24 - 26 de Abril

Expo Center Norte - SP

Peptídeos: a nova tendência do wellness que já domina no exterior e começa a ganhar espaço no Brasil

Nos últimos anos, uma nova palavra começou a ganhar força no universo do bem-estar, da estética e da alta performance: os peptídeos. Muito populares nos Estados Unidos, essas substâncias vêm sendo apontadas como uma das grandes tendências da chamada “medicina da longevidade”, com aplicações que vão desde melhora na composição corporal até benefícios para a pele, cognição e recuperação muscular. De forma simples, os peptídeos, são cadeias curtas de aminoácidos que atuam como “mensageiros” no organismo, sinalizando para que o corpo execute funções específicas, como produzir colágeno, regular o metabolismo, estimular a regeneração celular ou melhorar processos cognitivos. Na prática, isso permite que os peptídeos tenham funções altamente direcionadas. Alguns exemplos incluem o BPC-157, associado à regeneração de tecidos; o GHK-Cu, utilizado no reparo e rejuvenescimento da pele; e combinações como CJC-1295 e Ipamorelin, voltadas ao estímulo do hormônio do crescimento. Já outros, como o Semax, vêm sendo estudados por seus efeitos na função cognitiva. Nos Estados Unidos, esse movimento ganhou ainda mais força recentemente. Em 2026, a Food and Drug Administration ampliou o acesso a diversos peptídeos, permitindo sua manipulação sob prescrição médica em farmácias especializadas. Isso ajudou a expandir o uso dessas substâncias também no universo do fitness, estética e longevidade. No Brasil, porém, o cenário ainda é mais restrito. A ANVISA permite apenas o uso de peptídeos já aprovados em medicamentos registrados, como a semaglutida e a tirzepatida, amplamente utilizadas para controle metabólico e emagrecimento. Já a retatrutida, que vem ganhando destaque internacional pelos resultados promissores na perda de peso, ainda não é liberada no país. Mesmo assim, o tema cresce rapidamente e já começa a aparecer com mais frequência nas discussões sobre saúde, performance e estética. Com aplicações cada vez mais diversas, eles apontam para um futuro em que saúde, estética e performance caminham juntas — com mais tecnologia, mais personalização e uma compreensão mais profunda do funcionamento do organismo.

Da pista para o barro: corridas com obstáculos e fotos sujas de lama são a nova moda no Brasil

O que começou como uma brincadeira entre irmãos em uma fazenda inglesa se transformou em uma nova moda de atividade física ao redor do mundo e está cada vez mais popular no Brasil. Criada em 2011 pelos irmãos Charlie e Will Moreton, a Wolf Run nasceu a partir de uma ideia simples: transformar o próprio terreno onde cresceram — com campos, lagos e trilhas — em uma experiência esportiva aberta ao público. O resultado foi uma corrida híbrida que mistura trail running, obstáculos naturais e muita lama. Quinze anos depois, o evento se consolidou como um fenômeno no Reino Unido, reunindo mais de 25 mil participantes por ano. Mas o que diferencia esse tipo de prova das corridas tradicionais não é apenas o percurso — é o propósito. Ao contrário das corridas de rua, onde o foco está no tempo e na performance individual, eventos como a Wolf Run priorizam a experiência coletiva. Sem cronometragem obrigatória, os participantes são incentivados a correr em grupo, ajudar uns aos outros e encarar os desafios juntos. No Brasil, eventos como a Bravus Race vêm ganhando cada vez mais espaço ao propor exatamente essa mesma experiência: menos competição, mais vivência. A Bravus Race combina corrida, obstáculos físicos e desafios mentais em percursos que variam entre 5 km e 10 km, com elementos como lama, água, cordas e estruturas de escalada. Assim como na Wolf Run, a proposta vai além do desempenho — é sobre completar o percurso, independentemente do tempo, e, principalmente, sobre fazer isso junto. Esse tipo de evento simboliza uma mudança no comportamento dos consumidores fitness, pois durante anos, o treino esteve associado à estética. Em um segundo momento, a performance ganhou protagonismo. Agora, surge uma nova camada: o pertencimento. Corridas com obstáculos, lama e desafios coletivos representam um movimento em que o exercício deixa de ser apenas uma prática individual e passa a ser uma experiência social e coletiva. As pessoas não estão apenas correndo — estão buscando conexão, identidade e sensação de grupo. Em um cenário onde o fitness se torna cada vez mais integrado ao estilo de vida, experiências como essas mostram que o futuro do bem-estar pode estar menos ligado à perfeição estética e mais à vivência compartilhada. No fim, talvez a maior mudança não esteja na forma de treinar, mas no motivo pelo qual as pessoas treinam. E, cada vez mais, esse motivo parece ser menos sobre performance isolada, e mais sobre sentir que se faz parte de algo.

Como fotos de corrida viraram a nova forma de ostentação no Instagram?

Durante muito tempo, ostentar nas redes sociais era mostrar viagens, carros, restaurantes ou looks caros.Mas, nos últimos anos, surgiu um novo símbolo de status: a foto de corrida. Após a fase da foto no espelho da academia com #TaPago, a moda agora é ter fotos correndo ao ar livre para colocar no Instagram, foto de perfil do whatsapp e até mesmo em apps de relacionamento para achar o par ideal. Com rosto mostrando esforço, olhar focado, quilômetros percorridos, relógios mostrando pace e calorias, suor, medalhas, tênis de carbono, tudo virou um tipo de “comprovante social” de disciplina, autocuidado e estilo de vida saudável. O sociólogo Pierre Bourdieu explicava que existem diversos tipos de capital: econômico, cultural e simbólico. Hoje, na era do wellness, treinar virou capital simbólico. Postar foto de corrida não comunica apenas que você corre; comunica que você: cuida de si, tem autocontrole, foco, rotina e disciplina. A foto de corrida está tão em alta no Brasil, que virou um negócio milionário. Plataformas como Fotop, Banklek, Foco Radical e Fotto permitem que os esportistas comprem fotos suas treinando sem burocracias; sem ter que agendar ensaios fotográficos, sem ter fotógrafos particulares e sem gastar muito por isso. Hoje, a empresa de fotos esportivas Banklekk, tem mais de 5 milhões de usuários mensais, está entre os 500 sites mais acessados do Brasil e mira bater 40 milhões de reais em receita em 2025. O treino deixou de ser um momento isolado para se tornar uma camada de identidade. Uma extensão de quem a gente é e do que comunica para o mundo. Em um contexto em que mais pessoas buscam hubs para compartilhar seus valores e interesses e mostrar tudo o que sabem dentro desse aspecto, o esporte passou a preencher muitos desses quesitos. Comunidades como corredores da USP, Nike Run, clubes de corrida, grupos de rua têm estética, linguagem, vestimentas e símbolos próprios. Usar um Vaporfly ou AdiZero virou tão identitário quanto usar uma bolsa de grife. Mostrar e discutir o pace, distância e progressão semanal formam novas amizades que identificam os novos corredores que não estão satisfeitos em apenas correr para manter sua saúde em dia, mas que fazem questão de compartilhar isso com centenas de pessoas nas redes sociais. Hoje em dia, postar fotos em provas de corrida, treinando em lugares badalados, frequentar certos ambientes de treino e performance deixou de ser apenas pela saúde. Mas uma forma também de criar novas comunidades, fazer amizades e encontrar parceiros amorosos com os mesmos gostos. E como quase tudo que a geração Z faz, postar estar nesses lugares se tornou quase obrigação também, afinal, como fala a gen Z; “Se não postar, não aconteceu. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

O novo luxo é parecer saudável: como o wellness virou moeda de status

Você acorda cedo, toma um shot de cúrcuma com glutamina, corre 5 km com seu Garmin novo e mergulha numa banheira de gelo. Não por obrigação médica, mas porque viu no story da sua influencer favorita. Bem-vinda à era do wellness performático — onde o corpo saudável virou uma nova forma de ostentação. De suplementos premium à protocolos de biohacking, o bem-estar deixou de ser cuidado e virou status. Ser “fitness” hoje é um jeito de dizer quem você é, quanto você ganha, com quem você anda — e, acima de tudo, quem você não quer parecer. Segundo o Global Wellness Institute, o Brasil já movimenta mais de US$ 111 bilhões com o ecossistema de bem-estar, sendo o maior mercado da América Latina. Globalmente, o setor já ultrapassou os US$ 5,6 trilhões. Mas a pergunta é: estamos ficando mais saudáveis — ou só queremos parecer saudáveis? Não é mais no camarote que se ostenta status, mas sim no esporte que pratica, as roupas de treino que usa, a academia que treina, a sauna, a banheira de gelo, o label do suplemento que usa, os trainning clubs que frequenta… São todos marcadores de um “estilo de vida superior” — com um sentimento e status de pertencimento. Zygmunt Bauman dizia que vivemos tempos líquidos: tudo escorre, nada é fixo, e até nossas identidades precisam ser constantemente atualizadas. Nesse contexto, o corpo saudável e o lifestyle wellness se tornaram bens simbólicos de valor — um jeito de dizer ao mundo “eu me controlo, eu me importo, eu pertenço”. O que antes era status por meio de posses (carro, roupa, imóvel), hoje é sinalizado por protocolos de gelo, suplementos caros e roupas de academia minimalistas. É o corpo que agora 2 carrega o capital social. E pertencer, no universo wellness, é parecer equilibrado — mesmo que por dentro tudo esteja desmoronando. O sociólogo Michel Foucault dizia que o corpo é onde o poder atua de forma sutil, por meio de normas e discursos sociais. Práticas de treino e autocuidado no universo wellness refletem essa ideia, moldando corpos disciplinados. Não por imposição, mas por alinhamento com os valores da nossa época. Comer bem, treinar, dormir 8h e cuidar da saúde mental exige organização, investimento financeiro e tempo. A rotina wellness, como vemos nas redes, envolve escolhas que nem sempre estão disponíveis para todos. Hoje, mais do que ser saudável, muitos buscam comunicar disciplina — porque o bem-estar também se tornou uma forma de expressão de autoridade. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Por que o treino híbrido está no hype e por que você deveria começar a praticá-lo?

O termo “híbrido” vem ganhando cada vez mais espaço no universo wellness. Ele define quem busca performance tanto na força (como na musculação) quanto na resistência (como na corrida). É sobre não escolher uma só modalidade, mas sim integrar as duas — sem abrir mão nem do shape, nem do condicionamento físico. É trocar o “ou” pelo “e”: correr e levantar peso, ter estética e performance. Por isso, a metodologia híbrida vem conquistando pessoas que não querem mais se limitar a um único padrão de treino. Gente que prova que dá, sim, para ter o melhor dos dois mundos: o shape definido da musculação e o condicionamento físico dacorrida. Ao combinar força muscular com resistência cardiovascular, o atleta híbrido é capaz de levantar peso e correr longe. A corrida, por sua vez, é democrática, acessível e eficiente. Pode ser praticada na rua, por qualquer pessoa. Ela desenvolve uma base aeróbica sólida, melhora a saúde mental por liberar altos níveis de endorfina, e ainda reduz em até 30% o risco de mortalidade, comparado a indivíduos sedentários. A musculação, por outro lado, oferece uma estrutura muscular que protege o corpo, previne lesões, ajuda na longevidade e, claro, constrói aquele shape torneado que tanta gente busca. Ou seja: você não precisa mais escolher entre correr ou levantar peso. O shape dos sonhos de hoje não é mais apenas estético — é completo. É o corpo que se move, resiste, sustenta, enfrenta desafios e ainda se sente bem na frente do espelho. O treino híbrido mostra que você não precisa ser um bodybuilder sem condicionamento, nem abrir mão do seu shape para ser corredor. É sobre integrar habilidades, desafiar rótulos e estar pronta para tudo — tanto nos treinos quanto na vida. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/