As chuvas que atingiram Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata Mineira, deixaram rastro de destruição. E quando a água baixa, começa outra fase crítica: garantir acesso a medicamentos e manter o sistema local de saúde funcionando. A EMS, maior indústria farmacêutica do Brasil e 100% nacional, anunciou um pacote de apoio às vítimas e aos parceiros locais. A iniciativa inclui doação de medicamentos, água e alimentos, além do perdão de dívidas de farmácias parceiras nas duas cidades. Reposição integral de estoques Além da ajuda humanitária direta, a empresa informou que fará a reposição integral dos estoques de medicamentos comprometidos pelas enchentes. Na prática, isso significa ajudar farmácias atingidas a retomarem suas operações o mais rápido possível. Em cenários de desastre, manter o fluxo de remédios básicos pode ser tão urgente quanto garantir abrigo e alimentação. Segundo a companhia, o objetivo é assegurar que a população continue tendo acesso a tratamentos essenciais durante o período de reconstrução. O impacto para a saúde local Quando farmácias fecham por perda de estoque, a cadeia de cuidado é interrompida. Pacientes crônicos ficam sem medicação. Tratamentos são suspensos. Emergências se agravam. Ao perdoar dívidas e repor medicamentos, a EMS atua não apenas na assistência emergencial, mas na sustentação do sistema de atendimento primário dessas cidades. O vice presidente Marcus Sanchez afirmou que a empresa busca agir com responsabilidade e agilidade para apoiar tanto famílias quanto empreendedores locais. Mais do que filantropia Em momentos de crise climática cada vez mais frequentes, a resposta corporativa deixa de ser apenas reputacional e passa a ser estrutural. A indústria farmacêutica ocupa um ponto estratégico na linha de frente da saúde pública. Garantir acesso contínuo a medicamentos em cenários de enchente é parte da engrenagem de resiliência urbana.
O homem mais velho dos Estados Unidos hoje tem 111 anos. O nome dele é Luis Cano. Nasceu em 9 de dezembro de 1914, em Andes, Antioquia, na Colômbia, e atravessou guerras, crises, migração e transformações tecnológicas que a maioria de nós só viu em livro. Ele passou a ser reconhecido como o homem mais velho do país após a morte de Eugene Baltes em 2024. A rotina que atravessou um século Cano emigrou para os Estados Unidos em 1990 com a esposa, Alicia Arango. Depois da morte dela, em 2004, foi morar em Nova Jersey com duas filhas. Hoje vive uma rotina tranquila, marcada por descanso e convivência familiar. Em entrevista à LongeviQuest, ele resumiu sua trajetória de um jeito simples: hábitos positivos e disciplina ao longo da vida. Família como pilar emocional Casado desde 1948, ele teve dez filhos, onze netos, cinco bisnetos e dois tataranetos. Quando falamos de longevidade, a conversa quase sempre gira em torno de dieta e exercício. Mas rede social forte e vínculo familiar consistente aparecem repetidamente em histórias de supercentenários. Antes de emigrar, Cano empreendeu na Colômbia e fundou uma frota de ônibus que operava em áreas rurais. Trabalho físico, responsabilidade diária, rotina ativa. Ele manteve atividade física regular até os 105 anos. Não estamos falando de planilha periodizada. Estamos falando de movimento como parte natural da vida. Alimentação simples, sem exageros Ele nunca fumou. Nunca bebeu álcool. Sua dieta, segundo ele próprio, sempre foi baseada principalmente em vegetais, feijões e abacate. Alimentos simples com pouco processamento, um padrão alimentar estável ao longo das décadas. Em um mundo que muda dieta a cada trend, ele manteve o básico por mais de um século. A expectativa média de vida gira em torno de 77 anos na Colômbia e 79 nos Estados Unidos. Ultrapassar os 110 anos é estatisticamente raro. Existem poucos supercentenários vivos. Entre eles estão nomes como Naomi Whitehead, com 115 anos, e Edwin Martin, também com 111. Luis Cano entra para esse grupo pequeno que desafia a curva demográfica. O que essa história realmente ensina A narrativa da longevidade costuma ser sedutora. Mas quase sempre volta aos mesmos pilares:
A inteligência artificial entrou no consultório, mas não entrou sozinha. O Conselho Federal de Medicina publicou a primeira norma específica para uso de IA na prática médica no Brasil. E o recado é claro: IA é ferramenta de apoio, a decisão humana precisa continuar por trás de tudo. A resolução entra em vigor em 180 dias e estabelece um marco ético para o uso da tecnologia no cuidado em saúde. IA não substitui médico O texto deixa explícito que sistemas de IA podem apoiar decisões clínicas, gestão em saúde, pesquisa e educação médica. Mas não podem substituir o julgamento profissional. O médico não é obrigado a seguir recomendações automáticas.A tecnologia não pode limitar a autonomia profissional.A palavra final é sempre do médico. A norma ainda reforça que as soluções apresentadas pelos modelos de IA não são soberanas e exigem supervisão humana obrigatória. Diagnóstico não pode ser comunicado por máquina Um dos pontos mais sensíveis da resolução é direto ao ponto. É proibido delegar à IA a comunicação de diagnósticos, prognósticos ou decisões terapêuticas sem mediação humana. Ou seja, nada de paciente receber diagnóstico crítico direto de um sistema automatizado. Além disso, o paciente deve ser informado quando a IA for utilizada como apoio relevante no seu atendimento. E mais: ele pode recusar o uso da tecnologia. Consentimento e transparência viram regra. A responsabilidade continua sendo do médico Mesmo usando sistemas avançados, o profissional permanece integralmente responsável pelos atos praticados. O uso de IA não substitui o Código de Ética Médica.Falhas exclusivamente atribuíveis ao sistema não geram responsabilização indevida, desde que o médico tenha agido com diligência.Riscos e falhas precisam ser comunicados às instâncias competentes. E tem mais: o uso de IA deverá ser registrado em prontuário. IA passa a ter classificação de risco A norma cria quatro níveis de risco para sistemas de IA: baixo, médio, alto e inaceitável. A classificação leva em conta impacto nos direitos fundamentais, sensibilidade dos dados, grau de autonomia do sistema e criticidade do contexto clínico. Instituições públicas e privadas terão que fazer avaliação prévia antes de implementar qualquer tecnologia. Hospitais terão que criar Comissão de IA Hospitais que desenvolverem ou utilizarem sistemas próprios precisarão criar uma Comissão de IA e Telemedicina, subordinada à diretoria técnica e coordenada por médico. Essa comissão será responsável por governança, monitoramento contínuo, auditoria e garantia de uso ético e seguro. A fiscalização ficará a cargo dos Conselhos Regionais de Medicina. A resolução reforça a necessidade de cumprir rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados. Uso de dados para treinamento ou validação de sistemas precisa seguir princípios éticos, científicos e padrões de segurança da informação. Modelos que não garantam proteção adequada a dados sensíveis simplesmente não poderão ser utilizados. Na prática, as mudanças serão:
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