A retatrutida começou a circular nas redes como “o próximo passo depois do Ozempic” e foi exatamante aí que a Anvisa entrou em cena.
A agência determinou a apreensão imediata de qualquer produto com retatrutida, proibindo venda, divulgação, importação e uso no Brasil. O motivo é simples: a substância não tem registro e ainda está em fase experimental.
O que é a retatrutida?
A retatrutida é uma molécula que ainda está em testes clínicos. Ela chama atenção porque atua como triplo agonista, imitando três hormônios ligados ao metabolismo e ao apetite: GLP-1, GIP e glucagon.
Para você ter uma noção
– Ozempic atua em um
– Mounjaro atua em dois
– Retatrutida tenta atuar em três
Na teoria, isso ajudaria a explicar resultados iniciais que apontam perda de peso de até 28% em estudos controlados.

É aqui que o problema começa
Apesar de estar só em fases 2 e 3 de testes, a retatrutida passou a ser vendida no mercado paralelo, como se já fosse um produto validado e pronto para uso, mesmo sem aprovação, controle e acompanhamento
A Anvisa agiu justamente para conter esse atalho perigoso entre laboratório e consumidor final.
Usar uma droga experimental fora de estudo clínico não é só “antecipar o futuro”. É assumir uma série de riscos que ainda não foram mapeados.
Primeiro, porque ninguém garante o que tem dentro do frasco. Pode ser dose errada, contaminação ou nem ser a substância prometida.
Segundo, porque os efeitos colaterais de longo prazo ainda não são totalmente conhecidos, nem mesmo em ambientes controlados, quanto mais fora deles.
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