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Pesquisadores canadenses defendem que o exercício seja prescrito como remédio para o cérebro

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Se você tem TDAH, ficar parado piora seus sintomas, e o exercício é parte do tratamento

Se você tem TDAH, ficar parado piora seus sintomas, mesmo tomando remédio, e o exercício é parte fundamental do tratamento. TDAH é o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, que afeta o foco, a organização e o controle dos impulsos. O exercício é um dos pilares do tratamento, porque ajuda a controlar os sintomas e melhora a qualidade de vida, e o sedentarismo faz o caminho contrário, piorando o quadro até de quem já usa medicamento. Isso acontece porque o exercício mexe na química do cérebro. Ele aumenta a dopamina, a adrenalina e a noradrenalina, as moléculas que os neurônios usam para se comunicar. São justamente elas que ajudam no foco, na atenção, na motivação, no humor e no controle dos impulsos, as mesmas funções que o TDAH atrapalha. Com 2 a 4 treinos por semana, já é comum ver menos hiperatividade e menos ansiedade. O aeróbico, como caminhar, correr, pedalar ou nadar, funciona como um combustível temporário para o cérebro ganhar foco e clareza, e os movimentos repetidos com controle da respiração ajudam a silenciar a mente agitada. Cada tipo de treino ajuda de um jeito. A musculação reduz a agitação física. As artes marciais melhoram a atenção, o autocontrole e a disciplina. E práticas de corpo e mente, como yoga e pilates, ajudam a regular as emoções e diminuem a ansiedade, por isso vale experimentar e combinar. Esportes com bola ou com adversário, como futebol e beach tennis, são um ótimo desafio para quem tem TDAH. Como o jogo muda o tempo todo, o cérebro precisa se concentrar para reagir rápido, e isso treina justamente o controle da impulsividade, além de ajudar a socializar. O exercício melhora o controle inibitório, que é a capacidade de pensar antes de agir, e ajuda o remédio e a terapia a funcionarem melhor, sem substituir nenhum dos dois. Converse com seu médico e escolha uma modalidade, porque o melhor treino é aquele que você consegue manter. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar?A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor.Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Quase nove em cada dez alegações sobre saúde checadas nas redes brasileiras são falsas

Quase nove em cada dez alegações sobre saúde checadas nas redes brasileiras são falsas. O dado é do relatório Raio-X da Desinformação em Saúde, do Observatório Lupa, produzido com apoio do grupo de educação médica Afya. Para quem trabalha com bem-estar, o recado é duro. Seu concorrente mais barulhento talvez não seja outra marca, e sim uma mentira bem embalada. O levantamento analisou 764 conteúdos virais entre 2017 e junho de 2026. Foram 667 falsos, ou 87,3% do total. Isso dá mais de uma mentira de grande alcance por semana. A mentira veste jaleco A tática mais comum é a falsa autoridade científica, presente em 21,6% das alegações. São estudos distorcidos, frases inventadas atribuídas a médicos reais e deepfakes cada vez mais convincentes. Logo atrás aparecem o alarmismo, em 17% dos casos, a distorção de dados, em 15,7%, e as soluções simples para problemas complexos, em 12,6%. Rosto conhecido faz parte do jogo. Ao menos 142 conteúdos traziam figuras públicas, o que não significa que elas tenham endossado as alegações. O Ministério da Saúde chegou a denunciar 97 perfis que usavam inteligência artificial para imitar a voz de Drauzio Varella oferecendo terapias milagrosas. O medo virou a principal arma Os temas também mudaram. Entre 2025 e 2026, metade das fake news passou a mirar doenças crônicas como diabetes e problemas no coração, quase sempre com a promessa de uma cura simples, rápida e barata. No ciclo mais recente, o medo assumiu o volante. Vacinas, tratamentos e produtos do dia a dia aparecem ligados a câncer, infertilidade ou morte. A urgência faz muita gente compartilhar antes de checar. Só sobre vacinas, foram 244 alegações examinadas, e 212 eram falsas. O WhatsApp aparece em mais de 70% dos casos, justamente onde a mensagem chega por amigos e familiares. A Lupa pondera que isso não prova que o aplicativo seja a origem das mentiras, já que a agência recebe pedidos de checagem por um canal próprio ali. Quando a desinformação vira modelo de negócio Aqui mora o alerta para todo executivo do setor. Das 18 verificações ligadas à exploração comercial, 17 envolviam algum tipo de oferta ao público. O diabetes lidera esse recorte, presente em sete delas, com produtos vendidos como naturais e promessas que nenhum tratamento sério faria. Victor Terra, coordenador de educação da Lupa, defende cortar a monetização de quem lucra com a mentira para asfixiar a estrutura dessas fraudes. Enquanto isso não acontece, quem joga limpo disputa atenção num campo onde o adversário promete milagre e não presta contas. É a prova de que, no mercado de saúde e bem-estar, credibilidade virou ativo estratégico. Marcas, clínicas e profissionais que investem em evidência, transparência e comunicação clara não estão só fazendo o certo. Estão construindo a única vantagem competitiva que uma fake news não consegue copiar. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar?A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor.Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Cientistas japoneses usam um gás do próprio câncer para fabricar a substância que ataca o tumor

Esqueça a ideia de levar o remédio pronto até o tumor. Cientistas japoneses criaram uma técnica que usa um gás liberado pelo próprio câncer para fabricar uma substância tóxica dentro das células doentes. O tumor vira a fábrica da arma que vai atacá-lo. O estudo foi liderado por Katsunori Tanaka, do instituto RIKEN, e publicado em 17 de setembro na Nature Communications. Por enquanto, os testes foram feitos apenas em células de laboratório. O que realmente acontece aqui? O gás é o monóxido de carbono. Ele é conhecido como venenoso, mas o corpo humano também produz pequenas quantidades naturalmente. Alguns tumores produzem esse gás em excesso, e as células saudáveis não. Os pesquisadores levaram um composto de paládio até as células. Esse composto transforma o monóxido de carbono em uma molécula chamada fenantridinona, cujos derivados são tóxicos para as células e já foram usados em medicamentos contra o câncer. O desafio era manter a reação viva. Substâncias naturais da célula, como a glutationa, desativam o paládio rapidamente, e a saída foi envolver o catalisador em albumina, que o protegeu dentro das células. Por que o sangue não estraga o plano? Esse era o campo minado. Se o monóxido de carbono do sangue acionasse a reação no caminho, a substância tóxica surgiria antes de chegar ao tumor. Nos testes, o sangue não ativou a reação. A explicação provável é que, no sangue, o gás fica preso à hemoglobina e não sobra para reagir. Isso indica que a substância seria produzida só onde existe tumor. Os próprios pesquisadores mantêm os pés no chão. Eles descrevem o efeito contra as células de câncer como modesto. Ainda é uma prova de conceito, e o próximo passo é testar em animais. Só depois disso dá para falar em eficácia e segurança. Uma linha de pesquisa que vem ganhando corpo Não é a primeira jogada do grupo. Em 2022, a equipe de Tanaka já havia mostrado que era possível fabricar substâncias anticâncer no local onde são necessárias, apenas injetando os ingredientes na veia. A novidade agora é usar um subproduto do próprio tumor como matéria-prima. A lógica do tratamento vira de cabeça para baixo. Sai o remédio pronto, entra um ingrediente inofensivo que só ganha poder quando encontra o câncer. Se avançar, é o tipo de abordagem que pode redesenhar a oncologia de precisão, com mais foco no alvo e menos dano ao resto do corpo. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar?A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor.Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

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