Você já percebeu que algumas refeições enchem, mas não sustentam? O prato parece suficiente. Você termina o almoço satisfeita. Mas, uma ou duas horas depois, vem a vontade de doce, o desejo de beliscar alguma coisa ou aquela sensação de que “faltou algo”. E então surge a dúvida: “Será que eu comi pouco?”“Será que meu metabolismo é acelerado?”“Será que eu não tenho controle?” Na maioria das vezes, a resposta não está na falta de força de vontade. Está na composição do prato. Sentir fome logo depois de almoçar pode ser um sinal de que aquela refeição não entregou ao seu corpo o que ele precisava para manter energia, saciedade e estabilidade pelas próximas horas. E isso não tem a ver apenas com calorias. Tem a ver com qualidade, combinação e resposta metabólica. Nem todo prato cheio sustenta Uma refeição pode ter bastante volume e, ainda assim, sustentar pouco. Isso acontece quando o prato é rico em carboidratos de rápida absorção, mas pobre em proteínas, fibras e gorduras boas. O resultado pode ser uma digestão mais rápida, uma elevação maior da glicose no sangue e, depois, uma queda que vem acompanhada de fome, cansaço, irritação ou vontade de comer doce. É aquele almoço que parece suficiente na hora, mas não conversa bem com o seu metabolismo depois. Um prato com muito arroz, massa, purê, farofa, pão ou alimentos refinados, mas com pouca proteína e poucos vegetais, pode até encher. Mas talvez não sustente. Proteína é uma das grandes responsáveis pela saciedade Quando falamos de saciedade, a proteína tem papel central. Frango, peixe, ovos, carne, iogurte natural, queijos, tofu, feijões, lentilha e grão-de-bico ajudam o corpo a se sentir nutrido por mais tempo. A proteína reduz a velocidade da digestão, participa da manutenção da massa muscular e envia sinais hormonais de saciedade para o cérebro. Por isso, um almoço com pouca proteína costuma ser um almoço que “passa rápido”. A pessoa come, mas não se sente verdadeiramente sustentada. E aqui existe um ponto importante: salada sozinha não segura fome por muito tempo. Carboidrato sozinho também não costuma sustentar bem. O corpo precisa de combinação. Fibras: o freio natural da refeição As fibras são outro ponto essencial. Elas estão nos vegetais, legumes, frutas, feijões, lentilha, grão-de-bico, sementes e cereais mais integrais. As fibras ajudam a reduzir a velocidade com que o alimento é digerido e absorvido. Isso favorece uma resposta glicêmica mais estável e uma saciedade mais prolongada. Em outras palavras: elas ajudam o corpo a não viver em montanhas-russas de energia. Quando faltam fibras no prato, a fome pode aparecer mais cedo. Quando há vegetais, leguminosas e comida de verdade, a refeição tende a ter mais volume, mais nutrientes e mais poder de saciedade. Um prato com fibra conversa melhor com o intestino, com a glicose e com o apetite. O carboidrato não é o vilão É importante dizer: o problema não é comer carboidrato. O carboidrato é fonte de energia e pode fazer parte de uma alimentação saudável. A questão é: qual carboidrato, em qual quantidade e acompanhado de quê? Quando o carboidrato entra sozinho ou em excesso, principalmente na forma refinada, ele pode aumentar a fome mais cedo em algumas pessoas. Mas quando vem acompanhado de proteína, fibras e gorduras boas, a resposta do corpo costuma ser diferente. Arroz com feijão, legumes e uma boa fonte de proteína é uma coisa.Um prato baseado quase só em massa, pão ou alimentos refinados é outra. O corpo percebe essa diferença. Vontade de doce depois do almoço também é uma pista Muita gente acha que sentir vontade de doce depois do almoço é apenas hábito ou falta de controle. Às vezes, pode ser hábito. Mas muitas vezes também é uma pista metabólica. Pode acontecer quando a refeição foi pobre em proteína, pobre em fibras ou muito rica em carboidratos simples. O corpo recebe energia rápido, mas não mantém estabilidade por muito tempo. Pouco depois, o cérebro busca uma fonte rápida de prazer e energia. E qual é a fonte mais rápida? Açúcar. Por isso, antes de brigar com a vontade de doce, vale olhar para o prato anterior. Ele tinha proteína suficiente?Tinha vegetais?Tinha fibras?Tinha comida de verdade?Ou era um prato que enchia, mas não nutria? A ordem dos alimentos pode ajudar Um detalhe simples também pode fazer diferença: a ordem em que você come. Começar pelos vegetais e pela proteína antes de consumir a maior parte do carboidrato pode ajudar algumas pessoas a terem uma resposta glicêmica mais estável e mais saciedade. Não precisa virar regra rígida. Mas pode ser uma estratégia útil, especialmente para quem sente muita fome, sonolência ou vontade de doce depois das refeições. Pequenas mudanças na forma de montar e consumir o prato podem mudar muito a forma como o corpo responde. Como montar um almoço que sustenta melhor Um almoço mais inteligente não precisa ser complicado. Pense em quatro elementos principais: Uma boa fonte de proteína. Vegetais no prato. Uma fonte de fibras, como feijão, lentilha, grão-de-bico ou legumes. Um carboidrato escolhido com consciência, em quantidade adequada e bem acompanhado. Pode ser simples: arroz, feijão, frango e salada.Ou peixe, legumes e batata.Ou ovos, vegetais e uma porção de carboidrato.Ou uma refeição vegetariana bem montada, com leguminosas, grãos, vegetais e boas fontes de proteína. O segredo não está em cortar tudo. Está em montar melhor. Fome rápida não é fracasso. É informação. Se você sente fome logo depois de almoçar, não comece se culpando. Observe. O seu corpo pode estar tentando comunicar algo. Talvez você esteja comendo pouca proteína. Talvez faltem fibras. Talvez você esteja chegando ao almoço com fome demais. Talvez esteja dormindo mal, vivendo sob estresse ou fazendo escolhas muito refinadas sem perceber. A fome não é inimiga. Ela é um sinal. O problema é quando a gente tenta silenciar esse sinal com culpa, restrição ou beliscos aleatórios, em vez de entender o que ele está dizendo. Um convite simples para o seu próximo almoço Antes de pensar apenas em “comer menos”, observe se o seu
Dez obras, sendo cinco inéditas, compõem a exposição, incluindo uma instalação de grandes dimensões, com cerca de 3 metros, que pode ser atravessada pelo público A Galeria Contempo apresenta a primeira exposição individual de Sandra Lapage, intitulada “Cortejo de um cão da lua”, em cartaz de 20 de junho a 18 de julho, com realização em São Paulo. A mostra, com curadoria de Fabrício Reiner, reúne um conjunto de obras que ocupa a galeria como um ambiente contínuo, no qual escultura, instalação e materialidade se articulam em uma experiência de circulação do público pelo espaço expositivo. Simultaneamente uma obra de mais de 13 metros, intitulada ‘O dragão e a lua’, pode ser vista no Shopping Leblon, no Rio de Janeiro. Cinco das dez obras apresentadas na Contempo são inéditas e estruturam um núcleo recente da produção de Sandra Lapage. Entre elas, destaca-se uma instalação de grandes dimensões, com cerca de 3 metros, apresentada suspensa no espaço expositivo. O conjunto é formado predominantemente por cápsulas de café em alumínio, descaracterizadas de sua função original, além de plásticos e outros materiais reciclados, em uma pesquisa que investiga a transformação desses resíduos em composições poéticas, espaciais e de caráter interativo. A leitura imediata do material não remete à bebida; apenas uma observação mais atenta revela sua origem. O conjunto propõe diferentes modos de leitura e aproximação, convidando o visitante a percorrer, contornar e atravessar as obras, em relações que se constroem entre corpo, arquitetura e matéria. Sobre a exposição, Sandra Lapage conta: “Esta instalação é uma oportunidade de resposta ao espaço, em que ao dispor as peças em dança e convidar o público a negociar a relação do corpo com o acúmulo da matéria, proponho uma experiência imersiva da materialidade e da revelação da natureza dos elementos do trabalho. ” Segundo o curador da mostra, Fabricio Reiner, trata-se de uma experiência que se desdobra a partir da relação direta com o espaço e com o corpo do visitante: “O que me interessa no trabalho da Sandra é a maneira como ela transforma o excesso em linguagem: materiais industriais e descartados — como cápsulas e superfícies laminadas — ganham presença, brilho e força, revelando algo essencial sobre uma cultura que produz excesso como condição de existência. Ao atravessar escultura, vestimenta, instalação e performance, seu trabalho constrói uma linguagem híbrida, em que ornamento e espetáculo deixam de ser apenas sedução e passam a operar também como evidência crítica do presente. ” A exposição reforça a pesquisa de Sandra Lapage sobre processos de acumulação, descarte e reconfiguração de materiais, em que resíduos do cotidiano são reorganizados em estruturas sensoriais e narrativas espaciais. O título “Cortejo de um cão da lua” sugere uma dimensão simbólica que atravessa a mostra, evocando ideias de deslocamento, ritual e transformação. A carreira da artista inclui exposições em instituições como o Institute of Contemporary Art de Portland, nos Estados Unidos, além de bolsas e prêmios internacionais, como a Pollock-Krasner Foundation e o Repaint History Artist Fund. Sua prática investiga processos de acumulação, descarte e reconfiguração de materiais, propondo estruturas em que resíduos do cotidiano são reorganizados em experiências sensoriais e espaciais. ServiçoGaleria Contempo Exposição: Cortejo de um cão da lua – Sandra LapageAbertura: 20 de junhoVisitação: até 18 de julhoEndereço: Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1644Horários: segunda – sexta: 10h às 19h sábado: 10h às16h Sobre a Galeria Contempo A Galeria Contempo, dirigida por Márcia e Mônica Felmanas, afirma-se como um espaço voltado à articulação entre reflexão crítica, prática curatorial e produção artística contemporânea, guiada por um compromisso sólido com a construção de sentido no campo da arte. Mais do que um lugar de exibição, configura-se como um ambiente de pesquisa, no qual a obra opera como um dispositivo capaz de ativar relações entre diferentes linguagens, contextos e modos de experiência. Esse posicionamento se traduz em um programa que valoriza o rigor formal, a consistência conceitual e a continuidade dos processos, entendendo a arte como um território de elaboração, e não apenas de circulação. Sua inserção no circuito ampliado se dá de forma consistente, conciliando presença institucional e coerência programática, o que se evidencia tanto na participação recorrente em feiras, como a SP‑Arte, quanto na atuação internacional, marcada por projetos em instituições como a Casa de América, em Madri, que ampliam o alcance de sua produção e colocam a arte brasileira em diálogo com outras tradições e contextos culturais. Sobre Sandra Lapage A prática de Sandra Lapage parte do reaproveitamento de materiais, especialmente alumínio reciclado, que deixa de ser resíduo para se tornar agente de composição. Chapas amassadas, cápsulas de café e fragmentos coletados são reorganizados em estruturas que articulam brilho, dobra e tensão. A luz atua como elemento ativo na construção das obras, fazendo com que a superfície metálica oscile entre cintilações, reflexos e áreas opacas. A repetição e a variação organizam o trabalho, criando padrões que revelam diferenças sutis de escala, textura e cor. O gesto de recolher e recompor funciona como método central, expandindo-se em instalações que ativam o espaço e estabelecem relações entre matéria, corpo e deslocamento do espectador. A carreira da artista inclui exposições no Institute of Contemporary Art de Portland, nos Estados Unidos, além de bolsas e prêmios internacionais, como a Pollock-Krasner Foundation e o Repaint History Artist Fund. Sobre Fabrício Reiner Fabrício Reiner é curador, pesquisador e crítico de arte. Formado em História e mestre em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), com especialização em museologia na Itália, desenvolve desde 2005 pesquisas e projetos curatoriais voltados às artes visuais, à fotografia e às narrativas culturais contemporâneas. Atualmente é doutorando pela USP e colabora com instituições como a Biblioteca Mário de Andrade e o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB). Entre suas curadorias destacam-se as exposições Watú não está morto! e Era uma vez o moderno, que propõem reflexões sobre os desdobramentos e as permanências do projeto moderno na contemporaneidade. Em seus projetos, articula pesquisa, crítica e prática curatorial para investigar novas leituras da arte e de seus contextos históricos e culturais. Quer continuar por
O ensino superior brasileiro terá em 2027 uma nova referência em formação de psicólogos com a chegada da Artmed School of Psychology APSY em São Paulo a instituição integra o ecossistema da Artmed, tradicional na publicação de conteúdos científicos em saúde, e pertence à +A Educação maior edtech do país que acumula mais de 50 anos de experiência em produção de conhecimento para profissionais de saúde além de milhares de livros publicados tecnologias educacionais e programas de pós-graduação A criação da APSY surge da avaliação de que a formação tradicional precisa evoluir para acompanhar as transformações da sociedade e o aumento dos casos de ansiedade depressão burnout e outras formas de sofrimento psicológico exigindo profissionais preparados para lidar com desafios cada vez mais complexos Fernando Kiperman diretor da APSY destaca que a instituição nasce para responder às mudanças recentes na Psicologia e oferece um novo padrão de ensino totalmente dedicado à disciplina com integração de ciência pensamento crítico e prática clínica desde o início da formação ele afirma que a APSY pretende preparar profissionais para os desafios futuros da profissão conectando teoria e prática clínica com as necessidades contemporâneas da saúde mental Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
A curadoria semanal da FitFeed com os melhores achados em saúde, ciência e cultura — toda sexta-feira, direto na sua inbox.