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Câncer de intestino já é o 3º mais comum no Brasil

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Einstein libera cursos grátis sobre saúde mental

A crise de saúde mental no Brasil acaba de ganhar reforço na linha de frente. O Hospital Israelita Albert Einstein oferece cursos online e gratuitos sobre o tema na Academia Digital Einstein, sua plataforma de ensino. O foco são profissionais e estudantes da área da saúde, justamente quem recebe primeiro a pessoa em sofrimento. O que tem no catálogo “Como Lidar com a Ideação Suicida?” ensina a atender pacientes que pensam em tirar a própria vida. O curso é voltado para técnicos e auxiliares de enfermagem, enfermeiros, médicos, terapeutas ocupacionais e estudantes de enfermagem e medicina. “Burnout: Qual a Saída?” explica o esgotamento causado pelo trabalho e seus impactos. Atende profissionais e estudantes de psicologia, medicina, enfermagem, fisioterapia e nutrição. A lista inclui ainda “Enfrentando em Rede a Lacuna em Saúde Mental”, sobre os desafios da rede de atendimento, e “Viver Bem: Gestão de Tempo em Todas as Fases”. As aulas seguem o ritmo de cada aluno. O acesso é gratuito, mas exige cadastro no site academiadigital.einstein.br, e ao final dá para emitir uma declaração de participação. O público muda de curso para curso, então confira o perfil indicado antes de se inscrever. Os cursos fazem parte de um acervo de cerca de 3 mil conteúdos gratuitos, em mais de 50 áreas, produzidos por mais de 1.500 profissionais e estudantes da instituição. Por que a capacitação virou estratégica Os números explicam a urgência. Em 2024, o INSS concedeu 472 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior volume da última década e um salto de 68% sobre o ano anterior. Os afastamentos específicos por burnout quase sextuplicaram entre 2021 e 2024. A conta já chegou às empresas. Desde 26 de maio de 2026, a nova NR-1 obriga empregadores de todos os portes a mapear e gerenciar riscos psicossociais, com possibilidade de autuação. Saúde mental saiu do campo do benefício opcional e entrou no inventário de riscos, ao lado de ruído, ergonomia e acidentes. Nesse cenário, o profissional de saúde preparado para reconhecer burnout e ideação suicida vira peça rara. Especialistas do próprio Einstein já apontaram que a formação acadêmica deixa lacunas importantes em saúde mental. Quem atende na ponta, do pronto-socorro à clínica de fisioterapia, nem sempre sabe o que fazer quando o paciente revela que não está bem. Educação como porta de entrada O movimento também diz muito sobre a estratégia do Einstein. A instituição já abriu o Espaço Einstein Bem-Estar e Saúde Mental, em Pinheiros, na capital paulista, sua primeira unidade dedicada ao tema, com frentes de inovação e ensino. Distribuir conhecimento de graça amplia o alcance da marca e reforça a posição do hospital como referência num assunto que só ganha espaço na agenda de saúde e das empresas. Quem trabalha com saúde ganhou uma porta de entrada gratuita para atender melhor quem está em sofrimento. É a prova de que cuidar da mente deixou de ser especialidade de poucos e virou competência básica de qualquer profissional que lida com gente. E se quem está passando por um momento difícil é você, o CVV atende de graça pelo telefone 188, 24 horas por dia. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar?A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor.Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Oura Ring lança nova função de medir carga cardiovascular e VO2 máx

A Oura acaba de entrar em quadra no território dos relógios esportivos. Nesta terça-feira (20), a empresa lançou duas funções pensadas para quem treina, o Cardio Effort e o VO2 máx automático. O anel que ficou famoso por medir o sono agora quer dizer quanto o seu treino realmente pesou e para onde o seu condicionamento está indo. Como funciona o Cardio Effort O Cardio Effort dá uma nota de esforço para cada treino. O cálculo usa o TRIMP, sigla em inglês para impulso de treinamento, um método que combina intensidade e duração. Na prática, um treino curto e pesado pode valer tanto quanto um longo e leve. O esforço é medido pela elevação dos batimentos em relação à frequência cardíaca de repouso de cada pessoa. Corrida, bike, musculação e yoga entram na conta, inclusive treinos registrados manualmente. As notas se somam ao longo da semana e caem em cinco faixas, de leve a puxado, calibradas pelo seu próprio histórico. A ideia é mostrar se você está mantendo o condicionamento, ganhando fôlego ou passando do ponto. Bater a faixa mais alta várias semanas seguidas é o sinal para priorizar a recuperação. A função chega ao anel Gen3 e aos modelos mais novos. VO2 máx sem teste de caminhada A segunda novidade é o VO2 máx, a quantidade máxima de oxigênio que o corpo consegue usar durante o esforço. É um dos principais indicadores de condicionamento, e a própria Oura trata o número como um marcador de longevidade. Antes, o anel pedia um teste de caminhada de seis minutos. Agora, ele estima o valor sozinho depois de cinco caminhadas, corridas ou trilhas com GPS. O VO2 do anel é uma estimativa, não uma medida de laboratório. A função ainda está no Oura Labs, a área de testes do app, e a empresa não divulgou a margem de erro. Quem já fez ergoespirometria pode registrar o resultado no app, mas ele fica separado e não substitui o cálculo do anel. Num mercado que vende confiança nos dados, essa transparência pesa. A Whoop, rival direta, divulga erro médio abaixo de 8% em relação ao laboratório para a sua estimativa. A briga pelo pulso e pelo dedo O alvo é o público que hoje acompanha o treino com Garmin e Whoop. E esse público está crescendo. O segmento fitness da Garmin faturou 547 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2026, alta de 42% sobre o mesmo período do ano anterior, puxado pela procura por wearables avançados. O jogo corre nos dois sentidos. Em julho, a Garmin lançou a Cirqa, sua primeira pulseira sem tela e sem assinatura obrigatória para as funções principais, e comprou as plataformas de treino TrainingPeaks e TrainHeroic. Relógio, pulseira e anel caminham para o mesmo ponto, um ecossistema que mede o dia inteiro e ainda interpreta os dados por você. Para a Oura, o movimento vem num momento estratégico. A empresa faturou 1,21 bilhão de dólares nos nove meses encerrados em junho, alta de 74%, e soma 5 milhões de membros pagantes. Provar que o anel também serve para quem treina amplia o mercado e reforça a assinatura, peça central do negócio. A estreia na Nasdaq, que estava prevista para setembro, acabou adiada pela própria empresa por causa da instabilidade do mercado. O anel que nasceu para medir o sono agora disputa o corredor com os relógios esportivos. É a prova de que a guerra dos wearables está migrando da tela para a interpretação. Vence quem transformar batimentos em decisão e disser a você quando acelerar, quando manter e quando descansar. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar?A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor.Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Agonorexia, o efeito colateral das canetas que pode passar despercebido

As canetas como Mounjaro e Wegovy foram feitas para cortar a fome. Para quem trata obesidade ou diabetes, esse é exatamente o efeito esperado. O problema é que comer pouco e emagrecer rápido também são sinais clássicos de anorexia. Com a caneta no meio, esses sinais ganham um disfarce perfeito. Parecem só o remédio funcionando, e o transtorno pode passar batido pela família e até pelo médico. O que é a agonorexia? O endocrinologista Clayton Macedo, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), já deu nome ao fenômeno. O termo surgiu nos Estados Unidos e passou a ser usado no Brasil por Macedo, que também coordena o Núcleo de Endocrinologia do Exercício da Unifesp. A agonorexia é um quadro de anorexia puxado pelo remédio. A pessoa deixa de sentir fome, esquece de comer e desenvolve aversão à comida, muitas vezes exagerando no exercício e se afastando de eventos onde vai encontrar comida. Ainda não existem critérios diagnósticos definidos, e o próprio Macedo descreve o quadro como um efeito farmacológico extremo, e não como um distúrbio mental clássico. Mas os riscos são concretos. Segundo ele, a perda de peso acelerada aumenta a formação de cálculos na vesícula, que podem evoluir para uma pancreatite. Estética é o gatilho mais perigoso Macedo relata atender muitos pacientes com esse perfil, principalmente entre quem usa as canetas sem indicação médica. O uso por pessoas sem obesidade ou diabetes e as doses altas logo no início, sem a progressão gradual recomendada, estão entre os principais gatilhos. Outras entidades fazem o mesmo alerta. Em agosto, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou uma nota afirmando que o uso estético pode servir de gatilho para anorexia e bulimia em adolescentes, além de ansiedade e depressão ligadas à imagem corporal. A entidade chegou a pedir que a expressão “canetas emagrecedoras” seja trocada por “medicamentos para tratar a obesidade”, porque o apelido ajuda a banalizar o tratamento. O recado para quem opera no bem-estar Para o mercado, a agonorexia é um campo minado. Macedo critica clínicas que vendem protocolos caros com soro e pacotes de olho no lucro, e não na saúde. Quem trabalha com emagrecimento, seja clínica, academia, nutricionista ou plataforma digital, precisa entender que triagem e acompanhamento deixaram de ser detalhe. O especialista defende que o tratamento seja gradual e acompanhado por uma equipe multidisciplinar. E existe uma pergunta que não pode faltar antes da primeira aplicação. Você já teve algum transtorno alimentar? Quem já passou por isso precisa contar ao médico antes de começar. A caneta é tratamento para obesidade e diabetes, com acompanhamento médico. Não é atalho estético. O bem-estar que vale a pena é aquele que cuida do corpo sem adoecer a relação com a comida. Se você se reconheceu neste texto, procure um médico ou psicólogo. Transtorno alimentar tem tratamento. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

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