Vender a roupa de treino já não basta. A Gymshark, marca britânica de vestuário fitness, vai abrir sua primeira academia aberta ao público. O Gymshark Lifting Club fica em Wynwood, Miami, com abertura prevista para janeiro de 2027, e a marca já abriu uma lista de interesse para os planos de membro fundador. Por que Miami? A escolha da cidade não foi aposta no escuro. Os eventos LIFT da marca em Miami já reuniram mais de 20 mil pessoas, que foram até lá para treinar, conhecer seus ídolos e bater recordes pessoais. Para o fundador e CEO Ben Francis, a cultura de musculação e o apetite por saúde de Wynwood fizeram do bairro a escolha natural. O modelo também já foi testado em casa. A Gymshark montou um Lifting Club interno na sede, no Reino Unido, cinco anos atrás. Miami é a primeira vez que esse formato chega ao público. Do digital ao chão de academia A Gymshark nasceu online em 2012 e só abriu a primeira loja física em 2022, na Regent Street, em Londres. Vieram depois Manchester, Amsterdã, Dubai e, em dezembro de 2025, uma flagship em Nova York. Hoje a marca soma mais de 20 milhões de pessoas na comunidade, em 230 países. O caixa ajuda a bancar o movimento. No ano fiscal de 2025, a empresa registrou receita de 646 milhões de libras, o 13º ano seguido de crescimento nas vendas, mesmo com o lucro pressionado pelos investimentos em varejo físico. O que muda no jogo? Marcas de roupa estão indo além do produto. Quem já tem uma comunidade engajada agora quer ser dono do lugar onde ela treina. A academia vira o ponto de encontro físico de um ecossistema que antes vivia no feed e no carrinho de compras. O desafio é real. Operar academia exige outra musculatura, com gestão de espaço, equipe e retenção de alunos no dia a dia. Por isso o projeto pede execução impecável. A Gymshark mostra que a comunidade é o ativo mais valioso de uma marca de bem-estar. O varejo fitness do futuro é menos vitrine e mais experiência, menos produto e mais pertencimento. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
A desinformação em saúde não é ruído de fundo. É um mercado com método. Quase 9 em cada 10 alegações sobre saúde checadas pela Agência Lupa entre março de 2017 e junho de 2026 eram falsas. Das 764 afirmações analisadas, 667 receberam esse selo, o equivalente a 87,3%. Só 26 foram classificadas como verdadeiras. Os dados estão no relatório Raio-X da Desinformação em Saúde, do Observatório Lupa, com patrocínio da Afya. Vale ler o número com a lente certa. Ele se refere ao material que chegou à agência e foi checado, não a tudo o que circula na internet. O jaleco virou fantasia A tática mais comum é a falsa autoridade. Em 21,6% das mentiras, alguém usava o nome de um médico ou cientista, inventava falas ou tirava declarações reais de contexto. Logo atrás vem a distorção de pesquisas e dados científicos, presente em 15,7% das alegações. O medo também ganhou força. Entre 2025 e junho de 2026, ele apareceu em 33,8% das alegações falsas, o maior índice da série. Quando a mensagem assusta, ela circula mais rápido do que a checagem. Da Covid às vacinas, o alvo muda mas o jogo é o mesmo A Covid-19 dominou as checagens durante a pandemia. Em 2020 e 2021, a Lupa analisou 452 conteúdos sobre saúde, cerca de dez vezes mais do que nos três anos anteriores. Depois vieram posts sobre “desintoxicar” o corpo das vacinas, diabetes, câncer e alimentação. As vacinas seguem como alvo preferido. Das 244 alegações checadas sobre o tema, 212 eram falsas, ou 86,9%. Quando a mentira tem preço Parte das mentiras também vende alguma coisa. Em 17 das 18 checagens ligadas a uso comercial, o conteúdo levava o público a comprar um produto ou serviço. O WhatsApp aparece em mais de 70% das checagens com dados de plataforma. A própria Lupa pondera que recebe pedidos de verificação por um canal no aplicativo, o que pode inflar esse peso. Para quem constrói marca em saúde e bem-estar, o recado é direto. Credibilidade virou diferencial competitivo. Num campo minado de falsas promessas, ganha quem mostra a fonte, assina com especialista de verdade e trata o público como adulto. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
A conta da contracepção sempre caiu no colo das mulheres. Pesquisadores da Weill Cornell Medicine, nos Estados Unidos, querem mudar essa divisão com um anticoncepcional masculino tomado apenas na hora em que for preciso. E o projeto acaba de ganhar US$ 8,2 milhões do governo americano para avançar. Como a pílula funciona? O homem tomaria o comprimido 30 minutos antes da relação. A proteção duraria de 6 a 8 horas e, depois disso, a fertilidade voltaria ao normal. O remédio não usa hormônios. Ele bloqueia uma enzima chamada adenilil ciclase solúvel, a sAC, que dá a partida no movimento dos espermatozoides. Sem ela, eles ficam parados temporariamente. É uma lógica sob demanda, bem diferente do uso contínuo que marca a contracepção feminina. Por que essa aposta importa? Cerca de metade das gestações no mundo não é planejada, segundo os pesquisadores. Mesmo assim, os homens seguem com só duas opções, a camisinha e a vasectomia. Na prática, quem carrega o peso são as mulheres, que muitas vezes usam hormônios por anos e convivem com efeitos colaterais. Uma pílula masculina, rápida e reversível, redistribui essa responsabilidade dentro do casal. Em que pé está a pesquisa? Até agora, o método só foi testado em animais. Os primeiros resultados, publicados em 2023 na Nature Communications, mostraram que bloquear a sAC deixou os espermatozoides imóveis e impediu gestações em modelos pré-clínicos. O novo financiamento, de quatro anos, vem do Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano (NICHD) e é o terceiro concedido ao laboratório dos farmacologistas Jochen Buck e Lonny Levin. O dinheiro vai bancar os estudos de toxicologia e segurança exigidos antes dos testes em humanos. Ou seja, ainda há um bom caminho até a farmácia. A saúde reprodutiva masculina é um dos nichos menos explorados do mercado de bem-estar. Se a pílula sob demanda passar pelas próximas fases, ela abre espaço para uma contracepção mais personalizada, compartilhada e alinhada ao ritmo real da vida de cada casal. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
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