24 - 26 de Abril

Expo Center Norte - SP

TDAH no radar: o que a ciência revela sobre o transtorno que move vidas e mercados

Longe de ser apenas um rótulo para desatenção, o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é uma condição neurobiológica complexa, e o trabalho do psiquiatra brasileiro Luis Augusto Rohde está na vanguarda dessa nova compreensão. Com pesquisas premiadas, ele está redefinindo o diagnóstico, desvendando a base genética do transtorno e mostrando como seus impactos vão do cérebro ao asfalto. Afinal, o que está por trás do TDAH? A ciência é clara: o TDAH tem um forte componente genético, com herdabilidade estimada entre 60% e 90%. Genes ligados aos sistemas de dopamina e noradrenalina, como o DRD4 e o SLC6A3, estão diretamente associados aos sintomas. Estudos de neuroimagem reforçam essa base biológica, revelando um atraso de até três anos na maturação do córtex pré-frontal, a área do cérebro responsável pelo controle e planejamento, e reduções de volume em regiões-chave. Na prática, não se trata de um problema comportamental, mas de uma arquitetura cerebral com funcionamento distinto. O impacto real: dos estudos para o dia a dia As consequências dessa neurobiologia são tangíveis e, por vezes, graves. Uma pesquisa com motociclistas em Porto Alegre, por exemplo, revelou que a prevalência de TDAH no grupo é três vezes maior que na população geral, o que se correlaciona diretamente com mais infrações e acidentes. Esse dado alarmante, ligado à impulsividade, levou a propostas legislativas para testes obrigatórios de atenção. Para além do trânsito, a equipe de Rohde desenvolveu uma ferramenta capaz de prever a persistência dos sintomas na vida adulta, permitindo intervenções mais estratégicas e personalizadas. Do desafio à oportunidade: o futuro do diagnóstico e tratamento Apesar dos avanços, os desafios persistem. A falta de medicamentos específicos no SUS e a necessidade de capacitar profissionais de saúde e educação para um diagnóstico precoce criam barreiras ao tratamento. No entanto, essas lacunas abrem um novo campo para o mercado de wellness. A demanda por inovação impulsiona investimentos em ferramentas digitais de diagnóstico, aplicativos de saúde e programas de bem-estar corporativo focados em saúde mental, transformando um problema de saúde pública em um motor para novas soluções de mercado. O trabalho de Rohde e os avanços científicos deixam uma mensagem clara: entender o TDAH é crucial para desestigmatizar o transtorno, criar políticas públicas mais eficazes e, principalmente, melhorar a qualidade de vida. A integração entre ciência, saúde e tecnologia é o caminho para transformar o diagnóstico em potência. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Circle: clube de condicionamento físico e recuperação para combate, será lançado na Arábia Saudita.

A Arábia Saudita está prestes a ganhar um novo hotspot de bem-estar que une mundos aparentemente opostos. Batizado de Circle, o centro nasce da parceria entre Andrew Constanti, fundador da exclusiva academia de boxe londrina BoxCentric, e Salman Al Naimi, mente por trás do centro de recuperação de alta tecnologia Echo, em Riad. A proposta é ousada: integrar combate, fitness e recuperação em um único ecossistema. O match perfeito: por que essa dupla funciona? A força do Circle está na fusão de expertises. De um lado, Andrew Constanti traz a pegada do combate e a exclusividade da BoxCentric, um clube que já expandiu de Londres para o Kuwait. Do outro, Salman Al Naimi entra com a ciência da recuperação, usando tecnologia de ponta e métodos baseados em evidências para otimizar a performance, como já faz em seu centro Echo. O resultado é um espaço holístico com zonas de performance, instalações de recuperação e áreas de convivência, tudo pensado para uma experiência 360°. A Arábia Saudita é o novo paraíso do bem-estar? O timing não poderia ser melhor. O mercado de saúde e bem-estar da Arábia Saudita está em plena ebulição, com projeções de ultrapassar US$ 81 bilhões até 2033, crescendo a uma taxa anual de quase 10%. Esse boom é impulsionado por iniciativas governamentais como a “Saudi Vision 2030”, que incentiva um estilo de vida mais ativo e saudável, abrindo um oceano de oportunidades para players inovadores que saibam alinhar seus negócios à visão do país. A estratégia: ser o primeiro para ser o maior A jogada do Circle é se posicionar como pioneiro no wellness integrado na região. Ao combinar know-how internacional com conhecimento local, a parceria não só cria uma oferta única, mas também acelera sua entrada em um mercado competitivo. Para o mundo dos negócios, fica a lição: alianças estratégicas e a adaptação a contextos culturais são a chave para escalar rápido em regiões de alto crescimento. A expansão planejada para outros países do Golfo e Reino Unido nos próximos três anos mostra que este é apenas o primeiro round. O lançamento do Circle é mais do que a abertura de um novo centro de luxo. É um sinal claro de para onde o futuro do wellness está apontando: experiências integradas que não separam treino, recuperação e vida social. A fusão entre o combate britânico e a tecnologia saudita prova que, no jogo do bem-estar, a inovação nasce da conexão de ideias, culturas e expertises. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Juistreet: a franquia de sucos que mira faturamento de R$ 480 milhões

O que começou em 2014 como uma única loja de sucos em Balneário Camboriú, inspirada por uma experiência do fundador Thiago Weizenmann na Austrália, virou um case de crescimento. A Juistreet não só se espalhou pelo Brasil com 30 unidades, como também traçou um plano ambicioso: faturar quase meio bilhão de reais até 2030, surfando na onda do wellness acessível. Qual a receita para escalar o negócio? A grande sacada da Juistreet foi transformar uma paixão por saúde em um modelo de negócio replicável. A expansão foi acelerada por parcerias estratégicas e um sistema de franquias bem estruturado. Com um investimento inicial a partir de R$ 200 mil e promessa de retorno em 24 meses, a marca se tornou um alvo atrativo para empreendedores. O cardápio, com sucos funcionais, saladas e sanduíches, atende perfeitamente à demanda do consumidor moderno por opções práticas e saudáveis. Mais que um produto, uma comunidade A Juistreet entendeu que o público de bem-estar busca pertencimento, não apenas um produto. Para criar essa conexão, a marca investiu em iniciativas como o Juistreet Running Club e parcerias com players do mercado, como Caffeine Army e Dr. Peanut. Essa estratégia de engajamento social cria uma base de clientes fiéis e dialoga diretamente com a geração Z, que valoriza marcas com propósito. É a prova de que integrar lifestyle ao plano de negócios é fundamental para se destacar. A meta é o mundo Os números não deixam dúvidas sobre a ambição. A projeção é atingir um faturamento de R$ 65 milhões já em 2025 e escalar para 300 unidades e R$ 212 milhões até 2027. O plano não para nas fronteiras brasileiras: a empresa já está em negociação para levar suas operações para Portugal, Estados Unidos e Austrália. A trajetória da Juistreet mostra como uma visão clara, alinhada às tendências de mercado e focada em comunidade, pode transformar uma ideia local em um futuro império global do bem-estar. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

O Novo Jogo para Vencer o Parkinson e Turbinar o Bem-Estar?

Imagine transformar o desafio de viver com Parkinson em um jogo de recompensas que impulsiona a vida. É exatamente isso que um estudo inovador, envolvendo 74 veteranos americanos com média de 73 anos, demonstrou: a gamificação pode ser um game-changer na atividade física e na qualidade de vida. Os resultados? Um aumento impressionante de 28% nos passos diários, sinalizando um novo caminho para mais mobilidade e autonomia. Como a Pontuação Pode Mudar a Rotina? O segredo está em transformar o exercício em um processo de recompensas progressivas. Durante 12 semanas, os participantes do estudo receberam metas semanais de passos 20% acima de seu baseline. Cada dia, era possível ganhar ou perder pontos, estimulando o engajamento. Essa abordagem usa o princípio da gamificação para despertar a motivação pessoal, onde a busca por pontos atua como um reforço positivo, superando as barreiras mentais e físicas que a doença de Parkinson impõe, tornando o exercício mais acessível. Ciência do Movimento: Dopamina no Foco Essa estratégia não é mágica, é neurociência. A gamificação pode atuar diretamente nos sistemas de recompensa do cérebro, especialmente nas vias de dopamina, que são cruciais para a motivação e frequentemente afetadas na doença de Parkinson. Artigos indicam que a gamificação aprimora a motivação ao influenciar os sistemas de recompensa ligados às vias de dopamina, dando suporte aos circuitos neurais envolvidos na tomada de decisões baseadas no esforço. A perda de neurônios dopaminérgicos na substância negra pars compacta é, afinal, o cerne do Parkinson, desequilibrando neurotransmissores e afetando a função motora. Impacto e Futuro da Health Tech Os números falam por si: os participantes alcançaram suas metas em cerca de 70% das vezes durante a intervenção, e, mesmo após o término, o aumento nos passos diários persistiu em 12% por quatro semanas. O melhor de tudo? Essa intervenção foi remota, automatizada e de baixo custo, o que significa que pode ser facilmente escalada para uma população maior. Essa pesquisa contribui para o crescente uso de incentivos comportamentais digitais na saúde, oferecendo uma solução prática para pessoas com mobilidade limitada. Para o futuro, espera-se que desenvolvimentos em wearables, integrados a sistemas de recompensas, impulsionem ainda mais o mercado de bem-estar preventivo, com soluções personalizadas e inovadoras. Em um cenário onde a tecnologia encontra a saúde, a gamificação surge não apenas como um jogo, mas como uma ferramenta poderosa para enfrentar desafios complexos. Ao transformar o movimento em uma jornada de recompensas, abrimos portas para mais qualidade de vida, autonomia e um futuro mais ativo para todos. É a Health Tech mostrando o seu poder de impactar vidas. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Seu suplemento de melatonina é realmente seguro?

A melatonina, queridinha de quem busca uma noite de sono perfeita, acaba de entrar no radar da ciência por um motivo preocupante. Resultados preliminares apresentados pela American Heart Association em novo estudo com mais de 130 mil pessoas com insônia acende um alerta: o uso contínuo do suplemento por mais de um ano pode estar associado a sérios riscos para o coração. Os números não mentem Vamos direto aos dados. A pesquisa, que acompanhou os participantes por cinco anos, revelou que usuários de longa data do suplemento tiveram um aumento de quase 90% na incidência de insuficiência cardíaca em comparação com não usuários. E não para por aí: o risco de hospitalização por problemas cardíacos foi 3,5 vezes maior, e a mortalidade por qualquer causa quase dobrou no período analisado. O dilema do hormônio natural A grande ironia é que a melatonina é um hormônio que nosso próprio corpo produz para regular o relógio biológico. Ela sinaliza que é hora de descansar, influenciando não só o sono, mas também o metabolismo e o sistema cardiovascular. A hipótese dos pesquisadores é que a suplementação externa e prolongada pode bagunçar esse equilíbrio delicado, alterando funções vitais que vão muito além de nos fazer apagar na cama. Calma, não precisa jogar fora o frasco (ainda) Antes de entrar em pânico, um ponto crucial: o estudo é observacional. Isso significa que ele encontrou uma forte associação, mas não prova que a melatonina causa os problemas cardíacos. Os próprios autores pedem cautela na interpretação e mais pesquisas controladas para confirmar a relação. A grande mensagem é que o selo de “natural” nem sempre é sinônimo de “inofensivo”, e o uso de qualquer suplemento deve ser feito com acompanhamento médico. O alerta está dado, e a ciência já se movimenta para explorar alternativas mais seguras que garantam o descanso sem comprometer a longevidade. A lição é clara: o futuro do bem-estar passa por decisões conscientes, informadas e, sempre que possível, com o aval de um profissional. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Sustentabilidade dá lucro? O novo CEO da Danone no Brasil aposta que sim.

Tiago Santos assumiu o comando da Danone Brasil em abril de 2024 com uma missão clara: provar que sustentabilidade e performance financeira andam juntas. Em uma multinacional certificada como Empresa B, que fatura € 27 bilhões globalmente, a agenda ESG não é apenas discurso, é o core do negócio, e o Brasil, um dos seus 15 maiores mercados, é peça-chave nessa estratégia. Do pasto ao pote: a revolução verde da Danone A grande vitrine dessa visão é o Projeto Flora. Lançada há cinco anos, a iniciativa de agricultura regenerativa conecta fazendeiros, universidades e startups para criar uma cadeia de leite mais sustentável. Os resultados são diretos: uma redução de 47% nas emissões de carbono e 42% nas de metano. O mais importante? A iniciativa também melhora a produtividade e as margens dos produtores, provando que o impacto ambiental positivo pode gerar ganho econômico. O case é tão forte que será apresentado na COP30, posicionando a empresa como líder no debate global. Menos açúcar, mais inovação: o que muda no seu iogurte? O compromisso com o bem-estar vai além do meio ambiente e chega direto ao consumidor. A Danone está investindo pesado em seu centro mundial de pesquisa e desenvolvimento para criar produtos mais saudáveis. Um exemplo prático é a reformulação de ícones como o Danoninho, que agora tem menos de 10 gramas de açúcar por 100 gramas. É a resposta direta a um consumidor cada vez mais consciente, que busca alinhar nutrição e saudabilidade no dia a dia. Quem é o executivo por trás da virada? Com uma bagagem global que passa por P&G, PepsiCo e liderança de mercados complexos para a própria Danone na África e Ásia Central, Tiago Santos traz uma filosofia de execução afiada. Para ele, “visão sem ação é só um sonho”. Sua adaptabilidade cultural é o motor para implementar essa agenda de crescimento no Brasil, um mercado que já performa acima da média global da companhia nos últimos dois anos. Sob sua liderança, a Danone no Brasil não só conquistou a certificação B Corp™ para todas as suas marcas, como também alcançou o topo no Índice Global de Nutrição da ATNi 2024. A estratégia da Danone é um playbook para o setor de wellness: transformar desafios ambientais em oportunidades de negócio. Ao conectar a saúde do planeta com a saúde do consumidor e a saúde financeira da empresa, a gigante de alimentos mostra que o futuro não é só mais verde, é também mais rentável. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Huggies e Tylenol agora são da mesma família. Entenda a fusão de US$ 48 bi.

A Kimberly-Clark, dona de marcas icônicas como Huggies e Kleenex, acaba de fazer um movimento que vai sacudir o mercado de bem-estar. A empresa anunciou a aquisição da Kenvue, gigante por trás de nomes como Tylenol, Listerine e Neutrogena, em uma transação de US$ 48,7 bilhões. O resultado? Um novo titã global focado em saúde preventiva e cuidados pessoais. Na ponta do lápis: o que essa fusão significa? A matemática por trás do negócio é de peso. A nova companhia nasce com uma receita anual estimada em US$ 32 bilhões e um portfólio com dez marcas que, sozinhas, já faturam mais de US$ 1 bilhão cada. A expectativa é gerar US$ 2,1 bilhões em sinergias anuais, com impacto positivo no lucro já a partir do segundo ano. Na nova estrutura, os acionistas da Kimberly-Clark deterão 54% da empresa, enquanto os da Kenvue ficarão com 46%. A estratégia por trás do movimento bilionário Mas por que unir fraldas e analgésicos? A jogada é estratégica e reflete uma forte tendência de consolidação no setor de wellness. Mike Hsu, CEO da Kimberly-Clark, definiu a aquisição como um “próximo passo poderoso” na transformação da empresa. A ideia é usar a base científica e a força da Kenvue para entrar de vez em categorias de alto crescimento, ligadas à longevidade e qualidade de vida. Para Kirk Perry, CEO da Kenvue, a união acelera a capacidade de inovar e fortalecer a presença no mercado. O futuro é integrado A fusão, que deve ser concluída até 2026, é um sinal claro de que a fronteira entre bens de consumo e saúde preventiva está desaparecendo. Para o mercado, a lição é direta: escalar operações e integrar portfólios é o caminho para responder à demanda de um consumidor que busca soluções inovadoras e baseadas em evidências para o seu bem-estar diário. Essa união não é apenas sobre vender mais produtos, mas sobre construir um ecossistema completo de cuidados. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Heroica: a marca artesanal que devolveu alma e verdade ao saudável

Quando a autenticidade conquista o mercado Durante a Natural Tech, a maior feira de produtos naturais do país, a Heroica não precisou de um estande enorme, nem de discursos ensaiados. Bastou um olhar, uma conversa e uma colherada para que sua mensagem fosse entendida: aquilo ali era diferente. Enquanto muitas marcas disputavam atenção com slogans e promessas, a Heroica chamava atenção pela autenticidade. Havia verdade nos produtos, havia história nas pessoas. E foi justamente isso que capturou o olhar e o paladar de quem normalmente vive outro universo: o das startups e da tecnologia. Entre os visitantes estava a Stamina Ventures, uma Venture Capital conhecida por investir em empresas de tecnologia e inovação. Mas ao provar um dos produtos e conhecer a trajetória da marca, o fundo viu algo que raramente se encontra em planilhas: alma. A conexão foi imediata. Não era sobre margens ou escalabilidade, era sobre propósito. Dias depois, o interesse virou investimento. A Stamina Ventures decidiu furar a bolha e incluir a Heroica em seu portfólio, um gesto que diz muito sobre o momento que o mercado vive. Porque quando um fundo de tecnologia aposta em uma empresa artesanal, feita por cinco pessoas e movida por propósito, o recado é claro: o futuro pertence às marcas que têm essência. A Heroica não precisou se moldar ao sistema; foi o sistema que começou a se mover na direção dela. E esse talvez seja o maior reconhecimento de todos, quando o mercado entende que o que parece pequeno, mas é feito com verdade, tem o poder de transformar o que é grande. De uma cozinha em Floripa ao nascimento de uma marca com propósito Tudo começou em Florianópolis, dentro da cozinha de uma atleta de alta performance chamada Rafa Catão. Durante a pandemia, ela começou a preparar granolas, pastas e cremes para alimentar seus amigos com algo raro hoje em dia: comida de verdade. O que era uma troca entre pessoas próximas: atletas, nutricionistas, amigos e virou uma ideia poderosa: provar que é possível ser saudável sem mentir no rótulo. Assim nasceu a Heroica, uma marca de nutrição artesanal que acredita que o verdadeiro bem-estar vem da transparência, da constância e do cuidado real. Hoje, a empresa continua fiel às suas origens: produção 100% artesanal, com fabricação própria em Floripa e uma equipe de apenas cinco pessoas cuidando de tudo, da operação à comunicação. Cada pote carrega uma dose literal de alma. O propósito: alimentar jornadas heroicas A Heroica nasceu com um propósito simples e profundo: nutrir com alma e incentivar coragem. Mais do que uma marca de alimentos, ela é um lembrete diário de que todo mundo pode ser o herói da própria jornada. Em um mundo de wellness de fachada onde rótulos enganam, ingredientes se disfarçam e a aparência vale mais que a essência, a Heroica é o contraponto. Ela representa o retorno ao que é real, ao alimento que se reconhece pelo sabor e pelos ingredientes. Seus produtos não são sobre “saúde de Instagram”, mas sobre realidade de rotina: o café da manhã rápido, o lanche no meio do dia, o treino da noite. Todos com sabor, nutrição e propósito. Quando o design também tem alma (Imagem: Linda Laranja) Desde o nascimento, a Heroica entendeu que o que está do lado de fora precisa contar a mesma verdade do que está dentro. Foi assim que as embalagens, criadas pela Bradda, ganharam vida, não como um mero detalhe estético, mas como parte da própria história da marca. Cada cor, cada textura, cada palavra foi pensada para expressar o que a Heroica carrega em sua essência: alma, verdade e prazer. O resultado é uma identidade que emociona antes mesmo da primeira colherada. As embalagens se tornaram um símbolo do que a marca acredita — gostosa por dentro e por fora, como o alimento deve ser. E esse cuidado foi tão genuíno, tão cheio de propósito, que o design da Heroica hoje concorre a prêmios, sendo reconhecido pelo mercado por traduzir, de forma sensível e autêntica, o que há de mais raro no wellness: coerência entre discurso e prática. Nada ali é sobre estética vazia. O impacto visual é consequência natural de um trabalho feito com o mesmo carinho que molda os produtos. Cada pote é uma mensagem silenciosa, uma lembrança de que o verdadeiro design é aquele que nasce da alma. O que a Heroica veio mudar? A Heroica nasceu de uma inquietação simples, mas poderosa: por que o que se vende como saudável parece cada vez menos verdadeiro? Nos últimos anos, o wellness se tornou uma vitrine de aparências. Rótulos chamativos, promessas instantâneas, fórmulas que soam milagrosas, mas escondem ingredientes que ninguém reconhece. Foi nesse cenário que a Rafa, atleta de alta performance, decidiu agir. Enquanto o mercado empilhava promessas, ela começou, em casa, a criar o que acreditava ser o caminho de volta ao essencial: comida de verdade. Granolas, pastas e cremes feitos com ingredientes limpos, sabor real e transparência total. O que nasceu como uma troca entre amigos virou um movimento silencioso: pessoas alimentando pessoas, com as próprias mãos. A Heroica não nasceu para competir com grandes indústrias, mas para lembrar o que realmente importa. Em vez de vender fórmulas, ela escolheu contar histórias. Em vez de criar atalhos, decidiu seguir o caminho da constância. Cada produto é um lembrete de que ser saudável não é sobre seguir tendências, é sobre viver com verdade. E talvez seja isso o que a torna tão autêntica: não há discurso, há prática. Cada pote que sai da pequena fábrica em Floripa carrega um pedaço da jornada da marca, feita por cinco pessoas que acreditam que o alimento certo é aquele que você reconhece pelo sabor, não pela embalagem. A visão: do artesanal ao nacional, sem perder o coração A Heroica sonha grande, mas com os pés no chão da cozinha onde tudo começou. Quer crescer, expandir, ganhar as gôndolas e o Brasil, sem perder a alma artesanal que a torna única. Seu portfólio atual contém granolas, pastas

A Spartan Race vai monitorar os biomarcadores dos atletas em uma nova parceria.

A Spartan, marca líder em eventos de endurance, acaba de se unir à plataforma de telehealth Joi + Blokes para lançar o Project 300, uma iniciativa que promete levar o treinamento para o próximo nível. A proposta é clara: trocar o achismo por dados e transformar a performance atlética em uma ciência exata, analisando o que acontece dentro do corpo dos atletas. Mas o que é esse tal de Project 300? Imagine um estudo de 200 dias com 300 atletas, rastreando mais de 55 biomarcadores — de hormônios como cortisol e testosterona a indicadores de inflamação e recuperação. Sob a supervisão de uma equipe de especialistas, incluindo o PhD Ben Bikman, o projeto vai fundo para entender como a biologia individual impacta diretamente a força, o endurance e o mindset de cada participante. É a tecnologia da saúde (health tech) a serviço do desempenho. Por que isso é um game-changer? Em um mercado de eventos de endurance cada vez mais competitivo, com players como Hyrox e Life Time’s LT Games, a Spartan aposta na ciência para se diferenciar. A parceria exemplifica uma tendência forte no universo wellness: a fusão de diagnósticos clínicos com treinamento de alta performance. Os atletas modernos não querem apenas suar a camisa; eles buscam resultados mensuráveis e baseados em evidências, otimizando desde a nutrição até a recuperação. E na prática, o que o atleta ganha? Os participantes do Project 300 não ficam sozinhos com uma montanha de dados. A Joi + Blokes entra como parceira exclusiva para traduzir os números em ação. Isso inclui um painel completo de biomarcadores hormonais, consultas com clínicos licenciados e suporte contínuo de coaches de saúde certificados. O objetivo é criar um plano personalizado que melhore não apenas o desempenho na corrida, mas a saúde e a longevidade como um todo. Essa colaboração é um sinal claro para o mercado: o futuro do bem-estar é personalizado e movido por dados. A união entre fitness e telehealth abre um novo campo de oportunidades para empresas que desejam oferecer experiências mais profundas e eficazes, transformando a busca por performance em uma jornada de autoconhecimento. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Adeus, múltiplas mensalidades na academia?

As grandes academias querem ser seu único hub de bem-estar. A era de pagar por uma academia e mais três estúdios diferentes pode estar com os dias contados. Grandes redes como Vasa Fitness e Crunch Fitness estão redesenhando seus espaços para oferecer experiências boutique, de HIIT com monitoramento cardíaco a yoga com infravermelho, tudo sob o mesmo teto, numa jogada que une conveniência e especialização. O que está por trás da revolução “tudo em um”? A mudança é uma resposta direta a um mercado fragmentado e a um novo perfil de consumidor, especialmente a Geração Z, que busca variedade e acessibilidade sem a dor de cabeça de gerenciar várias assinaturas. Grandes players estão transformando a ameaça competitiva dos estúdios boutique em uma oportunidade de ouro. A estratégia é clara: capturar essa fatia de mercado oferecendo um pacote completo, reduzindo custos para o cliente e, de quebra, aumentando a retenção. Na prática, como as gigantes do fitness se transformam? A Vasa Fitness integrou aulas como Studio Red (HIIT), Studio Flow (yoga) e Studio LFT (força), e os resultados são impressionantes: em seis meses, os locais piloto registraram mais de 3.000 aulas com listas de espera, provando a alta demanda. A Crunch Fitness segue o mesmo caminho, modernizando seus estúdios para incluir aulas em ambientes aquecidos e sessões de mindfulness. A grande sacada está no preço: por uma mensalidade premium acessível, como os US$ 44,99 da Vasa, o membro tem acesso a um cardápio completo de modalidades que antes exigiriam múltiplos investimentos. Qual o próximo passo para o mercado de wellness? O movimento de consolidação veio para ficar. A Fitness International, por exemplo, planeja abrir 50 locais do seu modelo Club Studio até 2026. Para empreendedores e executivos do setor, a lição é clara: a inovação interna e a adaptação de preços são cruciais. A tendência abre portas para parcerias tecnológicas e consolida um modelo de negócio onde o bem-estar é oferecido de forma mais inclusiva, eficaz e, principalmente, integrada. Essa consolidação não é apenas uma estratégia de negócios, mas um reflexo de como enxergamos o bem-estar hoje: integrado, acessível e sem complicações. Ao transformar academias em verdadeiros centros de wellness, o setor prova que o futuro do fitness está em simplificar a jornada do consumidor rumo a uma vida mais saudável. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/