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8 a cada 10 itens que mais vendem na farmácia são para emagrecer, como Mounjaro e Ozempic

Se você quer entender por que as redes de farmácia estão correndo para crescer, olhe para o balcão. As canetas para emagrecer respondem por 54% do crescimento dos remédios vendidos nas farmácias brasileiras. Os dados são de um estudo da NielsenIQ sobre o canal farma. E os medicamentos, por sua vez, são 75% do crescimento das farmácias em valor. Um ranking dominado por uma categoria No ranking de faturamento, oito dos dez itens são para emagrecer. O Mounjaro lidera, em diferentes doses, seguido pelo Wegovy e pelo Ozempic. As canetas já estão em 5% dos lares acompanhados pela NielsenIQ. Depois do fim da patente, Ozempic e Wegovy ficaram 11,5% mais baratos em abril e 13,8% em maio. Preço menor abre a porta para um público que antes ficava de fora. Para Domenico Tremaroli Filho, da NielsenIQ, as canetas são o principal fenômeno das farmácias em 2026. O efeito cascata nas gôndolas O movimento já aparece nos balanços. Na Pague Menos, os medicamentos da classe GLP-1 responderam por cerca de um terço do crescimento no segundo trimestre de 2026. E o impacto não para no remédio. Quem usa caneta passa a buscar produtos que acompanham o tratamento. Em 12 meses, a venda de xampus medicamentosos nas farmácias subiu 29,4% em unidades, segundo a Scanntech, enquanto os xampus comuns recuaram. A queda de cabelo, um dos possíveis efeitos colaterais, ajuda a explicar a virada. Oportunidade ou dependência? Hoje, a caneta paga boa parte da conta do balcão. Para as redes, é um trampolim. Mas também é um risco concentrar o crescimento em uma única categoria, sensível a preço, patente e regulação. A farmácia do futuro é menos ponto de venda de remédio e mais hub de cuidado contínuo. Quem conseguir transformar o comprador de caneta em cliente de nutrição, suplementação e dermocosméticos vai virar o jogo de verdade. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Cérebro de crianças que ingerem cafeína pode se desenvolver de forma diferente

O refrigerante na lancheira pode estar pesando mais do que parece. Crianças de 9 a 11 anos que consomem mais cafeína dormem menos e mostram diferenças no desenvolvimento do cérebro. A maior fonte dessa cafeína é o refrigerante. O estudo é do King’s College London, no Reino Unido, e saiu nesta quinta (15) na revista Biological Psychiatry: Cognitive Neuroscience and Neuroimaging. Como a pesquisa foi feita? Os pesquisadores analisaram dados de 9.632 crianças de um grande estudo americano sobre desenvolvimento cerebral. Elas contaram quanto tomavam de refrigerante, chá e café por semana. Os pais informaram quantas horas os filhos dormiam. Exames de imagem mediram o córtex, a camada externa do cérebro ligada à atenção, às decisões e às emoções. As crianças voltaram a ser avaliadas seis e 18 meses depois. Quem tomava mais cafeína tinha uma área de córtex menor, mesmo quando os pesquisadores consideraram fatores como renda e escolaridade dos pais. A diferença apareceu em 22 regiões do cérebro. Uma bebida por semana já fez diferença. O sono entra em quadra Essas crianças também tiveram mais problemas de humor, atenção e comportamento. Elas dormiam menos, e o sono mais curto ajuda a explicar parte da ligação entre a cafeína e o córtex menor. O refrigerante foi o grande protagonista. As crianças tomavam, em média, 1,2 copo de refrigerante por semana, contra 0,2 de café. Uma substância psicoativa sem regra A pesquisadora Divyangana Rakesh, autora sênior do estudo, lembra que dois terços dos adolescentes consomem cafeína pelo menos uma vez por semana. Mesmo sendo uma substância psicoativa, ela não tem nenhuma regulamentação. O estudo mostra uma associação, não prova que a cafeína causa as mudanças. Os próprios autores admitem que é difícil separar o efeito da cafeína de outros hábitos ligados ao refrigerante. Ainda assim, o recado para a indústria de bebidas é direto. A pressão por rótulos claros e restrições para o público infantil tende a crescer. Refrigerante não é uma bebida neutra para quem ainda está formando o cérebro. O bem-estar infantil do futuro passa menos pelo que se adiciona à rotina e mais pelo que se tira dela. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Agora estudantes de medicina precisam passar em uma avaliação para exercer a profissão

O diploma de medicina deixou de ser, sozinho, o passe livre para atender pacientes no Brasil. O Congresso aprovou na quinta (15) a medida provisória que exige aprovação no Enamed para exercer a profissão. O texto passou pela comissão mista, pela Câmara e pelo Senado no mesmo dia, a um dia de a MP perder a validade, e agora segue para sanção. O que muda na prática? O Enamed é o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica. Ele nasceu para avaliar os cursos de medicina. Com a MP, vira também prova de proficiência. Sem atingir a nota mínima, acima de 60 pontos, o recém-formado não consegue registro no conselho regional. O texto final ampliou o exame para três etapas, ao fim do segundo, do quarto e do sexto ano da graduação. A regra vale para quem entrou na faculdade a partir de 19 de junho de 2026, data de publicação da MP. Quem não alcançar a nota poderá refazer a prova e pedir ao CFM uma inscrição restrita de egresso. Uma queda de braço pelo comando da prova Até a votação, MEC e CFM disputaram quem comandaria o exame. O conselho chegou a aprovar no Senado um projeto próprio, o Profimed, sob sua gestão. No texto final, o CFM recuperou parte do protagonismo e passa a participar das decisões sobre aplicação e critérios de aprovação. O que está em jogo para as faculdades? O debate ganhou força em janeiro, quando os resultados do Enamed expuseram falhas na formação médica, principalmente em faculdades privadas. Das 107 instituições com desempenho insatisfatório, 87 eram particulares. A partir de agora, as faculdades serão obrigadas a divulgar nos sites e materiais o desempenho nas três últimas edições do exame. A nota vira vitrine. Para um setor que cresceu rápido apostando em volume de vagas, a qualidade passa a ser o principal ativo competitivo. O médico do futuro precisa provar o que sabe antes de atender. E a escola que forma esse médico vai ter de provar, publicamente, que entrega o que promete. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

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