Por que a abobrinha virou a nova queridinha do mercado de bem-estar?

Esqueça os superfoods exóticos e caros. A nova estrela do universo wellness pode estar escondida na sua geladeira, com um custo baixo e uma versatilidade impressionante. A abobrinha, um ingrediente simples e acessível, está ganhando um “rebranding” como um alimento funcional poderoso, chamando a atenção de consumidores e marcas que buscam saúde preventiva e inovação. O que tem dentro dela, afinal? A abobrinha é um verdadeiro powerhouse nutricional. Com 95% de água e baixíssima caloria, ela promove saciedade e ajuda a regular o metabolismo. Mas o segredo está nos seus compostos bioativos: meia unidade média entrega cerca de 20% da recomendação diária de vitamina C e é rica em antioxidantes como betacaroteno, luteína e zeaxantina. Essa combinação tem uma potente ação anti-inflamatória, fortalece o sistema imunológico e protege a saúde dos olhos, ajudando a reduzir o risco de degeneração macular. Além disso, seu teor de potássio contribui para o controle da pressão arterial. De prato do dia a oportunidade de negócio O mercado de wellness, cada vez mais focado em nutrição funcional e prevenção, encontrou na abobrinha um ingrediente estratégico. Sua versatilidade e baixo custo abrem portas para o desenvolvimento de produtos inovadores, como snacks funcionais, refeições prontas e até suplementos. Empresas que apostam em marketing educacional, comunicando os benefícios cientificamente comprovados do legume, conseguem se diferenciar e criar uma conexão forte com um público que busca transparência e informação de qualidade. Como extrair o máximo de benefícios? Para aproveitar todo o seu potencial, o segredo está no preparo. A casca da abobrinha concentra boa parte dos nutrientes, então a dica é consumi-la por inteiro. Como alguns de seus principais antioxidantes são melhor absorvidos com gorduras, refogá-la rapidamente com azeite é uma ótima estratégia. Cozinhar no vapor também é uma excelente opção para amaciar as fibras e facilitar a absorção dos carotenoides, sem grandes perdas de vitaminas. A lição é clara: a forma como você prepara seu alimento impacta diretamente o que seu corpo recebe. Mais que um legume, um mindset A ascensão da abobrinha mostra uma tendência maior: a valorização de alimentos simples, naturais e acessíveis como ferramentas para uma vida mais longa e saudável. Ela prova que para cuidar da saúde não é preciso investir uma fortuna, mas sim conhecimento e intenção. A próxima vez que você for ao mercado, talvez olhe para a abobrinha com outros olhos, não apenas como um acompanhamento, mas como uma peça-chave na sua estratégia de bem-estar. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Proprietários da New Rumble e CycleBar se concentram na estabilidade em vez do crescimento de curto prazo

A Extraordinary Brands acaba de adquirir as gigantes do fitness boutique Rumble Boxing e CycleBar, mas a estratégia por trás do movimento está longe do óbvio. Em vez de acelerar a expansão, a empresa pisa no freio para focar em estabilização, rentabilidade e um suporte robusto aos franqueados, sinalizando uma nova maturidade no setor de bem-estar. Pra que crescer se a base não está forte? O mercado de fitness boutique viveu seu boom, mas o cenário pós-pandemia exige uma nova pegada. Reconhecendo a contração no ciclismo indoor, que viu uma queda de quase 10 milhões para 6 milhões de participantes, a Extraordinary Brands optou por consolidar as operações existentes. A prioridade nos próximos 6 a 12 meses é clara: garantir a saúde financeira das mais de 300 unidades de Rumble e CycleBar antes de pensar em novos estúdios. Para isso, a empresa aposta em comunicação transparente e uma infraestrutura de serviços compartilhados, com marketing centralizado e operações simplificadas. O franqueado no centro do ringue Essa mudança de mindset coloca o dono do estúdio como protagonista. Com a nomeação de líderes experientes como Andy Stenzler (cofundador do Rumble) e Lori Klein para a presidência das marcas, o foco é oferecer suporte individualizado. A criação de posições de “coaches de franquias” reforça essa cultura de parceria, ajudando os operadores a otimizar custos e programações. O resultado já aparece: franqueados relatam maior confiança e satisfação, sentindo que a lucratividade de seus negócios é a prioridade número um. Um portfólio para equilibrar o jogo A gestão de um portfólio com seis marcas diferentes permite que a Extraordinary Brands mitigue riscos. Enquanto o ciclismo indoor se ajusta, a Neighborhood Barre, por exemplo, cresce mais de 20% ao mês. Essa diversificação é a chave para navegar as ciclicidades do mercado de wellness. E os planos não param por aí: a empresa já mira a aquisição de novas marcas regionais, incluindo terapias alternativas, para fortalecer sua posição e consolidar um ecossistema de bem-estar completo e resiliente. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Nike e WIT mostram o futuro do varejo fitness

Esqueça a ideia de uma loja de artigos esportivos convencional. Em Londres, a WIT e a Nike se uniram para criar o WIT x Nike Training Lab, um espaço que mistura varejo, treinos ao vivo e comunidade. É a prova de que a experiência de compra agora é parte do lifestyle, engajando consumidores muito além da simples transação. Mais que uma loja, um laboratório de performance Instalado em um espaço de 2.000 pés quadrados em Battersea, o laboratório é um hub de experiências. A programação inclui treinos ao vivo, workshops com a Hyperice focados em recuperação e a presença de atletas como Gabi Magala. Para coroar a parceria, a WIT foi escolhida como ponto de lançamento exclusivo para o Nike Metcon 10, celebrando o 10º aniversário da linha e posicionando o espaço como um centro de inovação e alta performance. O varejo virou playground? A iniciativa reforça uma macrotendência: o experiential retail. O modelo híbrido, que integra produto, serviço e comunidade, já é a aposta de gigantes do setor. A abordagem é similar à da flagship da Adidas em Las Vegas e aos eventos imersivos promovidos pela Gymshark e Puma nos EUA. A ideia é transformar o ponto de venda em um destino, criando uma conexão emocional que fortalece a lealdade à marca. A sinergia que gera buzz (e fidelidade) A parceria entre WIT e Nike funciona porque vai além do óbvio. Ao adicionar um componente de wellness com tecnologias de recuperação, as marcas promovem o cuidado integral do atleta e ampliam o conceito de treinamento. Essa exclusividade não só gera buzz no mercado, mas também responde a uma demanda crescente por engajamento ativo e autêntico, diferenciando as marcas em um setor altamente competitivo. O que fica para o mercado? A lição é clara: negócios no setor de wellness precisam incorporar experiências, personalização e senso de comunidade para se destacarem. A colaboração entre marcas estabelecidas potencializa o alcance e o valor percebido, mostrando que o futuro do varejo não está mais na prateleira, mas no ecossistema de performance e bem-estar que se constrói ao redor dela. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
KM por Chopp: A Corrida que Quebrou Regras e Esgotou Inscrições em 24h.

A Corrida de Boteco, KM por Chopp, não é só mais um evento esportivo, mas um case de sucesso que redefiniu o conceito de bem-estar ao unir a corrida de rua com a descontraída cultura de boteco. Fruto da parceria entre o Boteco Sombrinha, um ícone na Vila Baruel (Zona Norte de SP), e o B&B Running Club, a iniciativa provou seu poder de engajamento ao ter suas vagas limitadas esgotadas em apenas 24 horas. Qual o segredo do KM por Chopp? Não é todo dia que a gente vê o universo do fitness dando match com o lifestyle boêmio, certo? A ‘Corrida de Boteco – KM por Chopp’ chegou para provar o contrário. O evento propõe uma jornada divertida com largada e chegada no tradicional bar, onde os participantes são recebidos com prêmios como vale-chopps, drinks sem álcool, open de energético e cerveja zero, tudo isso embalado por um DJ que garante o clima pós-corrida. O conceito de unir esporte, bem-estar e lazer caiu no gosto popular, tanto que a alta demanda fez as inscrições voarem em tempo recorde. Fitness Descomplicado: Onde o Wellness Encontra a Vida Real? Essa iniciativa não é um raio em céu azul, mas um reflexo de uma tendência global: o wellness lifestyle está se tornando mais acessível e integrado à rotina. As pessoas querem conciliar saúde física com momentos de lazer, sem abrir mão da sociabilidade. A parceria inusitada entre um boteco e um clube de corrida prova que alianças estratégicas são verdadeiros game changers. Elas criam experiências únicas que geram engajamento massivo e atraem novos públicos, especialmente a Geração Z e os millennials, que buscam por eventos híbridos com senso de comunidade e exclusividade. O boca a boca e a viralidade nas redes sociais, amplificada por influenciadores, só confirmam essa demanda latente por narrativas culturais que misturam suor e risadas. Corrida de Boteco: Uma Receita de Sucesso Local? Além de divertir, a ‘Corrida de Boteco’ acende uma luz sobre modelos de negócios inteligentes. A colaboração entre bares locais e clubes de corrida abre portas para monetização via venda de ingressos e produtos personalizados, como camisetas e acessórios. Patrocinadores, como a Ambev, enxergam a oportunidade perfeita para ativar suas marcas e se conectar com um público engajado. Mais do que isso, eventos como este impulsionam a economia local em São Paulo, aumentando o movimento em bares e restaurantes e até atraindo turistas. É uma tacada de mestre que fomenta o setor de bem-estar e entretenimento. Fitness Sóbrio ou Flexível? O Debate do Amanhã. Claro, nem tudo é festa e chopp. Especialistas levantam a bandeira vermelha sobre a combinação de álcool e atividade física, alertando para riscos como desidratação e impacto na recuperação muscular. Mas o mercado já sinaliza alternativas: eventos com pouca ou nenhuma bebida alcoólica ganham força, como a ‘Verdurada’ em São Paulo, que desde 1996 oferece shows e oficinas sem álcool. O futuro do wellness aponta para uma valorização cada vez maior da saúde consciente, e a indústria de eventos precisa se adaptar. A Corrida de Boteco, com suas opções sem álcool e foco na experiência, já mostra que é possível inovar e atrair um público diversificado, seja ele “team chopp” ou “team zero álcool”, contanto que a diversão e o bem-estar estejam garantidos. O caso da Corrida de Boteco é um lembrete para executivos e empreendedores: o sucesso está em pensar além do produto isolado. Criar experiências integradas, que capitalizem a cultura local e promovam o bem-estar social, é o novo ouro. O futuro do fitness e do lazer é híbrido, exclusivo e, acima de tudo, conectado com o que as pessoas realmente buscam: equilíbrio, comunidade e muita diversão. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
ABC Trainerize Business: o app que promete arrumar a casa dos personal trainers

A ABC Fitness acaba de lançar o ABC Trainerize Business, uma plataforma que promete ser o “canivete suíço” dos profissionais de educação física. A proposta é simples e direta: unificar agendamento, pagamentos, comunicação e coaching em um único lugar, acabando com a dor de cabeça de gerenciar múltiplas ferramentas e planilhas. Chega de mil abas abertas? Para treinadores que gastam mais de US$ 100 por mês pulando de um app para outro, a promessa é de economia e eficiência. A plataforma integra tudo, desde a criação de páginas de reserva personalizadas até pagamentos via Stripe, automatizando o onboarding de novos clientes e simplificando a gestão diária. O objetivo é claro: menos tempo com burocracia, mais tempo focado no que importa – o resultado e o engajamento do cliente. O mercado pediu, a tecnologia entregou O timing do lançamento não poderia ser melhor. Com consumidores cada vez mais ativos e digitalizados, dados mostram que 80% já usam wearables para monitorar a saúde, a demanda por soluções tech integradas explodiu. O ABC Trainerize Business entra nesse vácuo, oferecendo planos que começam em US$ 25 mensais para atender desde o coach autônomo até estúdios maiores, apostando em um modelo de receita recorrente e escalável. Mas será que funciona sem bugs? Apesar das altas notas em plataformas de avaliação, a experiência não é perfeita. Usuários relatam bugs ocasionais, uma interface que pode ser complexa e funcionalidades de nutrição que deixam a desejar. A dependência exclusiva do Stripe para pagamentos também é vista como uma limitação por alguns, mostrando que, mesmo com uma proposta robusta, ainda há espaço para ajustes finos. O ABC Trainerize Business é um reflexo claro do futuro do wellness: integrado, automatizado e centrado em dados. A plataforma acerta ao resolver uma dor real do mercado, mas os desafios de usabilidade mostram que a jornada para a ferramenta perfeita ainda está em andamento. Para empreendedores do setor, a lição é clara: a eficiência operacional é a nova fronteira da competição. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Fountain Life arrecada US$ 18 milhões para clínicas de longevidade

A Fountain Life, cofundada pelo guru de performance Tony Robbins e pelo médico Peter Diamandis, acaba de levantar US$ 18 milhões para expandir seu negócio de longevidade. A proposta é clara: transformar o check-up executivo em uma jornada de alta tecnologia para adiar o envelhecimento, mas o acesso a essa fonte da juventude tem um preço salgado, com assinaturas anuais que ultrapassam os US$ 20 mil. O que tem nesse check-up de luxo? Esqueça o tradicional exame de sangue. Nas clínicas da Fountain Life, localizadas em hubs como Flórida, Texas e Nova York, o protocolo inclui sequenciamento genômico completo, ressonância magnética de corpo inteiro com inteligência artificial e terapias regenerativas, como o uso de células-tronco. A promessa é detectar precocemente anomalias como tumores e problemas vasculares. Segundo a empresa, seus diagnósticos já identificaram condições graves em 14% dos membros que se consideravam saudáveis. Um negócio bilionário ou uma bolha de wellness? Com um total de US$ 108 milhões já captados, a Fountain Life surfa uma onda de investimentos bilionários no setor de longevidade. A estratégia de crescimento é dupla: abrir novas unidades em cidades como Los Angeles e Miami e treinar outras clínicas para adotarem seus protocolos, escalando o modelo. A fusão entre saúde e luxo fica ainda mais evidente na parceria com a rede de resorts The Estate, integrando o wellness a experiências exclusivas e reforçando a ideia de que a saúde de alta performance é o novo símbolo de status. O futuro da saúde é para poucos? Enquanto a Fountain Life e seus fundadores promovem um futuro onde a ciência pode estender a vida, o alto custo dos tratamentos levanta um debate sobre acessibilidade. A inovação é inegável, mas cria uma linha divisória clara entre quem pode pagar para otimizar sua saúde e quem não pode. A questão que fica é se essa vanguarda da medicina de precisão um dia se tornará padrão ou se consolidará como um privilégio para a elite. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Bem-estar em alta: Universidade dos EUA inaugura espaço pensado para bem-estar

Esqueça as bibliotecas silenciosas e os laboratórios antigos. Universidades nos EUA estão investindo pesado para se transformarem em verdadeiros hubs de bem-estar, com centros multimilionários que integram saúde, tecnologia e espaços de convivência. É a resposta direta a uma Geração Z que não negocia sua saúde mental e exige um ambiente de suporte holístico para além da sala de aula. Campus 2.0: mais spa do que biblioteca? A tendência é clara e os números impressionam. Uma pesquisa da Inside Higher Ed revelou que 70% dos reitores investiram em instalações de bem-estar no último ano. A University of Pittsburgh, por exemplo, está erguendo um centro de nove andares com piscinas e áreas de escalada, enquanto a University of Texas fechou parceria com a Peloton para oferecer estações de treino conectadas e gratuitas. Outras, como a Moravian University e a University of San Diego, inauguraram hubs que combinam serviços médicos, aconselhamento, telemedicina e até espaços para meditação. O objetivo é o mesmo: criar um ecossistema que apoie o estudante de forma integral, da saúde física à mental. A Gen Z na mira: o campus virou vitrine de marcas Onde há uma demanda quente, há uma oportunidade de negócio. Grandes marcas de wellness já perceberam que o campus universitário é o novo “ponto de venda”. Empresas como Nature’s Truth e Natural Vitality estão literalmente indo até os estudantes com turnês que oferecem suplementos para sono e estresse. A Peloton, por sua vez, usa as parcerias para consolidar sua operação, gerando experimentação e fidelizando um público que, segundo a McKinsey, está cada vez mais focado em saúde. Com o mercado global de bem-estar ultrapassando os US$ 500 bilhões, capturar a atenção da Gen Z cedo se tornou uma estratégia de ouro. O lado B do bem-estar: elitismo e a pressão pela perfeição Mas essa corrida pelo bem-estar tem seu preço. A crítica aponta para a “comoditização” da saúde, que pode criar barreiras para estudantes de baixa renda e reforçar desigualdades. O foco excessivo em autoaperfeiçoamento também pode marginalizar pessoas com doenças crônicas e gerar uma nova forma de ansiedade: a fadiga de bem-estar, causada pela pressão constante para seguir tendências. Em resposta, já surgem movimentos como o “analog wellness” (com retiros de silêncio e journaling) e a desintoxicação digital, que buscam um equilíbrio mais genuíno e menos performático. O investimento em bem-estar está redefinindo o que significa ser uma universidade no século 21. Mais do que formar profissionais, as instituições agora competem para oferecer um ambiente que promova equilíbrio e pertencimento. O desafio, tanto para as universidades quanto para as marcas, é garantir que essa revolução seja acessível e autêntica, evitando o “wellbeing washing” e construindo um futuro onde a saúde mental não seja um produto de luxo, mas um pilar fundamental da educação. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Sender One adquire academia de escalada de Los Angeles

A Sender One, uma das gigantes da escalada na Califórnia, acaba de fazer um movimento estratégico que acende um alerta no mercado de wellness: a aquisição da propriedade de sua unidade principal em Los Angeles. Essa manobra, que solidifica sua presença e inclui um novo contrato de locação de 15 anos, contou com a Kachuwa Impact Fund como investidora líder, marcando seu primeiro investimento no estado que é a vanguarda do setor de ginásios de escalada comerciais. Essa expansão de academias como a Sender One reforça o poder de espaços comunitários que promovem não só o fitness integral, mas também o bem-estar social, combatendo o isolamento moderno. O Mercado de Escalada está em Alta: Por que o “Gripped” é o novo “Trend”? O mercado global de academias de escalada está em ascensão meteórica, com uma projeção de mercado para atingir impressionantes US$ 7,72 bilhões até 2029. Nos Estados Unidos, o setor alcançou cerca de US$ 580.1 milhões em 2024 e a projeção para 2030 é de US$ 1.72 bilhão. Esse crescimento notável reflete a crescente paixão pelo esporte, impulsionada pelo seu perfil olímpico e pela busca por atividades que combinam exercício com experiências sociais. Não à toa, gigantes como Movement Climbing e Momentum Indoor Climbing estão expandindo espaços maiores e focados em comunidade, em regiões como Bay Area, na Califórnia, que em 2021 viu um recorde de 10 novas academias de escalada, e no Texas, com 4 novas unidades. Esse movimento é um sinal claro do valor crescente de espaços integrados e socialmente engajados no setor de escalada indoor. Além do Treino: Por que a Escalada é o novo “Third Space”? A escalada se tornou mais do que um esporte; é um “terceiro espaço”, aquele lugar fora de casa e do trabalho onde as pessoas se conectam. A demanda por terceiros espaços sociais tem impulsionado academias de escalada, que oferecem mais que fitness, fornecendo conexões sociais que combatem o isolamento social. A unidade LAX da Sender One é um exemplo vívido dessa tendência: uma instalação de destaque com dois andares, incluindo o impressionante elemento “The Torch” de 60 pés de altura, além de ofertas como ioga, fitness e sauna. Academias como essas geram empregos e estimulam o turismo, mostrando como esses ambientes híbridos de bem-estar se tornam hubs comunitários que capturam consumidores engajados e diferenciados, promovendo a acessibilidade global a práticas de longevidade e saúde holística. Inclusão e Impacto: O Novo Horizonte do Wellness (e seus desafios)? Apesar do crescimento e das oportunidades de investimento, o setor enfrenta desafios importantes. Ainda há sub-representação de grupos BIPOC (Black, Indigenous, and People of Color) na escalada, com apenas 1.5% dos membros da USA Climbing sendo afro-americanos e 4.7% multirraciais, destacando barreiras persistentes. Custos elevados de equipamentos e mensalidades também criam barreiras econômicas à acessibilidade para grupos de baixa renda. E questões culturais, como a “cultura do bro” e o “mansplaining”, podem criar sentimentos de exclusão. No entanto, iniciativas como a Queer Crush em Los Angeles, que cria espaços seguros para escaladores de todas as origens, a Climbing for Change de Kai Lightner, que oferece oportunidades para pessoas de cor, e a Brown Girls Climb, que aumenta a visibilidade e liderança para escaladores de cor, são cruciais para um ambiente mais inclusivo. Essa aquisição da Sender One exemplifica a valorização de propriedades que atuam como núcleos sociais no wellness, um caminho para empresas ampliarem instalações e aumentarem a receita por consumidor ao investir em experiências multiuso, indo além da escalada tradicional, consolidando espaços comunitários. O investimento da Kachuwa Impact Fund, focado em impacto em imóveis, na aquisição da Sender One mostra um caminho para o setor: aliar lucro a um propósito social e garantir vantagem competitiva de longo prazo. O futuro do fitness está em espaços que não só oferecem um bom treino, mas também cultivam conexões humanas e um senso de pertencimento, com essas inovações podendo impulsionar mais fusões no setor de fitness tech e promover uma abordagem holística à saúde. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Academias na briga pela Geração Z: a nova aposta é a gratuidade

A guerra pela atenção (e fidelidade) da Geração Z no universo fitness esquentou de vez. A Fitness International, dona das redes LA Fitness e City Sports Club, anunciou que vai oferecer acesso gratuito a academias para estudantes do ensino médio a partir do outono de 2025. A jogada não é isolada e segue uma tendência que já se provou um sucesso para concorrentes como a Planet Fitness, mostrando que o futuro do setor passa por conquistar o público jovem, custe o que custar. Por que a Geração Z virou o alvo da vez? A resposta está nos números. Enquanto a Planet Fitness viu sua base de membros crescer 13% impulsionada por programas de verão gratuitos para adolescentes, que geraram mais de 12 milhões de treinos só em 2024, dados mostram que a atividade física entre os jovens está em queda. Apenas 45% dos jovens adultos se exercitavam semanalmente em 2022. As academias enxergaram aí uma oportunidade dupla: combater uma tendência preocupante de saúde e, claro, formar uma nova geração de clientes fiéis antes mesmo que eles pensem em pagar uma mensalidade. Da academia à política pública: um movimento conectado Essa corrida pelo público jovem não acontece no vácuo. Ela se alinha a um movimento maior, como a reintrodução do Teste de Aptidão Física Presidencial nos EUA, uma iniciativa para combater a obesidade e incentivar a atividade física nas escolas. Enquanto a Planet Fitness foca em programas de verão e a F45 oferece descontos de até 20%, a LA Fitness aposta em um programa piloto durante o ano letivo, com parcerias diretas com escolas. A mensagem é clara: o bem-estar juvenil virou pauta de negócio e de governo. O desafio por trás do passe livre Oferecer acesso gratuito é uma isca poderosa, mas o jogo é de longo prazo. O desafio para os executivos é transformar esses jovens em consumidores fiéis no futuro, já que a Geração Z costuma preferir planos mais básicos, o que pode impactar a receita. Além disso, a iniciativa precisa superar barreiras socioeconômicas, como transporte, para ser verdadeiramente inclusiva. No fim das contas, a aposta é que criar hábitos saudáveis cedo não só garante o cliente de amanhã, mas também fortalece a imagem da marca como uma aliada do bem-estar, um ativo valioso em um mercado cada vez mais competitivo. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Agenda Lotada Não Significa Fugir Dos Treinos Enquanto Viaja

Chega de bagagem pesada de estresse e noites mal dormidas. Kayla Itsines, a mente por trás do app de fitness Sweat, se uniu à Corporate Traveler para lançar o Wellness Travel Guide, um guia focado em manter a saúde de viajantes corporativos. Essa iniciativa atende à crescente demanda por soluções que transformem os desafios da rotina de deslocamentos em oportunidades para o bem-estar. Viajar a trabalho: inimigo do bem-estar? Viagens corporativas frequentes podem ser um dreno de energia. Estudos comprovam que elas aumentam o estresse, desregulam o sono e bagunçam a alimentação, impactando diretamente a saúde física e mental dos profissionais. No entanto, o volume de viagens internacionais dos EUA, por exemplo, não para de crescer, com saltos impressionantes para destinos como Itália (+31%), Emirados Árabes Unidos (+52%) e África do Sul (+53%), impulsionado por conferências e engajamentos com clientes. É nesse cenário que o cuidado com a saúde se torna crucial para a performance, como bem pontua John Van den Heuvel, presidente da Corporate Traveler USA: “O cuidado com a saúde é essencial para garantir o desempenho e a energia dos profissionais durante viagens corporativas.” O guia que cabe na sua agenda Para combater esses efeitos, o Wellness Travel Guide traz dicas práticas e acessíveis: desde exercícios rápidos que se encaixam em qualquer hotel, até orientações sobre hidratação consciente e escolhas alimentares inteligentes. A proposta se alinha perfeitamente com o posicionamento do app Sweat, que já oferece treinos flexíveis para mulheres e se expande agora para o segmento corporativo. Com uma receita de US$ 99 milhões em 2023 e mais de 80 mil downloads em janeiro de 2024, o Sweat mostra que tem a escala e a experiência para apoiar essa jornada. A parceria com um player consolidado em viagens corporativas como a Corporate Traveler permite à Sweat acessar um público qualificado, fortalecendo sua proposta de valor e aproveitando o boom das viagens de negócios. Wellness corporativo: o ROI da saúde Apesar dos benefícios evidentes, programas de bem-estar corporativo ainda enfrentam desafios, como o baixo engajamento – apenas 25% dos funcionários nos EUA participam, muitas vezes por falta de tempo ou preocupações com privacidade. Por isso, a personalização é a chave, e é aí que apps como o Sweat brilham, oferecendo treinos e rastreamento de progresso que ajudam a manter a rotina saudável, mesmo com fusos horários e infraestrutura limitada. Os resultados são claros: empresas com programas de bem-estar relatam uma redução de 26% nos dias de ausência e um aumento de 12% na produtividade. A iniciativa reforça a importância de adaptar serviços de wellness a contextos específicos e buscar parcerias estratégicas, mesmo com o debate sobre a real eficácia de alguns programas sem regulamentação, e os desafios de acesso à internet em alguns destinos. Essa integração entre bem-estar e mobilidade profissional não é só uma tendência, é a resposta para uma demanda crescente por soluções que combatam o estresse e elevem a qualidade de vida no ambiente de trabalho, mesmo quando ele está a milhares de quilômetros de casa. É uma aposta certeira no futuro dos negócios, onde a saúde do profissional é um ativo estratégico. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/