Sabe quando uma marca começa com um produto “chocante” só pra ganhar atenção e depois vira uma plataforma de verdade?
É isso que o Death Clock está tentando fazer.
Conhecido por prever uma “data de morte” (sim, pesado), o app agora lançou o Life Lab, um recurso que eles chamam de “AI health concierge”. A proposta é transformar curiosidade mórbida em rotina de prevenção, usando exames de sangue + plano personalizado dentro do próprio aplicativo.
A ambição é clara: trazer para “gente normal” o tipo de acompanhamento que hoje mora em concierge medicine e clínicas premium de longevidade.
Como funciona na prática
O onboarding continua com um questionário de 29 perguntas. Só que agora entra a parte que muda o jogo:
Exames de sangue com parceiros nos EUA
O app se conectou a grandes redes de laboratórios com milhares de locais de coleta.
Os pacotes vão de US$ 99 a US$ 299, dependendo da quantidade de biomarcadores.
E tem um detalhe importante:
Você pode fazer o exame nos parceiros ou subir resultados que já tem (do seu médico, por exemplo).
A promessa que fisga
A IA do app diz que foi treinada em mais de 1.200 estudos de longevidade e te entrega duas linhas do tempo:
1) Uma “data prevista” (do jeito que você está hoje)
2) Uma “data potencial” (se você otimizar hábitos e riscos)
A narrativa do produto é: o Life Lab existe pra diminuir o gap entre essas duas datas.
Eles não querem te assustar, querem criar um plano de ação pra aumentar sua longevidade

O que vem no relatório
O Life Lab organiza tudo como uma espécie de “ofensiva clínica” contra quatro frentes clássicas de doença crônica:
coração, câncer, diabetes e demência
E aí ele entrega:
- recomendações de screenings e checkups personalizados
- orientações “baseadas em evidência” sobre medicações e suplementos (segundo a empresa)
- um raio X de comportamentos que ajudam ou atrapalham sua saúde
O objetivo maior é virar um hub: juntar exames, histórico médico e até dados de wearables no mesmo lugar.
O que isso diz sobre o mercado
Esse lançamento é menos sobre “prever morte” e mais sobre um movimento que está ficando óbvio:
apps de saúde querem sair do tracking e entrar no cuidado.
Com IA como tradutora.
E com exame de sangue como “momento de verdade”.
Só que tem um ponto de atenção: quando um app começa a sugerir suplementos, medicações e condutas… a régua de responsabilidade sobe muito.
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