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1 em cada 3 homens depois dos 40 tem testosterona baixa. E nunca mediu

Você provavelmente é um deles.

Não é achismo. É estudo.

O HIM Study acompanhou 2.162 homens acima de 45 anos em consultórios de clínica geral.

38,7% tinham testosterona total abaixo de 300 ng/dL.

Quase 4 em cada 10.

(Mulligan T. et al., Int J Clin Pract, 2006)

O pior nem é a prevalência.

No mesmo estudo, de 836 homens com testosterona baixa, apenas 80 estavam em tratamento.

Menos de 10%.

A literatura confirma: menos de 10% dos homens com deficiência de testosterona recebem tratamento.

O resto? Segue achando que é “idade”.

Por que ninguém mede

Porque os sintomas foram normalizados.

✗ “Cansaço é da rotina” ✗ “Barriga é da idade” ✗ “Libido cai mesmo depois dos 40” ✗ “Sono ruim é do estresse”

Tudo isso pode ser verdade.

Ou pode ser um exame de R$ 40 que ninguém pediu.

O checklist

Marque quantos você tem:

☐ Cansaço que não passa com descanso ☐ Queda de libido ☐ Perda de massa muscular mesmo treinando ☐ Gordura abdominal resistente ☐ Irritabilidade / humor deprimido ☐ Dificuldade de concentração ☐ Sono não reparador

3 ou mais? Você tem indicação de investigar.

Por que importa

Testosterona baixa não é só estética.

No HIM Study, a chance de ter testosterona baixa era:

  • 2,4x maior com obesidade
  • 2,1x maior com diabetes
  • 1,8x maior com hipertensão

Estudos epidemiológicos mostram mortalidade aumentada em homens com testosterona baixa.

É um marcador de saúde metabólica.

Atenção, o que ninguém te fala

Número baixo não é diagnóstico.

Diagnóstico exige:

  1. Sintomas clínicos compatíveis
  2. Duas coletas matinais, com 1 a 2 semanas de intervalo
  3. LH e FSH para diferenciar a causa

Desconfie de quem prescreve hormônio com um exame só.

E de quem nunca pediu nenhum.

O que pedir na próxima consulta

Testosterona total e livre • SHBG • LH • FSH • Estradiol • Prolactina • Glicemia e insulina • Vitamina D • Hemograma • PSA (>40 anos)

Coleta entre 7h e 10h.

O que eu vejo no consultório

O HIM Study avaliou 2.162 homens acima de 45 anos em consultórios de clínica geral. 38,7% tinham testosterona abaixo de 300 ng/dL — e menos de 10% deles estavam em tratamento.

Não é que o problema seja raro. É que ninguém procura.

E aqui vai o ponto que eu faço questão de repetir: testosterona baixa no exame não é, sozinha, um diagnóstico. Precisa de sintoma, precisa de duas coletas matinais, precisa de LH e FSH para entender a origem. Tratar número isolado é tão ruim quanto ignorar o sintoma.

O que eu vejo no consultório todo dia: homem de 45 anos convencido de que perdeu disposição “porque envelheceu”, quando na verdade nunca investigou.

Envelhecer é inevitável. Não medir é escolha.

Fontes citadas no material original: Wiley Online Library (prevalência e tratamento no HIM Study), Nature (taxa de tratamento e protocolo de duas coletas), ClinicalTrials (mortalidade aumentada).

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