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A estratégia do SUS para acabar com problemas de saúde mental nas filas

A demanda por saúde mental explodiu. E o SUS está sentindo na pele: fila que não anda, consulta que demora, gente piorando enquanto espera.

Só que tem um movimento inteligente acontecendo por baixo do radar.

Cidades como Aracaju, Santos e São Caetano do Sul estão colocando a atenção básica como primeira linha de cuidado para ansiedade e depressão. A lógica é simples: se todo mundo cai direto no especialista, o sistema entope. Se a UBS resolve parte do caminho, a fila respira.

O pulo do gato está na porta de entrada

Em vez de “encaminhar por padrão”, o foco virou identificar, acolher e acompanhar casos leves a moderados dentro da própria Unidade Básica de Saúde.

Com apoio da ImpulsoGov (organização que usa dados e tecnologia para fortalecer a gestão pública), agentes comunitários e técnicos de enfermagem estão sendo treinados para fazer esse primeiro atendimento com mais segurança.

O processo inclui protocolos validados, como o Acolhimento Interpessoal, além de escalas de avaliação. Na prática, é como dar um “mapa” para a equipe: o que observar, como acolher, quando intensificar e quando encaminhar.

E tem um detalhe que muda tudo: saúde mental entra junto do cuidado de doenças crônicas, tipo diabetes e hipertensão. Porque, na vida real, não existe “corpo de um lado e cabeça do outro”.

E quando vira rotina, vira resultado

Desde o início de 2024, o programa já treinou cerca de 125 profissionais, que fizeram mais de 1.200 atendimentos.

O sinal mais importante: redução de sintomas de ansiedade e depressão em quem passou pelo cuidado.

E o modelo já teria alcançado mais de 215 municípios, com impacto estimado em 19 milhões de pessoas.

Menos fila, mais prevenção

O objetivo é direto: desafogar ambulatórios especializados e impedir que casos leves virem casos graves por abandono, demora ou falta de acesso.

É um SUS mais estratégico, que não espera o incêndio. Trabalha com extintor na mão.

E, para o ecossistema de wellness, isso abre uma avenida: soluções digitais de triagem, acompanhamento, capacitação e padronização de atendimento podem ganhar escala quando a atenção primária vira o centro do jogo.

No fim, a mensagem é clara: quando a porta de entrada funciona, o resto do sistema para de colapsar.

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