Pressão alta é silenciosa. E agora o relógio pode te dar um aviso antes que vire problema.
A Apple liberou nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, as notificações de pressão alta para usuários do Apple Watch no Brasil, após aprovação da Anvisa, segundo o g1.
A função não serve para “medir pressão” como um aparelho de braço. Ela serve para identificar um padrão compatível com hipertensão ao longo do tempo e te avisar para procurar avaliação médica.
O que esse recurso faz, na prática
Você ativa no app Saúde do iPhone.
Depois de cerca de 30 dias de uso, o sistema pode emitir um alerta dizendo que seu corpo está apresentando um comportamento típico de pressão alta.
A ideia, segundo a Apple, é ajudar pessoas sem diagnóstico a perceberem a hipertensão, uma condição que muitas vezes não dá sintomas aparentes.
Importante: ele não mede pressão
O Apple Watch não mede pressão arterial como um medidor convencional.
O que ele faz é analisar sinais captados pelo sensor óptico do relógio, observando como os vasos sanguíneos respondem às batidas do coração. Um algoritmo interpreta esses dados e, se notar um padrão sugestivo, envia a notificação.
Se o alerta aparecer, o que fazer
A orientação da Apple é direta:
- Medir a pressão com um aparelho convencional por 7 dias
- Levar esse histórico para o seu médico na próxima consulta
Ou seja: o relógio funciona como triagem e alerta, não como diagnóstico.
O que os testes mostraram
De acordo com o que foi divulgado no g1, a Apple afirma que o recurso foi testado com mais de 100 mil participantes e validado em estudos clínicos com cerca de 2 mil pessoas, com resultado indicando que muitos tinham pressão alta sem saber.
Quais modelos recebem a função
Segundo o g1, as notificações estão disponíveis no:
- Apple Watch Series 9 e modelos superiores
- Apple Watch Ultra 2 e Ultra 3
E como isso se compara a outras marcas
O g1 também cita que outros relógios usam abordagens diferentes:
- Samsung exige calibração com um medidor tradicional e recalibração periódica
- Huawei tem modelo com medidor físico integrado na pulseira
Leitura FitFeed: isso é wearable entrando mais forte no território de detecção precoce. Não substitui consulta. Mas pode ser o empurrão que faltava para muita gente descobrir um risco que passa batido por anos.
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