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Brasil e França querem levar anestesia no parto normal para mais mulheres no SUS e reduzir cesáreas desnecessárias

Uma parceria estratégica entre instituições brasileiras, como Fiocruz e UFBA, e centros hospitalares franceses está redesenhando o cenário da saúde materna no Brasil. Com apoio da Embaixada da França, o objetivo é claro: expandir o acesso à analgesia peridural no parto vaginal pelo SUS, diminuindo a dor e o altíssimo número de cesarianas desnecessárias.

O abismo nos números: por que essa mudança é urgente?

A realidade atual expõe um gap gigantesco. Enquanto na França 75,7% dos partos vaginais contam com analgesia, no SUS esse número despenca para apenas 8%. No Rio de Janeiro, por exemplo, as cesarianas chegam a 41% dos partos, e a meta do projeto é ousada: reduzir essa taxa para cerca de 21,6%, alinhando o Brasil a padrões internacionais de bem-estar e humanização do nascimento.

R$ 5 milhões na mesa: o plano para virar o jogo

A mudança não vem sem um plano de negócios robusto. Um investimento inicial de R$ 5 milhões será direcionado para criar um ecossistema sustentável. O valor vai financiar a compra de cem bombas de infusão para equipar a rede, o treinamento especializado das equipes e uma remuneração extra para anestesistas, que varia de R$ 500 a R$ 800 por procedimento. A estratégia é criar uma cadeia de valor que incentive a oferta contínua do serviço.

Mais que alívio: o parto como experiência de wellness

A iniciativa vai além da inovação clínica. Ao promover uma técnica menos invasiva, o projeto impacta diretamente a saúde a longo prazo da mãe e do bebê, alinhando-se a um mindset de longevidade. Trata-se de uma evolução nas políticas públicas de saúde, como a Rede Cegonha, que integra bem-estar, capacitação profissional e tecnologia para transformar a experiência do parto, tornando-a mais segura, humana e positiva.

Essa cooperação Brasil-França é um case poderoso de como a sinergia entre investimento, parcerias internacionais e foco no bem-estar pode transformar práticas consolidadas. O projeto não apenas oferece uma solução para um problema de saúde pública, mas também aponta para o futuro do setor: um cuidado mais consciente, menos intervencionista e alinhado com as demandas de uma sociedade que valoriza a saúde integral.

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