2 e obesidade. No Brasil, só a Eli Lilly pode vendê-la. Segundo a Anvisa, os itens encontrados nos sites investigados não correspondiam à versão aprovada pelo órgão. A retatrutida é outro caso. Ela atua em três hormônios ao mesmo tempo, GLP-1, GIP e glucagon, e ainda está em estudo. A própria Anvisa alerta que ela não está aprovada em nenhum país. Ou seja, qualquer venda é ilegal. A lista da agência inclui também outros injetáveis sem registro, como BPC-157, GHK-Cu e TB-500. O que esse movimento diz sobre o mercado? A demanda por canetas cresceu mais rápido do que o acesso ao produto regulado. Nesse vácuo, prosperou um mercado paralelo de “peptídeos” vendidos online, com cara de farmácia e zero garantia de conteúdo, dose ou qualidade. A Anvisa vem apertando o cerco em sequência. Um dia antes, uma resolução já havia proibido a comercialização e a manipulação de um lote de tirzepatida da Farmausa Pharmaceutical, que descumpriu ordem anterior de destruição do produto. Para quem atua no setor, o recado é claro. Clínicas, farmácias e marcas que surfam a onda dos agonistas de GLP-1 vão precisar provar procedência. O mercado do emagrecimento do futuro é menos atalho e mais rastreabilidade. Em um setor movido por promessas, a confiança virou o ativo mais valioso do jogo. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

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