Um anúncio de um item chamado “Cirqa Smart Band” apareceu por alguns minutos no site canadense da marca e depois sumiu. Mas deu tempo de capturarem alguns detalhes. O que vazou até agora Pelo que foi visto no listing: → duas medidas de pulseira: P/M e G/EG→ duas cores: Black e French Grey E isso é importante por um motivo simples: parece ser de pulso, não de braço. Porque a Garmin já tem um tracker sem tela, mas é de braço: o Garmin Index Sleep Monitor, lançado no ano passado, focado em sono. Se o Cirqa se confirmar, seria o primeiro “screenless” de pulso da Garmin. A comparação com a Whoop A Whoop virou referência nesse formato por transformar um wearable em “sistema”: A versão mais recente (Whoop 5.0) ainda puxa features como ECG, melhorias em sono, insights de pressão arterial em beta, VO2 Max e afins. O sinal aqui: a Garmin pode estar mirando exatamente o público que quer menos relógio no pulso e mais coaching invisível. A pista estratégica: Garmin está ficando mais “wellness” Nos últimos meses, a marca vem expandindo o papo para além de performance pura. Exemplo: ela anunciou rastreamento de nutrição no Connect+, com metas, calorias, macros e insights personalizados para assinantes. E 2025 foi cheio disso: Oura, Ultrahuman, Whoop, Apple e a própria Garmin empurrando wearables para um papel mais “sistema operacional da saúde”. Quando pode sair O listing removido sugeria disponibilidade por volta de maio ou junho. E tem gente especulando anúncio já no próximo mês. Nada confirmado ainda. Mas o vazamento já fez o que precisava: colocou a pergunta no ar. Se a Garmin lançar uma Whoop dela, você usaria uma pulseira sem tela? 👀 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
Pesquisadores da USP, em colaboração com instituições como a UFSCar e a Universidade da Califórnia, desenvolveram uma saliva artificial a partir de uma proteína extraída da cana. O nome é CaneCPI-5 e o primeiro formato pensado é bem direto: enxaguante bucal. O que essa proteína faz? Pensa no esmalte como uma parede.A CaneCPI-5 funciona como um verniz inteligente. Ela gruda forte no esmalte e “reorganiza” a película protetora natural que já existe ali. Com isso, inibe enzimas que aceleram a desmineralização (aquele processo em que o ácido vai “comendo” a estrutura do dente). E tem um detalhe importante: os estudos indicam que esse efeito pode ficar ainda mais forte quando a fórmula recebe flúor e xilitol. No fim é uma camada extra de proteção Por que isso importa agora O alvo principal são pacientes com câncer de cabeça e pescoço. Em muitos casos, a radioterapia causa xerostomia (boca seca). E boca seca é tipo “cidade sem chuva”: a proteção natural some, o risco sobe, e os dentes ficam vulneráveis. A proposta da saliva artificial é preencher essa lacuna: proteger o esmalte, reduzir chance de problemas e, potencialmente, ajudar também em inflamação e cicatrização (dependendo de como a tecnologia evoluir nas próximas aplicações). Da pesquisa para o mercado: onde o jogo fica sério A inovação já está patenteada e a equipe estuda expandir o portfólio para além do enxaguante: géis e filmes orais, por exemplo. Agora vem a parte que causa impacto real: escala industrial e parceiros. Porque se virar produto acessível, essa tecnologia entra em dois mercados ao mesmo tempo: 1) necessidade médica (xerostomia e proteção do esmalte)2) nova onda de cuidados: biohacking bucal e saúde personalizada E aí a cana vira o que ela sempre foi no Brasil: matéria-prima que move indústria, só que agora, com um crachá de biotech. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
Sabe quando uma marca começa com um produto “chocante” só pra ganhar atenção e depois vira uma plataforma de verdade? É isso que o Death Clock está tentando fazer. Conhecido por prever uma “data de morte” (sim, pesado), o app agora lançou o Life Lab, um recurso que eles chamam de “AI health concierge”. A proposta é transformar curiosidade mórbida em rotina de prevenção, usando exames de sangue + plano personalizado dentro do próprio aplicativo. A ambição é clara: trazer para “gente normal” o tipo de acompanhamento que hoje mora em concierge medicine e clínicas premium de longevidade. Como funciona na prática O onboarding continua com um questionário de 29 perguntas. Só que agora entra a parte que muda o jogo: Exames de sangue com parceiros nos EUAO app se conectou a grandes redes de laboratórios com milhares de locais de coleta.Os pacotes vão de US$ 99 a US$ 299, dependendo da quantidade de biomarcadores. E tem um detalhe importante:Você pode fazer o exame nos parceiros ou subir resultados que já tem (do seu médico, por exemplo). A promessa que fisga A IA do app diz que foi treinada em mais de 1.200 estudos de longevidade e te entrega duas linhas do tempo: 1) Uma “data prevista” (do jeito que você está hoje)2) Uma “data potencial” (se você otimizar hábitos e riscos) A narrativa do produto é: o Life Lab existe pra diminuir o gap entre essas duas datas. Eles não querem te assustar, querem criar um plano de ação pra aumentar sua longevidade O que vem no relatório O Life Lab organiza tudo como uma espécie de “ofensiva clínica” contra quatro frentes clássicas de doença crônica: coração, câncer, diabetes e demência E aí ele entrega: O objetivo maior é virar um hub: juntar exames, histórico médico e até dados de wearables no mesmo lugar. O que isso diz sobre o mercado Esse lançamento é menos sobre “prever morte” e mais sobre um movimento que está ficando óbvio: apps de saúde querem sair do tracking e entrar no cuidado.Com IA como tradutora.E com exame de sangue como “momento de verdade”. Só que tem um ponto de atenção: quando um app começa a sugerir suplementos, medicações e condutas… a régua de responsabilidade sobe muito. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
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