arrow-left-square Created with Sketch Beta.

Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal adotam canetas emagrecedoras pelo SUS

O Ministério da Saúde está na mesa de negociação para trazer as famosas canetas emagrecedoras, como o Wegovy (semaglutida), para o Sistema Único de Saúde (SUS). A farmacêutica Novo Nordisk colocou na mesa uma proposta com desconto de 59%, mas o custo anual para atender cerca de 38 mil pacientes ainda pode chegar a R$ 650 milhões, acendendo um debate sobre acesso, inovação e o futuro da saúde pública no Brasil.

A conta da tri fecha?

A grande questão é o custo-benefício. A Conitec, órgão que dá o sinal verde para novas tecnologias no SUS, já barrou a semaglutida antes por considerará-la cara demais. O dilema não é só nosso: países como Canadá e Austrália também apontam o alto impacto orçamentário como um obstáculo. Sem subsídio, o tratamento é inviável para a maioria da população, tornando a decisão um divisor de águas na democratização de terapias modernas para a obesidade.

Enquanto Brasília decide, os estados se mexem

Enquanto a discussão federal avança, os governos locais já estão testando suas próprias estratégias. O Rio de Janeiro, por exemplo, iniciou um programa piloto para fornecer Wegovy a 3.000 pacientes. Outros, como Goiás e o Distrito Federal, já usam canetas à base de liraglutida. Essas iniciativas regionais funcionam como um laboratório, gerando dados reais que podem acelerar ou redefinir a estratégia nacional.

A solução pode ser “Made in Brazil”?

Uma luz no fim do túnel para baratear o acesso vem da indústria nacional. A Anvisa aprovou recentemente o Ozivy, o primeiro análogo de GLP-1 desenvolvido no país, pela EMS. Paralelamente, o governo estuda parcerias com a Fiocruz para produção pública. Com a patente da semaglutida expirando em 2026, a entrada de genéricos pode finalmente mudar o jogo e equilibrar a balança entre custo e acesso.

O que fica claro é que a discussão vai além do medicamento. Uma visão de bem-estar moderna entende que o tratamento da obesidade exige uma abordagem integrada, unindo medicamentos inovadores a mudanças no estilo de vida e acompanhamento multidisciplinar. A possível chegada do Wegovy ao SUS é o primeiro passo para redesenhar o ecossistema de saúde pública para uma nova era de cuidado metabólico.

Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar?

A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor.

Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/