Proteína virou novo “selo de confiança” da comida moderna. E o Subway decidiu surfar essa onda do jeito mais barulhento possível: lançou uma linha proteica chamada Séries Dobro de Frango e escalou Ramon Dino para apresentar a novidade em uma campanha criada pela AlmapBBDO, com tom provocativo e bem humorado, conectando performance, proteína e atitude. A jogada é simples de entender e bem esperta para o momento. Em vez de vender só “frango”, a marca vende a ideia de alimentação funcional dentro do fast food. A promessa é que os lanches de 15 cm vêm com o dobro de frango, entregando a mesma densidade proteica que um sanduíche de 30 cm (o tradicional footlong). E tem número para ancorar a narrativa:cada item oferece pelo menos 40g de proteína e menos de 500 calorias. O que vem na linha “Dobro de Frango” A série é composta por três opções: Segundo a marca, o lançamento responde à demanda crescente por produtos com alto teor proteico e reforça o posicionamento do Subway como uma alternativa mais “equilibrada” dentro do segmento. A campanha No filme, Ramon Dino aparece em close e provoca com a frase:“Não é porque o assunto é frango, que você vai dar ouvidos a esses frangos aqui”. Depois, a peça abre para uma referência bem humorada a mascotes que remetem a redes concorrentes, mantendo o tom irreverente. A estratégia inclui veiculação em TV, desdobramentos em redes sociais (execução digital da Jotacom) e presença offline com OOH e materiais de ponto de venda desenvolvidos pela Streetwise.
Um vídeo mexeu com a internet esta semana: Pedro Rolim, diagnosticado com paraplegia após uma lesão medular em T12, aparece fazendo exercícios em aparelhos de musculação 15 dias depois de receber uma aplicação de polilaminina, em 2 de fevereiro (segundo os perfis que divulgaram o caso). Só que aqui vale o “freio de mão” que a saúde exige: vídeo não é estudo clínico. Ele pode ser um registro real de reabilitação e progresso, mas não prova sozinho que uma terapia funciona para todo mundo, nem explica o quanto dessa evolução vem do tratamento, do timing da lesão, do protocolo de fisio, ou de fatores individuais. A polilaminina é uma proteína baseada em laminina, associada a pesquisas da UFRJ para ajudar a regenerar conexões nervosas em lesões de medula espinhal. É uma linha de pesquisa brasileira que ganhou tração justamente por tocar num ponto crítico: hoje, para muitas lesões medulares, as opções ainda são limitadas. E tem um detalhe importante: a Anvisa autorizou o início de estudo clínico (fase 1) para avaliar segurança da substância, com um número pequeno de voluntários, como é padrão nessa etapa. Ou seja, é começo de caminho regulatório, não “cura liberada”. O conteúdo publicado nas redes mostra Pedro realizando exercícios com movimentos voluntários das pernas, acompanhado por profissionais, e os perfis que divulgaram dizem que antes não havia resposta motora ou sensitiva abaixo do nível da lesão. O que a FitFeed consegue dizer com responsabilidade aqui é:
Por décadas tratamos a osteoartrite como desgaste mecânico. A ciência começa a mostrar que o relógio biológico pode estar destruindo articulações em silêncio. Numa análise crítica, penso que esse artigo que acabei de ler não é sobre osteoartrite (OA) e nem causas da OA. É muito mais sobre quebra de paradigma. Aprendi que a OA acontece por desgaste mecânico, geralmente com o envelhecimento ou com a obesidade e prevê lesões articulares repetidas. Quase um mantra do desenvolvimento das lesões articulares crônicas. Este artigo desmonta isso. Me faz refletir sobre a vida útil da cartilagem, da articulação. Claro que tento pensar não reducionista, mas a nossa cartilagem vive em ciclos que se dividem em dia, sobreposta a carga mecânica, e a noite, com direito a recuperação e hidratação. As lesões articulares como na OA deixa de ser apenas mecânica. Passa a ser uma doença de falha de recuperação biológica. A segunda ruptura é sobre a importância do relógio biológico ser um fator independente de degeneração articular. Visto que se osteoartrite fosse principalmente mecânica, quem deveria ter mais risco? Pessoas que fazem trabalho físico pesado, certo? E por que? Teriam mais carga articular, mais microtrauma e mais desgaste. Então se trabalho noturno fosse só um detalhe, o efeito deveria ser maior em quem já tem carga mecânica alta. Mas o estudo mostrou o contrário. Quando os autores dividiram os trabalhadores em dois grupos: a) Trabalho com carga física pesada frequente.b) Trabalho com pouca carga física O efeito do turno noturno foi muito mais forte no grupo sem trabalho físico pesado. Entre aqueles que não executavam trabalho pesado, o trabalho noturno aumentou 43% risco de OA de joelho e 40% do risco de prótese de joelho. E isso é surpreendente porque sugere que o dano do turno noturno não é principalmente mecânico, senão veríamos o maior risco no grupo com dupla agressão: o efeito do trabalho pesado e turno. A terceira significativa ruptura na minha lógica articular-ortopédica (diga-se de passagem pequena, lembrando que sou pneumologista/intensivista/médico do sono), é que o desalinhamento circadiano é um fator de risco independente para osteoartrite. Então o sono pode ser tão importante quanto dieta e atividade física para prevenir OA. Não depende de sobrecarga mecânica exclusiva. O turno noturno não só cansa o trabalhador. Ele altera a biologia da articulação. A cartilagem não sofre apenas com peso e impacto. Ela sofre principalmente quando o relógio biológico é quebrado. Isso é quase uma heresia na ortopedia. OA não é só de causa mecânica. Agora sabemos que é também: • metabólica• inflamatória• circadiana OA entra definitivamente e com força na medicina do estilo de vida além do clássico perder peso com movimento e dieta. Resta saber se você está pronto para acreditar nisso. Bibliografia: Yanik EL, et al. Associations of Sleep and Shift Work with Osteoarthritis Risk. Arthritis Care Res (Hoboken). 2026 Jan 22. doi: 10.1002/acr.70040.
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