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Peptídeos: a nova tendência do wellness que já domina no exterior e começa a ganhar espaço no Brasil

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Vivemos em um tempo em que o corpo está constantemente ativado, mesmo quando aparentemente tudo está sob controle.

Palpitações, arrepios, formigamento, respiração curta… Essas sensações se tornaram cada vez mais comuns. Estão nos consultórios, nas conversas informais, nos prontos atendimentos. E muitas vezes são interpretadas como algo físico, inesperado, fora do lugar. Mas, na maioria das vezes, isso tem um nome: ANSIEDADE O ponto é que a ansiedade não começa da forma como imaginamos. Ela não começa necessariamente com um pensamento claro, identificável, racional. Ela começa antes… O cérebro humano foi desenhado para detectar ameaças com velocidade, não com precisão. Muito do que ativa o nosso corpo hoje não passa pelo campo da consciência. Um cheiro, um ambiente, uma expressão facial, uma sensação interna… tudo isso pode estar associado a experiências passadas que o cérebro aprendeu a reconhecer como sinal de perigo. Esse aprendizado acontece por associação. Ao longo da vida, vamos criando conexões silenciosas entre estímulos e respostas. E essas conexões não pedem autorização para acontecer. Elas simplesmente disparam. Quando isso acontece, estruturas como a amígdala entram em ação, ativando rapidamente o sistema de estresse. E aí entra um dos principais protagonistas desse processo: o eixo hipotálamo–hipófise–adrenal, o eixo HPA. Esse sistema coordena a resposta do corpo ao estresse. Ele libera hormônios como o cortisol, acelera o coração, ajusta a respiração, aumenta a tensão muscular. Em outras palavras, ele prepara o corpo para reagir. E tudo isso pode acontecer antes mesmo de você entender o que está acontecendo. Por isso, quando a pessoa tenta “pensar para sair” da crise, muitas vezes não funciona. Porque, naquele momento, não é mais uma questão de pensamento. É fisiologia. O corpo já entrou em ação. E aqui está uma das viradas mais importantes quando falamos de saúde mental no contexto do bem-estar: não é possível regular um corpo ativado apenas com esforço cognitivo. É preciso envolver o corpo no processo de regulação. Quando o sistema de estresse é ativado, ele gera energia. Uma energia que foi biologicamente projetada para o movimento. Para correr, lutar, reagir. O problema é que, hoje, essa ativação acontece em contextos em que o movimento não acontece. A energia fica. E um corpo com energia acumulada não desacelera facilmente. É por isso que o exercício físico — mesmo em formas simples e breves — pode ser um dos caminhos mais diretos para a regulação. Não como performance, não como estética, mas como fisiologia aplicada. Movimentos curtos, intencionais — caminhar mais rápido, subir escadas, agachar — ajudam o corpo a completar essa resposta que foi iniciada. É como se você desse um destino para a ativação. Depois disso, a respiração começa a funcionar melhor. O corpo entende que pode sair do estado de alerta. E, só então, a mente acompanha. O que muitas vezes parece um problema emocional é, na prática, um sistema tentando se regular sem as ferramentas adequadas. E é aqui que entra uma organização simples desse processo. Um caminho possível é o que eu chamo de método V.A.Z.A. Validar que o corpo entrou em alerta — sem luta, sem negação. Ativar o corpo com movimento — dando vazão à energia. Zerar o ritmo com a respiração — desacelerando o sistema. Alinhar o comportamento — escolhendo como agir, e não apenas reagir. Não se trata de evitar a ansiedade. Nem de controlar cada sensação. Se trata de entender o que está acontecendo — e responder de forma mais alinhada com o funcionamento do próprio corpo. Porque, no fim, talvez a pergunta não seja “como eu faço isso parar?” Mas sim: “como eu ajudo o meu corpo a terminar o que ele começou?” E quando essa chave vira, a ansiedade deixa de ser apenas um sintoma… e passa a ser um sinal de um sistema que, na verdade, está tentando funcionar.

Água de coco vira tendência e deve movimentar 5 bilhões até 2025

A água de coco está mudando de lugar no mercado e saindo do consumo pontual para ganhar espaço na rotina O que antes era associado ao litoral agora entra no dia a dia como alternativa mais natural dentro de um cenário em que o consumidor começa a trocar bebidas ultraprocessadas por opções mais simples e funcionais Esse movimento já tem escala global e começa a impactar diretamente as marcas brasileiras Um mercado que não para de crescer Dados da Mordor Intelligence mostram que o mercado de água de coco movimentou US$ 3,76 bilhões em 2025 e pode chegar a US$ 4,97 bilhões até 2030 O crescimento é puxado por uma mudança clara de comportamento menos açúcar menos processamento e mais atenção ao que entra na rotina No Brasil esse avanço já aparece no consumo um levantamento da Neogrid indica aumento de 30,5% na incidência de compra e crescimento de 8% nas vendas no início de 2026 Mais do que crescer a categoria está mudando de posicionamento A água de coco deixa de ser apenas uma bebida refrescante e passa a ocupar espaço como produto funcional com valor agregado É nesse contexto que marcas como a Lynv surgem apostando em um posicionamento mais premium com foco em qualidade controle de produção e rótulo limpo Fundada em 2023 a marca atingiu valuation de R$ 30 milhões em pouco mais de um ano refletindo essa nova leitura de mercado O que está por trás dessa mudança? O avanço da categoria não acontece por acaso ele está conectado a três movimentos principais O primeiro é a busca por hidratação mais natural com menos ingredientes O segundo é o crescimento do consumo de produtos com apelo de bem estar E o terceiro é a substituição gradual de bebidas tradicionais por opções percebidas como mais saudáveis Nesse cenário a água de coco ganha vantagem por combinar baixo teor calórico hidratação e simplicidade de formulação O Brasil no centro dessa tendência O Brasil tem um papel estratégico nesse crescimento por ser um dos maiores produtores de coco do mundo e por já ter uma relação cultural com o consumo O que muda agora é a forma como o produto é apresentado com mais padronização rastreabilidade e construção de marca Isso abre espaço para expansão nacional e também para posicionamento global A expectativa é de continuidade no crescimento puxado por inovação novos formatos e entrada de marcas que enxergam a categoria como plataforma e não só como produto No fim a água de coco deixa de ser apenas uma escolha pontual e passa a disputar espaço fixo dentro da rotina Créditos: Christiane Alves

Escaneamento corporal 3D faz estreia nas academias dos EUA

A VITRONIC está levando para o mercado global uma nova forma de analisar o corpo humano com o BodyLoop um scanner 3D que captura imagens completas em 360 graus em menos de um segundo e entrega dados praticamente em tempo real A proposta é transformar a forma como atletas médicos e profissionais de saúde acompanham evolução física performance e recuperação O sistema funciona com captura rápida e análise automatizada medindo circunferência volume ângulos e simetria corporal sem necessidade de processos complexos ou demorados Na prática isso reduz erro humano acelera tomada de decisão e melhora a experiência de quem está sendo avaliado Além disso por não utilizar radiação o exame pode ser repetido quantas vezes forem necessárias o que permite acompanhar mudanças ao longo do tempo com consistência Da performance à saúde A tecnologia já nasce com aplicações claras no esporte profissional ajudando a ajustar treino prevenir lesões e acompanhar evolução física Mas o uso vai além entra também na medicina esportiva reabilitação e até em contextos mais amplos de saúde e longevidade Isso amplia o papel do scanner de uma ferramenta de medição para uma ferramenta de acompanhamento contínuo Um dos pontos mais relevantes está na velocidade e na facilidade de uso o sistema não exige treinamento especializado e consegue escanear rapidamente grupos inteiros como equipes esportivas Isso abre espaço para uso em larga escala algo que tecnologias mais complexas normalmente não conseguem atingir O que isso mostra sobre o futuro da análise corporal? A tendência é clara mais dados menos fricção e maior frequência de acompanhamento Quando medir o corpo se torna rápido e acessível a análise deixa de ser pontual e passa a fazer parte da rotina No fim isso muda a forma como entendemos evolução física saindo de uma foto isolada para um processo contínuo