Sim.
E a ciência já mostrou que o oposto também é verdadeiro: o sedentarismo encolhe.
Um estudo publicado em 2021 analisou o impacto da atividade física na massa branca cerebral, a estrutura responsável por conectar neurônios e sustentar funções como memória, foco e velocidade de raciocínio. É, literalmente, a infraestrutura do cérebro.
O que o estudo observou
Cerca de 250 adultos mais velhos e sedentários foram acompanhados por seis meses. Parte deles passou a caminhar três vezes por semana. Outros fizeram alongamento, exercícios de equilíbrio ou aulas de dança.
O resultado foi claro:
quem caminhou regularmente apresentou melhora da aptidão física e da integridade da massa branca, com fibras nervosas mais preservadas e menos sinais de lesão cerebral. Já os grupos sem estímulo aeróbico consistente mostraram afinamento da massa branca e piora em testes cognitivos.
Por que caminhar afeta tanto o cérebro
Caminhar ativa dois processos-chave:
• Neurogênese, a formação de novas células nervosas
• Neuroplasticidade, a capacidade do cérebro de criar e reorganizar conexões
Na prática, isso significa um cérebro mais adaptável, com melhor memória, foco mais estável e maior resiliência ao envelhecimento.
Não é sobre performance.
É sobre manutenção estrutural.
O custo silencioso de ficar parado
Quando o corpo entra em modo sedentário, o cérebro acompanha. Menos estímulo aeróbico significa menos oxigenação, menos conexão neural e maior risco de declínio cognitivo ao longo do tempo.
O corpo humano não foi projetado para a imobilidade prolongada.
E o cérebro sente isso antes de qualquer outro sistema.
Principal insight aplicável pra você
Você não precisa de intensidade extrema para proteger o cérebro.
40 minutos de caminhada, três vezes por semana, já foram suficientes para gerar mudanças mensuráveis na estrutura cerebral.
Movimento simples.
Impacto profundo.
O cérebro cresce quando o corpo se move.
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