Hyrox cresceu tão rápido que pode virar novo esporte olímpico para 2032

Quando um esporte cresce mais de 600% em dois anos e já negocia vaga em Olimpíada, chamar de modismo é perder o jogo antes de entrar em quadra. O Hyrox saltou de 90 mil participantes em 2023 para 650 mil em 2025 e agora mira uma vaga nos Jogos Olímpicos de Brisbane, em 2032. Para um formato criado em 2017, é uma curva que poucas modalidades conseguiram desenhar. A fórmula que escala O segredo está na simplicidade do produto. O competidor corre 1 km, para em uma estação de treinamento funcional, corre mais 1 km e repete o ciclo oito vezes. O percurso é o mesmo em qualquer lugar do mundo, o que torna a prova comparável, replicável e fácil de vender. Hoje o Hyrox está em mais de 85 cidades e 30 países, e a expectativa para esta temporada é chegar a 1 milhão de atletas nas competições. Essa padronização é a grande sacada de negócio. Qualquer academia pode preparar seus alunos para a prova, qualquer cidade pode receber uma etapa e qualquer amador pode medir seu tempo contra o do vizinho ou contra o de um atleta profissional. O treino funcional, que por anos ficou restrito ao box e à planilha, ganhou um palco, um ranking e uma temporada. É a prova de que a próxima grande modalidade de massa não vai nascer de uma federação tradicional, e sim de uma marca que transformou o treino do dia a dia em evento. O esporte do futuro é menos arquibancada e mais participação, e a corrida do Hyrox rumo a Brisbane mostra que esse mercado já saiu da fase de teste. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Anvisa aprova segundo genérico de semaglutida no Brasil

A era da semaglutida como produto de preço alto e acesso restrito está com os dias contados. A Anvisa aprovou o segundo genérico da molécula no Brasil, desta vez para a farmacêutica Germed, com registro publicado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira. A decisão chega poucos dias depois da autorização concedida à EMS para o seu próprio genérico, e o intervalo curto entre as duas diz muito sobre o ritmo desse mercado. A matemática que muda o acesso Genérico funciona como o remédio de marca porque carrega o mesmo princípio ativo. A diferença está no preço. A lei brasileira exige que o genérico custe pelo menos 35% menos que o medicamento de referência, e hoje a semaglutida é vendida por valores acima de R$ 400, dependendo da dose e da apresentação. Só pela regra legal, o piso de desconto já é relevante. Com dois fabricantes disputando o mesmo espaço, a tendência é que a concorrência empurre o preço para além do mínimo obrigatório. Concorrência como estratégia de mercado O que muda para quem opera no setor de saúde e bem-estar? Um tratamento que era barreira de entrada para boa parte dos pacientes começa a ficar acessível, e isso mexe com clínicas, programas de emagrecimento, planos de saúde e todo o ecossistema construído ao redor do controle de peso. A semaglutida é medicamento de prescrição, indicado para diabetes tipo 2 e para o controle de peso, e o uso continua exigindo avaliação médica de acordo com o quadro de cada pessoa. O que muda não é a indicação. É quem consegue pagar por ela. É a prova de que a longevidade, quando vira política regulatória, deixa de ser tendência de nicho e vira jogo de escala. Com mais fabricantes na disputa, o Brasil sinaliza que o cuidado metabólico está entrando na mesma lógica de democratização que já transformou outros mercados de saúde. Quem trabalha com bem-estar precisa ler esse movimento agora, porque o público que chega ao consultório nos próximos meses vai ser bem diferente do que chegava até aqui. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
O anel mais popular para monitorar saúde agora é alvo de ação judicial

Culpar apenas o consumidor por confiar demais no que o anel diz é simplificar demais o jogo. O Oura, wearable mais popular do mundo para monitorar saúde direto no dedo, enfrenta nos Estados Unidos uma ação coletiva proposta que acusa a marca de enganar usuários sobre a capacidade do dispositivo de rastrear os estágios do sono. O caso ainda está no começo, mas a discussão que ele abre já vale para todo o setor. O que está em jogo na disputa O argumento central dos autores é técnico. Estudos clínicos de sono se baseiam na atividade cerebral para classificar cada estágio. O anel não mede isso diretamente. Ele estima os estágios a partir de outros sinais do corpo, e a ação alega que a comunicação da empresa não deixa essa diferença clara para quem compra. A Oura respondeu que as acusações são infundadas e apresentou pesquisas próprias. Segundo a empresa, o anel acerta 90% ou mais na distinção entre sono e vigília e alcança de 76% a 79% de concordância na classificação dos quatro estágios do sono. São números fortes para um produto de consumo. A pergunta que o tribunal vai fazer é outra. Esses números foram comunicados com a devida clareza a quem paga pelo anel? Um gigante de US$ 11 bilhões sob a lupa O tamanho da Oura explica o tamanho do escrutínio. A empresa levantou 900 milhões de dólares em investimento no ano passado e abriu capital em maio, avaliada em 11 bilhões de dólares. Quando uma marca de bem-estar vira empresa listada em bolsa, cada promessa de produto passa a ser lida também como promessa ao mercado. E a régua de precisão sobe junto com a avaliação. Quando o bem-estar entra na medicina Esse movimento faz parte de uma virada maior. Anéis inteligentes e outros wearables saíram da prateleira de ferramenta de bem-estar e entraram na conversa médica. Usuários levam os relatórios para o consultório, ajustam rotina e tomam decisões de saúde com base neles. Com isso, a exigência por precisão, transparência e comprovação científica ficou muito mais rigorosa, e é justamente nessa transição que a ação contra a Oura se apoia. Especialistas do setor deixam o alerta na mesa. Conforme esses dispositivos passam a influenciar decisões reais de saúde, a diferença entre uma estimativa pessoal e um diagnóstico clínico precisa ficar evidente para o consumidor. O wearable do futuro é menos sobre quem promete mais e mais sobre quem explica melhor o que consegue e o que não consegue medir. Para quem constrói produto nesse ecossistema, a transparência deixou de ser diferencial e virou o mínimo para continuar em quadra. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Fitbit lança pulseira sem tela para monitorar a saúde dos pais idosos

Esqueça a tela cheia de gráficos, anéis de atividade e notificações. Os fundadores do Fitbit acabam de apresentar a Luffu Link, uma pulseira sem display e com conexão LTE criada para acompanhar a saúde de pais idosos e de pessoas que vivem de forma independente. A aposta inverte a lógica que consagrou o próprio Fitbit. Aqui, quem veste o dispositivo não é quem lê os dados. Quem lê é a família. Um guardião silencioso no pulso A proposta é simples de entender e difícil de executar. A pulseira coleta dados de saúde 24 horas por dia sem exigir que o usuário registre nada por conta própria. Quando ele quiser, aperta um botão e fala. Medicamentos, sintomas, refeições, humor e lembretes entram por voz, sem menu, sem app aberto, sem fricção. A camada de segurança é o que transforma o acessório em produto de cuidado. A conectividade celular integrada dispara um pedido de ajuda para contatos de confiança, enviando localização por GPS, frequência cardíaca e dados recentes de atividade. E o aplicativo Luffu aprende a rotina de quem usa. Se o sono muda ou a atividade cai abaixo do padrão, a família recebe um alerta antes que o problema vire emergência. O mercado invisível de quem cuida Pesquisas citadas pela empresa mostram que cuidadores de familiares dedicam mais de 27 horas por semana a essa tarefa. É praticamente uma segunda jornada de trabalho, quase sempre sem remuneração, sem ferramenta e sem dados. Esse é o público que a Luffu mira de verdade. O idoso usa, mas o filho ou a filha compra. A pré-venda sai por R$ 250, com chegada ao mercado prevista para o início de 2027. O preço posiciona o produto longe do wearable premium e perto de um item de necessidade, o que faz sentido quando o benefício não é performance, é tranquilidade. Cuidado sem vigilância, o desafio de produto A startup nasceu da experiência dos próprios fundadores cuidando dos pais. E a lição que eles trouxeram dessa vivência aparece no posicionamento. A ideia é dar clareza sobre a saúde de alguém querido sem que essa pessoa se sinta monitorada o tempo inteiro. É uma linha fina. Do lado de lá, existe um adulto que quer autonomia. Do lado de cá, uma família que quer saber que está tudo bem. A pulseira sem tela é a resposta de design para esse dilema. É a prova de que o próximo grande público dos wearables não é o atleta de fim de semana. É a família inteira. O bem-estar conectado está deixando de medir quem corre mais rápido para cuidar de quem precisa envelhecer com segurança, e quem entender esse deslocamento primeiro vai jogar em um campo onde quase ninguém entrou ainda. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Nike lança o Pegasus Plus 2 com 18% mais retorno de energia

Esqueça a placa de carbono. A Nike apresentou o Pegasus Plus 2, um tênis que promete pelo menos 18% mais retorno de energia por passada em relação ao modelo anterior, e faz isso sem placa nenhuma. O ganho vem de uma unidade de ar curva e visível no antepé, combinada com a espuma ZoomX na entressola. O modelo chega ao mercado no fim de agosto, pela Nike.com e por varejistas selecionados. O que muda embaixo do seu pé A unidade de ar fica exatamente no ponto em que o pé empurra o chão para sair dele. Dentro dela, fibras tensoras funcionam como molas pré-carregadas, comprimindo e devolvendo energia a cada passo. A curvatura cumpre o papel que a placa cumpriria, dando propulsão sem a rigidez que torna um tênis de prova desconfortável para o uso diário. O detalhe mais interessante é a calibragem por tamanho. A unidade tem 9,5 mm de espessura e 15 PSI nos numerais menores e chega a 11,5 mm e 20 PSI nos maiores, para que o retorno de energia seja o mesmo independentemente do seu pé. O modelo pesa cerca de 265 gramas no masculino 10 americano, é 10% mais leve que o Pegasus 42, tem 38 mm de altura e drop de 10 mm. O antepé ganhou mais espaço, a caixa dos dedos ficou mais larga e o solado waffle foi redesenhado com novas zonas de flexão. Mais de 30 atletas de elite testaram o tênis, entre maratonistas e corredores de pista, com acompanhamento do Nike Sport Research Lab. Retorno de energia virou moeda de disputa Por que 18% importa. Retorno de energia é a fatia do impacto que o material devolve em vez de dissipar, e cada ponto percentual significa menos esforço para manter a mesma velocidade. Em corrida longa, isso se converte em fadiga adiada, o que na prática é mais volume de treino e menos tempo parado por lesão. A corrida virou laboratório de material. Desde que as supershoes reescreveram os recordes de maratona, a competição entre marcas migrou da estética para a engenharia, e o campo de batalha agora é o treino comum, não o dia da prova. Levar a sensação de tênis de competição para a terça-feira à noite é a tentativa de capturar o corredor amador, que treina muito mais dias do que compete. O lançamento chega num momento delicado O contexto financeiro dá outra camada à história. A JD Sports, uma das principais varejistas parceiras da Nike, reduziu a projeção anual de lucro após queda de 6,8% nas vendas comparáveis na América do Norte. O canal direto da Nike recuou 7% no quarto trimestre fiscal. A empresa tem encontro com investidores marcado para novembro. Nesse cenário, o preço diz tanto quanto a tecnologia. O Pegasus Plus 2 chega na faixa de 165 a 170 dólares, segundo o noticiado por diferentes veículos especializados, abaixo do preço de lançamento da geração anterior. Mais tecnologia por menos dinheiro é um movimento de quem precisa girar produto no preço cheio, não no desconto. O tênis de corrida do futuro é menos vitrine de material e mais promessa de constância, e a disputa real não é por quem devolve mais energia no laboratório, é por quem faz você calçar o mesmo par na terça seguinte. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Red Bull coloca frigobar na prateleira do café e ataca a categoria do vizinho

Reforçar a própria gôndola virou o movimento mais seguro e menos lucrativo do varejo. A Red Bull decidiu fazer o oposto. A marca instalou frigobares iluminados no meio da prateleira de café de supermercados, cercados por caixas do produto concorrente, com a frase Energia para agora estampada na porta. Quem está com a mão na embalagem de café encontra a lata gelada na mesma altura dos olhos. Café e energético brigam pela mesma necessidade Ninguém compra café por causa do café. Compra disposição, foco e o empurrão para começar o dia. O energético promete exatamente a mesma coisa. Durante décadas, esses dois produtos ficaram em corredores diferentes do supermercado, como se atendessem gente diferente, quando na verdade disputavam a mesma ocasião de consumo. A ação inverte a jornada. Em vez de esperar o consumidor caminhar até o corredor de bebidas, a marca aparece no exato momento em que ele já está pensando em energia. É invasão de território com endereço certo, e funciona porque a decisão acontece ali, na frente da prateleira. Dois terços dos shoppers apontam o ponto de venda como principal fonte de conhecimento sobre produtos da categoria. Os números que explicam a ousadia O movimento não é blefe. Segundo a Nielsen, o mercado brasileiro de energéticos cresceu 17% entre 2023 e 2024. Dados da Kantar mostram que, até setembro de 2024, a bebida estava presente em 38% dos lares brasileiros, um avanço de cerca de 22 milhões de domicílios em apenas doze meses. A Geração Z responde por até 60% do público consumidor da categoria no país, de acordo com o Times Brasil. A projeção da Euromonitor é que o mercado de energéticos dobre de tamanho no Brasil até 2027, chegando a 10% do segmento de bebidas não alcoólicas. Do outro lado da disputa, o diretor executivo da Associação Brasileira de Cafés Especiais, Vinicius Estrela, já reconhece publicamente a tendência de substituição do café pelo energético como fonte de cafeína, ainda que avalie que o café especial sofra menos por vender experiência, e não só estado de alerta. O que isso ensina para quem vende bem-estar A lição não é sobre lata gelada. É sobre parar de definir concorrência por categoria e passar a definir por ocasião. Seu estúdio de pilates não concorre com o estúdio da esquina, concorre com o app de meditação, com a caminhada no parque e com a hora de sono a mais. Seu suplemento não briga só com outro suplemento, briga com o café da manhã. O energético entendeu isso antes. Deixou de se vender como bebida de festa e passou a ocupar estudo, trabalho, treino e trânsito, apoiado em fórmulas com menos açúcar e apelo de foco e cognição. Ampliou a ocasião e, com ela, o mercado. É a prova de que a disputa mais rentável raramente está na sua prateleira. Está na prateleira do vizinho, no minuto em que o consumidor ainda não decidiu nada. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Lacoste abre seu primeiro café da América Latina em São Paulo

A velha lógica de que loja serve só para vender roupa está com os dias contados. A Lacoste inaugurou no dia 19 de agosto o primeiro Café Lacoste da América Latina, ao lado da própria boutique no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo. Antes de olhar o croissant, olhe a carta de bebidas. Tem colágeno, spirulina azul e cúrcuma no menu de uma grife de moda. Bem-estar virou item de cardápio de grife Os boosters funcionais custam R$ 45 e não são detalhe de rodapé do menu. O Supra Curcuma leva abacaxi, manga e cúrcuma. O Active Spiruline junta manga, abacaxi, espinafre, spirulina azul, skyr e leite de coco. O Collagène Oxygène combina frutas vermelhas, gengibre, colágeno, skyr e leite de aveia. Ao lado deles, o espresso sai a R$ 15 e a Eau de Croco, exclusiva da casa, mistura água de coco, matcha e gengibre por R$ 32. Repare no reposicionamento. Colágeno e spirulina saíram da prateleira de suplemento e entraram na carta de um café de luxo, servidos em porcelana de Limoges. O funcional deixou de ser remédio e virou indulgência. Para quem opera no bem-estar, esse é o sinal mais claro de que a categoria amadureceu, porque produto que consegue ser desejado sem apelo terapêutico não depende mais de convencer ninguém. O Brasil como laboratório da marca A escolha de São Paulo não foi acaso. O Brasil responde por 60% dos negócios da Lacoste na América Latina, e o Cidade Jardim já vinha sendo usado como vitrine de testes. Em maio, a mesma unidade foi a primeira do país a receber o novo conceito global de loja, criado em Paris no bairro Le Marais. O café segue o modelo que nasceu em Mônaco e ganhou versão permanente em Paris, em fevereiro deste ano, em parceria com o Giraudi Group. O conceito gastronômico é assinado por Riccardo Giraudi, o mesmo por trás do Beefbar, presente em 38 endereços pelo mundo. No Brasil, a operação do dia a dia fica com a Il Barista, fundada em 2003, sob gestão de Gelma Franco. O blend de grãos nacionais foi desenvolvido só para esta unidade. Tempo de permanência é a nova métrica O ambiente combina verde, branco e terracota numa referência direta ao saibro de Roland-Garros, onde René Lacoste construiu a própria história. Os Polo Cakes imitam o formato da camisa polo e vêm nos sabores Pistache Dubai, Caramel Toffee e Ispahan. Nada disso é decoração gratuita. Cada elemento existe para prolongar o tempo que você passa dentro do universo da marca. Marcas de moda estão entrando na gastronomia porque a conta mudou. Vender uma peça exige uma decisão de compra. Vender um café exige quase nenhuma, e ainda assim coloca o consumidor dentro do território da marca por uma hora. A Louis Vuitton faz isso de Nova York a Bangkok. A Lacoste chega agora, com o funcional como diferencial. O varejo do futuro é menos vitrine e mais lugar de ficar, e quem vende bem-estar acabou de ganhar um concorrente inesperado na disputa pela mesma hora do seu dia. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
A pessoa mais velha do mundo acaba de completar 117 anos, e a receita dela não cabe em nenhum protocolo

Esqueça o painel de oitenta biomarcadores e a pilha de suplementos. A pessoa mais velha do mundo acaba de completar 117 anos e resume a própria longevidade em três hábitos que não custam nada. Ethel Caterham, nascida em 21 de agosto de 1909 num vilarejo do sul da Inglaterra, se tornou nesta sexta-feira a primeira britânica da história a chegar a essa idade, segundo o Guinness World Records. Ela evita discussões, escuta o que os outros têm a dizer e faz aquilo que gosta. Uma vida que atravessou dois séculos de mudança Ethel nasceu cinco anos antes da Primeira Guerra Mundial. Aos 18 anos, em 1927, embarcou sozinha num navio rumo à Índia britânica, três semanas de viagem, para trabalhar como babá de uma família inglesa. Voltou, casou com Norman Caterham na Catedral de Salisbury em 1933, viveu em Hong Kong e em Gibraltar, montou uma creche bilíngue no caminho. Ficou viúva em 1976, herdou o carro do marido e dirigiu até os 97 anos. Ela herdou o título de pessoa mais velha do mundo em abril de 2025, após a morte da freira brasileira Inah Canabarro Lucas, aos 116. Sobreviveu à Covid-19 quando tinha 110 anos, em 2020, o que a torna a pessoa mais velha conhecida a superar a doença. Hoje está entre as apenas treze pessoas já registradas na casa dos 117. O recorde absoluto segue com a francesa Jeanne Calment, que viveu 122 anos e 164 dias. O ativo que nenhum wearable mede Traduza as três regras dela para linguagem de mercado e você tem regulação do estresse, vínculo social e autonomia. Nenhuma delas aparece num relatório de sono ou num exame de sangue, e são exatamente as variáveis que a indústria da longevidade tem mais dificuldade de empacotar. Aí mora a oportunidade. O setor investiu pesado em diagnóstico e personalização, o que é bom, mas a camada relacional continua subatendida. Programas que criam comunidade, propósito e senso de controle sobre a própria rotina tendem a segurar gente por mais tempo do que qualquer painel de métricas. Retenção, no fim, é um problema de vínculo antes de ser um problema de produto. O Brasil está nesse mapa Vale lembrar quem mandou parabéns a Ethel no aniversário. João Marinho Neto, de 113 anos, o homem mais velho do mundo, é brasileiro. O país que ainda discute infraestrutura de cuidado para idosos já ocupa o topo do ranking global de longevidade, e essa é uma sinalização de mercado que poucos operadores leram até agora. Envelhecer bem deixou de ser história de família e virou categoria econômica. Cada ano a mais de vida ativa é um ano a mais de consumo de saúde, movimento, alimentação e serviços de cuidado. Longevidade não veio de fórmula complexa nesse caso. Veio de relações saudáveis, aceitação e uma vida que ela escolheu viver do próprio jeito. É a prova de que o mercado que vende anos extras precisa aprender a vender também o que preenche esses anos. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Pets podem desenvolver câncer e outras doenças graves por conta de fumo passivo

Culpar só a genética quando um cão ou gato adoece é simplificar demais o jogo. Cães e gatos que vivem com fumantes podem desenvolver inflamações graves e tumores por causa do cigarro, segundo a veterinária Marcela Aldrovani. O animal não escolheu fumar, mas divide o mesmo ar, o mesmo sofá e a mesma casa. A exposição acontece duas vezes O pet respira o ar contaminado e ainda lamba o próprio pelo, que fica impregnado de toxinas. São duas portas de entrada abertas todos os dias, uma pela respiração e outra pela higiene natural do animal. A fumaça entra primeiro pelas vias aéreas, onde existem cílios, estruturas parecidas com pelinhos que empurram o muco e as sujeiras para fora. O contato frequente com a fumaça danifica esses cílios. Sem eles funcionando, o corpo perde a capacidade natural de expulsar as toxinas. O que era um sistema de defesa vira uma porta destrancada, e o dano se espalha por vários tecidos, chegando ao nível celular. E tem um detalhe que desmonta a solução mais comum. Fumar na varanda ou na janela não resolve, porque as correntes de ar trazem a fumaça de volta para dentro da casa. O ambiente é o verdadeiro vilão Aqui está a virada de chave para quem trabalha com saúde animal. O mercado pet vendeu por muito tempo o cuidado como produto isolado, a ração premium, o petisco funcional, o banho e a consulta. Só que o fator que mais pesa na longevidade do animal não está em nenhuma prateleira. Está no ambiente onde ele vive. Isso amplia o escopo de quem atende esse público. Clínica, pet shop, plano de saúde animal e marca de nutrição passam a ter um território novo para ocupar, o da orientação sobre rotina, casa e comportamento do tutor. Quem faz essa pergunta na anamnese entrega um valor que a concorrência ainda nem percebeu que existe. Por que isso conversa com o mercado humano O pet virou membro da família, e o tutor projeta nele o mesmo padrão de cuidado que busca para si. Se você acompanha sono, alimentação e marcadores de saúde, é questão de tempo até querer o mesmo nível de personalização para o animal. A longevidade deixou de ser uma agenda individual e virou uma agenda doméstica. É uma oportunidade rara de conversão. O tutor que não consegue parar de fumar por ele mesmo muitas vezes muda de comportamento pelo animal. Quem entender esse gatilho tem em mãos um argumento de saúde muito mais poderoso do que qualquer campanha genérica de prevenção. É a prova de que bem-estar não é uma escolha individual, é um sistema. O cuidado do futuro é menos produto e mais ecossistema, e ele começa pelo ar que todo mundo dentro daquela casa respira, inclusive quem anda de quatro patas. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Unimed abre inscrições para curso gratuito sobre TEA com certificado

A Unimed Gerais de Minas acaba de abrir inscrições para a Capacitação TEA 2026, um curso online e gratuito sobre Transtorno do Espectro Autista voltado para profissionais da educação pública. Uma operadora de saúde formando professores diz muito sobre onde o cuidado está sendo disputado agora, e não é dentro do consultório. O que o curso entrega A formação ensina educadores a adaptar a sala de aula para alunos autistas, com estratégias como instruções claras, atividades divididas em etapas, recursos visuais e aviso antecipado de mudanças na rotina. As aulas acontecem de 24 a 28 de agosto de 2026, das 18h30 às 21h30, somando 15 horas. Quem tiver pelo menos 60% de presença recebe certificado. A realização é feita em parceria com o Instituto Unimed Minas Gerais. As inscrições vão até 23 de agosto, um dia antes do início. Se você quer participar, o prazo é agora. Saúde fora do consultório é posicionamento de marca Quando uma operadora investe em capacitação de professores, ela está construindo presença em um território que a concorrência ignora. O ganho não aparece na receita do trimestre, aparece na autoridade da marca e na relação com uma comunidade inteira que passa a associar aquele nome a cuidado real. É o mesmo movimento que academias, clínicas e plataformas de bem-estar estão fazendo ao sair do serviço isolado e virar ecossistema. Quem entrega educação, informação e suporte ocupa um espaço que nenhuma campanha publicitária compra. Mas os especialistas fazem um alerta importante. O autismo é um espectro, ou seja, cada aluno tem características e necessidades próprias. Nenhuma estratégia funciona igual para todos, e a conversa entre escola e família continua sendo parte do processo. É a prova de que o cuidado deixou de ser um evento pontual e virou uma rede. A saúde do futuro é menos atendimento e mais ecossistema, e quem entender isso primeiro deixa de ser fornecedor para virar referência. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/