10 - 13 de Junho

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Vacina do Covid pode reduzir o risco de infarto e de AVC em idosos

Um estudo publicado no JAMA Internal Medicine mostrou que a vacina atualizada contra a Covid-19 reduziu em cerca de 38% o risco de eventos cardiovasculares graves em idosos como infarto, AVC, insuficiência cardíaca e morte com origem cardiovascular em comparação a pessoas que receberam apenas a vacina da gripe. A pesquisa analisou os prontuários eletrônicos de mais de 1 milhão de veteranos americanos que receberam a vacina contra gripe entre setembro e dezembro de 2024, sendo que 349.085 deles também receberam a vacina contra Covid no mesmo dia para reduzir o viés do vacinado saudável. As formulações utilizadas foram da Moderna, Pfizer-BioNTech e Novavax, e os participantes foram acompanhados por até oito meses para avaliar desfechos cardiovasculares graves relacionados à Covid.

Benefício mais evidente em idosos com mais de 75 anos

Os resultados mostraram que o efeito protetor foi especialmente significativo em pessoas acima de 75 anos, com redução de 50,7% nos eventos cardiovasculares. Nos demais grupos a diferença não foi estatisticamente significativa. A média de idade dos participantes era de 70 anos. A cada 10 mil pessoas vacinadas, dois eventos cardiovasculares graves associados à Covid foram evitados, e considerando todos os eventos cardiovasculares, o número sobe para 24 eventos evitados para cada 10 mil pessoas. Em uma população de 1 milhão, estima-se que a vacinação poderia evitar 1.580 mortes e 2.370 eventos cardiovasculares adversos em oito meses. O benefício foi maior em pessoas com doenças pré-existentes como doença cardiovascular, renal ou pulmonar, diabetes e imunossupressão.

Por que a vacina protege o coração

A infecção pelo SARS-CoV-2 desencadeia processos inflamatórios e de coagulação que danificam os vasos sanguíneos e aumentam a formação de trombos, coágulos que podem causar infarto ou AVC. A vacina reduz a gravidade da infecção e, consequentemente, protege os vasos sanguíneos e diminui o risco de coágulos. Além disso, o efeito protetor sobre eventos cardiovasculares de outras causas indica que uma parte significativa das complicações ocorre mesmo em pessoas que não testam positivo para Covid. Os autores alertam, no entanto, que a eficácia relativa é menor do que a registrada nos primeiros anos da pandemia, devido à evolução do vírus, imunidade adquirida e menor detecção de infecções.

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