A The Coca-Cola Company começou 2026 testando um novo movimento na Europa. A Coca-Cola Triple Z chega prometendo manter o sabor clássico, mas eliminando três elementos que sempre estiveram no centro da conversa sobre refrigerante: açúcar, cafeína e calorias.
O que está por trás da Triple Z?
A Triple Z amplia o portfólio da marca dentro da lógica que já vinha sendo construída com a linha Zero. Só que agora o foco não é apenas reduzir açúcar. É entregar uma versão que elimina também a cafeína e qualquer traço calórico.
O discurso é simples. Manter o sabor, tirar os “vilões” da equação.
Na prática, isso conversa com um consumidor que quer continuar consumindo refrigerante, mas com menos culpa nutricional e mais controle sobre o que está ingerindo.
Quando uma marca do tamanho da Coca-Cola mexe no portfólio, ela está lendo comportamento.
- Mais atenção a rótulo.
- Mais busca por versões leves.
- Mais gente querendo reduzir estimulantes como cafeína.
- Mais demanda por produtos que se encaixem numa rotina de equilíbrio.
Não é coincidência que a inovação seja incremental. A indústria de alimentos e bebidas tem feito exatamente isso. Reformula, testa, observa aceitação e depois escala.
Design minimalista e estratégia de prateleira
A lata aposta numa identidade mais limpa, pensada para se diferenciar no ponto de venda sem romper com o reconhecimento da marca.
É quase um recado visual.
Continua sendo Coca-Cola, mas com outra proposta.
E o Brasil?
Por enquanto, a Triple Z estreia em mercados europeus selecionados. A expansão para outros países vai depender da resposta do consumidor.
Se chegar ao Brasil, entra num território já consolidado de refrigerantes zero. A pergunta não é se existe demanda. É se existe espaço.
No fim, o lançamento reforça algo maior.
As grandes marcas não estão abandonando categorias tradicionais. Elas estão adaptando essas categorias ao novo olhar do consumidor.