Uruguai lidera ranking global de melhores países para se aposentar Esqueça a aposentadoria como linha de chegada. Para muita gente, ela virou um novo começo, e em outro país. O Uruguai lidera o ranking de melhores destinos para morar nessa fase, segundo o Global Retirement Report and Index 2026, da consultoria Global Citizen Solutions. O estudo compara 46 programas de residência para aposentados e pessoas que vivem de renda passiva no exterior. A nota leva em conta cinco pontos. Qualidade de vida, facilidade para conseguir cidadania, impostos, custo de vida e burocracia para obter residência. Por que o Uruguai venceu? A vitória uruguaia é de consistência, não de genialidade num único quesito. O país não liderou nenhum critério isoladamente, mas também não ficou abaixo da 20ª posição em nenhuma das cinco categorias. O Uruguai concede residência permanente direto, exige renda mensal de US$ 1.700 e abre caminho para a cidadania em três anos para casados e cinco para solteiros. Logo atrás no ranking geral aparecem Ilhas Maurício, Espanha, Costa Rica e Portugal, com os dez primeiros separados por menos de quatro pontos. E o Brasil nessa disputa? O Brasil ficou em quinto lugar entre os 17 programas analisados nas Américas. No ranking global, porém, o país não entra no top 10. O trunfo brasileiro é a velocidade. O processo de residência leva de três a cinco meses, um dos mais rápidos do estudo, e exige renda mínima de US$ 2.000 por mês. O país também aparece entre os cinco melhores para obter uma segunda cidadania e para mudar com a família, mas a tributação sobre a renda mundial puxa a nota para baixo. Com a vida ficando mais longa, escolher onde passar essa fase virou parte do planejamento. A longevidade deixou de ser só uma questão de saúde e passou a mover um mercado inteiro de serviços, moradia e bem-estar para quem tem décadas pela frente. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
71% dos produtos para emagrecer no Mercado Livre têm irregularidades, diz Abrafarma A guerra pela venda online de saúde ganhou uma nova arma. Os dados. Um levantamento da Abrafarma, associação das grandes redes de farmácia, encontrou irregularidades em 71% dos produtos para emagrecer vendidos no Mercado Livre. O estudo chega num momento em que o marketplace avança sobre um território que as farmácias consideram delas. O raio-x dos anúncios Foram analisados 2.624 produtos. Eles saíram de uma base de 7.067 anúncios coletados entre 15 e 19 de junho. Desses, 1.865 tinham ao menos um problema sanitário ou violavam as regras da própria plataforma. Outros 953 acumulavam dois ou mais. A maioria era suplemento, 90% do total. Outros 51 eram medicamentos. O que mais chama atenção é a carona nas canetas. Alguns anúncios usavam termos como “Monjauro de pobre” e “mais forte que Mounjaro” para vender. Segundo a Abrafarma, 538 produtos se apropriavam de marcas de terceiros ou de variações delas, incluindo nomes parecidos com Ozempic e Mounjaro. Uma disputa de mercado com dados na mesa Aqui é preciso olhar o tabuleiro inteiro. A Abrafarma representa as grandes redes, que concorrem diretamente com as plataformas digitais na venda de suplementos e produtos de saúde. E o Mercado Livre acaba de subir a aposta. A plataforma passou a vender medicamentos com prescrição, incluindo os que exigem retenção de receita e tratamentos com análogos de GLP-1. Na segunda-feira (28), a Anvisa notificou a empresa e pediu que ela explique como a operação cumpre as regras sanitárias, com documentos que comprovem a regularidade. É o terceiro movimento em quatro dias. Antes vieram um ofício da Abrafarma e a notificação da Anvisa. Agora, a associação promete levar o estudo à agência. O que o estudo não mostra A análise considerou só o texto e as avaliações dos anúncios. Nenhum produto foi comprado ou testado em laboratório. O Mercado Livre diz que remove anúncios irregulares e não comenta metodologia de terceiros. A disputa pela venda online de produtos de saúde virou um jogo de dados, regulação e reputação. Quem controlar a confiança do consumidor nesse canal leva vantagem competitiva num dos mercados que mais crescem no bem-estar. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
A era do “supersize” está com os dias contados. O McDonald’s vai colocar mais proteína e porções menores no cardápio dos Estados Unidos, e o alvo tem nome. É o consumidor que usa canetas como Ozempic e Mounjaro. A mudança não é um ajuste pontual de menu. É a resposta da maior rede de fast-food do mundo a uma transformação no apetite de milhões de pessoas. O que está sendo testado? Na mesa de testes estão sanduíche e wrap de frango grelhado, bowls e egg bites. Ainda não há data para nada disso chegar às lojas. A presidente do McDonald’s nos Estados Unidos, Skye Anderson, explicou que a ideia é ampliar as opções focadas em proteína no café da manhã, no almoço e no jantar. O movimento vinha sendo desenhado há meses. Ainda em fevereiro, o CEO Chris Kempczinski contou a investidores que a rede testava itens pensados para quem usa GLP-1, um público que prefere refeições com mais proteína. Segundo ele, quem entra nessas medicações continua com vontade de comer a comida da marca, mas muda o que compra e o tamanho da porção. Os números por trás da jogada A aposta tem dados sólidos. Segundo a rede, 30 milhões de americanos usam GLP-1 e outros 60 milhões buscam mais proteína na alimentação. E aqui está o ponto que muda o jogo. Em 84% das casas com um usuário de caneta, alguém ainda come no McDonald’s. Hoje, 23% dos lares americanos têm um usuário de GLP-1. A projeção é chegar a 35% em 2030. Para uma empresa que vive de volume, ignorar um terço das casas do país seria entrar em campo minado. Por que Wall Street não comprou a ideia? O cardápio novo faz parte de um plano de US$ 8,5 bilhões em dez anos. O dinheiro vai apoiar franqueados por meio de alívio no aluguel e aporte de capital até 2036, acelerando a reforma dos restaurantes. O mercado reagiu mal, e as ações caíram 6% no dia do anúncio. Há anos, a dúvida sobre o impacto dessas medicações nas vendas pesa sobre o papel da empresa. A leitura dos analistas céticos é que a rede gasta agora para colher benefícios só ao longo da próxima década. E o McDonald’s não joga sozinho. A Chipotle já promove opções ricas em proteína como amigáveis ao GLP-1, e o Burger King testa mordidas menores de Whopper. A Olive Garden criou uma seção de porções mais leves e a Subway lançou pequenos wraps com mais de 20 gramas de proteína. Quando a maior rede de fast-food do mundo muda o pedido, o mercado inteiro vai atrás. É a prova de que as canetas deixaram de ser assunto de consultório e viraram variável de estratégia. O fast-food do futuro vende menos volume e mais saciedade. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
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