Fibrilação Atrial: seu smartwatch é o novo anjo da guarda do seu coração?

A fibrilação atrial (FA), a arritmia cardíaca mais comum do Brasil, afeta cerca de 2 milhões de pessoas e está por trás de um terço dos casos de AVC isquêmico. Mas a grande novidade é que a linha de frente dessa batalha pode estar no seu pulso. Relógios inteligentes estão redefinindo o monitoramento cardíaco, transformando um acessório de lifestyle em uma poderosa ferramenta de saúde preventiva. O que é esse inimigo silencioso? A FA é basicamente um curto-circuito no coração. Os átrios, as câmaras superiores, perdem a coordenação e passam a vibrar de forma irregular e acelerada, prejudicando o bombeamento de sangue. O resultado? Sintomas como cansaço, palpitações e falta de ar, além de um risco elevado de formação de coágulos que podem levar a um AVC. A condição é mais prevalente em idosos e frequentemente associada a outras doenças cardíacas, como problemas nas válvulas. Seu pulso virou um centro de diagnóstico? Exatamente. Usando tecnologias como a fotopletismografia (que mede o volume de sangue com luz) e eletrocardiogramas (ECG) de uma derivação, os smartwatches conseguem identificar padrões de batimentos irregulares que são a assinatura da fibrilação atrial. Essa detecção precoce é um game-changer, pois permite que o usuário procure um médico antes que o problema se agrave, possibilitando intervenções preventivas e ajustes no estilo de vida que podem salvar vidas. Alerta no relógio. E agora? Receber uma notificação de ritmo cardíaco irregular é o primeiro passo. O tratamento da FA é multifacetado e vai muito além da tecnologia. Ele envolve desde o uso de medicamentos anticoagulantes para prevenir trombos até procedimentos como ablação por cateter e a adoção de um estilo de vida mais saudável. É crucial entender que, embora os wearables sejam aliados incríveis, eles não substituem o diagnóstico e o acompanhamento médico. A tecnologia empodera, mas a jornada de cuidado é construída com uma equipe de saúde. A integração de wearables à rotina de bem-estar mostra uma tendência clara: a gestão da saúde está se tornando mais pessoal, proativa e data-driven. A tecnologia no seu pulso não é apenas sobre contar passos, mas sobre fornecer insights vitais que podem reescrever o futuro da sua saúde cardiovascular. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
MSD leva vacina ao Tomorrowland e transforma awareness em estratégia de impacto

Diante das restrições da Anvisa, que limitam a comunicação de medicamentos e vacinas, as farmacêuticas precisam de criatividade para fazer suas mensagens chegarem ao público. A MSD, conhecida como Merck Sharp & Dohme nos EUA e Canadá, conseguiu unir estratégia e timing: levou o tema da prevenção ao câncer de colo do útero para o Tomorrowland Brasil. O movimento não nasceu aqui, mas na Bélgica, sede do festival. De lá veio o acordo global que abriu espaço para a edição brasileira, realizada em outubro em Itu (SP), servir como palco para a marca falar com o público jovem, um dos mais importantes quando o assunto é HPV. A MSD é a única empresa que comercializa no país a vacina que previne o câncer de colo do útero causado pelo HPV. No SUS, ela está disponível para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, com cobertura para quatro variantes do vírus. Já no sistema privado, a versão mais completa que protege contra nove variantes e chega a 90% de cobertura, pode ser aplicada em adultos até 45 anos. O desafio, no entanto, vai além do preço: é sobre conscientização. “Podemos falar sobre a doença, mas não sobre o nome da vacina. É um limite que ainda tentamos mudar junto à Anvisa”, explica Fernando Cerino, diretor de vacinas da MSD. Ainda assim, campanhas de awareness permitiram à empresa criar uma ponte: ao informar sobre o HPV, ela mostra que existe prevenção disponível. No Tomorrowland, a MSD apostou em um squad de influenciadores e atingiu 7,3 milhões de impressões, 2,4 milhões de pessoas alcançadas e 8 milhões de views. O resultado foi tangível: 1,2 mil pessoas acessaram o site da marca, com uma taxa de conversão de 10%, ou seja, quem efetivamente buscou locais de vacinação. O sucesso abriu espaço para novos planos. “Estamos analisando presença em outros festivais nacionais, como o Tardezinha”, antecipa Cerino. De tabus à transformação cultural No Brasil, a taxa de vacinação contra o HPV está entre 60% e 70%, abaixo da meta de 90% definida pela OMS até 2030. No setor privado, a MSD aposta em marketing de influência para ajudar a mudar esse cenário. Celebridades como Giovanna Ewbank e Fernanda Lima participaram de campanhas recentes. Fernanda, inclusive, estrelou a websérie “Sua História”, que aborda a prevenção de forma sensível e acessível. “O tema ainda é cercado de tabus porque envolve sexualidade. Mas o obstáculo não é o custo, é a falta de informação”, afirma Cerino. E os números reforçam o impacto da conscientização: em apenas dez anos de distribuição no Brasil, a vacina já reduziu 58% da incidência do câncer de colo do útero. Em países como Suécia e Austrália, o vírus praticamente desapareceu. Próximos capítulos: awareness para todos Com atendimento da FSB e da McCann Health Brasil, a MSD segue com uma agenda de campanhas robusta — Março Lilás (prevenção do câncer do colo do útero), Setembro em Flor (tumores ginecológicos) e Outubro Rosa. Em 2026, a farmacêutica prepara uma nova frente: Novembro Azul, desta vez voltada aos homens. “É a primeira vez que vamos falar com o público masculino. Escolhemos um influenciador que transita bem entre o futebol e o humor”, revela o diretor. A ideia é equilibrar a conversa, hoje, de cada cinco pessoas vacinadas, quatro são mulheres. O resultado dessa estratégia de longo prazo é claro: entre 2019 e 2022, o crescimento das vacinas era de um dígito. Depois das campanhas de awareness, o salto foi de três dígitos e segue firme em dois dígitos até hoje. Porque, no fim, comunicar sobre saúde vai muito além de vender: é sobre mudar comportamentos e salvar vidas. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Força bruta no marketing: como a GymNation levantou um outdoor de 1 tonelada

A GymNation decidiu levar o marketing a um novo patamar de peso. Para lançar sua nova aula de Strongman, inspirada na competição “The World’s Strongest Man”, a rede de academias instalou em Dubai o primeiro outdoor construído pela própria marca, uma estrutura de uma tonelada feita com 40 anilhas de verdade. A mensagem é clara e provocativa: “o único outdoor que precisa de um spotter”. Mas por que tanto peso? A jogada de marketing vai muito além do espetáculo. Ela serve como um convite direto para a nova classe de Strongman, que acontece aos sábados e desafia os participantes com exercícios como levantamento de toras, viradas de pneu e caminhada do fazendeiro. O programa foi desenvolvido em colaboração com os próprios instrutores da rede, garantindo uma experiência autêntica e alinhada à performance física. Uma estratégia que vai além dos músculos Essa não é a primeira vez que a GymNation aposta em marketing de guerrilha. A marca, que tem uma filosofia de “comunidade em primeiro lugar”, já chamou a atenção ao remover os pesos das academias no Dia Mundial da Saúde Mental, incentivando os membros a “aliviar o peso da mente”. A estratégia combina ações de grande impacto com um foco genuíno em bem-estar holístico, criando uma identidade de marca que é ao mesmo tempo forte e consciente. O que fica para o mercado? Fundada em 2017 para democratizar o acesso a academias de qualidade, a GymNation já ultrapassou 110.000 membros e tem planos agressivos de expansão no Oriente Médio. A lição para executivos e empreendedores do setor de wellness é clara: integrar marketing criativo e experiencial ao core business é fundamental para gerar engajamento e lealdade. No final, a GymNation prova que, para se destacar, é preciso levantar mais do que pesos — é preciso levantar conversas, construir comunidade e, às vezes, até um outdoor de uma tonelada. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Esqueça a força: a nova métrica da longevidade é o VO2 max. E já virou negócio.

Quando o Dr. Peter Attia, médico treinado em Stanford, apareceu no ’60 Minutes’ para falar sobre saúde, ele não focou em dietas da moda ou treinos de força. A estrela do show foi o VO2 max, a capacidade máxima do corpo de usar oxigênio, que ele defende como o indicador mais poderoso de longevidade. Afinal, por que o VO2 max virou a métrica do momento? Enquanto o mercado de wellness se concentra em massa muscular, Attia joga luz sobre a saúde cardiorrespiratória. O VO2 max é um termômetro da eficiência do seu motor interno: mede como pulmões, coração e células trabalham juntos para gerar energia. Com o envelhecimento, essa capacidade naturalmente diminui, mas treinos de alta intensidade podem não apenas frear, mas reverter esse declínio, garantindo mais vigor e independência por mais tempo. O business da longevidade: como Attia transformou ciência em negócio? Com sua clínica Biograph, Dr. Attia criou um modelo de negócio exclusivo para quem leva a saúde a sério. Por lá, menos de 75 pacientes por ano passam por avaliações de dois dias que incluem testes de VO2 max, ressonâncias magnéticas e análises genéticas. O posicionamento é claro: atrair um público premium que entende que investir em saúde preventiva hoje é a melhor estratégia para o futuro. A exposição na mídia funciona como um funil, criando uma demanda por serviços que o sistema de saúde tradicional simplesmente não oferece. O futuro é digital: a saúde preventiva vai caber no seu bolso? O próximo passo de Attia é escalar esse conhecimento. Ele planeja lançar um aplicativo de saúde digital no próximo ano, prometendo entregar 80% de seus programas sem a necessidade de uma consulta médica. A jogada é semelhante à de outras healthtechs, como a Levels, e sinaliza uma tendência clara: a tecnologia está tornando os cuidados preventivos mais acessíveis e acionáveis. Para empreendedores, a oportunidade está em criar soluções que traduzam biomarcadores complexos em insights práticos para o dia a dia. A mensagem final é que o jogo da longevidade mudou. Não se trata mais apenas de evitar doenças, mas de otimizar a performance para um envelhecimento ativo e saudável. Empresas e indivíduos que focarem em métricas acionáveis como o VO2 max estarão na vanguarda dessa revolução. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
A corrida bilionária pelos genéricos do Ozempic já começou

A contagem regressiva está no ar. As patentes dos medicamentos-fenômeno para obesidade, Wegovy e Mounjaro, têm data para expirar em 2026 em mercados emergentes como Brasil, China e Índia. Na prática, isso abre a porta para uma revolução: a chegada de versões genéricas muito mais acessíveis, prometendo transformar o acesso ao tratamento. O que muda com o fim da exclusividade? Com o fim do monopólio da Novo Nordisk e da Eli Lilly, fabricantes locais estão prontos para entrar no jogo. Na China, por exemplo, cerca de 20 medicamentos baseados em semaglutida já aguardam aprovação. A expectativa é que essa onda de genéricos não só democratize o tratamento da obesidade, mas também dobre o tamanho do mercado global, gerando novas e massivas fontes de receita. O boom nos mercados emergentes é real? Os números não mentem. Na Índia, onde o Mounjaro já é o segundo medicamento mais vendido, o mercado de tratamentos GLP-1 deve saltar de US$ 179 milhões em 2025 para US$ 1,5 bilhão até 2030. Globalmente, o setor de perda de peso pode atingir a marca de US$ 26 bilhões já no próximo ano, impulsionado por inovações como versões em pílula, que facilitam a distribuição em regiões com infraestrutura limitada. E como as gigantes farmacêuticas reagem? Engana-se quem pensa que as big pharmas estão paradas. Para proteger suas margens de lucro e liderança, empresas como Novo Nordisk e Eli Lilly já se movimentam. A estratégia inclui investir em parcerias e no desenvolvimento de novos medicamentos, como o mazdutida, fruto da colaboração entre a Innovent e a Eli Lilly, para se manterem um passo à frente da concorrência. A quebra de patentes é mais do que uma mudança de mercado; é um divisor de águas para a saúde global. Para os executivos, fica a lição de antecipar movimentos regulatórios e explorar alianças estratégicas. Para a população, a promessa é de um futuro onde o tratamento da obesidade se torna uma realidade acessível, promovendo mais bem-estar e qualidade de vida em escala mundial. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Luz Vermelha: A tecnologia da NASA que virou a aposta de atletas de elite

O nadador olímpico e recordista mundial Neil Agius é o novo rosto da Bon Charge, uma marca de wellness tech. O movimento não é apenas mais um patrocínio: ele joga luz (literalmente) sobre uma tendência que está redefinindo a recuperação e a performance: a terapia de luz vermelha. Mas de onde veio essa febre? A história começou nos anos 60, quase por acidente, com o médico húngaro Dr. Endre Mester. Mas foi a NASA, na década de 90, que deu o empurrão decisivo ao investigar LEDs vermelhos e observar que eles aceleravam a cicatrização de astronautas. A tecnologia, que depois foi parar nas mãos dos Navy SEALs, saiu do ambiente militar e clínico para invadir o mercado de bem-estar. O segredo para acelerar a recuperação? Para atletas como Neil Agius, a resposta é sim. Ele usa os produtos da Bon Charge para alcançar um estado de calma e foco antes dos treinos e, depois, para acelerar a recuperação muscular em até 20 vezes. Essa validação no esporte de alta performance, somada ao endosso de celebridades como Kim Kardashian e atletas como Serena Williams, transformou a terapia de luz vermelha em um fenômeno viral no TikTok e Instagram, onde a hashtag # redlighttherapy acumula milhões de visualizações. Um mercado bilionário no radar O timing não poderia ser melhor. O mercado global de fototerapia, que inclui a luz vermelha, está projetado para movimentar US$ 1,44 bilhão até 2030. A popularidade vem de sua abordagem não invasiva e da facilidade de integrar a tecnologia na rotina, seja com máscaras, painéis ou até escovas de dente. Marcas como a Bon Charge capitalizam nisso, usando depoimentos reais para construir credibilidade e atrair um público que vai muito além dos atletas de elite. O que começou como um experimento científico se consolidou como uma peça-chave no quebra-cabeça da health tech. A terapia de luz vermelha ilustra a busca por soluções de bem-estar integradas, que unem performance física e clareza mental. Para o mercado, fica a lição: a inovação que simplifica a rotina e entrega resultados mensuráveis é o futuro do consumo consciente. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Vulcabras dispara: a estratégia por trás do lucro recorde e da aposta em wellness.

A Vulcabras, dona da Olympikus e da Under Armour no Brasil, não está para brincadeira. A gigante dos calçados reportou um lucro líquido de R$ 547,2 milhões no último trimestre, um salto impressionante de 217,8%, impulsionado em parte por benefícios fiscais. O resultado deixa claro que a aposta em produtos esportivos acessíveis e alinhados ao bem-estar virou uma máquina de crescimento. Os números não mentem: como a performance virou rotina? Com uma receita líquida de R$ 955,7 milhões e um crescimento de 21,8% em relação ao ano anterior, a empresa completou seu 21º trimestre consecutivo de expansão. A grande estrela desse show é a linha de running da Olympikus, que cresceu 22,9% e já responde por 87% da receita total. Chinelos esportivos e a linha de vestuário, turbinada pela Under Armour, também registraram avanços sólidos, mostrando que a estratégia de diversificação está no caminho certo. Mais que um tênis: a democratização do lifestyle ativo. O sucesso da Vulcabras vai além das planilhas financeiras. Ele reflete uma tendência de mercado poderosa: a crescente demanda por um estilo de vida mais ativo. Ao posicionar a Olympikus como uma alternativa acessível e de qualidade frente aos importados, a empresa não apenas protege suas margens, mas também democratiza o acesso a produtos que incentivam a prática de exercícios no dia a dia. É o wellness saindo do nicho e ganhando as ruas. Dividendo na mão e olho no futuro. Para coroar o bom momento, a Vulcabras anunciou a distribuição de R$ 597,7 milhões em dividendos extraordinários e mantém um programa de recompra de até 10 milhões de ações. Na prática, a mensagem é clara: a gestão financeira é sólida o suficiente para recompensar os investidores e, ao mesmo tempo, reinvestir no crescimento sem precisar se alavancar. Em um cenário de juros altos, essa é uma jogada de mestre que oferece lições valiosas sobre como equilibrar expansão e estabilidade em mercados emergentes. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Nova era dos presentes que botam a criançada pra suar

Esqueça os presentes que deixam as crianças paradas. A nova onda do mercado de wellness infantil aposta em tecnologia e criatividade para combater o tempo excessivo de tela, com gigantes como Nike e Lego unindo forças e startups de tech, como a Nex Playground, transformando a sala de estar em um campo de jogos ativo. O mercado finalmente ouviu os pais? A preocupação com o sedentarismo infantil, onde, segundo dados do Grupo LEGO, apenas uma em cada cinco crianças atinge os níveis de atividade física recomendados, acendeu um alerta no mercado. Pais em busca de alternativas “sem culpa” para o tempo de tela impulsionaram uma demanda por produtos que combinam diversão e movimento. Essa é a grande oportunidade que as marcas estão abraçando: alinhar-se às tendências de saúde familiar e construir hábitos saudáveis desde cedo. Tecnologia e collabs: a fórmula do sucesso No centro dessa revolução está a gamificação. O Nex Playground, um console de US$ 338 com IA e rastreamento de movimento, transforma o corpo da criança no controle, incentivando o jogo ativo. Do outro lado, parcerias estratégicas criam desejo, como a colaboração entre Nike e Lego, que une o apelo do esporte com a criatividade dos blocos de montar em tênis de US$ 120. A estratégia é clara: tornar a atividade física irresistível, com opções que vão desde o Soccer Bot de US$ 60 até bicicletas elétricas como a da Woom, de US$ 1.999. Do hype no TikTok ao esgotado nas lojas O sucesso desses produtos não é por acaso. A Nex, por exemplo, apostou pesado no marketing de influência, gerando um buzz viral no TikTok que levou o Playground a esgotar em grandes varejistas durante a Black Friday. As marcas também aproveitam promoções sazonais para impulsionar as vendas, como os descontos da Quince em roupas esportivas. A mensagem é que a inovação, combinada com estratégias de marketing digital afiadas, está criando um novo e lucrativo segmento no mercado de bem-estar. Mais do que apenas vender brinquedos, essa tendência aponta para um futuro onde o bem-estar infantil é construído através de experiências engajadoras. Ao transformar a atividade física em brincadeira, o mercado não só cria produtos de sucesso, mas também investe na saúde de uma nova geração, provando que o futuro do wellness é divertido, interativo e, acima de tudo, ativo. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Seu app de sono agora é uma clínica médica: a nova aposta da Sleep Cycle

O popular app de rastreamento de sono, Sleep Cycle, acaba de redefinir sua proposta de valor. Em uma parceria estratégica com a Dreem Health, uma clínica digital, a plataforma vai conectar seus milhões de usuários a especialistas, transformando dados de bem-estar em diagnósticos médicos. É a tecnologia do seu celular evoluindo de alarme inteligente para um verdadeiro gateway de saúde. De dados a diagnóstico: como a mágica acontece? Na prática, a integração é direta. Os dados coletados pelo Sleep Cycle sobre seus padrões de sono servem como ponto de partida para consultas remotas com especialistas da Dreem Health. Isso permite a criação de diagnósticos e planos de tratamento personalizados para distúrbios como insônia e apneia do sono. O melhor? Nos EUA, o serviço já conta com cobertura das principais seguradoras, como Medicare, Aetna e Cigna, quebrando uma grande barreira de acesso ao cuidado profissional. Por que essa jogada é a próxima fronteira do well-tech? O movimento da Sleep Cycle não é isolado; ele ilustra uma macrotendência de plataformas de saúde digital se tornando hubs de cuidado. Erik Jivmark, CEO da empresa, define a parceria como um “passo fundamental” no roadmap médico da companhia, focando em uma abordagem proativa da saúde. A estratégia é clara: monetizar o engajamento dos usuários com serviços clínicos, aumentando a retenção e a receita, e usar alianças estratégicas para acelerar a penetração no mercado. A economia do sono está acordada (e faturando alto) A demanda por soluções de sono nunca esteve tão em alta. Estatísticas mostram que 43% dos Millennials já usaram folgas remuneradas apenas para se recuperar do cansaço, um sinal claro da prioridade que o descanso ganhou. Com investidores injetando milhões em inovações no setor, como os US$ 5,5 milhões recebidos pela Sleep.ai, fica evidente que o sono virou um negócio sério e lucrativo. A união entre Sleep Cycle e Dreem Health é mais do que uma nova feature; é um sinal de para onde o mercado de bem-estar está caminhando. A fronteira entre apps de lifestyle e plataformas clínicas está desaparecendo, criando um ecossistema onde a tecnologia não apenas monitora, mas também conecta o usuário a um tratamento real. Para o consumidor, é a promessa de um cuidado mais acessível. Para o business, é a prova de que o futuro da saúde é integrado, digital e está na palma da mão. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
A Maratona de NY virou uma máquina de US$ 1 bilhão

A New York Road Runners (NYRR) transformou a corrida de rua em um negócio de impacto bilionário. Com a Maratona de Nova York como carro-chefe, a organização sem fins lucrativos não só quebra recordes de participação, mas também injeta quase US$ 1 bilhão na economia local, provando que bem-estar e business correm lado a lado. Os números são de outro patamar Esqueça o Super Bowl. Sozinha, a Maratona de Nova York de 2024 gerou um impacto econômico de US$ 692 milhões, um valor comparável ao maior evento esportivo dos EUA. No total, os 34 eventos anuais da NYRR movimentam quase US$ 1 bilhão, o equivalente à temporada completa dos times de baseball Yankees e Mets somados. Com mais de 55 mil finalistas só na maratona, o evento impulsiona o turismo, com gastos milionários em hotéis, restaurantes e atrações locais. Mais que uma corrida, uma comunidade A grande sacada da NYRR não está apenas na escala, mas na estratégia. Programas como o “9+1”, que garante uma vaga na maratona para quem completa nove corridas e um voluntariado, criam um ecossistema de engajamento contínuo. As receitas das inscrições são reinvestidas em programas comunitários, construindo uma base de lealdade que vai muito além da linha de chegada. Em um mercado competitivo, a organização foca em qualidade e segurança para garantir um crescimento sustentável. A jogada de mestre: tecnologia e inclusão Alinhada ao boom do wellness pós-pandemia, a NYRR investe pesado em inovação. O aplicativo da organização melhora a experiência do corredor com rastreamento e gerenciamento de provas, enquanto parcerias de treinamento digital e produção de conteúdo próprio engajam a comunidade o ano todo. A estratégia é clara: usar a tecnologia para tornar a corrida mais acessível, inclusiva e alinhada ao lifestyle de quem busca longevidade e bem-estar. Para executivos do setor, a lição é direta: a NYRR oferece uma aula sobre como monetizar eventos com propósito, equilibrar escala com segurança e usar dados para criar uma marca forte. É a prova de que o futuro do bem-estar se constrói com uma estratégia de negócio afiada. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/