A Apple sempre vendeu uma promessa silenciosa: um dia, saúde seria o legado.
Só que agora o jogo acelerou mais rápido do que a empresa conseguiu acompanhar.
Segundo a Bloomberg, a Apple está recuando nos planos de lançar um coach de saúde com IA. O projeto interno, chamado Mulberry, tinha uma ambição clara: unir dados do Apple Watch e do app Saúde para oferecer orientação personalizada, passando por prevenção, alimentação, tracking e conteúdo médico.
No papel, fazia sentido, mas na prática, não funcionou.
Após atrasos sucessivos e uma reorganização interna na divisão de saúde, a avaliação foi dura: o projeto não acompanhou a velocidade dos novos players de wellness, como Oura, WHOOP e Ultrahuman, que já entregam leitura contínua do corpo com linguagem simples e foco em ação diária.

A Apple avançou em frentes importantes, como recursos aprovados por reguladores para pressão arterial e funções auditivas. Mas outras apostas estratégicas, como o monitoramento contínuo de glicose, continuam presas ao futuro. O Fitness+ também segue sem um posicionamento claro dentro desse novo ciclo de saúde digital.
Enquanto isso, o mercado não espera.
Wearables, diagnósticos, IA e infraestrutura estão convergindo para algo maior: um sistema operacional de saúde pessoal. Com regulações mais flexíveis e consumidores mais ativos, o modelo de “cuidar só quando adoece” começa a perder espaço para prevenção contínua, personalizada e orientada por dados.
O ponto central é simples.
Saúde virou um sistema
A decisão agora é estratégica. Ou a Apple segue como um grande coletor de dados, ou assume o papel de orquestradora, conectando informação, contexto e decisão no dia a dia das pessoas.
Essa escolha define o jogo.
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