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Claude entra na saúde com “modo privacidade” e conexão com PubMed e Apple Health

A Anthropic empurrou o Claude para dentro do mundo real da saúde: lançou recursos voltados ao setor com suporte a uso em ambientes HIPAA (a regra dos EUA para proteger dados de pacientes). Em português simples: IA que pode lidar com informação sensível, mas com trilho de segurança e compliance.

O que o Claude passa a fazer

A proposta é aliviar a parte mais pesada do dia a dia: ajudar em tarefas administrativas e de informação clínica, como documentação, checagens e processos que hoje consomem tempo de profissionais e equipes.

Para isso, o Claude ganha “integrações” com fontes e bases usadas na prática, incluindo:

  • PubMed, a grande biblioteca de estudos biomédicos, para buscar evidências e gerar resumos baseados em literatura científica
  • ICD-10, os códigos médicos usados em diagnósticos e procedimentos
  • CMS Coverage Database, regras de cobertura e reembolso do sistema público dos EUA
  • NPI Registry, registro de profissionais

E o paciente entra no loop também

Nos EUA, usuários podem optar por conectar dados de saúde com consentimento, incluindo Apple Health e Android Health Connect. A ideia é transformar exames e métricas em explicações mais claras e em perguntas melhores para levar ao consultório.

Quem já está usando

A Banner Health virou o case mais citado: no relato divulgado, 85% dos profissionais disseram que trabalharam mais rápido e com mais precisão usando Claude.
A Anthropic também lista empresas do ecossistema pharma e saúde, incluindo Novo Nordisk e Sanofi.

Por que isso importa agora

A disputa da IA na saúde mudou de pergunta.

Antes: “ela responde bem?”
Agora: “ela cabe no compliance e tira trabalho do caminho?”

O movimento acompanha a tendência do setor: a OpenAI também lançou uma oferta para organizações de saúde com foco em controle de dados e suporte a uso sob HIPAA.
E o estado de Utah está testando IA para automatizar parte de renovações de receitas, tentando reduzir sobrecarga (com debate sobre risco e supervisão).

No fim, a pergunta é direta: IA na saúde vai ser lembrada por “dar diagnóstico”, ou por devolver tempo para quem cuida?