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1 em cada 3 mulheres no Brasil relatam insônia

Tem um dado que dá aquele incômodo bom, porque obriga a gente a encarar a realidade.

Pela primeira vez, o Vigitel 2025 colocou o sono no centro do retrato da saúde nas capitais brasileiras. E o recado é direto: as mulheres dormem pior que os homens.

O que o Vigitel está mostrando

Na média, 36,2% das mulheres relataram sintomas de insônia. Entre os homens, 26,2%.

E tem mais um corte que pesa: 21,3% das mulheres disseram dormir menos de 6 horas por noite (nos homens, 18,9%).

Agora olha o mapa. Em algumas capitais, a coisa piora:

  • Maceió: 27,9% das mulheres com sono curto
  • Salvador: 25,2%
  • Rio de Janeiro: 24,8%

Pergunta honesta: em que momento a gente normalizou viver cansada?

A biologia ajuda a explicar, mas não carrega a culpa sozinha

Sim, tem corpo na história. Ciclo menstrual, gestação e climatério mexem com temperatura, humor, dor, ansiedade, despertares. Isso existe.

Mas tem o outro lado que costuma ser o mais ignorado: a carga mental.

Quando o dia nunca termina, o cérebro não entende que “agora é hora de desligar”.
Ele só entende que ainda tem coisa pendente.

Tudo isso tem causa um risco grave

Dormir pouco, repetidamente, costuma andar junto de um combo que cobra juros:

  • mais chance de ganho de peso e piora metabólica
  • mais risco de hipertensão e diabetes
  • mais ansiedade, mais estresse, mais irritação
  • e um ciclo clássico: piora o sono → piora o dia → piora o sono

O “futuro do descanso” já virou pauta de wellness

Tem duas tendências acontecendo ao mesmo tempo:

  1. o sono virou um KPI de saúde (e de performance)
  2. o mercado respondeu com monitoramento, educação e rotina guiada

Só que tem um lembrete importante: wearable nenhum resolve uma vida impossível.
Ele só te mostra o tamanho do incêndio.

O caminho mais pé no chão costuma começar pelo básico: rotina mais regular, menos tela perto da hora de dormir, luz mais baixa à noite, cafeína mais cedo. E, quando tem componente hormonal, ansiedade importante ou insônia frequente, vale buscar avaliação profissional.

No fim, a pergunta que fica é simples:

o seu sono está sendo prioridade ou está sobrando para depois?

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