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A bebida verde que dominou o Instagram agora enfrenta escassez no Brasil

O matcha deixou de ser um item de nicho para virar o protagonista das cafeterias e redes sociais no Brasil. Impulsionado por uma onda global de bem-estar, o pó verde se consolidou como sinônimo de um lifestyle saudável e antenado. Mas todo esse hype já esbarra em um problema real: a falta do produto nas prateleiras.

De onde veio tanto hype?

A popularidade explodiu quando grandes redes como Starbucks, Go Coffee e Mais1Café incluíram a bebida em seus cardápios. O movimento ganhou força em cafeterias especializadas de São Paulo, que criaram seções exclusivas com versões inovadoras, como o iced matcha latte. O resultado foi imediato: a Namu, principal importadora do país, registrou um aumento de 600% nas vendas para o setor de food service em apenas um ano. Nas redes sociais, a cor vibrante e o apelo saudável, impulsionados por celebridades como Zendaya e Jennie do Blackpink, conquistaram a Geração Z.

Mais que bebida, um ritual de bem-estar

O apelo do matcha vai muito além da estética. Rico em antioxidantes e no aminoácido L-teanina, ele promove uma “energia calma”, sem a agitação típica do café, alinhando-se perfeitamente às demandas do consumidor focado em saúde e longevidade. Essa combinação de benefícios funcionais com uma forte narrativa de origem, ligada à tradição japonesa, justifica seu posicionamento premium. No Brasil, 30g do matcha cerimonial, o mais nobre, chega a custar R$ 119.

O desafio: alta demanda, pouco produto

O sucesso, no entanto, trouxe um efeito colateral. A alta demanda, especialmente pelo matcha da primeira colheita, está esgotando os estoques. A Namu já enfrenta dificuldades para manter o abastecimento, um reflexo de uma escassez global agravada por questões climáticas nas regiões produtoras e por um controle rigoroso de vendas imposto por marcas tradicionais japonesas.

A explosão do matcha é um recado claro de um consumidor que busca produtos com propósito e benefícios reais. Para o mercado de wellness, a oportunidade de inovar com novos formatos é gigante, mas o grande desafio será garantir uma cadeia de suprimentos que consiga acompanhar o ritmo dessa onda verde.

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