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Qual o melhor caminho: prótese de joelho ou regeneração biológica?

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Oura Ring fecha parceria para mostrar níveis hormonais no aplicativo

A Mira, empresa de testes hormonais, acabou de integrar seus dados com o Oura Ring. Na prática, isso significa que agora dá para ver, dentro do app da Mira, seus níveis hormonais lado a lado com métricas diárias do Oura como sono, readiness e tendência de temperatura. A proposta é simples e poderosa: parar de olhar tudo separado e finalmente entender o que está puxando os fios do que você sente no dia a dia. Porque é isso que mais confunde. Você dorme mal por uma semana, se sente drenada, acha que exagerou no treino ou que “é só estresse”. E aí descobre que pode ter coincidido com uma queda de progesterona, uma fase do ciclo mais sensível, ou uma transição hormonal que estava passando batida. O que muda quando os dados conversam 1) Ciclo e fertilidade com mais contextoEm vez de só “prever”, a ideia é ajudar a confirmar padrões, cruzando hormônios com a temperatura e os scores diários. Isso pode ajudar a enxergar sinais de ovulação e até levantar bandeiras de irregularidade com mais clareza. 2) Perimenopausa e menopausa sem adivinhaçãoOscilações de temperatura e sono picotado são clássicos dessa fase. Ver isso colado nos hormônios pode facilitar conversas mais objetivas com o médico e ajustes de rotina com menos tentativa e erro. 3) Sintomas com “prova” em vez de sensaçãoFadiga persistente, brain fog, recuperação ruim. Quando você correlaciona com hormônios, você chega na consulta com um mapa, não com um desabafo genérico. E isso muda o jogo. A CEO da Mira, Sylvia Kang, coloca esse ponto de um jeito direto: muita gente já mede sono, estresse e atividade, mas raramente consegue ver o porquê por trás do sintoma. Wearables deixaram de ser “passos e calorias” faz tempo. O próximo degrau é integração de verdade, quando biometria diária encontra dados que explicam o bastidor biológico. A própria Oura vem ampliando parcerias focadas em saúde feminina, e a Mira entra exatamente nessa lógica: hormônio como camada que dá sentido ao resto. E tem um dado curioso que ajuda a entender por que isso pega: uma pesquisa recente da Mira com 2.000 mulheres apontou que 77% acreditam que acompanhar métricas com wearables e monitores pode ajudar a prevenir problemas de saúde no futuro. Como ativar A integração já está disponível no app da Mira. Você precisa ter conta na Mira e um Oura Ring e, claro, autorizar o compartilhamento de dados entre as plataformas (opt-in). 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Gigante farmacêutica aposta em nova geração de remédios para insônia

EMS fechou acordo com a suíça Idorsia para trazer ao Brasil o daridorexanto, medicamento já comercializado no exterior como Quviviq. O produto ainda aguarda avaliação regulatória da Anvisa, mas, se aprovado, inaugura no país uma nova classe terapêutica para tratamento da insônia: os antagonistas duplos dos receptores de orexina, conhecidos como DORA. Hoje, a EMS já domina uma fatia relevante do mercado com o Patz, versão comercial do zolpidem. Segundo a companhia, o medicamento vende mais de 100 mil unidades por mês e supera R$ 100 milhões anuais em faturamento. O zolpidem ficou conhecido como padrão-ouro da indução do sono. Mas também carrega críticas: risco de uso crônico, dependência, amnésia episódica e efeito rebote. O próprio laboratório reconhece a necessidade de uso racional e acompanhamento médico. O daridorexanto atua bloqueando a orexina, neurotransmissor responsável por manter o cérebro acordado. A promessa é oferecer um sono mais próximo do fisiológico, com menor sonolência residual no dia seguinte. Na prática, é uma mudança de lógica terapêutica. O tamanho da aposta O acordo de licenciamento envolve US$ 20 milhões, além de royalties atrelados ao desempenho comercial. A produção seguirá na Suíça, já que a Idorsia não autorizou transferência de tecnologia neste primeiro momento. No Brasil, a meta é ambiciosa: R$ 75 milhões no primeiro ano após lançamento, com previsão de 16,5 milhões de comprimidos anuais. Antes disso, dois checkpoints importantes: 1. Aval da Anvisa2. Definição de preço pela CMED A expectativa interna é que o produto chegue ao mercado em meados de 2027. Por que isso importa? Segundo dados frequentemente citados por entidades como Fiocruz e Associação Brasileira do Sono, cerca de 72% dos brasileiros relatam algum tipo de alteração no sono. Insônia não é só cansaço. Ela impacta humor, risco cardiovascular, performance cognitiva e produtividade. E aqui entra um ponto delicado. O Brasil vive um cenário de uso disseminado de hipnóticos. Casos de abuso, consumo elevado e necessidade de desmame não são incomuns. A EMS afirma que não incentiva uso crônico indiscriminado e reforça a prescrição controlada. Da insônia às canetas emagrecedoras O movimento da EMS também conversa com outra frente estratégica da companhia. Em 2024, a empresa inaugurou a primeira fábrica de peptídeos do Brasil, focada em análogos de GLP-1 como liraglutida e semaglutida, usados no tratamento de obesidade e diabetes tipo 2. Em 2025, lançou sua versão nacional desses medicamentos, com vendas 20% acima das expectativas no primeiro mês. Ou seja. A estratégia é clara: acessar moléculas proprietárias globais e posicionar a empresa nas terapias de alta complexidade que moldam o futuro do mercado farmacêutico. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Bryan Johnson anúncia programa de longevidade por U$ 1 milhão

O Bryan Johnson, fundador de fintech que virou o rosto mais famoso da longevidade performática, anunciou o Immortals: um programa de saúde que custa US$ 1 milhão por ano e tem só três vagas. A promessa é simples e ousada: você compra o mesmo protocolo que ele diz seguir há cinco anos, só que agora no formato “serviço completo”, com gente, tecnologia, acompanhamento e acesso. O que vem no pacote? O Immortals é apresentado como um programa totalmente gerenciado, com: E ele já adiantou que pretende lançar camadas mais acessíveis: uma opção “supported” de US$ 60 mil e uma versão digital gratuita. O Johnson é um dos caras mais transparentes desse universo. Ele publica rotina, exames, dieta, sono, treino, suplementos. O “core” do método é o básico muito bem feito, com uma régua obsessiva de consistência: medir, ajustar, repetir. Então por que custa sete dígitos? Porque o produto real não é “o que fazer”. É a infraestrutura para você fazer:time em cima, monitoramento contínuo, acesso, automação, curadoria de terapias e a exclusividade como selo social. É tipo pagar caro não pela receita, mas pela cozinha, pelo chef, pela compra no mercado e por alguém te impedir de furar a dieta na terça-feira. O desconforto que fica Não tem nada de errado em empurrar a fronteira da saúde preventiva. Mas um programa que exige assistente pessoal e um cheque de US$ 1 milhão não está “democratizando longevidade”. Está reforçando uma ideia perigosa: a de que a versão mais séria de saúde é um clube VIP. Onde se inscrever? A lista de espera está aberta no site da Blueprint, na página do Immortals. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui