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O fitness virou a nova vida social? Como o movimento está preenchendo o vazio da conexão

Em 2025, 84% das pessoas dizem que o bem-estar é prioridade. Elas monitoram macros, otimizam o sono, investem em treinos personalizados. Mas, enquanto cuidam de tudo isso, uma peça essencial continua fora do radar: a conexão social.

Isso tem um custo. A solidão impacta a saúde tanto quanto fumar 15 cigarros por dia, aumentando inflamação, prejudicando o sono e enfraquecendo o sistema imunológico. Mesmo assim, a maioria não enxerga vínculo social como parte da saúde física. Em uma pesquisa com mais de 2.300 pessoas, poucas acreditavam que sentir-se conectado influenciava o bem-estar. Entre profissionais de saúde, muitos sequer consideravam a solidão um fator clínico relevante.

A ciência já levantou o alerta. A resposta, porém, continua lenta. E enquanto o sistema tenta se adaptar, as pessoas estão resolvendo o problema por conta própria.

Onde a solução está emergindo

A lacuna começou a ser preenchida fora dos consultórios: nas comunidades de movimento.

Aplicativos e grupos de treino estão crescendo justamente porque resolvem dois problemas de uma vez, atividade física e pertencimento. O Sweatpals, que já ultrapassou 1 milhão de usuários, é um exemplo claro desse fenômeno.

A cofundadora Mandi Zhou descobriu cedo o poder do movimento. Ao chegar aos EUA aos 14 anos, sem dominar o idioma, encontrou nos treinos um lugar seguro para construir vínculos. “Sempre que me mudei ou me senti sozinha, o fitness foi minha forma de fazer conexão”, diz. “Em campo, não importava de onde eu vinha ou que língua eu falava.”

Hoje, ela vê o mesmo padrão na plataforma: à medida que as pessoas combinam treino e socialização, melhoram não só a saúde física, mas também a mental. Há histórias de melhores amigos, roommates, casais — todos surgidos depois de suar juntos.

“Quando você aparece e treina lado a lado”, diz o cofundador Salar, “abre espaço para relacionamentos reais.” Run clubs e aulas coletivas experimentam o mesmo boom.

Por que suar junto funciona

O movimento cria um tipo de conexão diferente. Não exige “puxar assunto”; basta estar ali. A atividade física se torna o foco compartilhado e isso reduz a pressão social.

Além disso, existe a biologia. Exercícios liberam endorfinas, diminuem cortisol e tornam a interação mais leve. As pessoas se sentem bem, voltam na semana seguinte e, na repetição, formam comunidade.

É rotina, mas também é química.

Repensando o bem-estar social

Conexão não é um extra. É parte estrutural da saúde. A dificuldade está em como priorizá-la em uma vida cada vez mais isolada.

As comunidades de fitness oferecem uma porta de entrada realista. Não exigem revolução no estilo de vida, só presença. Um treino semanal, um grupo de caminhada, um parceiro de academia. Esses microencontros acumulados fazem diferença.

A questão nunca foi transformar o fitness em estratégia social única, mas reconhecer: o movimento dá à conexão o que ela precisa para nascer: propósito compartilhado, repetição e um espaço seguro para aparecer como você é.

E, hoje, é exatamente nesses lugares que novos vínculos estão sendo construídos.

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