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4 a cada 5 canetas contra obesidade vendidas são ilegais

A farmacêutica brasileira EMS acaba de receber luz verde da Anvisa para lançar o Ozivy, a primeira versão nacional da semaglutida, princípio ativo famoso por tratar diabetes tipo 2 e obesidade. A promessa é um preço cerca de 30% menor que o concorrente, Ozempic, um movimento estratégico que chega para sacudir um mercado dominado não só pelos grandes laboratórios, mas por uma rede clandestina gigantesca. Mais barato e regulado: a aposta para democratizar o acesso A chegada do Ozivy não é apenas sobre concorrência de preço, é uma aposta na formalização. Ao oferecer uma alternativa mais acessível e com a garantia de qualidade da Anvisa, a EMS mira em um público que hoje recorre a opções duvidosas. A estratégia é clara: usar a conformidade regulatória e a segurança como diferenciais para tirar espaço do contrabando e de produtos manipulados sem controle, democratizando o acesso a tratamentos inovadores de forma segura. Polícia na rua: por que o mercado paralelo virou caso de segurança? O cenário é alarmante. Estimativas indicam que o mercado informal de análogos de GLP-1 pode ser até cinco vezes maior que o formal. A resposta das autoridades tem sido dura. A Polícia Federal deflagrou operações como a “Heavy Pen” e a “Falso Clique”, com dezenas de mandados de busca e apreensão em todo o país. O volume de apreensões de emagrecedores saltou de 609 unidades em 2024 para mais de 60 mil em 2025. As ações revelaram a magnitude do crime organizado, com apreensão de jatinhos e carros de luxo. Em paralelo, a Anvisa apertou o cerco, determinando a retenção de receita para a venda desses medicamentos e interditando farmácias por falta de controle de qualidade. E agora? O futuro do bem-estar pós-Ozempic Com o fim de patentes e a entrada de genéricos, o segmento de wellness farmacêutico está amadurecendo. A tendência é que a competição saudável diminua o espaço para o mercado ilegal. Isso abre portas para novas oportunidades de negócio, como plataformas de monitoramento da saúde de pacientes e programas de suporte integrativo que vão além do medicamento. O recado para o mercado é claro: em um setor tão regulado, competir apenas com preço baixo e fora da lei é um risco insustentável. A inovação, alinhada à segurança e à conformidade, é o verdadeiro caminho para o crescimento. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Marca de snacks proteicos da Khloé Kardashian recebe US$ 15 milhões para expandir

Esqueça a ideia de que snack é sinônimo de culpa. A Khloud, marca que reformula pipoca e chips com whey protein, acaba de levantar US$ 15 milhões para provar que saúde e sabor podem, sim, andar juntos. O plano é ambicioso: levar seus produtos para as prateleiras de gigantes como Target, Walmart e Starbucks, transformando o lanche da tarde em um momento funcional. O que tem de especial nessa pipoca? A fórmula da Khloud é simples e genial. A marca pega snacks que todo mundo ama e os turbina com proteína, utilizando alternativas aos óleos de sementes para criar uma versão mais saudável. A proposta alinha-se perfeitamente à crescente demanda por alimentos ‘better-for-you’, que entregam benefícios nutricionais sem abrir mão do sabor, consolidando a proteína como um dos principais motores do mercado wellness. Com US$ 27 milhões no bolso, qual é a estratégia? Com o novo aporte, o investimento total na Khloud já ultrapassa os US$ 27 milhões, e o dinheiro tem destino certo: uma expansão agressiva. A meta é estar presente em mais de 29 mil pontos de venda nos Estados Unidos, focando em grandes redes varejistas. A estratégia é clara: sair do nicho e transformar a Khloud de um produto com apelo de celebridade para um item indispensável na rotina do consumidor comum. Para quem a Khloud está falando? A marca sabe exatamente com quem quer conversar. Com embalagens atraentes e porções controladas, o foco é o público feminino. Para alcançar essa audiência, a Khloud aposta em um marketing inteligente, que inclui parcerias com irmandades universitárias e uma forte presença com influenciadores digitais, construindo uma comunidade engajada e que confia na marca. O movimento da Khloud sinaliza a maturidade do mercado de snacks funcionais. Mais do que uma moda passageira, a busca por conveniência, saúde e estética se consolidou. O desafio agora é ir além do hype e provar que um snack com proteína pode, de fato, se tornar parte do dia a dia de milhares de pessoas. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Cultura da produtividade a todo custo prejudica muito a saúde mental das mulheres

A jornalista Izabella Camargo teve um apagão ao vivo em 2018 e o diagnóstico veio em seguida: síndrome de burnout. A história dela é o retrato de uma epidemia silenciosa que cresce de forma alarmante, colocando as mulheres no epicentro de uma crise de esgotamento profissional e pessoal. A “Síndrome da Supermulher” e a jornada que não acaba A pressão para performar no trabalho, muitas vezes com o dobro do esforço para obter o mesmo reconhecimento que colegas homens, é só o começo. Some a isso a carga do trabalho doméstico — em média 9,6 horas semanais a mais que os homens — e a pressão estética das redes sociais. O resultado é a “Síndrome da Supermulher”, um padrão que leva ao estresse crônico ao exigir excelência em todos os papéis, sem espaço para pausas ou vulnerabilidade. Os números não mentem: um alerta para a saúde O problema vai muito além da percepção. Dados do Ministério da Previdência Social mostram que 546,2 mil brasileiros foram afastados do trabalho por transtornos mentais, e 63% desses casos são de mulheres. Reconhecido pela OMS na CID-11 desde 2019, o burnout deixou de ser um “cansaço” para se tornar um fenômeno ocupacional que exige atenção e, principalmente, prevenção. A virada de chave: do esgotamento à ação A boa notícia? A conversa está mudando. A crescente demanda por soluções de bem-estar abre espaço para programas corporativos de prevenção, plataformas de gestão de estresse e serviços de coaching. Izabella Camargo, por exemplo, hoje usa sua voz para defender os “EPIs da Saúde Mental”, que incluem direitos como a desconexão digital e horários flexíveis, mostrando que a saída é coletiva. Enfrentar o burnout feminino não é apenas sobre autocuidado, mas sobre redesenhar um sistema que normalizou a exaustão. Reconhecer a saúde mental como prioridade e promover ambientes de trabalho mais saudáveis não é mais uma opção, mas uma estratégia de sobrevivência para o futuro do trabalho. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/