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Como a semaglutida passou de remédio para emagrecer a aliada contra infarto

Por um tempo, a conversa sobre semaglutida ficou presa numa métrica preguiçosa: quantos quilos desceram.

Só que o jogo está mudando.

Um megaestudo chamado SELECT, com mais de 17 mil adultos, apontou um recado bem direto: o uso de semaglutida foi associado a uma redução relevante de eventos cardiovasculares (como infarto e derrame).

E o ponto mais interessante é que esse efeito não depende só do peso perdido.

Se não é só emagrecer, o que a semaglutida faz com o coração?

A semaglutida é um agonista de GLP-1. No dia a dia, isso aparece como:

  • mais saciedade
  • menos fome “sem freio”
  • melhor controle de sinais do apetite

Mas o coração não “agradece” porque você trocou um número na balança.

O coração “agradece” quando o corpo para de operar em modo inflamação crônica e quando você mexe no que mais importa no risco cardiometabólico: gordura visceral e cintura.

Cintura é um marcador mais honesto do que peso

Aqui entra uma das viradas mais úteis dessa discussão:

perder barriga pode dizer mais sobre risco cardiovascular do que perder peso total.

No SELECT, apareceu uma relação do tipo: a cada 5 cm a menos de cintura, o risco cardiovascular caía em média 4%.

É quase um tapa na cara do “foco no espelho”.

Porque o corpo pode perder peso de vários jeitos. Mas quando a cintura desce, geralmente desce junto um pedaço do risco.

O número que fez o mercado prestar atenção

Outro dado que virou headline: em participantes sem diabetes, o uso de semaglutida foi associado a até 20% menos eventos cardiovasculares.

E isso ajuda a explicar por que o papo está migrando de “remédio para emagrecer” para “ferramenta de prevenção cardiometabólica”.

Não é um milagre. É um reposicionamento do que a gente mede como “resultado”.

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