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Guerra no Oriente Médio deve deixar os remédios mais caros no Brasil

O que acontece fora do Brasil pode impactar diretamente o preço dos remédios.

O Ministério da Saúde já começou a monitorar os possíveis efeitos do conflito no Oriente Médio sobre a produção e o abastecimento de medicamentos no país.

O alerta é direto.

Se a cadeia global for afetada, o impacto chega até a farmácia.

A base da indústria farmacêutica começa no petróleo

Grande parte dos medicamentos depende de uma mesma origem.

O petróleo.

Derivados como benzeno, tolueno e etileno são usados na produção de compostos químicos que formam os princípios ativos.

Além disso, solventes, excipientes, cápsulas, comprimidos e até embalagens têm base petroquímica.

Ou seja, não é só o remédio em si.

Toda a estrutura ao redor dele depende dessa cadeia.

O ponto crítico está no Estreito de Ormuz.

Um corredor marítimo por onde passa cerca de 40% do petróleo transportado por mar no mundo.

Essa rota conecta o Golfo Pérsico a países como Índia e China.

E esses dois países são alguns dos principais fornecedores de insumos farmacêuticos para o Brasil.

Quando essa região entra em instabilidade, o efeito é imediato.

Frete mais caro, atrasos logísticos e aumento no custo de produção.

O impacto vai além da saúde

Esse tipo de cenário não é só sobre medicamento.

É sobre geopolítica, economia e dependência global.

A recente escalada de tensão, com ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, aumentou o risco nessa região.

Mesmo sem interrupção total, a simples instabilidade já pressiona preços.

E isso se reflete na cadeia inteira.

O que pode acontecer no Brasil?

No curto prazo, a tendência é de pressão nos custos.

Isso pode significar medicamentos mais caros ou maior dificuldade de abastecimento em alguns casos.

O Brasil depende de insumos importados.

E quando o custo lá fora sobe, ele chega aqui.

Existe saída para esse cenário, não uma solução imediata, mas existe um caminho, que é reduzir a dependência externa.

O próprio Ministério da Saúde aponta a necessidade de fortalecer a produção nacional de insumos farmacêuticos.

Isso diminui a exposição a crises internacionais.

E aumenta a estabilidade da cadeia no longo prazo.