E não é só sobre emagrecimento.
O que começou como tratamento metabólico virou porta de entrada para um novo comportamento de consumo dentro das clínicas estéticas.
Segundo dados de mercado, a venda de GLP-1s dentro de práticas de estética médica ultrapassou US$ 1,5 bilhão no último ano. Mais do que um número grande, isso revela uma virada de perfil: 61% dos pacientes eram novos na clínica. Gente que nunca tinha feito nenhum procedimento estético antes.
O efeito colateral virou demanda
Com a perda rápida de peso, surgem queixas previsíveis: flacidez, perda de volume facial e o que ficou popularmente conhecido como “rosto de Ozempic”. Resultado? Esses pacientes não saem da clínica após a prescrição. Eles ficam.
A escolha inicial costuma ser conservadora. Toxina botulínica, preenchedores e tratamentos não invasivos seguem como porta de entrada. Mas há um movimento claro de experimentação com tecnologias de maior impacto, principalmente métodos de estímulo de colágeno e tightening de pele, muitas vezes combinados no mesmo plano de tratamento.
Enquanto isso, alguns serviços perdem espaço
Procedimentos clássicos de redução de gordura não invasiva, como tecnologias de congelamento ou laser, tiveram queda de cerca de 40% em 2024. A lógica é simples: quando o medicamento já reduz gordura de forma sistêmica, essas soluções perdem relevância.
Cirurgia volta ao radar — inclusive para jovens
Do outro lado do espectro, cirurgiões plásticos estão ajustando a oferta. Abdominoplastias e cirurgias de mama cresceram, e há aumento visível na procura por lifting facial em pacientes mais jovens, além de técnicas minimamente invasivas voltadas à retração de pele após emagrecimento rápido.
A estética ficou mais nichada
O movimento também impulsiona clínicas superespecializadas. De estímulo de colágeno em áreas específicas a tratamentos capilares e procedimentos íntimos, o mesmo paciente que chega pelo GLP-1 passa a enxergar a estética como continuidade do cuidado — não como luxo isolado.
Por que isso importa
Os GLP-1s não estão só mudando o corpo. Estão mudando o funil de entrada da estética médica. À medida que versões orais ampliam o acesso, cresce a pressão por soluções mais eficazes para lidar com os efeitos visuais do emagrecimento rápido.
A estética deixa de ser vaidade pontual e passa a operar como extensão da saúde metabólica.
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