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Idosa com Alzheimer avançado volta a conversar após receber psilocibina, mostra relato clínico

Dez anos de Alzheimer. Cinco anos falando quase só em monossílabos. E, de repente, quase 4 horas de conversa. Um relato clínico publicado na revista Frontiers in Neuroscience em 28 de maio de 2026 descreve o caso de uma mulher nipo-americana com mais de 80 anos que voltou a falar depois de receber cogumelos com psilocibina, a substância ativa dos chamados cogumelos mágicos. O que aconteceu com a paciente? Ela recebeu 5 gramas de cogumelos por via oral, sob supervisão médica. Cerca de 19 horas depois, acordou e conversou por quase 4 horas, puxando memórias da própria vida. A virada não parou na fala. No segundo dia, voltou a andar sozinha. Entre o segundo e o terceiro dia, passou a se vestir sem ajuda e recuperou o controle da urina, perdido havia mais de 5 anos. Por que é cedo para comemorar? Os especialistas pedem cautela, e com razão. Trata-se de um caso único, sem exame de imagem, sem escala cognitiva padronizada e sem grupo de comparação. Os próprios autores, Lago, Cerveira e Simonet, afirmam que não houve reversão da doença e que os ganhos foram temporários. Existe ainda um ruído nessa história. O nome e a foto de uma idosa que circulam nas redes ligados ao caso não fazem parte do estudo. E nada disso autoriza qualquer uso da substância por conta própria. O que fica de aprendizado? O caso não prova tratamento. Mas indica que funções antigas podem seguir guardadas no cérebro doente, mesmo em estágio avançado. Se você acompanha a agenda da longevidade, essa pergunta tem peso. Quando capacidades que pareciam perdidas dão sinais de que ainda estão lá, a busca por caminhos seguros e comprovados para preservá-las ganha um novo sentido para a pesquisa e para todo o ecossistema de saúde do cérebro. É a prova de que, na ciência, um caso isolado não vira protocolo, mas pode virar pergunta. E, quando o assunto é o cérebro, uma boa pergunta costuma ser o primeiro passo para as próximas descobertas. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Cientistas descobrem conexão entre a bactéria H. pylori e o câncer no intestino

Durante muito tempo, a H. pylori teve endereço fixo no estômago. A bactéria ficou conhecida por causar gastrite, úlceras e câncer gástrico. Agora, uma revisão de 43 estudos com quase 50 milhões de participantes mostra que ela também aparece associada a parte dos tumores do intestino grosso. O que a pesquisa realmente mostra? Os pesquisadores encontraram uma conexão estatística entre ter a bactéria e desenvolver câncer colorretal. A associação global ficou em torno de 22%, mas o número muda bastante de uma região para outra. Nas Américas, ela cai para aproximadamente 11%. E aqui está o detalhe que faz toda a diferença. A revisão não prova que a H. pylori causa o câncer diretamente. Os especialistas lembram que ter a bactéria não é sinônimo de desenvolver a doença, e que a relação ainda precisa de mais investigação para confirmar se existe causa ou apenas associação. O intestino entrou de vez no tabuleiro da prevenção O estudo faz parte de uma mudança maior. Cientistas estão mapeando como as bactérias do trato digestivo influenciam diferentes tipos de câncer, e não só o de estômago. Se você atua em saúde e bem-estar, esse é um sinal claro de para onde a conversa caminha. A saúde intestinal deixa de ser assunto restrito à digestão e ganha espaço estratégico na agenda de prevenção. Quanto mais a ciência entende esse ecossistema, maior o terreno para abordagens personalizadas, que olham para dentro do corpo antes de a doença dar sinais. É a prova de que o intestino está longe de ser coadjuvante. O cuidado do futuro é menos sobre tratar o órgão isolado e mais sobre entender as conexões que atravessam o corpo inteiro. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Exercício físico pode ser tão eficaz quanto antidepressivos e terapia, revela grande estudo

Durante décadas, a depressão e a ansiedade foram tratadas quase que exclusivamente apenas com remédios e psicoterapia. Mas uma das maiores análises já realizadas sobre exercício físico e saúde mental mostrou algo que a medicina integrativa sempre soube. O corpo influencia profundamente o cérebro. Uma meta-meta-análise publicada em fevereiro de 2026 (DOI 10.1136/bjsports-2025-110301) reuniu 63 estudos, 81 metanálises e quase 80 mil participantes. O resultado foi consistente. A prática regular de exercício reduziu significativamente sintomas depressivos e ansiosos, com magnitude de efeito comparável a tratamentos convencionais em muitos contextos. O que o exercício faz no cérebro? O exercício estimula o BDNF (fator neurotrófico derivado do cérebro), favorecendo a neuroplasticidade. Modula a serotonina, a dopamina e a noradrenalina. Reduz a inflamação sistêmica e melhora a sensibilidade à insulina, fatores intimamente ligados à fisiopatologia da depressão. Regula o ciclo sono-vigília. E, quando feito em grupo, ativa pertencimento e suporte social. Qual treino funciona melhor para cada caso? Para depressão, exercícios aeróbicos supervisionados em grupo mostraram maior impacto. Para ansiedade, programas mais curtos e de menor intensidade foram mais eficazes inicialmente. Isso não significa abandonar a medicação simplesmente, mas sim ampliar o arsenal terapêutico. Saúde mental se constrói em múltiplos pilares A saúde mental é resultado de múltiplos pilares. Movimento, alimentação anti-inflamatória, sono profundo, microbiota equilibrada, manejo do estresse e, quando necessário, suporte farmacológico. Ignorar o exercício físico como parte do tratamento é deixar de usar uma das intervenções mais poderosas, acessíveis e fisiológicas que temos. O cérebro não está separado do corpo. Cuidar da mente também é treinar o músculo, respirar, dormir e nutrir melhor. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

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