Belo Horizonte anunciou a ampliação do Complexo Público Veterinário da cidade e, na prática, está organizando um novo modelo de saúde animal com três frentes integradas: o Complexo Médico Veterinário, a UBS Animal e o SAMUVET, um serviço móvel de urgência e emergência médico veterinária. O que muda no dia a dia é simples de entender: mais estrutura, mais capilaridade e mais chance de o animal ser atendido a tempo, principalmente em casos de urgência. Três frentes e um sistema mais organizado O novo desenho integra atendimento clínico em base fixa, atenção básica e resposta rápida na rua. Complexo Médico Veterinário entra como o núcleo mais estruturado para atendimentos e procedimentos. UBS Animal funciona como porta de entrada e acompanhamento, organizando demanda e reduzindo lotação desnecessária em atendimentos mais complexos. SAMUVET é o diferencial: atendimento móvel para situações urgentes em vias públicas e também em residências, com unidades circulando pela cidade. Capacidade sobe de 45 para 75 atendimentos por dia Com a reestruturação, a capacidade diária anunciada passa de 45 para 75 atendimentos. É um salto que parece pequeno no papel, mas muda a fila real, especialmente quando falamos de população vulnerável que depende do serviço público para cuidar de animais de companhia. O complexo, localizado no bairro Madre Gertrudes, já realizou cerca de 50 mil atendimentos. Agora a rede ganha um motor novo para escalar. Mais investimento e uma mensagem política clara O prefeito Álvaro Damião afirmou que o investimento da Prefeitura voltado à causa animal aumentou de R$ 395 mil para R$ 625 mil já no primeiro ano de mandato. O secretário municipal de Meio Ambiente, João Paulo Menna Barreto, posicionou a ampliação como uma mudança de qualidade e organização do fluxo, com impacto na cidade inteira.
Overtraining não é “treinar muito”: é o desequilíbrio entre sobrecarga treino e vida e recuperação, que derruba a performance e desorganiza o controle cardiovascular. Na rotina do esporte, é comum confundir cansaço normal com overtraining. O consenso da ECSS e ACSM descreve um espectro: functional overreaching queda breve de desempenho, com melhora após alguns dias, nonfunctional overreaching queda que se prolonga por semanas e, no extremo, a síndrome do overtraining, com recuperação que pode levar semanas a meses. A diferença central não é “quanto você treinou”, mas quanto tempo o desempenho e os sintomas demoram a normalizar. E onde o coração entra nessa história? Ele não “falha” por estar trabalhando demais, mas porque o overtraining costuma vir acompanhado de alterações no controle autonômico simpático e parassimpático, sono pior, estresse psicológico e, muitas vezes, baixa disponibilidade energética. Esse conjunto muda a forma como a frequência cardíaca se comporta no dia a dia e no treino. O que muda no coração na prática Na prática, alguns sinais cardiovasculares aparecem com consistência: Frequência cardíaca de repouso mais alta por vários dias, ou uma oscilação incomum para o seu padrão. Aumento da FC em treinos fáceis: ritmos ou zonas que antes eram confortáveis passam a exigir mais esforço. Recuperação da FC alterada após exercícios padronizados. Estudos em endurance mostram que fases de overreaching podem modificar a cinética de recuperação da FC, um dado útil quando comparado ao próprio histórico do atleta, e não como diagnóstico isolado. Queda sustentada da VFC ou HRV, principalmente quando coincide com piora de sono, humor, dor muscular persistente e queda de performance. Revisões recentes reforçam a utilidade da HRV como ferramenta de monitoramento quando analisada em tendência médias semanais, contexto de treino e sintomas, evitando decisões baseadas em um número de um dia. Palpitações e percepção de batimentos irregulares, especialmente em períodos de acúmulo de carga e recuperação incompleta vale investigação se persistentes. Não existe um exame mágico O ponto importante: não existe um exame único que “fecha” overtraining. A avaliação é clínica e longitudinal: queda de performance, aumento de esforço percebido para a mesma carga, sinais de estresse sistêmico e exclusão de outras causas infecção, anemia, distúrbios do sono, hipotireoidismo, entre outras. Conduta prática para quem treina sério Periodize e inclua semanas leves. Acompanhe tendências de FC de repouso, variabilidade da frequência cardíaca e desempenho. Priorize sono e ingestão calórica adequada. Trate sintomas persistentes como dado clínico, não como falta de disciplina. Se houver dor torácica, síncope ou tontura importante, falta de ar desproporcional ou palpitações frequentes, a regra é simples: pausar os treinos e procurar avaliação médica. Referências
As chuvas que atingiram Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata Mineira, deixaram rastro de destruição. E quando a água baixa, começa outra fase crítica: garantir acesso a medicamentos e manter o sistema local de saúde funcionando. A EMS, maior indústria farmacêutica do Brasil e 100% nacional, anunciou um pacote de apoio às vítimas e aos parceiros locais. A iniciativa inclui doação de medicamentos, água e alimentos, além do perdão de dívidas de farmácias parceiras nas duas cidades. Reposição integral de estoques Além da ajuda humanitária direta, a empresa informou que fará a reposição integral dos estoques de medicamentos comprometidos pelas enchentes. Na prática, isso significa ajudar farmácias atingidas a retomarem suas operações o mais rápido possível. Em cenários de desastre, manter o fluxo de remédios básicos pode ser tão urgente quanto garantir abrigo e alimentação. Segundo a companhia, o objetivo é assegurar que a população continue tendo acesso a tratamentos essenciais durante o período de reconstrução. O impacto para a saúde local Quando farmácias fecham por perda de estoque, a cadeia de cuidado é interrompida. Pacientes crônicos ficam sem medicação. Tratamentos são suspensos. Emergências se agravam. Ao perdoar dívidas e repor medicamentos, a EMS atua não apenas na assistência emergencial, mas na sustentação do sistema de atendimento primário dessas cidades. O vice presidente Marcus Sanchez afirmou que a empresa busca agir com responsabilidade e agilidade para apoiar tanto famílias quanto empreendedores locais. Mais do que filantropia Em momentos de crise climática cada vez mais frequentes, a resposta corporativa deixa de ser apenas reputacional e passa a ser estrutural. A indústria farmacêutica ocupa um ponto estratégico na linha de frente da saúde pública. Garantir acesso contínuo a medicamentos em cenários de enchente é parte da engrenagem de resiliência urbana.
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