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Brasil começa a perseguir a cura da hepatite B

O Brasil acaba de assumir uma cadeira em uma das disputas científicas mais estratégicas da década. O Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes, da Universidade Federal do Espírito Santo, e a Universidade de São Paulo entraram em um consórcio internacional liderado pela Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins para desenvolver novos tratamentos e buscar a cura da hepatite B. Nas palavras da professora Tânia Reuter, do Hucam-Ufes, a doença não tem cura hoje e esse é justamente o grande objetivo global. Maracaju Online O desenho do estudo diz muito sobre o que está sendo caçado Serão 600 pacientes acompanhados por cerca de quatro anos e meio cada, sendo 150 de cada país participante, com 75 deles sob análise direta da equipe brasileira. Desses 75, quarenta voluntários já foram recrutados. Além do Brasil, o consórcio reúne grupos da Índia, do Senegal e de Uganda, e vai observar o comportamento viral em pacientes de vários países e as respostas imunológicas dos infectados, incluindo pessoas contaminadas simultaneamente por hepatite B e HIV.O objetivo é identificar o que faz o vírus evoluir de forma distinta em cada paciente, quais atributos genéticos protegem contra evoluções rápidas e quais subpartículas virais podem orientar novos tratamentos ou a cura, com potencial de virarem alvo para o desenvolvimento de fármacos imunoestimuladores e imunomoduladores. Maracaju Online + 3 Repare no que isso significa na prática. O estudo não busca um remédio único para todo mundo, busca entender por que o mesmo vírus produz desfechos completamente diferentes em corpos diferentes. Isso é personalização levada ao nível celular, a mesma lógica que já move a nutrição de precisão e os protocolos de longevidade, aplicada a uma infecção que afeta milhões de pessoas. Por que a diversidade brasileira é um ativo científico A escolha dos países não é aleatória. Brasil, Índia, Senegal e Uganda formam um conjunto de perfis genéticos, cepas virais e realidades de sistema de saúde radicalmente distintos. Um resultado que se sustenta nesses quatro contextos é muito mais robusto do que um achado obtido apenas em população europeia ou americana. Essa é a carta que o Brasil tem na mão. Diversidade populacional combinada com estrutura de hospital universitário público e capacidade de recrutamento clínico. O consórcio foi formado em 2023, teve as atividades interrompidas em 2024, foi retomado no ano seguinte e começou efetivamente no Brasil em 2026, com previsão de cerca de cinco anos de duração. A pesquisa que atravessa uma pausa e volta ao trilho costuma sinalizar convicção de quem financia. O que a corrida pela cura sinaliza para o mercado A meta declarada é eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030. Uma doença que ataca o fígado silenciosamente por anos é, do ponto de vista de mercado, um passivo de longevidade. Ela consome capacidade hepática, limita opções terapêuticas ao longo da vida e cobra a conta décadas depois, quando o custo do cuidado já explodiu. A TARDE Resolver isso não é apenas vitória de saúde pública. É liberar anos produtivos de vida em populações inteiras, exatamente a variável que sustenta toda a tese econômica da indústria de longevidade. Cada doença crônica desativada é mercado novo aberto para prevenção, performance e cuidado de longo prazo. O bem-estar do futuro é menos sobre gerenciar sintomas e mais sobre eliminar as causas que travam a vida das pessoas na largada. Ver duas universidades brasileiras dentro dessa mesa mostra que o país pode participar da construção dessa fronteira, não apenas importar o resultado dela. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Wall Street achou o próximo GLP-1 e ele está no couro cabeludo

A velha lógica de que biotech só escala com doença grave está com os dias contados. Depois de transformar obesidade em uma das maiores máquinas de receita da história farmacêutica, os investidores foram procurar o próximo mercado de consumo em massa e pararam na calvície. A queda de cabelo de padrão atinge cerca de 50 milhões de homens e 30 milhões de mulheres nos Estados Unidos, e nenhum remédio novo foi aprovado para a condição desde o fim dos anos 1990. Fortune Um vácuo de quase três décadas, com demanda gigante e reprimida. É exatamente esse tipo de assimetria que faz o dinheiro se mover rápido. Os números que reacenderam o apetite As ações da Veradermics, que negocia sob o ticker MANE, subiram quase 500% desde a abertura de capital em fevereiro, enquanto os papéis da Absci mais que dobraram em 2026. A Cosmo NV também reportou resultados positivos para um tratamento experimental masculino, mas suas ações listadas em Zurique ficaram pressionadas pela força das concorrentes americanas.A Veradermics divulgou em abril resultados positivos para seu candidato principal, uma formulação em comprimido de minoxidil, em calvície de padrão masculino, e em julho apresentou dados promissores de fase intermediária para mulheres com afinamento capilar. Se conseguir o aval da FDA, o produto pode se tornar a primeira pílula aprovada para calvície feminina. FortuneFortune No estudo com mulheres, os participantes tiveram aumento médio na contagem de fios de 22,7 e 23,3 fios por centímetro quadrado nos braços de dose única e dupla diária, e 88,9% e 90% relataram melhora na cobertura capilar em seis meses.A Absci testa uma injeção aplicada de duas a três vezes ao longo de seis meses. BitcoinEthereumNews.com O candidato é o ABS-201, desenhado por inteligência artificial, e a empresa mira dados intermediários ainda em 2026. A Cosmo planeja submeter o pedido de novo medicamento para a clascoterona no primeiro trimestre de 2027, aproveitando a formulação já usada em acne. Memesita O verdadeiro ativo aqui é o pagamento direto do bolso Existe um detalhe que explica por que analistas estão tão otimistas com um problema que ninguém morre por causa dele. Segundo o analista Roger Song, do Jefferies, o espaço comporta vários medicamentos ao mesmo tempo, porque muitos pacientes combinam tratamentos com e sem prescrição, já que se trata de um mercado pago direto pelo consumidor. Fortune Traduzindo para linguagem de negócio, esse é um mercado que não depende de negociação com plano de saúde, não trava em protocolo de reembolso e tem elasticidade de preço parecida com a de estética premium. Como resumiu Geoff Hsu, da OrbiMed, tanto obesidade quanto calvície são grandes mercados de consumo com potencial relevante de receita caso surjam remédios seguros e eficazes. O paciente decide, o paciente paga e o paciente costuma manter o uso por anos. Memesita Hoje quem não faz transplante fica com duas opções principais, o minoxidil tópico de venda livre e a finasterida de prescrição, ambas com efeitos colaterais relevantes, já que o minoxidil é associado a palpitações e a finasterida à queda de libido. Qualquer produto que resolva isso com melhor perfil de segurança entra em um mercado já educado, já disposto a pagar e cansado das alternativas atuais. Fortune Entusiasmo de investidor ainda não é produto na prateleira Nada disso está disponível para o consumidor. Os candidatos precisam concluir os estudos clínicos e passar pelos órgãos reguladores, e o histórico da categoria mostra que esse caminho é longo. O que subiu até aqui foi expectativa, não faturamento. Para quem opera no ecossistema de bem-estar e estética, o movimento vale como sinal antecipado. Clínicas capilares, dermatologia estética, tricologia e marcas de cuidado pessoal estão diante de uma virada de chave que pode reorganizar a categoria inteira em poucos anos, do jeito que os GLP-1 reorganizaram nutrição, academias e programas de emagrecimento. É a prova de que a próxima onda da saúde não vem necessariamente de doenças graves, e sim de incômodos crônicos que milhões de pessoas aceitaram por falta de solução. O mercado do futuro é menos sobre curar o que ameaça a vida e mais sobre resolver o que atrapalha a vida todo dia. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Mounjaro ganha indicação cardiovascular e muda o tabuleiro dos GLP-1

Esqueça a balança por um instante. A disputa mais valiosa da indústria metabólica não é mais sobre quantos quilos um remédio tira, é sobre quantos eventos graves ele evita. A Eli Lilly anunciou que a FDA aprovou o Mounjaro, agonista duplo dos receptores GIP e GLP-1, para reduzir o risco de eventos cardiovasculares graves, incluindo morte cardiovascular, infarto não fatal e AVC não fatal, em adultos com diabetes tipo 2 e alto risco desses eventos. O aval saiu em 28 de agosto de 2026. O remédio que já era o campeão de vendas por controle glicêmico agora entra em quadra como ativo de proteção cardíaca. Eli Lilly and CompanyPR Newswire O que sustenta a aprovação A base é o SURPASS-CVOT, e o tamanho do estudo diz muito sobre o quanto estava em jogo. Foram 13.299 participantes randomizados em 640 centros de 30 países, comparando o Mounjaro na dose de 15 mg ou máxima tolerada com o Trulicity de 1,5 mg, ambos por via subcutânea uma vez por semana. O resultado mostrou não inferioridade frente ao Trulicity, um GLP-1 com benefício cardiovascular já estabelecido, com taxa 8% menor de morte cardiovascular, infarto ou AVC. BioSpaceEli Lilly and Company O detalhe estratégico está na escolha do comparador. A Lilly testou sua molécula nova contra um produto da própria casa, não contra placebo. É uma aposta de quem já domina a categoria e precisa mostrar evolução dentro do próprio portfólio. A avaliação regulatória desses dados segue em curso em mercados além dos Estados Unidos e da União Europeia. BioPharm International A guerra por indicações é a nova fronteira competitiva O princípio ativo é a tirzepatida, a mesma molécula vendida como Zepbound para obesidade. Ou seja, um único ativo sustenta três frentes comerciais, controle glicêmico, perda de peso e agora proteção cardiovascular. Cada nova indicação amplia a base de prescritores, reforça o argumento de reembolso e empurra o produto de tratamento pontual para terapia contínua. A Novo Nordisk já tinha jogado essa carta antes, com a liberação para o Wegovy em 2024 e para o Rybelsus em 2025. O que está sendo disputado aqui não é market share de emagrecimento, é a posição de plataforma metabólica padrão. Quem acumula mais indicações prende o paciente por mais tempo dentro do próprio ecossistema. O recado que o mercado de bem-estar precisa ouvir Existe um alerta que não pode se perder na euforia. A indicação vale para diabéticos com risco cardiovascular já elevado, não para quem usa o remédio apenas com objetivo estético. Confundir as duas coisas é o tipo de ruído que corrói a confiança em toda a categoria. Para quem opera academias, clínicas de longevidade, seguradoras e programas corporativos de saúde, o movimento tem leitura direta. O paciente que chega até você medicado não está mais só perseguindo um número na balança, ele está em um protocolo de risco cardiovascular. Isso muda a conversa, muda o acompanhamento e abre espaço para serviços de treino, nutrição e monitoramento que antes eram vistos como acessório. O bem-estar deixou de ser vendido como estética e passou a ser vendido como prevenção. Quem entender isso primeiro captura a jornada inteira do cliente, não apenas o pedaço mais visível dela. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

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