Você passa fio dental pensando em tártaro, gengiva sangrando e “vergonha no dentista”. Só que um dado novo jogou esse hábito pra outra prateleira: prevenção cardiovascular.
Segundo uma análise apresentada na American Stroke Association International Stroke Conference 2025, pessoas que usavam fio dental pelo menos 1x por semana tiveram:
- 22% menor risco de AVC isquêmico (o mais comum, quando um vaso do cérebro entope)
- 44% menor risco de AVC cardioembólico (quando o coágulo nasce no coração e “viaja” até o cérebro)
- 12% menor risco de fibrilação atrial (um ritmo cardíaco irregular que aumenta o risco de coágulos)
A base veio do ARIC (Atherosclerosis Risk in Communities), com 6.278 participantes acompanhados por 25 anos.
Tá, mas qual é a ponte entre boca e cérebro?
Quando a gengiva vive irritada, com placa e doença periodontal, você tem mais inflamação no corpo e mais porta de entrada pra infecção. Os próprios autores levantam que o fio dental pode reduzir infecções e inflamação oral, o que faria sentido com menor risco de eventos vasculares.
E tem um detalhe importante: o achado apareceu mesmo controlando outros hábitos de cuidado, como escovar os dentes e ir ao dentista.
O “porém” que deixa a história honesta
Esse estudo é associação, não prova de causa e efeito. E a própria AHA trata como preliminar, porque foi apresentado em congresso e ainda não saiu como artigo completo revisado por pares.
Além disso, existe o “efeito pessoa cuidadosa”: quem passa fio dental pode também ser quem cuida melhor do resto (sono, alimentação, check-ups). A neurologista entrevistada pela AHA levanta exatamente esse ponto.
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