Se você já saiu de uma aula de bike com o ouvido apitando, você sabe do que estamos falando. A diferença é que agora isso virou pauta oficial e a Loop, marca belga de earplugs, fechou parceria com a SoulCycle e passou a disponibilizar o modelo Experience 2 em estúdios da rede nos Estados Unidos. A proposta é simples e provocativa: proteger sua audição sem matar a música Aulas da SoulCycle são construídas em cima de música alta, imersiva e ritmada. Faz parte da experiência. Só que exposição prolongada a altos decibéis pode gerar dano auditivo cumulativo. E quase ninguém está pensando nisso no meio do sprint final. O modelo Experience 2 reduz o som em mais de 17 dB, mas mantém clareza. A batida continua forte, a voz do instrutor segue nítida, mas o impacto no ouvido diminui. O encaixe foi pensado para não sair do lugar quando você levanta do selim ou acelera a cadência. Por que essa parceria importa? Academias e estúdios são um ponto cego quando o assunto é proteção auditiva. Em shows, usar protetor já virou quase padrão. No fitness, não. E aqui está o ponto estratégico: em vez de esperar que o aluno lembre de levar o próprio protetor, a solução está no próprio estúdio. A CEO da SoulCycle, Evelyn Webster, enquadrou isso dentro do conceito de wellness holístico. Se a indústria fala tanto de recuperação, longevidade e performance sustentável, proteger a audição faz parte do pacote. É um daqueles ajustes pequenos que parecem detalhe, mas que conversam direto com o discurso de saúde a longo prazo. Onde adquirir? Os Loop Experience 2 estão disponíveis em estúdios selecionados da SoulCycle em estados como Nova York, Califórnia, Texas e Flórida, além do site da marca e do site da SoulCycle.
O “OAB da Medicina” avançou no Senado e agora vai pra Câmara A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou a criação de uma prova nacional obrigatória para médicos recém-formados conseguirem o registro profissional. O texto passou por 12 votos a 8, em caráter terminativo na comissão, e segue agora para a Câmara dos Deputados. Como funciona a nova prova? O exame foi batizado de Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed) e, pelo texto aprovado, será aplicado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) pelo menos duas vezes por ano. A proposta é avaliar conhecimento teórico e habilidades práticas. A regra é simples: passou, pede o registro e pode atender. Não passou, não pode atender pacientes, mas ainda pode atuar em atividades técnicas ou de pesquisa, desde que com autorização do conselho regional. A exigência vale para quem concluir a graduação após a lei entrar em vigor. Ou seja, não é retroativo. Ficam fora do Profimed: O debate pegou fogo num ponto específico: “por que criar mais uma prova se já existe o Enamed?” Parte dos senadores defendeu que a avaliação deveria ser feita pelo MEC, por meio do Enamed, que foi criado para medir a qualidade dos cursos de medicina. Teve argumento de duplicidade, emenda proposta e tudo, mas as sugestões foram rejeitadas. A linha vencedora foi a do relator: Enamed olha para a instituição e para a formação como sistema; o Profimed seria para olhar direto para o profissional antes de ele ganhar o carimbo do registro. O empurrão político veio junto dos resultados recentes do Enamed, que mostraram uma parcela relevante de cursos com desempenho considerado insuficiente. Na primeira edição, entre 351 instituições com participantes, 24 ficaram com conceito 1 e 83 com conceito 2, faixas em que a média de acertos não passou de 60%. O projeto não trata só de prova. Ele também prevê: O que vem agora? Agora é Câmara. E aí o jogo muda: pode andar rápido, pode travar, pode voltar diferente. Mas a mensagem já está dada: a discussão sobre qualidade de formação em medicina saiu do bastidor e entrou na pauta grande, com um símbolo forte na mesa: um exame obrigatório para registro.
Crianças “normais” hoje relatam mais ansiedade do que pacientes psiquiátricos infantis nos anos 1950 Essa frase parece exagero. mas não é. Duas grandes meta análises publicadas no Journal of Personality and Social Psychology, da American Psychological Association, analisaram dados de milhares de crianças e universitários entre 1952 e 1993 e encontraram um salto consistente nos níveis de ansiedade ao longo das décadas. O dado que mais chama atenção é direto: crianças comuns dos anos 1980 relataram mais ansiedade do que crianças internadas em serviços psiquiátricos nos anos 1950. O que exatamente foi medido? O estudo analisou o que os psicólogos chamam de trait anxiety, uma tendência relativamente estável de ser mais propenso à ansiedade ao longo da vida. Diferente da ansiedade de estado, que é aquela reação temporária diante de uma situação específica. Foram avaliadas 170 amostras de universitários americanos, somando mais de 40 mil estudantes, e 99 amostras de crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos, totalizando mais de 12 mil participantes. O resultado foi consistente nas duas populações: aumento significativo nos níveis de ansiedade ao longo das décadas. Os autores chegaram a chamar o período de “era da ansiedade”. Por que a ansiedade aumentou? A pesquisadora Jean M. Twenge, da Case Western Reserve University, aponta dois fatores centrais associados ao aumento: menor conexão social e maior percepção de ameaça ambiental. Durante o período analisado, os Estados Unidos passaram por aumento nas taxas de divórcio, crescimento do número de pessoas vivendo sozinhas e queda na confiança interpessoal. Mais autonomia. Mais individualismo. Menos sensação de pertencimento. Ao mesmo tempo, aumentaram as ameaças percebidas. Violência urbana. Medo de guerra nuclear. Surgimento da AIDS. E uma cobertura midiática cada vez mais intensa reforçando a sensação de risco constante. Segundo a autora, autonomia pode trazer liberdade e oportunidades. Mas também pode gerar isolamento, vulnerabilidade e maior ativação constante do sistema de alerta. O estudo também levanta um alerta importante. Ansiedade tende a preceder depressão. Ou seja, se os níveis de ansiedade sobem de forma estrutural, é plausível esperar aumento nos casos de depressão nas décadas seguintes. O mesmo vale para abuso de álcool e drogas, já que transtornos ansiosos frequentemente antecedem o uso de substâncias. Existe ainda um impacto físico. Pessoas ansiosas apresentam maior risco de problemas como asma, síndrome do intestino irritável, úlceras, doenças inflamatórias intestinais e doença coronariana. Ansiedade não é só mental. Ela é biológica. O estudo termina em 1993. Algumas ameaças ambientais diminuíram desde então, como taxas de criminalidade e medo de guerra nuclear. Mas a conexão social não se recuperou de forma significativa. Divórcios caíram um pouco, mas o número de pessoas vivendo sozinhas continua alto e os níveis de confiança interpessoal seguem baixos. A conclusão da autora é simples e quase desconfortável: enquanto as pessoas não se sentirem seguras e conectadas, a ansiedade tende a permanecer elevada. Fonte: APA ( Associação Americana de Psicologia )
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