O Brasil já é um “país academia”: segundo maior mercado do mundo em número de unidades, atrás só dos EUA.
E é exatamente por isso que um player global resolveu aterrissar aqui com barulho.
A F45 Training, rede de treinos funcionais de 45 minutos com tecnologia, padronização e cultura forte de comunidade, oficializou sua entrada no país com um plano que parece roteiro de startup em modo agressivo: R$ 30 milhões de investimento inicial, operação avaliada em cerca de R$ 350 milhões e ambição de 1.000 unidades em 5 anos via franquias.
O detalhe que puxa atenção: no pacote vêm os nomes de David Beckham e Mark Wahlberg como investidores e embaixadores, não apenas como licenciamento de imagem, mas como usuários do método segundo a própria marca.
Por que franquia pensar em franquias?
A estratégia é o clássico modelo asset light: crescer rápido sem carregar o peso de capital de cada unidade.
Pelos números apresentados pelo executivo:
- investimento por unidade: cerca de R$ 298 mil
- receita média mensal estimada: cerca de R$ 209 mil
- margem líquida: 32% a 34%
- payback: a partir de 13 meses
- breakeven: a partir do 3º mês, variando por praça e formato

Por que começar no Rio antes de São Paulo?
A primeira unidade anunciada fica no Vogue Square, na Barra. A leitura da operação é direta: o Rio tem lifestyle, hábito de treino e sociabilidade que explicam a proposta com menos esforço. São Paulo entra na sequência.
A marca quer ser percebida como estilo de vida, não como lugar de aparelho e o Rio vai ajudar a construir essa narrativa.
A Smart Fit precisa tomar acuidado
A Smart Fit representa o outro polo do mercado: escala, preço acessível e operação massiva, com milhares de unidades na América Latina.
A entrada da F45 reforça um movimento claro no setor.
Academia deixando de ser projeto verão e virando experiência contínua, construindo comunidade e criando rituais.
Plano agressivo é bonito no papel. Execução é o que separa hype de rede consolidada.
Expandir mil unidades em cinco anos exige padronização real, franqueado alinhado e consistência de entrega. No Brasil, mercado aquecido não significa mercado fácil.
Fecho FitFeed
A entrada da F45 é mais um sinal de que o Brasil virou vitrine da wellness economy.
E que o jogo das academias está mudando: quem ganhar comunidade, ganha recorrência.
Pergunta simples: você acredita mais no modelo de escala acessível ou no modelo de clube experiência?
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