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Cientistas desenvolvem spray que estanca sangramentos em segundos

Um corte grave não te dá minutos de vida, dá segundos. E é exatamente nesse intervalo que pesquisadores da Coreia do Sul estão tentando mexer: um pó em spray que, ao encostar no sangue, vira um gel macio e flexível e ajuda a estancar hemorragias em menos de um segundo. Pelo menos nos testes descritos em um estudo publicado na Advanced Functional Materials, com divulgação do próprio KAIST (Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia). A ideia é simples e brutalmente lógica: em trauma grave, controlar o sangramento rápido é o que decide se a pessoa chega viva ao hospital. Em cenários como resgates, atendimento pré-hospitalar, regiões remotas e até campo de batalha, cada segundo vira moeda. Como esse spray funciona? O “truque” está no material que forma o gel, chamado AGCL, feito a partir de componentes de origem natural: Pensa assim: alginato + gelana montam a “estrutura” do gel. A quitosana entra como peça de performance: ajuda a atrair glóbulos vermelhos e plaquetas, acelerando a coagulação. Segundo os pesquisadores, o material ainda consegue absorver até 7x o próprio peso em sangue, o que importa quando o sangramento é intenso e o curativo tradicional não dá conta. Dois pontos chamam atenção no que o KAIST divulgou: Isso é o tipo de atributo que transforma uma inovação de “bonita” em utilizável. E quando isso vai chegar nos hospitais? Ainda não chega. Por enquanto, não há previsão de disponibilidade ao público. O spray segue em testes e etapas adicionais, além de todo o caminho de produção e aprovação regulatória (que costuma ser o funil mais longo). Um dos cientistas envolvidos, Kyusoon Park, resumiu a motivação do projeto como missão de salvar vidas, começando por emergências militares, mas com potencial de uso médico mais amplo no futuro. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Foi aberto o primeiro clube social de longevidade de Londres

A Unbound abriu sua primeira unidade em Shoreditch (zona leste da cidade) juntando duas coisas que quase nunca andam juntas no mesmo endereço: check-up clínico de verdade + rotina social que dá vontade de voltar. Na prática, é um membership criado por um time que mistura médicos, designers e empreendedores, com um espaço pensado para ser “todo dia”, não “uma vez por ano”. Como funciona? A Unbound organiza a jornada em 4 passos, indo do dado à ação: 1) OnboardVocê preenche um perfil com histórico médico, estilo de vida e objetivos, pra equipe já saber onde apertar. 2) ExperienceNo espaço, você passa por uma sequência guiada de avaliações: exames de sangue, testes de movimento, body mapping e uma sessão de mindfulness pra identificar padrões de estresse e alinhar metas. 3) ResultsUm médico cruza os resultados com comportamento e histórico, e traduz isso em prioridades claras: o que importa, por quê, e o que mexe mais no ponteiro. 4) RitualsPlano personalizado de exercício, nutrição e hábitos, somado a “rituais” e consistência: sauna, ice bath, breathwork, run club e eventos comunitários. O conceito central deles é simples e afiado: número sozinho não muda comportamento. Contexto muda. Eles chamam isso de “dar significado às métricas”. O club também funciona como coffee shop e listening bar, com workshops, talks e eventos mais artísticos. A proposta é quase um paradoxo gostoso: “ascetic hedonism” (disciplina, mas com prazer). Por que isso importa? A Unbound está apostando que transformar cuidado em rotina social (e não em obrigação solitária) aumenta a chance de você continuar quando a empolgação acaba. É o wellness virando experiência + pertencimento. Prevenção como algo que você faz com outras pessoas, não só o que você rastreia sozinho no celular. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Paraguai identifica canetas emagrecedoras falsas, como diferenciar?

Tem um mercado crescendo na sombra, bem na nossa cara: canetas emagrecedoras compradas na fronteira, sem prescrição, sem rastreio e, em alguns casos, falsificadas. E agora o próprio Paraguai colocou isso no papel. A Dinavisa (o “equivalente” da Anvisa por lá) publicou um alerta reconhecendo a comercialização não autorizada de produtos que dizem conter tirzepatida em Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil, e classificou como risco grave à saúde pública. No alerta, a Dinavisa diz que esses produtos não têm registro sanitário vigente no país e que, por isso, não dá para garantir composição, qualidade, segurança nem eficácia. é como se você estivesse eaplicando qualquer coisa E eles listam nomes que aparecem nessas falsificações, como “Mounjaro”, “Tirzapatide injection”, “TirzseBound”, “Tirzepatide – Freedom Research” e “Tirzepatide Synedica Labs”. O barato que sai caro… O alerta é direto: produtos irregulares podem ter substâncias não declaradas ou concentrações erradas, além de não existir informação validada sobre dose, preparo e modo de uso. E tem um detalhe que quase ninguém lembra: mesmo quando o produto fosse “real”, medicamento injetável exige cadeia de conservação e transporte. Se isso já é difícil no formal, imagina no clandestino. Como isso abastece o Brasil? Porque o mercado se organiza como mercado paralelo mesmo: compra na fronteira, revende por rede social, entrega “por fora”, e tenta driblar fiscalização de tudo quanto é jeito. Enquanto isso, a Anvisa vem apertando o cerco: já proibiu a comercialização e determinou apreensão de lotes irregulares de tirzepatida associadas às chamadas “canetas do Paraguai”, justamente por falta de registro e situação irregular. Em novo alerta, a Anvisa reforçou que essas canetas não são produto de “uso livre”: devem ser usadas apenas conforme a bula e com prescrição e acompanhamento profissional, citando o risco de eventos adversos graves, como pancreatite aguda. Segundo a própria agência, há 225 notificações suspeitas de pancreatite associadas ao uso desses medicamentos e seis mortes sob investigação por possível relação com o uso de canetas emagrecedoras. A Dinavisa recomenda não comprar pela internet, redes sociais ou canais não autorizados e diz que, se a pessoa estiver usando algo do tipo, deve interromper e buscar orientação de profissional de saúde. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui