O conforto acaba de ganhar formato de saco de dormir. A New Balance vai lançar na Coreia dois calçados acolchoados para o inverno, o Sleeping Moc e o Sleeping Jane. A coleção chega em 2 de novembro pela New Balance Coreia, ainda sem data para outros mercados. Calçar e sair, sem cadarço O Sleeping Moc tem o cabedal estofado em faixas horizontais, como um saco de dormir de verdade. É leve, sem cadarço e tem ajuste em volta da abertura. Vem em preto, cinza, amarelo e uma versão de bolinhas. O Sleeping Jane leva o mesmo acolchoado para o formato de sapatilha Mary Jane, que está em alta na moda feminina. A linha nasceu do Caravan Moc, modelo inspirado em equipamentos de acampamento. No Japão, o Caravan Moc usa enchimento PrimaLoft e um calcanhar que dobra para virar chinelo. E não é uma aposta no escuro. O Sleeping Moc preto já tinha sido lançado na Coreia em novembro de 2024, e uma segunda versão saiu em dezembro de 2025. O movimento faz parte de uma estratégia maior. A New Balance Coreia vem investindo em calçados femininos guiados pela moda, depois de modelos como o Breeze e o Winter Breeze, que também exploraram o formato Mary Jane. O calçado do futuro é menos performance de pista e mais conforto de sofá que pode ir para a rua. É a prova de que o bem-estar já entrou no guarda-roupa, e as marcas esportivas estão disputando não só o seu treino, mas cada hora de descanso do seu dia. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar?A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor.Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Seu cachorro pode virar assunto de declaração do Imposto de Renda. O Projeto de Lei 6307/25 permite que contribuintes abatam do IR gastos com a saúde preventiva de cães e gatos, alterando a Lei 9.250/95. O limite anual é de R$ 3 mil por contribuinte, podendo chegar a R$ 4.500 quando o animal foi adotado em abrigo. O que entra (e o que fica de fora) na conta? Nem toda ida ao veterinário vale. O texto mira só a prevenção. Entram vacinação, castração, microchip, consultas de rotina, exames e medicamentos preventivos, com foco nas doenças que passam dos animais para as pessoas. O que não tiver relação direta com prevenção fica fora. Também há regra para provar o gasto. O tutor precisará apresentar nota fiscal com identificação do profissional ou do estabelecimento, e o animal deverá estar cadastrado em um sistema oficial reconhecido pelo poder público. Por que o pet virou pauta de saúde pública? O autor, o deputado Defensor Stélio Dener (Republicanos-RR), defende que a medida reduz custos do SUS e evita a transmissão de zoonoses. A base é o conceito de saúde única, que integra a saúde humana, animal e ambiental. Segundo a proposta, o Brasil tem cerca de 160 milhões de animais de estimação. A parte menos óbvia é a de dados. O texto cria a Política Nacional de Incentivo Fiscal à Saúde Única de Cães e Gatos, que cruza informações tributárias com a vigilância sanitária para monitorar campanhas de vacinação e o controle de doenças. A nota fiscal do pet vira, na prática, um termômetro epidemiológico. Onde o projeto está agora? Por enquanto, nada muda. Pelas regras atuais, despesas com pets não podem ser deduzidas. O texto será analisado de forma conclusiva pelas comissões de Meio Ambiente, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça, o que significa que pode avançar sem passar pelo plenário. E o tema ganhou corpo. Em julho de 2026, outro projeto com a mesma proposta, o PL 2434/2026, foi apensado ao 6307/2025. Nem todo mundo está comemorando. Críticos apontam que a medida reduz a arrecadação e pode beneficiar de forma desigual quem tem renda maior. O pet deixou de ser só membro da família para virar peça de política de saúde. Para clínicas, laboratórios, planos de saúde animal e a indústria de vacinas, o sinal é claro. A prevenção está ganhando status de investimento público, e quem se posicionar nesse ecossistema agora sai na frente quando a regra mudar. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar?A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor.Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
A corrida pelo chip cerebral acaba de ganhar um primeiro colocado, e ele não se chama Neuralink. A agência reguladora de medicamentos da China aprovou, em 13 de março de 2026, a interface cérebro-computador invasiva da Neuracle, a primeira do tipo liberada comercialmente no mundo. O dispositivo se chama NEO e foi criado pela Neuracle, de Xangai, com apoio de pesquisa da Universidade Tsinghua. Como funciona um chip que devolve a mão ao paciente? O NEO tem o tamanho de uma moeda. Ele fica sob o crânio, apoiado na camada protetora externa do cérebro, sem penetrar o tecido cerebral. Carrega oito eletrodos. A lógica é simples de explicar e difícil de executar. O paciente imagina que está mexendo a mão. O chip capta esse sinal, um computador traduz a intenção e uma luva robótica faz o movimento. Nos testes, 32 pessoas com lesão na coluna cervical voltaram a segurar objetos, e algumas voltaram a comer e beber sozinhas. Sessões diárias de treino de duas horas e meia já mostraram ganhos mensuráveis na capacidade de agarrar. A virada de chave foi escolher o caminho mais modesto Aqui está a jogada estratégica. Enquanto a Neuralink aposta em fios que entram no cérebro, a Neuracle preferiu ficar na superfície. O NEO capta menos detalhes, mas tem risco menor e é muito mais fácil de aprovar. Ao reduzir o risco físico, o dispositivo caiu numa faixa regulatória mais leve, e essa única decisão de design encurtou anos do processo. O resultado é um placar curioso. A empresa de Elon Musk constrói o implante mais potente. A chinesa entregou o que dava para aprovar. A Neuralink segue sem aprovação comercial completa nos Estados Unidos, ainda em fase de testes. Aprovado, reembolsado e já dentro do paciente O que mais chama atenção para quem olha o mercado não é o chip, é o ecossistema em volta dele. Em até 48 horas após a aprovação, o órgão chinês de seguro-saúde emitiu um código nacional de reembolso para o dispositivo. Ou seja, o NEO entrou no sistema público de saúde da China quase no mesmo dia em que ganhou licença para ser vendido. E já saiu do papel. Cirurgiões do Hospital Huashan, em Xangai, fizeram a primeira cirurgia do mundo com uma interface cérebro-computador aprovada comercialmente. Tudo isso num mercado que chegou a cerca de 3,2 bilhões de yuans, algo perto de US$ 446 milhões, em 2024 só na China. Os riscos continuam no tabuleiro. Existem os perigos de qualquer cirurgia e uma pergunta ainda sem resposta clara sobre quem guarda e controla os dados do cérebro. Esses sinais revelam intenção, estados emocionais e condições de saúde, o que transforma privacidade neural em pauta urgente. É a prova de que, na neurotecnologia, vencer a corrida nem sempre significa ter a tecnologia mais sofisticada. Significa chegar primeiro ao paciente, com aprovação, reembolso e um caminho viável de escala. O chip saiu do laboratório, e o mercado de reabilitação nunca mais vai olhar para a paralisia da mesma forma. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar?A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor.Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
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