A Novo Nordisk quer dar um próximo passo grande no “boom do GLP-1” por aqui: entrou com pedido na Anvisa para registrar o Wegovy em comprimidos (semaglutida oral) para tratamento da obesidade. Segundo a empresa, o protocolo foi feito em 30 de janeiro e, até agora, a Anvisa não deu um posicionamento público sobre prazos.
O que é o Wegovy?
O Wegovy é semaglutida, um remédio que imita a ação do GLP-1, hormônio que o intestino libera depois que você come. O efeito em cadeia é bem direto: ele ajuda a reduzir fome (sinal no cérebro), desacelera o esvaziamento do estômago (saciedade por mais tempo) e melhora a resposta de insulina, o que conversa com glicose e metabolismo.
A versão oral do Wegovy foi aprovada nos EUA no início de janeiro de 2026. A Novo Nordisk colocou as doses iniciais (1,5 mg e 4 mg) por US$ 149/mês para quem paga do próprio bolso, e as doses mais altas (9 mg e 25 mg) por US$ 299/mês. A dose de 4 mg sobe para US$ 199/mês a partir de 15 de abril de 2026.
O contexto é simples: o mercado está ficando “intensamente competitivo”, e a briga agora não é só por eficácia. É por formato, conveniência, adesão e acesso.

E no Brasil?
Aqui ainda é terreno de expectativa: não existe prazo público fechado para aprovação, porque depende da análise técnica e regulatória da Anvisa. E, por enquanto, não há preço sugerido divulgado para o mercado brasileiro.
Se a pílula for aprovada, ela tende a acelerar a “normalização” do GLP-1 no varejo de saúde e na conversa médica, porque reduz uma fricção clássica (injeção) e pode trazer novos perfis de pacientes pro tratamento.
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