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Brasil registra casos de varíola dos macacos após o carnaval

Porto Alegre confirmou um novo caso de Mpox e acende alerta.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o paciente é morador da capital, mas teria contraído a infecção fora do Rio Grande do Sul. A prefeitura não divulgou a variante nem o estado de saúde da pessoa diagnosticada.

E aqui entra o ponto que importa para quem vai circular, abraçar, beijar, dividir copo, glitter, fantasia e camarote: a administração municipal reforçou as orientações de prevenção porque a transmissão acontece principalmente por contato direto com lesões de pele e secreções corporais, incluindo saliva. Também pode ocorrer por gotículas respiratórias em situações de proximidade prolongada e pelo contato com objetos contaminados.

O que é a varíola dos macacos?

Mpox é uma infecção causada pelo vírus monkeypox, da mesma família do vírus da varíola.

A transmissão ocorre principalmente por:

  • contato direto com lesões de pele
  • fluidos corporais
  • objetos contaminados
  • exposição próxima e prolongada a secreções respiratórias de pessoas infectadas

Também pode ocorrer por animais infectados, especialmente roedores.

Sintomas e janela de incubação

Os sintomas mais comuns incluem:

  • lesões ou erupções na pele
  • febre
  • dor de cabeça e no corpo
  • calafrios
  • fraqueza
  • aumento dos linfonodos, as famosas ínguas

O período de incubação pode variar de 3 a 21 dias, com média entre 10 e 16 dias.

Em 2025, Porto Alegre contabilizou 11 casos.

E 2026 já começou com registro no Brasil. Em janeiro, o estado de São Paulo confirmou 43 casos a partir de 161 notificações suspeitas, distribuídos por cidades como Campinas, Santos, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e a capital.

No cenário global, a Mpox ganhou projeção durante o surto de 2024, quando a Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública de importância internacional. Esse status foi suspenso em setembro de 2025 após queda consistente no número de infecções globais.

Se aparecerem lesões na pele, febre e sintomas estranhos, a orientação geral de saúde pública é evitar contato próximo e procurar atendimento para avaliação. E, no bloco, vale reduzir situações de risco óbvias: contato direto com lesões, compartilhar objetos que tenham contato com boca e saliva, e ignorar sinais do corpo.