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Novo aparelho que lê o cérebro de atletas recebe US$ 54 milhões para sair do papel

Semanas após deixar o cargo de CEO da Zomato, Deepinder Goyal voltou ao jogo com uma nova aposta.

O empreendedor indiano levantou US$ 54 milhões para a startup Temple, focada em wearables para atletas de elite. A rodada foi feita com amigos, familiares e primeiros apoiadores do Zomato, com avaliação pós dinheiro de aproximadamente US$ 190 milhões.

O que a Temple quer fazer?

A proposta é ambiciosa.

A Temple está desenvolvendo um dispositivo para ser usado na têmpora que monitora continuamente o fluxo sanguíneo cerebral. A ideia é medir métricas que, segundo Goyal, os wearables atuais ainda não conseguem capturar.

Enquanto o mercado monitora sono, frequência cardíaca e recuperação, a Temple quer entrar na camada cerebral do desempenho.

Goyal deixou o comando da Zomato e da holding Eternal em janeiro, passando o cargo para Albinder Dhindsa, que lidera a unidade de comércio rápido Blinkit.

Depois de quase duas décadas à frente da empresa de delivery, ele já havia sinalizado uma virada estratégica para projetos de maior risco e experimentação.

Temple é a expressão mais clara dessa mudança.

Além dela, Goyal também investiu US$ 25 milhões do próprio bolso na Continue Research, focada em prolongar a vida humana. Ele também é cofundador da LAT Aerospace, que expandiu atuação para tecnologia de defesa.

Um mercado difícil

A Temple entra em um cenário competitivo pesado.

Empresas como Whoop, Oura e Garmin já dominam métricas como sono, recuperação e desempenho atlético.

O desafio da Temple será provar que monitorar o cérebro agrega valor real e não vira apenas mais um dado complexo difícil de interpretar.

Se funcionar, a Temple pode inaugurar uma nova categoria dentro do high performance.

Se não, vira apenas mais uma startup tentando encontrar espaço em um mercado saturado de wearables.

Por enquanto, é promessa e capital.