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Anvisa investiga seis mortes suspeitas associadas a canetas emagrecedoras

Desde 2018, a Anvisa registrou 225 casos suspeitos de pancreatite e seis mortes em investigação associadas ao uso de canetas emagrecedoras no Brasil. Os dados vêm do VigiMed, sistema oficial de farmacovigilância da agência. Os relatos envolvem medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1, usados no tratamento de diabetes e obesidade, como semaglutida, liraglutida, tirzepatida e dulaglutida. É importante reforçar: suspeita não é confirmação. Todos os casos ainda passam por análise técnica para entender se há, de fato, relação causal com os medicamentos. O que os números dizem e o que eles não dizem Os registros envolvem pacientes de estados como São Paulo, Paraná, Bahia e Distrito Federal. No caso das mortes, os estados não foram divulgados. Dois pontos precisam ser lidos com cuidado. O primeiro é que a notificação não é obrigatória, o que significa que os números podem estar subestimados. O segundo é que o público que utiliza essas terapias já apresenta maior risco de pancreatite. Pessoas com obesidade e diabetes, por si só, têm maior incidência da inflamação no pâncreas. Segundo Alexandre Hohl, diretor da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica, ainda não é possível afirmar se os casos estão sendo causados pelos medicamentos ou pelas doenças de base dos pacientes. O risco de pancreatite já está descrito em bula e é conhecido pelos médicos. No caso do Mounjaro, por exemplo, a pancreatite aguda aparece como reação adversa incomum, mas possível. O maior problema apontado por especialistas acontece fora do consultório. Uso sem prescrição, versões manipuladas ou falsificadas, ausência de avaliação clínica e falta de monitoramento de sintomas precoces. Nesse cenário, não há controle de dose nem acompanhamento da saúde do pâncreas, o que pode atrasar o diagnóstico e levar a quadros graves antes da busca por atendimento médico. O que tudo isso muda? Nada muda para quem usa com indicação correta. A própria Anvisa reforça que não há recomendação de suspensão das canetas emagrecedoras. O tratamento segue considerado seguro quando há prescrição e acompanhamento médico. Desde abril de 2025, a agência passou a exigir retenção de receita, justamente para reduzir o uso indiscriminado. Outras medidas podem ser adotadas se novos riscos forem confirmados. Em escala global, já foram registradas mais de 14 mil notificações de pancreatite associadas a esses medicamentos e 378 mortes. Todos esses dados também seguem sob investigação. O posicionamento das empresas A Eli Lilly informou que monitora continuamente os relatos e que o risco de pancreatite consta em bula. A Novo Nordisk reforçou que todas as terapias baseadas em GLP-1 trazem advertência de classe sobre pancreatite e que os pacientes devem ser orientados a interromper o uso e procurar um médico diante de qualquer sintoma suspeito. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Cochilos à tarde podem melhorar a saúde do cérebro

Cochilo no meio do dia não é preguiça. É estratégia. E a ciência vem tratando a soneca curta como um reset cognitivo. Você desliga por um instante e volta com a cabeça mais limpa pra aprender, lembrar e criar. O reset que seu cérebro estava pedindo Pensa no seu cérebro como uma aba do navegador com 47 guias abertas. Ao longo do dia, as sinapses vão ficando saturadas, o foco vai derretendo e tudo começa a pesar. O cochilo entra como um reboot. Reduz essa força acumulada nas conexões e abre espaço pra novas informações. Um processo restaurador que lembra, em miniatura, o que acontece no sono noturno. Mas aqui mora o pulo do gato. Tempo é tudo. Estudos indicam que sonecas de até 30 minutos podem se associar a benefícios cardiovasculares, incluindo redução no risco de pressão alta em algumas análises. Passou disso, a história muda. Cochilos longos aparecem ligados a piores marcadores metabólicos e cardiovasculares em diferentes pesquisas. E ainda aumentam a chance de você acordar grogue, como se tivesse sido puxado do fundo da piscina. Por isso, o cochilo perfeito é curto, objetivo e bem colocado no dia. E não é só papo de lifestyle. O wellness moderno já está tratando o sono como pilar de performance. De wearables que monitoram recuperação a empresas testando pausas estruturadas como parte de saúde preventiva. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Nike retoma linha de produtos com foco em corredores de trilha

A Nike está trazendo de volta a All Conditions Gear como uma marca outdoor de verdade e já chega mirando um público específico: trail runners, a galera que troca asfalto por terra, pedra, subida e lama. Porque, vamos ser honestos, nos últimos anos a ACG tinha virado mais streetwear com estética de aventura do que performance pra trilha. Esse relançamento é um reset. E tem uma decisão simbólica aqui: a Nike Trail será absorvida pela ACG, como se a Nike estivesse dizendo que agora a disputa é pra valer. O lineup estreia com quatro peças que funcionam como cartão de visita dessa nova fase. Um detalhe importante é que todos os produtos foram desenvolvidos com o All Conditions Racing Department da Nike, um grupo formado por 28 trail runners de elite em oito países que testaram protótipos e devolveram feedback real de uso. E o timing não é aleatório. A participação no trail running nos Estados Unidos cresceu mais de 25% nos últimos anos. Até agora, esse território era dominado por marcas nativas do outdoor como Salomon e Hoka. A ACG é a primeira tentativa realmente séria da Nike de competir nesse espaço com produtos pensados do zero para trilha, e não adaptações de tênis de rua com sola agressiva. No fundo, a mensagem é clara. A Nike quer voltar a ser relevante onde o suor não é instagramável, é real. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui