24 - 26 de Abril

Expo Center Norte - SP

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Empresa com alma vende mais, ou a gente só gosta de acreditar nisso?

Você já deve ter ouvido isso: marca precisa ter propósito. Precisa ser autêntica. Precisa ter alma. O mercado inteiro repete esse discurso. Consultor fala, agência fala, fundador fala. Virou quase obrigatório. Se você não tem uma história bonita por trás da sua empresa, parece que tá fazendo errado. Mas eu fico pensando: será que é isso mesmo?

Será que o cliente realmente escolhe verdade, ou escolhe o que é mais bonito, mais perto, mais conveniente? Será que alma de marca é um diferencial real ou virou mais uma camada de marketing disfarçada de profundidade?

Porque se a gente for honesto, tem empresa sem propósito nenhum que funciona. Que lota. Que fatura. Que cresce. Não tem manifesto, não tem história emocionante, não tem fundador presente, e tá tudo bem. O negócio roda.

E tem empresa cheia de verdade, cheia de intenção, cheia de alma, que sofre pra se manter. Que não consegue escalar. Que vive um cabo de guerra entre o que acredita e o que o mercado pede.

Então fica a pergunta: quando a gente diz que o mercado valoriza autenticidade, a gente tá falando do que acontece de verdade ou do que a gente queria que acontecesse?

Eu percebo que no wellness isso fica mais sensível. Porque wellness mexe com algo pessoal. Não é um produto qualquer, é como você cuida de você. E talvez por isso, nesse mercado específico, a coerência pese mais do que em outros. Talvez aqui o cliente sinta quando é real e quando não é.

Mas talvez seja só impressão minha. O que eu sei é o seguinte: existem marcas que você consome e marcas que você sente. As que você consome, você troca fácil. As que você sente, você defende. Essa diferença existe. Não sei se é alma, não sei se é propósito, não sei se é só a experiência sendo melhor. Mas ela existe.

A dúvida que eu tenho é se isso escala. Se o mercado realmente premia quem constrói com verdade ou se, no fim, quem joga o jogo do marketing bem feito ganha igual. Porque o discurso da autenticidade é lindo. Mas discurso também é marketing.

O wellness tá crescendo. Muito. E junto com ele, cresce o discurso do propósito. Toda marca nova nasce com uma história, uma missão, uma razão de existir. Mas quando todo mundo tem propósito, ninguém se diferencia por propósito. E aí, o que sobra?

Talvez o que sobra seja o que sempre sobrou. Não o que a marca diz, mas o que você sente quando tá lá dentro. E isso, por mais que eu não saiba explicar direito, não se copia. Não se monta numa apresentação de branding. Ou tem ou não tem.

Eu construo a Lofy carregando essa tensão todo dia. Não como resposta, mas como pergunta aberta. Porque a única coisa pior do que não ter propósito é fingir que tem quando você mesmo não sabe se ele vale alguma coisa no mercado.

E talvez o mais honesto que qualquer marca possa fazer seja admitir exatamente isso.

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