Acha que resistência à insulina é coisa de quem está acima do peso?
Ela era magra. Tinha feito bariátrica. Mas tinha uma acne adulta que nenhum tratamento resolvia. A resposta não estava na pele.
O caso
Ela já tinha feito vários tratamentos para a pele. A acne continuava.
Na primeira consulta, eu disse: “Nós precisamos olhar além da sua pele. Existe uma grande chance de esse problema estar vindo do seu metabolismo.”
O que o exame não mostrava
Com um monitor contínuo de glicose, vimos picos depois das refeições, quedas rápidas e hipoglicemia. Por trás disso, uma insulina muito alta.
A balança dizia que estava tudo bem. O metabolismo mostrava outra realidade.
Magra e metabolicamente disfuncional
Resistência à insulina não é exclusiva de quem está acima do peso.
A glicemia pode parecer normal por bastante tempo enquanto a insulina já está elevada. Peso corporal e saúde metabólica não são sinônimos.
Como isso chega na pele
Insulina e IGF-1 estimulam a glândula sebácea a produzir mais sebo. A insulina alta também aumenta os andrógenos, que estimulam ainda mais essa glândula.
Mais sebo e mais inflamação criam um ambiente favorável à acne.
Quando vale investigar
Nem toda acne tem essa origem, e o tratamento dermatológico continua importante.
Mas se a acne adulta vem junto com ciclo irregular, aumento de pelos, queda de cabelo, gordura abdominal ou sonolência depois das refeições, vale investigar metabolismo e hormônios com seu médico.
Às vezes, a pele está mostrando por fora aquilo que o metabolismo está tentando nos contar por dentro.
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