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Desafio do paracetamol: nova modinha de tomar remédio até passar mal interna jovens na Europa

Autoridades de saúde em Portugal acenderam o alerta para um aumento de intoxicações em jovens ligado ao chamado “desafio do paracetamol”, que vem circulando nas redes. A mensagem do governo foi direta: isso pode causar lesão grave no fígado, evoluir para insuficiência hepática e, em casos extremos, levar a transplante ou morte. O que esse “desafio” incentiva? A lógica é tão absurda quanto perigosa: jovens competirem para ver quem aguenta mais depois de tomar uma quantidade exagerada do medicamento, como se o corpo fosse um videogame com barra de vida. Em Lisboa, profissionais do Hospital de Santa Maria relataram preocupação com a escalada de intoxicações voluntárias com medicamentos em adolescentes, com aumento importante nos últimos anos. A leitura dos médicos é que não dá para reduzir isso a “brincadeira de internet”: tem camada de acesso fácil a remédios em casa, impulsividade e, muitas vezes, sofrimento emocional por trás. O recado para pais e cuidadores O próprio governo português pediu exatamente isso: guardar medicamentos em local seguro e falar com crianças e adolescentes sobre o risco. E se alguém tomou uma quantidade acima do recomendado? Isso aqui é importante: não espere “ver se passa”. Procure ajuda imediatamente: Por que esse assunto importa? Porque essa é a cara da nossa era: o que é “conteúdo” para uns vira “consequência” para outros.

Retiros não são tendência. São posicionamento.

Depois de cinco anos conduzindo experiências em Alter do Chão, eu entendi que retiros não são fuga e muito menos moda. São estratégia de construção de comunidade, e comunidade é o ativo mais valioso de qualquer marca de wellness. Retiros estão em alta, viraram tendência. Mas tendência não sustenta negócio, vínculo sustenta. Há cinco anos levo mulheres para Alter do Chão. O que começou como uma experiência virou parte fundamental do ecossistema da minha marca. E ao longo desse tempo, ficou claro: retiro não é produto isolado. É quase uma ferramenta de aprofundamento. O mercado de wellness cresceu exponencialmente isso todo mundo já sabe. A economia da experiência substituiu a lógica da simples e antiga prestação de serviço. As pessoas já não buscam apenas aula e treino. Elas buscam contexto, pertencimento e até propósito. E é isso que um “retiro” bem pensado entrega. Recentemente ampliei o calendário: edição para mulheres, edição para casais, além de destinos como Trancoso, Chapada e Preá. Cada formato atende uma necessidade específica de público, e isso não é atoa, é basicamente leitura de comportamento. Mulheres buscam espaço seguro de expansão e pertencimento, casais buscam pausa e reconexão fora da rotina e pessoas mais maduras buscam reinvenção. Quando você entende isso, o retiro deixa de ser “viagem” e passa a ser extensão estratégica da marca. Eu vivi quatro anos como “nômade”. Viajei o mundo. E sempre que conto isso, surge a mesma pergunta: “Por que você parou?” Existe uma romantização da liberdade do viajante. Como se movimento constante fosse sinônimo de sucesso. Mas no mercado, e na vida, profundidade vale mais que deslocamento. Viajar me ensinou a expandir e “voltar” me ensinou a construir. E é exatamente isso que um retiro faz com uma marca física. Ele amplia alcance, aprofunda relacionamento e aumenta o tempo de conexão com o cliente. Uma aula dura uma hora. Um retiro dura dias. Mas o impacto pode durar anos. Quando alguém vive uma experiência imersiva, ela retorna para o estúdio com outro nível de entendimento e a retenção aumenta. O retiro cria consciência, o estúdio cria constância. E juntos, eles constroem comunidade, que pra mim é o ativo mais sustentável que existe dentro do wellness. Não se trata apenas de faturamento pontual de viagem. Trata-se de posicionamento e mostrar que a marca não entrega só serviço, entrega transformação contextualizada. O futuro do wellness não está apenas em protocolos, suplementos ou equipamentos, está na capacidade de criar experiências que integrem corpo, mente e relações. Retiros não são fuga ou escapismo, como muitos acham, eles ampliam os propósitos. E talvez o maior aprendizado desses cinco anos seja esse: Wellness forte não é o que se move o tempo inteiro. É o que cria raiz suficiente para crescer.

Cachorro com paralisia volta a andar depois de receber Polilaminina

Teodoro, um cãozinho da zona oeste do Rio de Janeiro, voltou a mexer as patas traseiras depois de perder os movimentos por causa de uma lesão na medula. Ele é um dos seis animais que participaram de um estudo clínico inédito no Brasil usando uma proteína chamada polilaminina para estimular a regeneração de conexões nervosas. O estudo é liderado por Tatiana Sampaio, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e acaba de ser publicado em uma das principais revistas científicas veterinárias do mundo. O que aconteceu com os cães? No teste, os seis cães receberam uma injeção de polilaminina diretamente na coluna vertebral. Durante seis meses, passaram por avaliações técnicas da marcha. Quatro deles, incluindo Teodoro, apresentaram melhora nos índices que medem a capacidade motora. Em outras palavras, voltaram a se movimentar melhor. Segundo a pesquisadora, a laminina já faz esse trabalho naturalmente no corpo. O que a equipe está tentando fazer é observar como a natureza resolve o problema e reproduzir isso de forma controlada no laboratório. E agora vem a parte mais delicada O projeto começou no início dos anos 2000. Depois de mais de duas décadas de pesquisa, o próximo passo é solicitar autorização da Anvisa para iniciar testes clínicos em humanos. A expectativa é que, no futuro, uma injeção possa ajudar na recuperação de movimentos em casos de lesão medular. Ainda é cedo para promessas. Mas os dados em animais abriram uma porta que parecia fechada há muito tempo. O tutor de Teodoro conta que já havia tentado diversos tratamentos antes. Agora, vê o cachorro reagindo e superando expectativas. Para quem vive a realidade da paralisia, cada pequeno movimento é gigante. A ciência brasileira ainda precisa provar segurança e eficácia em humanos. Mas o fato de um estudo nacional avançar nessa direção já coloca o tema no radar.