Quando um grande patrocinador sai de campo, quem estava esperando no banco entra. A Cimed está negociando patrocínio com mais de 10 clubes de futebol, segundo o Invest News. A farmacêutica já estampa as camisas do Palmeiras, do Cruzeiro e da Seleção Brasileira, e agora quer ampliar o time.
A saída das bets abriu o mercado
A oportunidade nasceu de uma proibição. As casas de apostas não podem mais aparecer nos uniformes, e isso tirou do futebol um dinheiro gigantesco.
Em 2025, o patrocínio das bets aos clubes cresceu 67% e chegou a cerca de R$ 1 bilhão, segundo levantamento do economista Cesar Grafietti com a Outfield. Com esse volume saindo de cena, os espaços nas camisas ficaram mais baratos.
Para quem tem caixa e visão, é o momento clássico de comprar na baixa. A Cimed leu o cenário e entrou em campo.
O jogo vai além da camisa
Estampar a marca é só a primeira jogada. A empresa também quer lançar produtos licenciados com os clubes, algo que já faz com os desodorantes Super do Palmeiras e do Cruzeiro.
Aqui o patrocínio deixa de ser visibilidade e vira produto na prateleira. O torcedor não só vê a marca, ele leva para casa um item do seu time.
O que realmente está por trás da estratégia?
O futebol é o meio. O objetivo é outro. A Cimed quer depender menos de remédios e vender mais produtos de beleza e higiene pessoal.
É uma mudança de posicionamento. Em vez de falar com o consumidor só quando ele está doente, a marca quer estar presente na rotina de cuidado do dia a dia. E poucas coisas criam tanta conexão emocional no Brasil quanto o clube do coração.
A Cimed mostra que, no mercado de saúde e bem-estar, o jogo não se ganha só na farmácia. Se ganha onde está a paixão do consumidor, transformando um espaço vago na camisa em um trampolim para um novo modelo de negócio.
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