O Brasil está se preparando para disputar a sede do Campeonato Mundial de Corrida de Rua de 2028.
A candidatura ainda está em fase inicial, mas já começou a ser estruturada pela Confederação Brasileira de Atletismo.
A cidade que receberia o evento ainda não foi definida.
Segundo o presidente da entidade, existem algumas possibilidades sendo discutidas dentro do país.
Cidade sede ainda está em aberto
Entre as cidades mencionadas estão Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza e Santos.
O Rio aparece como uma das possibilidades naturais por causa da visibilidade internacional e da força do turismo esportivo.
Mas outras cidades também demonstraram interesse.
Neste momento, o projeto ainda está sendo desenhado e negociado com diferentes parceiros do ecossistema da corrida.
A decisão final sobre a sede deve acontecer apenas nos próximos meses.
O boom da corrida de rua no Brasil
O interesse em trazer o Mundial para o país acompanha um movimento muito maior.
A corrida de rua está vivendo uma expansão acelerada no Brasil.
Dados apresentados pela Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua indicam que, em 2025, o número de provas no país cresceu 85% em relação ao ano anterior.
Esse crescimento já vinha acontecendo antes.
Em 2024, o aumento havia sido de 24%.
Hoje o Brasil já reúne cerca de 15 milhões de praticantes de corrida.
Para 2026, a expectativa é ultrapassar 12 mil provas realizadas no país.
Como funciona o Mundial de Corrida de Rua?
O campeonato mundial atualmente reúne três distâncias:
- Uma milha
- 5 quilômetros
- Meia maratona
Existe, porém, uma discussão para alterar esse formato.
Uma das possibilidades é retirar a prova da milha e incluir a distância de 10 quilômetros, que é uma das mais populares entre corredores.
No Brasil, inclusive, essa é uma das provas com maior número de participantes.
Um mundial aberto também para corredores amadores
Um dos diferenciais do evento é que ele não é exclusivo para atletas de elite.
O campeonato também abre vagas para corredores comuns participarem.
Isso permite que pessoas que praticam corrida de forma amadora tenham a experiência de disputar um Mundial representando seu país.
Esse modelo aproxima o evento da comunidade e fortalece ainda mais a cultura da corrida.