Quase toda marca diz que tem um propósito, mas poucas colocam o próprio CEO numa sala de aula pra defender essa ideia na frente de quem vai comandar o mercado daqui a alguns anos. É o que a Iron Kraft vai fazer ainda em 2026, quando o CEO Guilherme Murta, o head de marketing Fabio Custódio e o Toguro, da Mansão Maromba, vão à FEA-USP falar sobre o negócio do esporte. A ideia que eles defendem é que treino é pra todos, e ela já aparece em quem usa as máquinas da marca, da academia de bairro do Toguro às redes SKY FIT, Selfit e Ultra Academias, com o mesmo padrão em todas. É o caso da HYPER+, a esteira profissional da marca, feita para aguentar academia cheia o dia inteiro e testada junto com laboratórios ligados ao Inova USP. O Brasil saiu de 22.581 pra mais de 60 mil academias em dez anos, e um mercado que cresce assim vira matéria de faculdade. Se o treino é pra todos, o conhecimento sobre esse mercado também deveria ser. [ Conheça a Iron Kraft clicando aqui ] Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
A creatina sempre foi vista como coisa de academia. Um estudo da Universidade Texas A&M, nos Estados Unidos, publicado em agosto, mostra que ela também entrega resultado em quem não treina. E isso muda o tamanho do jogo para o suplemento. Como foi o estudo? Participaram 64 adultos sedentários, de 45 a 65 anos. Cada um escolheu se queria entrar num programa de treino e dieta ou manter a rotina de sempre. Depois, todos foram sorteados para tomar 10 gramas de creatina por dia ou placebo, durante 12 semanas. Resultado até sem mudar a rotina Entre os 26 participantes que não mexeram em nada no dia a dia, quem tomou creatina ganhou cerca de 1,1 kg de massa magra, que inclui músculos e outros tecidos sem gordura. Esse grupo também ficou mais forte no supino e no leg press. No grupo que treinou e fez dieta, o suplemento funcionou como acelerador. Quem tomou creatina perdeu mais gordura e ganhou mais força e resistência do que quem recebeu placebo. Houve ainda melhora em testes de memória, mas os próprios autores tratam esse resultado como preliminar. Por que isso importa para a longevidade? A gente perde músculo com a idade. E manter massa muscular é uma das bases de um envelhecimento saudável. Um suplemento que ajuda a preservar esse patrimônio na faixa dos 45 aos 65 anos conversa diretamente com o movimento mais forte do bem-estar hoje, a longevidade. Para o mercado de suplementação, é um trampolim. A creatina deixa de falar só com o atleta e passa a mirar um público muito mais amplo, interessado em envelhecer bem. O que ler com cautela A dose do estudo foi alta, acima dos 3 a 5 gramas que a maioria das pessoas usa. E a Alzchem, fabricante de creatina, forneceu os suplementos e bancou parte dos exames. São detalhes que você precisa considerar antes de transformar o estudo em argumento de venda. A creatina não substitui o exercício. Mas o estudo reforça que ela pode ser uma aliada estratégica para proteger os músculos com o passar dos anos. O suplemento do futuro é menos nicho de performance e mais ferramenta de longevidade. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Aquele número de calorias que aparece no seu relógio depois do treino pode estar longe da realidade. Pesquisadores da Florida International University, nos Estados Unidos, testaram quatro smartwatches populares, e todos erraram o gasto calórico no exercício. Pior, o erro cresce conforme aumenta o percentual de gordura de quem usa. Como o teste foi feito? O estudo, publicado na revista científica PLOS One, reuniu 58 adultos. Eles pedalaram numa bicicleta ergométrica usando Apple Watch, Garmin, Samsung e Fitbit ao mesmo tempo. Para medir o gasto real, os cientistas usaram um analisador da respiração, método de referência em laboratório. Ele mede o oxigênio que o corpo consome, o que garante uma leitura muito mais confiável. Quem errou e quanto? O erro típico dos relógios ficou entre 15% e 25%. Apple, Garmin e Samsung mostraram mais calorias do que o real. O Apple foi o que menos errou, com cerca de 22 calorias a mais por sessão. Garmin e Samsung passaram de 69 e 57 calorias extras, respectivamente. O Fitbit teve outro tipo de problema. Na média, não errou nem para cima nem para baixo. Só que entregou leituras absurdas, algumas mais de 4,5 vezes acima do valor real. Uma preocupação antiga dos pesquisadores ficou fora da equação. A cor da pele não afetou a precisão. Já a gordura corporal pesou em todas as marcas, e ninguém sabe explicar exatamente por quê, já que cada fabricante usa um cálculo próprio e fechado. O que isso muda para marcas e usuários? Para você que usa, o recado é direto. Frequência cardíaca e passos continuam sendo dados úteis, mas a caloria do relógio é uma estimativa, não uma medida exata. Montar sua alimentação em cima dela é entrar num campo minado. Para o mercado de wearables, o estudo acende um alerta. Algoritmos fechados dificultam entender e corrigir o erro, e isso mexe com a confiança do consumidor. Transparência pode virar vantagem competitiva. O wearable do futuro é menos número bonito na tela e mais dado confiável. Num mercado cada vez mais guiado por personalização, é a precisão que separa um acessório de uma ferramenta de saúde. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
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