Uma dúvida silenciosa acompanha muitas pessoas que iniciam tratamento para os problemas do sono como a insônia: “Se eu melhorar usando medicação, esse ‘eu melhor’ sou realmente eu?” Por trás dessa pergunta, existe algo importante e pouco discutido sobre como entendemos nossa própria identidade. Quando o problema é físico, a lógica costuma ser simples. Quem trata asma e volta a respirar melhor não questiona se está “menos autêntico”. Quem controla a dor não se pergunta se a versão sem dor é artificial. O tratamento é visto como aquilo que remove um incômodo, um obstáculo. Mas, quando falamos de sono, humor e energia, a percepção muda. Não parece algo físico, orgânico. Entra na esfera do pensamento, sentimento e da subjetividade. O sofrimento, quando se prolonga, começa a parecer parte da personalidade. A insônia crônica não só cansa: ela altera atenção, memória, regulação emocional, tomada de decisão. Com o tempo, a pessoa deixa de dizer “estou dormindo mal” e passa a acreditar “eu sou assim”. É aqui que nasce o preconceito: inclusive contra o uso de medicação. É compreensível. Ninguém quer “deixar de ser quem é”. Mas é preciso ajustar essa lente: tratar um distúrbio do sono não tem como objetivo criar uma nova identidade. O objetivo é reduzir interferências que estavam distorcendo a forma como o cérebro funciona no dia a dia. Organicamente. Quando bem indicada, a medicação não fabrica uma versão artificial do indivíduo. Ela pode, em determinados casos, ajudar a restaurar condições básicas de funcionamento: iniciar o sono, mantê-lo, consolidar ciclos. Isso permite que processos fundamentais: cognitivos, emocionais e metabólicos voltem a operar com mais equilíbrio e permitam tomadas de decisão melhores, inclusive começar a terapia. Mas esse ponto é essencial: medicação não é solução universal. Nem toda insônia precisa de remédio. Nem toda fase da vida exige intervenção farmacológica. E nem todo paciente responde da mesma forma. Por isso, o cuidado deve ser individualizado, com avaliação adequada e acompanhamento médico. O que precisa ser combatido não é apenas o sintoma – é também o estigma. Recusar ajuda por medo de “não ser você mesmo” pode significar permanecer mais tempo sob os efeitos de um problema que já vinha limitando sua vida. Por outro lado, usar medicação sem critério também não é caminho. Entre o preconceito e o uso indiscriminado, existe um espaço mais maduro: o da decisão compartilhada. E essa decisão ganha força quando respeita princípios fundamentais da psicologia da motivação humana: sentir que você tem escolha (autonomia), que é capaz de conduzir seu próprio processo (competência) e que está sendo cuidado e compreendido dentro de um contexto de apoio (pertencimento). Esses três pilares são essenciais para que qualquer tratamento seja vivido não como imposição, mas como um caminho de recuperação genuína. Quando o tratamento é bem conduzido, ele não apaga a subjetividade. Ele amplia a liberdade de funcionamento. Permite que a pessoa pense com mais clareza, reaja com mais equilíbrio e esteja mais presente na própria vida. No fim, talvez a pergunta não seja “isso sou eu?” Mas sim: “quanto de mim estava sendo encoberto pelo meu sono ruim?” Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Um estudo publicado na PLOS ONE reforça uma hipótese que vem ganhando força na nutrição o corpo parece ter uma busca prioritária por proteína e quando a dieta entrega menos proteína do que o necessário a tendência é aumentar o consumo total de comida O corpo tenta compensar Os pesquisadores acompanharam adultos magros em diferentes períodos com dietas contendo 10 por cento 15 por cento e 25 por cento de proteína os participantes não sabiam que a composição nutricional havia sido alterada mas quando consumiam a dieta com menor teor proteico aumentavam espontaneamente a ingestão total de energia em cerca de 12 por cento Mais fome menos saciedade O aumento do consumo apareceu principalmente em alimentos consumidos fora das refeições principais os chamados lanches disponíveis a qualquer momento além disso os participantes relataram maior sensação de fome após refeições com menos proteína indicando que o corpo continuava buscando compensação energética Não é só quantidade é proporção O ponto central do estudo é que a relação entre proteína carboidrato e gordura pode influenciar diretamente o comportamento alimentar quando a proteína é diluída em dietas com mais carboidratos e gorduras o corpo tende a aumentar o consumo total na tentativa de atingir uma meta proteica interna Ambiente moderno facilita o excesso Os próprios autores levantam um alerta o cenário atual cheio de ultraprocessados baratos hiperpalatáveis e disponíveis o tempo todo cria o ambiente perfeito para esse mecanismo gerar excesso de consumo principalmente em alimentos ricos em açúcar e gordura e pobres em proteína de qualidade O que fica O estudo ajuda a explicar por que muitas pessoas continuam com fome mesmo depois de comer bastante no fim não é só sobre calorias é sobre composição nutricional e talvez parte do excesso alimentar moderno esteja ligada não apenas ao prazer de comer mas à tentativa do corpo de encontrar proteína suficiente Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
David Beckham acaba de redefinir o que significa patrocínio no esporte. Sua marca de suplementos, IM8, fechou uma parceria multianual com o Inter Miami CF, clube do qual é co-proprietário. Uma grande jogada? O clube agora tem participação acionária na empresa-mãe da IM8, um movimento inédito que alinha os interesses de ambos os lados para muito além das quatro linhas. Mais que um logo na camisa: uma tradição completa Na prática, a IM8 se tornou parceira oficial e exclusiva de acessórios do Inter Miami. Isso significa que todo o tempo, da comissão técnica aos jogadores, terá acesso ao seu principal produto, o Daily Ultimate Essentials. A marca também vai estampar desde o centro nutricional e o estádio até as plataformas digitais do clube, garantindo uma visibilidade 360°. Para completar, pelo menos quatro atletas terão seus direitos de imagem vinculados ao IM8, fortalecendo a conexão entre o alto desempenho e o produto. A estratégia por trás do acordo: equidade e renovação A decisão de incluir o Inter Miami como acionista é o que torna essa parceria um divisor de águas. Em vez de uma simples troca de dinheiro por exposição, o acordo cria um laço comercial forte, onde o sucesso da IM8 se torna também o sucesso do clube. A marca, que já conta com nomes como Giannis Antetokounmpo e Aryna Sabalenka como parceiros, aposta na validação científica e no endosso de atletas de elite para se consolidar. A projeção de faturar entre US$ 180 e US$ 200 milhões até 2026 mostra que a ambição é alta. O que o mercado de bem-estar sabe com isso? Essa aliança serve como um novo modelo para o setor. Ela prova o valor de associar marcas de bem-estar ao esporte profissional para gerar referências e escala. Ao combinar uma base científica sólida com uma parceria financeira inovadora, a IM8 não está apenas vendendo suplementos; está construindo um ecossistema onde saúde, desempenho e negócios estão crescendo juntos. É uma prova de que, no jogo do bem-estar, as alianças estratégicas são o verdadeiro caminho para a vitória. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
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