O Ministério da Educação (MEC) revogou o Edital nº 1/2023, que abria caminho para novos cursos de Medicina em instituições privadas e projetava até 5.900 novas vagas no país. A revogação foi formalizada pela Portaria MEC nº 129/2026, publicada em edição extra do Diário Oficial, com data de 10 de fevereiro de 2026. A decisão veio depois da divulgação dos resultados da primeira edição do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) e das medidas de supervisão anunciadas pelo próprio MEC. Em janeiro, o ministério publicou a lista de cursos avaliados e indicou que mais de 100 cursos tiveram desempenho considerado insatisfatório (notas 1 e 2), com consequências como restrições no Fies e suspensão de vagas. O Conselho Federal de Medicina (CFM) criticou a expansão “no automático” e reforçou um ponto que pega direto na segurança do paciente: curso sem campo de prática vira diploma com lacuna. Na nota, a entidade aponta situações em que vários cursos se concentram na mesma região sem estrutura hospitalar compatível, e menciona critérios técnicos como a proporção mínima de leitos por vagas que nem sempre é respeitada. O CFM também apoia a ideia de um exame de proficiência tipo OAB para Medicina, o Profimed, que segue em debate no Congresso. Do lado do MEC, a justificativa é que o edital deixou de refletir a realidade atual do sistema. Entre as mudanças apontadas estão: O ministério também diz que a revogação não encerra a política de expansão, mas abre espaço para um redesenho “mais coerente e sustentável”, com foco em qualidade e alinhamento com as necessidades do SUS. Por que isso importa para quem não é do MEC nem da Medicina? Porque “ter médico” não é só sobre quantidade. É sobre confiança. A formação médica é uma daquelas engrenagens invisíveis da saúde: quando funciona bem, ninguém percebe. Quando funciona mal, todo mundo paga a conta. E o Enamed colocou luz numa parte que estava no escuro: crescemos em número, mas nem sempre em estrutura. A grande pergunta agora é se o país vai conseguir fazer o difícil, que é menos manchete e mais obra: subir o padrão, não só o volume. No fim, é isso que sustenta um sistema de saúde que não depende de sorte. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
Um wearable pensado para a academia, não para esteira A Fort é uma pulseira focada em treino de força, criada por ex-engenheiros da Tesla que quiseram trazer a mesma lógica de sensores e precisão de engenharia para o mundo da musculação. A promessa é simples de entender e difícil de executar bem: contar repetições automaticamente, reconhecer o exercício que você está fazendo e organizar sua sessão inteira sem você ter que logar nada manualmente. Na prática, ela registra séries, reps, descanso e tipo de movimento direto do pulso, usando sensores de movimento e dados de frequência cardíaca para identificar mais de 50 exercícios, de básicos com barra a acessórios na polia. O ponto mais interessante aqui é que a Fort tenta traduzir musculação para métricas que façam sentido no mundo real, especialmente pra quem treina com consistência e quer ver evolução, não só “fechar treino”. Ela promete entregar: Leitura de estímulo por grupo muscularDepois da sessão, o app indicaria se cada músculo recebeu um estímulo de manutenção, crescimento ou sobrecarga. Em outras palavras: seu treino de costas foi costas mesmo… ou você só saiu cansado? Feedback de forma ao longo da fadigaA Fort acompanha amplitude de movimento e velocidade das repetições, mostrando como isso degrada conforme você cansa. É aquele momento em que a técnica “vai embora” e você nem percebe. Um score de sessãoUm número único que mistura intensidade, qualidade de movimento e objetivo do dia, pra responder a pergunta que todo mundo faz no fim: hoje foi dia de avançar ou só de sobreviver? Metas semanais de volumeUma visão contínua do quanto ainda falta de volume “útil” na semana, pra você distribuir esforço sem se matar num dia e abandonar no outro. E ainda faz o “básico” do mercado Além do foco em força, a Fort também entra no pacote padrão dos wearables: zonas de frequência cardíaca ao longo do dia, estimativa de VO₂ máx, rastreio de sono por estágios (incluindo REM), tendência de HRV, score de recuperação e detecção de estresse em tempo real. A marca também comunica bateria de até 7 dias e peso por volta de 28g. Um detalhe que dá pista de ambição e validação: a Fort aparece como “backed by Y Combinator” (YC). Preço e lançamento A Fort está em pré-venda por US$ 289 (preço cheio US$ 349) e a previsão de envio é Q3 de 2026. O pré-order inclui a pulseira, 1 ano de analytics premium, acesso a beta e updates vitalícios de firmware, segundo o próprio site de pedidos. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
O caso da Fernanda Venturini vira um ótimo exemplo de como o que parece “fim da linha” para a medicina tradicional pode ser só o começo quando a ferramenta muda. E aqui a virada não vem de um milagre, vem de uma escolha de abordagem. O Dr. Tércio Rocha conta que, nesse tipo de situação, diagnóstico não é destino. Especialmente quando você troca mecânica por biologia. A cena é quase um roteiro pronto: consultório médico, Fernanda Venturini na cadeira, uma lenda olímpica que passou anos saltando e absorvendo impacto como se o corpo fosse indestrutível. Só que o preço apareceu. Joelhos muito comprometidos, desgaste acumulado. E o veredito da medicina convencional foi direto: duas próteses totais. Para muita gente, isso é “resolver”. Para uma atleta, isso soa diferente. Não é só um diagnóstico, é uma sentença de perda de identidade. Porque não é apenas parar de sentir dor. É parar de fazer o que define quem você é. Segundo o médico, ela chegou chorando ao consultório. Não porque queria “conforto”. Mas porque queria continuar sendo jogadora. A medicina convencional estava oferecendo substituir a peça. A medicina regenerativa, por outro lado, entrou com outra proposta: consertar a fábrica. Em vez de serrar o osso e colocar titânio, a escolha foi pela via das células-tronco, com um objetivo bem claro: tentar regenerar a cartilagem, desinflamar o ambiente articular e devolver competência funcional ao joelho. Na explicação do Dr. Tércio, a célula-tronco não é um remédio que faz efeito e vai embora. Ela funciona como uma unidade de inteligência, o que ele chama de “partículas divinas”. A lógica é que, ao ser aplicada, ela ajuda o corpo a identificar o problema, sinaliza caminhos de reparo, modula a inflamação crônica e estimula a formação de novo tecido. Não seria uma “reforma estética”. Seria algo mais parecido com reinstalar um software original de saúde. O resultado, segundo o relato, foi além de “melhorar”. A funcionalidade teria sido restaurada a um nível próximo de performance. E a Fernanda fez o que poucas histórias permitem escrever sem parecer exagero: voltou para a quadra, voltou a saltar e ainda inaugurou a Seleção Brasileira Master de Vôlei. Voltou a ser quem sempre foi. “Isso é vida. Isso é devolver vida”, diz o Dr. Tércio Rocha. E a provocação final dele é óbvia: se uma estratégia dessas funciona em uma articulação levada ao limite olímpico, o que isso poderia significar para problemas mais comuns do dia a dia, como lombar travada, joelho de corredor amador ou ombro lesionado no CrossFit? No fundo, a tese é que a medicina do futuro não vai olhar só para a idade do RG. Vai olhar para a idade funcional. Porque envelhecer não precisa ser sinônimo de perder função. Pode ser um sinal de que as células precisam de novos estímulos e de um ambiente biológico mais favorável para continuar reparando o que a gente usa. A história da Fernanda, nessa leitura, não é um “milagre”. É ciência aplicada. É o que acontece quando a gente para de subestimar o corpo humano e começa a oferecer ferramentas mais inteligentes para ele se reconstruir. E fica a frase que resume o espírito dessa virada: não se contente em apenas tratar o envelhecimento. Exija regenerá-lo. Escrito por Dr. Tércio Rocha, médico pesquisador credenciado pelo Comitê de Ética e Pesquisa, referência em Medicina Regenerativa e Células-Tronco. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
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