A Anvisa anunciou um novo pacote de medidas para reforçar a segurança no uso das chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos injetáveis à base de GLP-1 como semaglutida, tirzepatida e liraglutida O movimento vem em resposta ao crescimento acelerado desse mercado no Brasil e, principalmente, às irregularidades que começaram a aparecer na importação e manipulação desses produtos O foco da agência é direto. Garantir qualidade, segurança e controle O que motivou a decisão? Os dados chamam atenção. Só no segundo semestre de 2025 foram importados mais de 100 kg de insumos, quantidade suficiente para cerca de 20 milhões de doses Esse volume não acompanha a demanda real do mercado Ao mesmo tempo, inspeções realizadas em 2026 resultaram em 8 interdições após 11 fiscalizações, com problemas técnicos e falhas no controle de qualidade O cenário indica um crescimento desorganizado, com risco direto para quem utiliza esses medicamentos A Anvisa mapeou pontos críticos dentro dessa cadeia: No caso de medicamentos injetáveis, esses pontos deixam de ser detalhe técnico e passam a ser risco direto para a saúde A exigência aqui é mais alta. Pureza e controle precisam ser rigorosos O plano da Anvisa envolve revisão de normas, intensificação de fiscalizações e maior articulação com órgãos nacionais e internacionais Também estão previstas ações mais próximas do sistema de saúde, como monitoramento de eventos adversos em hospitais e clínicas Além disso, a agência pretende melhorar a comunicação com a população, com orientações mais claras sobre riscos e limites desses medicamentos O objetivo é organizar um mercado que cresceu rápido demais O impacto no mercado de GLP-1 A patente da semaglutida expirou recentemente no Brasil, o que abre espaço para novos players Hoje existem vários pedidos de registro em análise, mas nenhum produto pode ser comercializado sem comprovação de segurança, eficácia e qualidade validada pela Anvisa Isso cria uma barreira importante em um momento de alta demanda O crescimento continua, mas com mais controle
Jane Asher não segue o roteiro esperado para a idade. Aos 95 anos, mantém uma rotina ativa, coleciona recordes na natação e segue treinando com frequência A britânica já soma dezenas de conquistas ao longo da carreira e, mais recentemente, bateu seu quinto recorde mundial. E não existe sinal de desaceleração Ela continua olhando para frente. O próximo objetivo já está definido. Mais um recorde em competição internacional A base do desempenho está na rotina. Asher treina natação quatro vezes por semana e mantém outras práticas como pilates e tai chi A lógica não é intensidade isolada. É repetição ao longo dos anos Mesmo após cirurgias nos dois quadris, ela seguiu treinando e voltou para a água sem mudar a direção que vinha construindo O treino não entra como exceção. Ele faz parte da estrutura da vida Uma trajetória que começou tarde A relação com a natação não veio desde cedo. Asher só teve contato com piscinas depois dos sete anos, quando se mudou para a África do Sul A entrada nas competições também demorou. Ela começou a competir de forma mais consistente depois dos 40 anos, quando ensinava crianças a nadar e decidiu participar junto com elas A carreira profissional só ganhou força anos depois, já na fase adulta O ponto aqui muda a percepção comum sobre início e desempenho O que sustenta a motivação? Mesmo com dezenas de medalhas e recordes, Asher não coloca o foco no reconhecimento Segundo ela, a motivação vem da própria prática. A sensação depois de nadar, o ambiente e a conexão com outras pessoas dentro do esporte Ela descreve a natação como um espaço onde idade perde relevância e todos compartilham a mesma linguagem O resultado aparece como consequência, não como objetivo principal O que essa história mostra A trajetória de Asher desloca a forma como envelhecimento costuma ser tratado Ela mantém volume de treino, consistência e objetivos claros mesmo em uma idade avançada Isso amplia a referência do que é possível dentro do esporte e da rotina de saúde A prática contínua ao longo do tempo constrói capacidade, independentemente do ponto de partida
Hailey e Justin Bieber aproveitaram o timing do Coachella para anunciar um novo movimento dentro da Rhode. O casal lança a Spotwear, uma linha de adesivos para espinhas que mistura cuidado com a pele e estética O produto chega ao site da marca no dia 13 de abril e já entra em um território que vem crescendo rápido. Skincare que sai do banheiro e vai para o cotidiano Os adesivos são hidrocoloides, usados para proteger e tratar espinhas. A diferença aqui está na forma como eles são apresentados Modelos em formato de cogumelos, margaridas e jujubas transformam um item funcional em algo visível e até desejado Segundo Hailey, o uso desses adesivos em público já virou hábito. As pessoas não escondem mais. Incorporam no visual e até no conteúdo que produzem O produto deixa de ser só tratamento e passa a ocupar espaço na expressão pessoal O movimento não nasce do zero. Já existem outras marcas atuando nessa categoria O que a Rhode faz é reinterpretar dentro do seu próprio universo estético. Cores, formas e linguagem alinhadas com a identidade da marca Hailey define como algo fotogênico e parte de uma cultura que se formou em torno desses produtos O ponto aqui é claro. Skincare começa a se comportar como moda A entrada de Justin e o contexto do lançamento A colaboração com Justin Bieber não vem como estratégia forçada. O cantor já apareceu diversas vezes usando adesivos para espinhas e falando abertamente sobre cuidados com a pele Isso dá consistência para o lançamento e conecta com o comportamento real dele O timing com o Coachella reforça esse posicionamento. Um ambiente onde estética, exposição e tendência se encontram Expansão além dos adesivos Junto com a Spotwear, a Rhode também lança edições limitadas de produtos para os lábios e região dos olhos, com sabores como banana caramelizada A linha principal de adesivos passa a fazer parte fixa do portfólio, com novas variações previstas A marca não trata como teste. Já entra como categoria consolidada dentro do negócio
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