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David Beckham lança bebida de vitaminas para viver mais e levanta 1 bilhão de dólares

Um bilhão de dólares sem entregar um único ponto de participação. A IM8, healthtech de nutrição fundada por David Beckham em parceria com Danny Yeung, criador da Prenetics, captou US$ 1 bilhão do Customer Value Fund da General Catalyst. Não é rodada, não é equity, não é diluição. É uma estrutura parecida com crédito, desenhada para financiar uma coisa só. Cliente novo. O dinheiro que compra cliente, não cadeira O modelo do CVF não investe em troca de participação. Ele banca custo de aquisição. No acordo com a IM8, o fundo cobre até 70% dos gastos com conquista de novos consumidores. Em troca, a startup divide uma parcela limitada da receita gerada por essa base até que o investimento seja recuperado e o retorno combinado seja atingido. Depois disso, toda a receita daqueles clientes volta inteira para a empresa. Entenda o que isso significa na prática. O fundador continua com o mesmo pedaço da empresa depois de queimar um bilhão em marketing. A conta só fecha se o custo de aquisição e o valor de vida útil do cliente forem previsíveis o suficiente para virar planilha. É crédito lastreado em comportamento de consumidor, e o setor de bem-estar por assinatura acabou de virar colateral. Uma bebida contra a gaveta de cápsulas Lançada em 2024, a IM8 tem uma proposta que resume bem o cansaço do consumidor com o próprio ritual de saúde. Trocar dezenas de cápsulas e suplementos por uma única bebida funcional de consumo diário. O produto principal reúne mais de 90 ingredientes, entre vitaminas, minerais, probióticos, antioxidantes, adaptógenos e compostos voltados à saúde metabólica e ao envelhecimento saudável. A empresa também vende um suplemento específico para longevidade. O inimigo aqui não é o concorrente, é a fricção. A promessa não é fazer mais, é fazer menos vezes. Em um mercado onde a adesão derruba mais rotina do que qualquer efeito colateral, simplificar o gesto diário é vantagem competitiva pura. Por que a General Catalyst topou Porque os números permitem. As vendas são totalmente digitais, diretas ao consumidor, por assinatura recorrente. Esse formato entrega previsibilidade de receita e amplia o valor de vida útil de cada cliente, exatamente o tipo de curva que sustenta um financiamento baseado em receita futura. Segundo dados divulgados por executivos ligados à companhia, a IM8 já ultrapassou US$ 100 milhões em receita anual recorrente no primeiro ano de operação. O celebrity founder ajuda, e muito. Mas o que destrava um bilhão sem equity não é o nome na embalagem, é a matemática da retenção. O CVF já bancou nomes como Factorial, Clara e Grammarly, empresas de software com métricas de assinatura. Ver uma marca de nutrição na mesma prateleira diz onde o capital passou a enxergar o setor. É a prova de que o bem-estar deixou de ser vendido como produto e passou a ser financiado como software. Quando um pó funcional recebe o mesmo tratamento de capital que uma plataforma de SaaS, a régua do setor muda. O jogo agora é de quem constrói ecossistema com receita recorrente, não de quem lança o próximo frasco na prateleira. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Chiquinho se junta a growth e lança linha exclusiva de produtos proteicos

A proteína saiu da academia, passou pela padaria e agora sentou no balcão da sorveteria. A Chiquinho fechou uma parceria inédita com a Growth Supplements e colocou nas lojas de todo o país, nesta quarta-feira, 15 de julho, uma linha exclusiva de produtos proteicos. São nove itens entre milk shake, shake mix e smoothie, alguns chegando a 40g de proteína. Não é uma novidade de cardápio. É um movimento de posicionamento. Quando o macro nutriente vira argumento de venda Os nove produtos não inventam sabor nenhum. Eles turbinam o que a rede já sabe que vende. Milk shake de chocolate, morango, duo chocolate, leite em pó e maracujá in natura, mais os shake mix de banoffee e farinha láctea com banana. A jogada aqui não é criar demanda nova, é hackear a demanda existente. Você já entra na loja querendo o milk shake. A linha só resolve a culpa que vem depois. Do outro lado, a Growth Supplements atravessa a fronteira que separava suplemento de sobremesa. Sair da prateleira da loja de nutrição esportiva e entrar em uma rede de varejo alimentar com presença nacional é uma virada de canal. Marca de suplemento disputando espaço no impulso, não na disciplina. O smoothie de açaí sem sorvete é o verdadeiro teste O destaque da linha é o Smoothie Proteico, feito à base de açaí e sem sorvete. Esse é o produto que mostra até onde a aposta vai. Ele não é uma sobremesa com proteína adicionada, é uma proposta diferente de consumo para quem quer encaixar proteína na rotina sem passar pelo sorvete. Se ele performar, a Chiquinho descobre que existe um público disposto a entrar na loja por um motivo que não é indulgência. Isso muda frequência de visita, muda ticket e muda quem é o cliente da rede. Personalização não é só algoritmo. Às vezes é ter uma linha inteira para o consumidor que antes passava reto na porta. O lembrete que o marketing não vai dar Vale dizer o óbvio que costuma sumir da comunicação. Shake proteico continua sendo sobremesa. Gostoso, com proteína, e ainda assim uma indulgência. Os 40g não transformam um milk shake em refeição funcional, e o consumidor que ignorar isso vai apenas trocar de rótulo sem trocar de hábito. Para o mercado, porém, essa ambiguidade é justamente o ativo. O produto vende prazer e entrega um álibi nutricional no mesmo copo. É a prova de que a proteína virou linguagem de consumo, não mais categoria de nicho. O bem-estar do futuro é menos sobre abrir mão e mais sobre reformular o que você já ia consumir de qualquer jeito, transformando a forma como as marcas conversam com quem quer os dois lados da mesa. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Marcas de alimento precisam reformular produtos porque usuários de GLP-1 comem menos

Esqueça a balança. O impacto mais silencioso e mais caro dos GLP-1 não está acontecendo no espelho, está acontecendo no carrinho de supermercado. Monjaro, Ozempic e Wegovy mudaram o apetite de milhões de pessoas, e o que começou no consultório médico já chegou à prateleira. Nos Estados Unidos, dados da Circana mostram que os lares com usuários desses medicamentos, hoje 23% das residências do país, podem responder por 35% das unidades vendidas de alimentos e bebidas até 2030. Uma minoria decidindo mais de um terço do jogo. A conta que a indústria de snacks está evitando fazer Os GLP-1 agem sobre a saciedade. Menos apetite, mudança de paladar, menos lanches ao longo do dia. O golpe cai em cheio nas categorias construídas sobre o consumo por impulso, como salgadinhos, doces, biscoitos e bebidas açucaradas. Do outro lado do balcão, ganham espaço carnes, ovos, laticínios, iogurtes, vegetais e tudo que carrega proteína e fibra. A lógica é direta. Se a pessoa faz menos refeições e come porções menores, cada escolha passa a valer mais. O alimento deixa de ser uma resposta à fome e vira uma decisão de portfólio. Precisa entregar nutriente, praticidade e sabor em uma quantidade reduzida. Quem construiu marca vendendo volume acabou de descobrir que o volume não vota mais. Menos quantidade, mais intenção. O caso do chocolate premium O prazer não saiu de cena, só mudou de formato. A Lindt identificou, em levantamento interno citado pela imprensa internacional, que as vendas de chocolates premium para usuários de GLP-1 nos Estados Unidos cresceram quase 17% em 2025. Entre quem não usa os medicamentos, o avanço foi de 6,5%. A leitura da empresa é que esse público não abandonou o chocolate. Trocou a porção grande por uma experiência menor e percebida como mais especial. A Nestlé leu o mesmo movimento e entrou em quadra com a Vital Pursuit, linha de refeições congeladas nos Estados Unidos com 12 opções de porção controlada, ricas em proteína e fibras, posicionada para quem usa GLP-1 e para quem controla peso. A companhia também está reformulando receitas, incluindo o achocolatado Milo, para ampliar proteína e fibra, e apostando em sabores mais intensos com ervas e especiarias, uma resposta às alterações de paladar que parte dos usuários relata. Aqui mora a armadilha. Encolher a embalagem sem entregar percepção de valor é redução de produto, e o consumidor enxerga isso na hora. Encolher com nutriente melhor e comunicação clara é reposicionamento. A diferença entre as duas coisas vale market share. No Brasil, o remédio disputa espaço com a compra do mês Por aqui o efeito aparece com uma torção importante. Dados da NielsenIQ mostram que 84% dos lares que compram injetáveis à base de GLP-1 relatam impacto moderado ou alto nas finanças. Ou seja, a caneta não entra no orçamento sem empurrar alguma coisa para fora. O rearranjo de gastos dentro de casa é parte da mudança de consumo, não um detalhe dela. E a base está crescendo rápido. Levantamento da Scanntech, repercutido por veículos de varejo, aponta alta de 239% nas vendas de canetas emagrecedoras no Brasil, com atenção para a presença do mercado informal. É um consumidor que compra menos em volume, pesquisa mais e cobra transparência na informação nutricional. A embalagem virou balcão de atendimento, e o rótulo físico já não tem espaço para tudo que precisa dizer. O efeito dominó não para na comida Quem imagina que isso é assunto de food service subestima o alcance. No vestuário americano, estimativa da consultoria Bernstein aponta até US$ 13 bilhões adicionais em vendas anuais com a popularização desses tratamentos. Pesquisa da Circana mostra que 80% dos usuários esperam precisar renovar o guarda-roupa por causa das mudanças de tamanho. Ainda é cedo para carimbar os números dos Estados Unidos no mercado brasileiro. Acesso ao tratamento, renda, hábito alimentar e dinâmica de varejo são outros. Mas a direção do vento é a mesma. É a prova de que bem-estar parou de ser categoria e virou variável macro. Uma molécula prescrita em consultório está redesenhando sortimento, previsão de demanda, estoque e comunicação de marca ao mesmo tempo. O varejo do futuro é menos sobre encher o carrinho e mais sobre justificar cada item dentro dele. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

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