Um estudo publicado em dezembro de 2025 testou uma estratégia diferente contra o câncer de pâncreas mais comum e agressivo. Em vez de usar um único remédio, os pesquisadores combinaram três tipos de drogas para atacar o tumor por ângulos diferentes. Em modelos pré-clínicos, o tumor regrediu e não mostrou sinais claros de resistência por meses.
Mas o tumor tem um problema grave, ele sempre volta
O alvo central é o KRAS, uma mutação muito comum nesse tipo de câncer. Pense no KRAS como um interruptor travado no modo ligado, dizendo para a célula crescer sem parar. Já existem drogas que conseguem mexer nesse interruptor. O problema é que o tumor costuma encontrar rotas alternativas e volta a crescer.
A SACADA DO ESTUDO: FECHAR TRÊS PORTAS DE UMA VEZ
E para driblar esse problema, surgiu uma nova ideia, atacar a doença por três ângulos ao mesmo tempo:
1. bloquear o KRAS diretamente
2. cortar o “combustível” que reativa a via, vindo de receptores como EGFR e HER2
3. derrubar um atalho de sobrevivência do tumor chamado STAT3
Como isso é aplicado fora do laboratório?
O câncer de pâncreas tem baixa sobrevida e poucas respostas duráveis. Se o problema é a resistência cortar o benefício cedo, combinar com lógica desde o começo pode mudar como os ensaios clínicos são desenhados. Menos tentativa e erro, mais estratégia baseada em mecanismo.
Só que precisamos prestar atenção em um detalhe…
Tudo isso ainda é pré-clínico. Foi testado em laboratório e em animais. O salto para pacientes envolve dose segura, efeitos colaterais, interação entre drogas e escolher quem realmente tem o perfil molecular certo para se beneficiar.
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