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Justin Timberlake e Jessica Biel apostam em refrigerante com proteína

A proteína saiu do shake e entrou na lata de refrigerante. Justin Timberlake e Jessica Biel viraram cofundadores da Proda, em anúncio feito nesta terça-feira (13). A bebida tem 10 g de whey por lata, e a aposta para chegar ao supermercado comum é a força da celebridade. O que tem na lata? A lata de 355 ml não tem açúcar, traz 3 g de fibra e cerca de 45 calorias. A proteína vem de uma matriz própria de whey isolado transparente. São sete sabores, como laranja, root beer e Shirley Temple. A Proda é vendida na rede Sprouts Farmers Market, na Amazon e no site da marca. O sabor vem antes do rótulo nutricional. Segundo Jeff Church, a marca nasceu como refresco em primeiro lugar e proteína em segundo, com a ideia de que a pessoa só perceba os 10 g de proteína depois de provar. Um time montado para escalar Timberlake e Biel vão atuar em estratégia criativa, inovação de sabores, desenvolvimento de produto e parcerias culturais. Joey Gonzalez, presidente executivo do conselho da Barry’s, também entrou como cofundador para trazer escala operacional e cultura fitness. A empresa é comandada pelos co-CEOs Jeff Church, fundador da Suja Juice, e o ator Matthew Postlethwaite. A meta é ambiciosa. O grupo quer transformar a Proda de marca funcional em item fixo da despensa, presente em supermercados, clubes de compra e venda direta em todo os EUA. A startup projeta US$ 20 milhões de receita em 2027. E a quadra já tem adversários, como as versões com gás da Premier Protein e da C4 Energy. Timberlake já jogou esse jogo Em 2016, o cantor investiu na Bai e virou “chief flavor officer” da marca. No mesmo ano, a Dr Pepper Snapple comprou a empresa por US$ 1,7 bilhão. A Proda tenta repetir a fórmula que deu certo uma década atrás. A proteína deixou de ser assunto de academia e virou ingrediente de conveniência. O refrigerante do futuro é menos açúcar e mais função, e quem chegar primeiro à geladeira da família leva o jogo. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Fitbit Edge, o novo rastreador do Google, mostra que o produto de verdade é o coach

O Google acaba de lançar o Fitbit Edge, seu novo rastreador de saúde. O aparelho custa US$ 179,99 e chega às lojas em 27 de outubro. Mas olhar só para o pulso é perder o principal movimento. O relógio virou porta de entrada, e o negócio está na assinatura. O que o aparelho entrega? O Edge tem tela AMOLED de 1,34 polegada, GPS embutido e bateria de até sete dias. O Google o posiciona entre o Fitbit Air, que não tem tela, e o Pixel Watch. Segundo a empresa, o GPS ficou 40% mais preciso e a detecção das fases do sono, 15% mais precisa em relação às gerações anteriores. Ele acompanha mais de 50 modalidades de exercício. Tem um detalhe que pesa. O Google chama o Edge de seu primeiro rastreador reparável, com design interno modular e bateria substituível. Em um mercado em que o aparelho costuma ir para o lixo quando a bateria cansa, isso estica a vida útil do produto e da relação com o cliente. O coach é o produto de verdade Com a assinatura Google Health Premium, o usuário acessa o Google Health Coach, feito com o Gemini, que usa dados de condicionamento, saúde e histórico médico para montar rotinas e treinos semanais ajustados à agenda. O app Google Health reúne informações do wearable, de aplicativos conectados e de prontuários médicos. Todo Edge vem com três meses de Premium. Depois disso, a conta muda. Para manter o coach após o período de teste, é preciso pagar a assinatura. Por que isso importa para o mercado? O hardware deixa de ser o fim da venda e vira o começo da receita recorrente. O aparelho coleta os dados, a inteligência artificial personaliza a jornada e a assinatura garante engajamento mês a mês. É o mesmo jogo que outros players de wearables já jogam, agora com o peso do Gemini. A edição especial criada com Stephen Curry, por US$ 219,99, mostra que a performance esportiva segue como vitrine. O que segura o cliente, porém, é o acompanhamento diário. O wearable do futuro é menos relógio e mais treinador de bolso. Quem dominar o coach vai dominar o ecossistema de bem-estar. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Curativo líquido da Unicamp pode cortar pela metade o tempo de cicatrização

Esqueça a gaze e o esparadrapo. Pesquisadores da Faculdade de Engenharia Química da Unicamp desenvolveram um curativo líquido que pode reduzir em até 50% o tempo de cicatrização de feridas. Aplicada sobre a lesão, a solução vira uma película transparente em até 45 segundos. Como funciona a tecnologia? O produto é feito de PLA, um polímero compatível com o corpo. Ele pode ser aplicado com um dispositivo parecido com um aerossol. Sobre a ferida, forma uma estrutura tridimensional que protege contra agentes externos e dá suporte à regeneração das células. Ao longo da cicatrização, o polímero é metabolizado e absorvido pelo organismo, sem necessidade de retirada. A grande virada de chave estava na fórmula. O polímero já era conhecido pela alta compatibilidade com o corpo, mas os métodos tradicionais para deixá-lo líquido dependiam de solventes tóxicos. A equipe resolveu isso com uma combinação de solventes de origem renovável, que os pesquisadores descrevem como atóxicos. A pesquisa foi coordenada pelo professor Rubens Maciel Filho. O que muda em relação ao curativo comum? Quem já trocou um curativo sabe o problema. Gaze e esparadrapo podem arrancar o tecido novo, atrapalham no banho e soltam nas articulações. A umidade e o manuseio ainda abrem espaço para infecção. A película inverte essa lógica. Ela é impermeável à água externa, então você toma banho sem proteção extra, e por ser transparente deixa acompanhar a ferida sem tirar nada. Também não limita movimentos em regiões como joelhos e cotovelos. Menos troca significa menos risco e uma recuperação mais rápida. Do laboratório para o mercado O resultado é promissor, mas ainda está no começo da corrida. Nos ensaios pré-clínicos in vivo feitos com a Faculdade de Medicina de Jundiaí, a cicatrização levou cerca de metade do tempo observado com coberturas tradicionais. Ainda são necessários testes em humanos, e a tecnologia não está disponível para uso clínico. O caminho comercial já está desenhado. A tecnologia foi licenciada com exclusividade para a Dermbio Biotech, spin-off da Unicamp que tem os inventores como sócios. A empresa trabalha agora nas etapas regulatórias e na estruturação comercial. Há ainda potencial de uso em animais, o que amplia o mercado possível. É a prova de que inovação em saúde também nasce na universidade brasileira. Quando a ciência encontra um modelo de negócio, a pesquisa deixa a bancada e entra em quadra. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

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