O portal de notícias sobre o
ecossistema do bem-estar e
da wellness economy no Brasil.

Agora

Estudo investiga se existe riscos de transmissão do Alzheimer pelo sangue

Veja mais

Adidas anuncia nova versão sem cadarços do Adizero Evo SL na China

Tirar o cadarço de um tênis de corrida parece detalhe estético. Não é. A Adidas lançou na China uma versão sem cadarços do Adizero Evo SL, que eliminou o sistema tradicional de amarração e ganhou um design para entrar direto no pé, sem ajustes. Por baixo, o modelo conserva a midsole Lightstrike Pro e o solado Continental, os mesmos componentes da versão com cadarços que já conquistou corredores. O que muda para quem corre? A estrutura de tecido e sintético mantém o pé firme e cria um visual mais limpo no topo do sapato. Na prática, a marca está dizendo que consegue entregar travamento sem depender de amarração, e essa é uma afirmação técnica, não um capricho de design. O efeito comercial vem logo atrás. Um tênis que você calça em dois segundos deixa de ser equipamento de treino e vira calçado de rotina. Ele encurta a distância entre a corrida e o resto do dia, exatamente a fronteira onde performance e lifestyle vêm se misturando e onde está a margem mais disputada do setor. Tem ainda um público que quase nunca aparece na conversa sobre tênis de corrida. Quem tem mobilidade reduzida, dificuldade para se abaixar ou pouca força nas mãos entra em quadra quando a amarração sai do caminho. Design inclusivo, nesse caso, não é bandeira. É expansão de mercado. Por que a estreia acontece na China Lançar primeiro na China diz muito sobre onde a marca decide correr risco. É um mercado grande, de ciclo rápido e com consumidor aberto a variação de silhueta, o que permite testar um formato novo de entrada e ajuste antes de bancar uma escala global. Funciona como laboratório com escala embutida. Se a resposta vier forte, a versão vira linha. Se não vier, o custo do teste fica contido em um território só. De modelo de sucesso a plataforma de produto O movimento faz parte de uma mudança maior. A Adidas continua expandindo o Evo SL para além de sua forma original, agora testando diferentes formas de entrada e ajuste. É a virada de chave que separa um lançamento pontual de uma estratégia. Uma silhueta bem-sucedida deixa de ser um produto e passa a ser uma base, capaz de gerar versões para nichos distintos sem recomeçar do zero em pesquisa, molde e cadeia de produção. O modelo sem amarração chega às lojas em 1º de setembro. Tecnologia de corrida não precisa mais de cadarço para funcionar bem, e essa é a menor das notícias aqui. O que a Adidas mostra é que o ativo mais valioso de uma marca esportiva hoje não é o tênis que vendeu bem, é a plataforma que ele destravou. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Rinite alérgica sai do bolso do brasileiro e entra na conta do Farmácia Popular

A velha lógica de tratar rinite com o que dá para pagar no fim do mês está com os dias contados. O programa Farmácia Popular passou a distribuir de graça os medicamentos mais usados no tratamento da rinite alérgica. Entraram na lista a budesonida, em duas concentrações, e o dipropionato de beclometasona, os dois em spray nasal. Respirar mal derruba o seu desempenho todo dia Esses medicamentos são corticoides, substâncias que reduzem a inflamação dentro do nariz. Eles controlam coceira, espirro em sequência e dificuldade para respirar. Repare no tipo de sintoma. Nenhum deles manda ninguém para o pronto-socorro, e é justamente por isso que a rinite passa despercebida como problema de mercado. Ela não tira você de campo, ela tira o seu rendimento em campo. Nariz entupido atrapalha o sono, sono ruim derruba a recuperação, e recuperação ruim aparece no humor, na concentração e na produtividade do dia seguinte. Quem vende performance, sono e longevidade já entendeu esse encadeamento. A via aérea superior é a primeira peça da corrente, e ela vinha sendo tratada como incômodo sazonal. Gratuidade não fecha um mercado, ela abre outro Quando o corticoide nasal deixa de pesar no orçamento, o gasto do consumidor não desaparece. Ele migra. Sobe na cadeia para o que ainda custa caro e continua sem cobertura pública, como consulta com alergista, testes, imunoterapia e tudo que envolve o ambiente onde a pessoa dorme e trabalha. E é aí que o ecossistema de bem-estar entra em quadra. Qualidade do ar em casa e no escritório, filtragem, controle de umidade, revestimento, roupa de cama. O ambiente vira produto de saúde, e não mais item de decoração. Acesso ampliado ao tratamento básico cria justamente o público que passa a enxergar valor nessas camadas seguintes. Para retirar, basta ir a uma farmácia credenciada ao programa com receita médica válida, documento oficial com foto e CPF. A receita pode vir do SUS ou de médico particular. Vale lembrar que corticoide nasal não é remédio de crise para usar por conta própria. A indicação e o tempo de uso precisam ser definidos por médico. O bem-estar do futuro é menos episódio e mais constância. Tratar bem o que incomoda todo dia, e não só o que assusta de vez em quando, é onde mora a maior parte do ganho de qualidade de vida que o mercado ainda não aprendeu a vender. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

SUS agora vai passar a oferecer teleatendimento psicológico para mulheres 

Esqueça a ideia de que telessaúde mental é território exclusivo de startup. O SUS começou a oferecer teleconsulta psicológica gratuita para mulheres em situação de violência e para quem cuida de familiares sem receber nada por isso. São até 100 mil atendimentos por mês, por videochamada, com a própria mulher agendando sozinha, sem precisar de encaminhamento de outra unidade de saúde. A escala muda a régua do mercado Cem mil consultas por mês não é volume de piloto. É operação de porte, em um nicho que boa parte do mercado privado tratava como serviço premium, vendido por assinatura para quem podia pagar. Quando o sistema público entra com esse tamanho, a referência de acesso se desloca para todo mundo. Para healthtechs e operadoras, o recado é direto. Disputar volume em terapia de primeira linha ficou mais difícil. O espaço que sobra está na profundidade clínica, na personalização e na integração com o resto da jornada de saúde do usuário. O cuidado invisível finalmente entrou na conta O serviço não olha apenas para quem sofreu violência física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral. Ele também acolhe mães, avós, tias e irmãs que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras. Esse segundo grupo sustenta o sistema de saúde nos bastidores e nunca aparece em planilha nenhuma. São mulheres que encurtam jornada, adiam carreira e adoecem cuidando de outra pessoa. Reconhecê-las como público de saúde mental é admitir que o cuidado não remunerado é um problema de mercado de trabalho, não só de família. Se você lidera uma empresa, essa conta já está no seu balanço. Ela aparece como absenteísmo, queda de desempenho e saída de talento feminino que ninguém sabe explicar direito. Menos atrito, mais adesão A engenharia do serviço é a parte mais interessante para quem constrói produto de saúde. Não é preciso apresentar documento que comprove a violência ou a condição de cuidadora. A equipe retorna em até 24 horas para marcar. Cada sessão dura no mínimo 50 minutos, em ciclos de até 10 encontros, com possibilidade de renovar. E tem um detalhe que vale mais que qualquer funcionalidade. A proposta é que a mesma psicóloga acompanhe a mulher do começo ao fim. Vínculo terapêutico é o que segura a pessoa no tratamento, e continuidade é exatamente onde a maioria das plataformas de saúde mental derrapa, empurrando o usuário para um profissional diferente a cada sessão. O acesso é pelo aplicativo Meu SUS Digital com login gov.br, em Miniapps, selecionando o Acolhe Mais Mais. O atendimento é para mulheres a partir de 18 anos, de segunda a sexta das 8h às 20h e aos sábados das 8h às 14h, no horário de Brasília. Em caso de risco imediato, ligue 190 ou 192. A Central de Atendimento à Mulher, no 180, funciona 24 horas todos os dias. É a prova de que saúde mental deixou de ser benefício e virou infraestrutura. Quem conseguir atender bem a mulher que cuida de todo mundo e quase nunca é cuidada vai encontrar a maior demanda reprimida do bem-estar no Brasil. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Tendência