Plataformas digitais estão redesenhando o tratamento da obesidade ao tratar o cuidado como serviço

A Voy Saúde, uma plataforma digital nascida no Reino Unido, está redesenhando o tratamento para obesidade e sobrepeso no mercado de wellness. A proposta vai além dos medicamentos da vez, como Wegovy e Mounjaro, e aposta em um serviço integrado que combina tecnologia, acompanhamento médico, suporte nutricional e farmacêutico para entregar resultados duradouros. Como funciona essa nova abordagem? A grande sacada é tratar a obesidade como uma condição crônica e multifatorial. Em vez de focar apenas no medicamento, a Voy Saúde gerencia toda a jornada do paciente: da avaliação médica independente à compra de remédios em farmácias credenciadas, passando por planos alimentares personalizados. Essa estrutura de suporte contínuo não só potencializa os efeitos dos agonistas de GLP-1, mas também ajuda a gerenciar efeitos colaterais e a preservar a massa magra, garantindo uma perda de peso mais saudável e sustentável. E os resultados comprovam? Sim, e os números são expressivos. Um estudo realizado em parceria com o Imperial College London e publicado no Journal of Medical Internet Research mostrou que o modelo funciona. Pacientes que utilizam a plataforma têm três vezes mais chances de emagrecer, com uma perda de peso 53% maior em apenas quatro meses, quando comparados ao uso isolado dos medicamentos. A ciência por trás disso é clara: a combinação de fármacos com mudanças de hábitos supervisionadas é o verdadeiro game-changer. O futuro do wellness é integrado O movimento da Voy Saúde sinaliza uma tendência maior: a digitalização e a personalização dos cuidados com a saúde. A demanda por soluções holísticas, que unem conveniência e embasamento científico, está em alta. Para os executivos do setor, a lição é direta: o sucesso não está mais no produto isolado, mas na criação de um ecossistema escalável que ofereça uma experiência completa, do diagnóstico ao acompanhamento. A era da solução única acabou; o futuro pertence a quem integra. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Mutação no gene BRCA2 aumenta risco de câncer e exige prevenção precoce

BRCA2: O gene que virou um call to action para a sua saúde A mutação no gene BRCA2 deixou de ser apenas um termo técnico para se tornar um dos principais alertas no universo da saúde preventiva. Longe de ser uma sentença, a detecção precoce dessa alteração genética, que eleva o risco de cânceres de mama, ovário, pâncreas e próstata, é hoje um poderoso convite à ação para quem busca longevidade e bem-estar de forma proativa. O que é o BRCA2 e por que ele importa? Pense nos genes BRCA1 e BRCA2 como os guardiões do seu genoma. Sua função principal é atuar como supressores de tumores, reparando danos no DNA e mantendo tudo em ordem. Quando uma mutação compromete essa capacidade de “conserto”, a instabilidade genética aumenta, abrindo uma porta perigosa para o desenvolvimento de diferentes tipos de câncer. É a ciência explicando por que um histórico familiar não pode ser ignorado. Risco no radar: O que fazer com a informação? Os números são diretos: mulheres com a mutação BRCA2 enfrentam um risco de até 45% de desenvolver câncer de mama ao longo da vida. A boa notícia é que o conhecimento empodera. As opções de manejo vão desde uma vigilância ativa com exames rigorosos até cirurgias preventivas, como a mastectomia bilateral. Um caso recente de uma paciente de 33 anos, cujas mamas removidas já apresentavam células pré-cancerígenas, confirma que agir cedo é a melhor estratégia. A saúde genética como novo business O avanço da genética não está apenas mudando a medicina, mas criando um novo ecossistema de negócios no setor de wellness. Investidores já enxergam oportunidades em parcerias para testes genéticos mais acessíveis e no desenvolvimento de aplicativos que transformam dados genômicos em planos de longevidade personalizados. É a tecnologia se tornando a principal aliada de uma vida mais longa e saudável. No final, ter uma mutação BRCA não define o seu futuro, mas sim a sua estratégia. O aconselhamento genético e o suporte multidisciplinar são cruciais para navegar por decisões que impactam a saúde física e emocional. É a prova de que, no jogo da longevidade, a informação certa, na hora certa, é o verdadeiro game changer. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
O que é reserva cognitiva e por que ela importa agora

Esqueça a ideia de que o declínio cognitivo é uma sentença. Estudos como o FINGER, que melhorou em 25% a cognição de idosos, provam que mudanças simples no estilo de vida são o melhor upgrade para a sua saúde cerebral. A chave não está em um truque, mas em um lifestyle consistente. Por que seu cérebro é uma máquina de adaptação? O segredo está no conceito de “reserva cognitiva”. Pense nela como uma poupança neural que você constrói ao longo da vida com atividades como ler, socializar e aprender um novo hobby. Quanto maior essa reserva, mais o seu cérebro consegue compensar os danos naturais do envelhecimento. A plasticidade cerebral permite que ele se fortaleça e crie novas conexões em qualquer idade, basta dar os estímulos certos. O trio de ferro para blindar sua mente A fórmula para um cérebro jovem se apoia em três pilares práticos. Primeiro, o exercício físico: atividades moderadas podem reduzir o risco de demência em até 45%, estimulando o nascimento de novos neurônios e diminuindo a inflamação cerebral. Segundo, a alimentação: troque gorduras saturadas por poli-insaturadas (encontradas em peixes e nozes) e invista em fibras e colina (presente nos ovos) para proteger a memória. Por fim, as relações sociais: interações significativas não só aumentam a longevidade, como também fortalecem o bem-estar emocional e incentivam hábitos saudáveis. A era da longevidade como negócio Essa mudança de mindset abre um mercado gigante. A busca por um envelhecimento ativo e saudável já impulsiona investimentos em tecnologias de detecção precoce e suplementos cognitivos. O futuro do wellness é sobre performance cerebral e longevidade, combinando ciência e hábitos diários para hackear o envelhecimento. A mensagem é clara: o controle sobre a saúde do seu cérebro está nas suas mãos, e as melhores ferramentas são aquelas que você integra no seu dia a dia. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Por que especialistas defendem uso contínuo de GLP-1 para obesidade

As canetas emagrecedoras à base de GLP-1, como Wegovy e Mounjaro, se tornaram a grande promessa para a perda de peso. Mas uma análise de 37 estudos com mais de 9.000 pacientes revela o outro lado da moeda: parar o tratamento pode fazer você recuperar o peso até quatro vezes mais rápido do que após uma dieta convencional. Como a mágica acontece (e por que ela acaba)? Esses medicamentos funcionam imitando o GLP-1, um hormônio que sinaliza saciedade ao cérebro. Ao elevar artificialmente seus níveis, o apetite diminui drasticamente. O problema? Ao interromper o uso, o corpo não só perde esse estímulo externo, como a produção natural do hormônio e a sensibilidade a ele podem estar reduzidas. O resultado é um rebote da fome, com o cérebro voltando a disparar sinais de apetite com força total. Os números não mentem: a conta do rebote Durante o tratamento, os pacientes chegam a perder, em média, 20% do peso corporal. Mas a matemática da recuperação é dura: os dados mostram um ganho de cerca de 0,8 kg por mês após a suspensão, com a possibilidade de retornar ao peso inicial em um ano e meio. Ensaios clínicos confirmam que cerca de dois terços do peso perdido é recuperado em apenas um ano sem o medicamento. Obesidade é crônica. O tratamento também deveria ser? A conclusão dos especialistas é clara: a obesidade deve ser tratada como uma condição crônica, assim como o diabetes. A interrupção abrupta do medicamento não é uma falha do tratamento, mas uma consequência esperada da doença. A recomendação é o uso contínuo, sempre associado a mudanças de estilo de vida, como dieta e exercícios, para sustentar os resultados a longo prazo. O futuro da gestão de peso: além da caneta O desafio é que o alto custo e a falta de acesso limitam a continuidade do tratamento para muitos. Isso abre um novo campo de oportunidades em saúde e bem-estar. O futuro aponta para terapias combinadas, que unem o poder farmacêutico a wearables de monitoramento, e o desenvolvimento de programas de longevidade focados em manter o peso de forma sustentável, sem a dependência total dos medicamentos. A revolução não está só na perda de peso, mas em criar um ecossistema de saúde preventiva que garanta resultados duradouros. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
David lança linha Bronze e reposiciona a proteína como indulgência funcional

A David acaba de expandir seu portfólio com a Bronze Protein Bar, uma nova linha que sinaliza uma mudança clara na estratégia da marca. Se a barra Gold nasceu como um manifesto de eficiência nutricional máxima, a Bronze surge como resposta a um mercado que amadureceu e passou a exigir algo além de macros perfeitos: experiência sensorial, prazer e adesão no longo prazo. Não é um abandono da ciência. É uma adaptação cultural. Do laboratório para a sobremesa A proposta da Bronze é explícita. A David mantém pilares que construíram sua reputação — 150 calorias, zero açúcar e alto teor proteico — mas troca a estética minimalista por uma construção inspirada em candy bars. Chocolate por fora, pedaços crocantes, textura mais densa e sabores associados a sobremesa. A marca posiciona as duas linhas como complementares: Essa divisão reflete uma leitura clara do comportamento do consumidor. À medida que proteínas deixam de ser exclusivas de atletas e entram no cotidiano, o fator decisivo deixa de ser apenas “quanto tem” e passa a ser se a pessoa consegue consumir todos os dias sem esforço psicológico. O trade-off calculado A mudança vem com um ajuste consciente. A Bronze entrega 20g de proteína, abaixo da Gold, mas mantém o mesmo teto calórico. O ganho está na experiência. O custo é marginal em proteína absoluta, compensado por maior probabilidade de consumo recorrente. Do ponto de vista de produto, isso é crucial. O maior inimigo de alimentos funcionais não é a composição, é o abandono. Barras “perfeitas” que ficam esquecidas na gaveta não geram resultado metabólico nem fidelidade de marca. Formulação como diferencial competitivo Mesmo com a proposta indulgente, a David não abre mão de engenharia nutricional. A proteína combina whey, milk isolate, clara de ovo e caseinato de cálcio, garantindo perfil completo de aminoácidos. As gorduras seguem ancoradas no EPG, ingrediente de baixo impacto calórico que já virou assinatura da marca. A estrutura utiliza maltitol, colágeno e glicerina para textura e estabilidade, enquanto o sabor vem de chocolate real e adoçantes artificiais. É uma fórmula pensada para competir diretamente com players como Barebells, Grenade e ESN, que dominaram o mercado europeu ao transformar proteína em sobremesa. Sabores que não pedem explicação Os sabores reforçam o reposicionamento: Aqui, a lógica não é funcionalidade explícita, mas familiaridade emocional. São referências que dispensam educação do consumidor e reduzem fricção na decisão de compra. Estratégia de portfólio, não de substituição Um ponto importante: a Bronze não canibaliza a Gold. Ela segmenta o uso. Gold segue como barra “base”, associada a rotina, treino e controle. Bronze entra como substituto direto de sobremesa, snack noturno ou recompensa pós-refeição. Essa arquitetura amplia ocasiões de consumo sem diluir posicionamento. É uma estratégia típica de marcas que atingiram maturidade suficiente para expandir sem confundir. O que isso diz sobre o mercado funcional O movimento da David reforça uma tendência maior no wellness: aderência virou KPI. O mercado entendeu que saúde não escala com produtos ideais no papel, mas com soluções que as pessoas realmente usam. A proteína continua central, mas o discurso mudou. Não é mais sobre sacrifício, é sobre integração. A Bronze simboliza essa transição: menos performance extrema, mais vida real. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Uma gigante da TV de negócios dos EUA criou um projeto para acelerar curas de doenças raras

Quando a jornalista da CNBC, Becky Quick, viu sua filha Kaylie ser diagnosticada com SYNGAP1, uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento cerebral, sua jornada pessoal se tornou o motor de uma nova revolução na biotecnologia. Inspirado por essa experiência, nasceu o CNBC Cures, um projeto ambicioso que conecta investidores, cientistas e legisladores para acelerar a busca por tratamentos inovadores. Mais do que uma história: um mercado de 400 milhões de pessoas A iniciativa não é apenas sobre uma narrativa comovente. Doenças raras afetam cerca de 30 milhões de americanos e até 400 milhões de pessoas no mundo, um mercado gigante e carente de soluções. O projeto usa a história de Quick como uma ponte emocional para dar visibilidade a um problema de saúde pública, mostrando como narrativas pessoais podem legitimar causas e atrair o engajamento de stakeholders, desde o público até grandes investidores. Qual é a grande jogada da CNBC? O CNBC Cures é um ecossistema completo. Com newsletters, eventos como a CNBC Cures Summit e uma cobertura jornalística focada, a plataforma busca aumentar a conscientização e, principalmente, destravar barreiras regulatórias no setor de biotecnologia. O objetivo é claro: criar um ambiente favorável para que mais capital seja injetado em pesquisas de ponta, conectando quem tem o dinheiro com quem tem a ciência para fazer acontecer. IA e terapia gênica: a tecnologia como game-changer No centro dessa revolução estão tecnologias disruptivas. Terapias gênicas, que permitem corrigir as mutações genéticas na raiz do problema, e a inteligência artificial, usada para analisar dados e acelerar a descoberta de medicamentos, são as grandes apostas. Para executivos e empreendedores, o movimento sinaliza uma oportunidade única de investir em um setor que une alto impacto social com inovação de ponta, redefinindo o futuro do wellness e da health tech. O recado final é que a intersecção entre propósito e capital está moldando o futuro da saúde. A iniciativa da CNBC prova que construir marcas autênticas e investir em causas reais não é apenas uma estratégia de posicionamento, mas um caminho sólido para impulsionar a inovação e gerar valor. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Anvisa aprova Lecanemab para tratar Alzheimer em fase inicial e retardar a progressão da doença

A Anvisa acaba de dar sinal verde ao Lecanemab, o primeiro tratamento aprovado no país que ataca diretamente uma das causas do Alzheimer em estágios iniciais. Mais do que aliviar sintomas, a droga promete retardar o avanço da doença, abrindo um novo capítulo na medicina preventiva e na ciência da longevidade. Como ele freia o avanço da doença? O Lecanemab funciona como um faxineiro de alta precisão no cérebro. Sua missão é identificar e eliminar as placas de beta-amiloide, uma proteína tóxica que se acumula e acelera a degeneração dos neurônios. Ao reduzir essa carga tóxica, o medicamento consegue frear o declínio cognitivo, algo que tratamentos tradicionais, focados apenas nos sintomas, não conseguiam fazer de forma duradoura. Na prática, qual o impacto real? Os resultados são animadores, mas pedem realismo. Um estudo global com quase 1.800 pacientes mostrou que aqueles tratados com Lecanemab tiveram um declínio cognitivo significativamente menor em comparação com o grupo placebo. Isso se traduz em mais tempo de qualidade de vida, independência e funcionalidade para quem está no início da doença. Não é a cura, mas é uma chance de preservar a identidade e a autonomia por mais tempo. Nem tudo são flores: o acesso e os riscos Apesar do avanço, o caminho é complexo. O Lecanemab tem um custo elevado, o que o torna uma opção inacessível para a maioria dos brasileiros, especialmente no sistema público de saúde. Além disso, o tratamento apresenta riscos de efeitos colaterais graves, como edemas e hemorragias cerebrais, exigindo uma decisão cuidadosa e individualizada entre médico e paciente. O que fica dessa aprovação? O Lecanemab é um divisor de águas. Sua chegada reforça a importância vital do diagnóstico precoce e abre portas para uma nova geração de terapias que combatem a biologia do Alzheimer. É a ciência da longevidade em ação, transformando a maneira como encaramos o envelhecimento e as doenças neurodegenerativas. A jornada é longa, mas o primeiro passo foi dado. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Brasil e França querem levar anestesia no parto normal para mais mulheres no SUS e reduzir cesáreas desnecessárias

Uma parceria estratégica entre instituições brasileiras, como Fiocruz e UFBA, e centros hospitalares franceses está redesenhando o cenário da saúde materna no Brasil. Com apoio da Embaixada da França, o objetivo é claro: expandir o acesso à analgesia peridural no parto vaginal pelo SUS, diminuindo a dor e o altíssimo número de cesarianas desnecessárias. O abismo nos números: por que essa mudança é urgente? A realidade atual expõe um gap gigantesco. Enquanto na França 75,7% dos partos vaginais contam com analgesia, no SUS esse número despenca para apenas 8%. No Rio de Janeiro, por exemplo, as cesarianas chegam a 41% dos partos, e a meta do projeto é ousada: reduzir essa taxa para cerca de 21,6%, alinhando o Brasil a padrões internacionais de bem-estar e humanização do nascimento. R$ 5 milhões na mesa: o plano para virar o jogo A mudança não vem sem um plano de negócios robusto. Um investimento inicial de R$ 5 milhões será direcionado para criar um ecossistema sustentável. O valor vai financiar a compra de cem bombas de infusão para equipar a rede, o treinamento especializado das equipes e uma remuneração extra para anestesistas, que varia de R$ 500 a R$ 800 por procedimento. A estratégia é criar uma cadeia de valor que incentive a oferta contínua do serviço. Mais que alívio: o parto como experiência de wellness A iniciativa vai além da inovação clínica. Ao promover uma técnica menos invasiva, o projeto impacta diretamente a saúde a longo prazo da mãe e do bebê, alinhando-se a um mindset de longevidade. Trata-se de uma evolução nas políticas públicas de saúde, como a Rede Cegonha, que integra bem-estar, capacitação profissional e tecnologia para transformar a experiência do parto, tornando-a mais segura, humana e positiva. Essa cooperação Brasil-França é um case poderoso de como a sinergia entre investimento, parcerias internacionais e foco no bem-estar pode transformar práticas consolidadas. O projeto não apenas oferece uma solução para um problema de saúde pública, mas também aponta para o futuro do setor: um cuidado mais consciente, menos intervencionista e alinhado com as demandas de uma sociedade que valoriza a saúde integral. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
ChatGPT ganha aba Health e passa a organizar dados médicos e de bem-estar

A OpenAI acaba de oficializar sua entrada no universo da saúde com o lançamento do ChatGPT Health. A nova ferramenta chega para organizar e interpretar seus dados médicos, desde exames até informações do Apple Health, transformando a complexa jornada do bem-estar em algo acessível e personalizado. O movimento estratégico mira uma demanda já existente: mais de 230 milhões de pessoas já usavam a plataforma para tirar dúvidas sobre saúde toda semana. O que ele faz, exatamente? Pense no ChatGPT Health como um assistente pessoal na palma da mão. A ferramenta foi projetada para interpretar resultados de exames, preparar você para consultas médicas, sugerir planos de dieta e exercícios e até ajudar a avaliar qual plano de saúde faz mais sentido para o seu perfil. A integração com o ecossistema da Apple, começando exclusivamente pelo iOS, permite uma análise de dados mais robusta e engaja um público que já valoriza tecnologia e conveniência. Privacidade como moeda de troca A pergunta de um milhão de dólares: meus dados estão seguros? A OpenAI garante que sim. A empresa criou um ambiente isolado para as informações de saúde, assegurando que as conversas não serão usadas para treinar seus modelos de IA. Essa aposta na privacidade não é apenas uma formalidade; é uma vantagem competitiva para conquistar a confiança do usuário em um mercado onde a confidencialidade é tudo. Uma jogada de mestre no mercado de Health Tech O lançamento não é um tiro no escuro. A OpenAI vem se posicionando estrategicamente no setor, com a contratação de executivos-chave da área da saúde e parcerias que já mostram resultados impressionantes, como a redução de 16% nos erros de diagnóstico em um projeto no Quênia. Ao limitar o acesso inicial a uma fila de espera, a empresa testa e refina o serviço em um ambiente controlado, minimizando riscos e se alinhando às regulamentações do setor. O recado é claro: o ChatGPT Health não é apenas mais um app, mas uma declaração de que o futuro do gerenciamento de bem-estar será proativo, data-driven e profundamente pessoal. A OpenAI não está apenas entrando no jogo; ela está redefinindo as regras. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
EUA lançam plano nacional de alimentação baseada em comida de verdade

O governo dos Estados Unidos lançou oficialmente o Real Food Plan, uma nova diretriz alimentar nacional que reposiciona a comida como ferramenta central de saúde pública. Publicado no site oficial realfood.gov, o plano marca uma mudança clara de foco: menos ultraprocessados, mais alimentos integrais, simples e reconhecíveis. A proposta surge em resposta ao avanço contínuo de doenças crônicas ligadas à alimentação, como obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, e sinaliza uma tentativa de atacar o problema pela base: o que chega ao prato da população. O que muda na prática Diferente de guias alimentares tradicionais, o plano não gira em torno de calorias ou pirâmides nutricionais. O eixo central é a qualidade do alimento. A orientação prioriza carnes, ovos, frutas, vegetais, grãos minimamente processados e gorduras naturais, ao mesmo tempo em que desestimula o consumo de produtos ultraprocessados, açúcares adicionados e óleos refinados. O discurso é direto: comida real, poucos ingredientes e preparo simples devem voltar a ser a norma, não a exceção. Da saúde individual à política pública O Real Food Plan não é apenas educativo. Ele foi desenhado para orientar políticas públicas, compras governamentais e programas federais de alimentação. Isso inclui escolas, hospitais, forças armadas e programas de assistência alimentar, como o SNAP. Na prática, o plano cria uma base institucional para que comida de verdade deixe de ser apenas uma escolha individual e passe a ser um padrão incentivado pelo Estado. Um novo posicionamento do governo O lançamento representa uma ruptura simbólica com décadas de recomendações alimentares fortemente influenciadas por produtos industrializados, rótulos nutricionais complexos e alimentos formulados para escala, não para saúde. Ao adotar o conceito de “real food”, o governo americano se aproxima de um discurso já popular em comunidades de wellness, nutrição funcional e medicina preventiva, agora traduzido em política nacional. Impacto no mercado A mudança tende a reverberar além da saúde pública. Marcas de alimentos naturais, produtores locais, cadeias de suprimento mais curtas e empresas focadas em ingredientes simples devem ganhar espaço. Ao mesmo tempo, o plano pressiona a indústria de ultraprocessados, que passa a enfrentar um ambiente regulatório e cultural menos favorável. Mais do que uma cartilha nutricional, o Real Food Plan funciona como um sinal econômico e cultural: o futuro da alimentação está menos na engenharia de alimentos e mais na reconexão com o básico. O pano de fundo é prevenção No centro da iniciativa está uma lógica clara de prevenção. Ao reduzir inflamação crônica, resistência à insulina e deficiências nutricionais, a alimentação baseada em comida real é vista como uma das formas mais eficientes de reduzir custos em saúde no longo prazo. É uma tentativa de inverter a lógica histórica do sistema: menos gasto tratando doenças evitáveis e mais investimento em hábitos que mantêm a população saudável. O movimento ainda está no início, mas o recado é direto. Para os Estados Unidos, a comida voltou a ser política de saúde. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/