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Desafio do paracetamol: nova modinha de tomar remédio até passar mal interna jovens na Europa

Autoridades de saúde em Portugal acenderam o alerta para um aumento de intoxicações em jovens ligado ao chamado “desafio do paracetamol”, que vem circulando nas redes. A mensagem do governo foi direta: isso pode causar lesão grave no fígado, evoluir para insuficiência hepática e, em casos extremos, levar a transplante ou morte.

O que esse “desafio” incentiva?

A lógica é tão absurda quanto perigosa: jovens competirem para ver quem aguenta mais depois de tomar uma quantidade exagerada do medicamento, como se o corpo fosse um videogame com barra de vida.

Em Lisboa, profissionais do Hospital de Santa Maria relataram preocupação com a escalada de intoxicações voluntárias com medicamentos em adolescentes, com aumento importante nos últimos anos. A leitura dos médicos é que não dá para reduzir isso a “brincadeira de internet”: tem camada de acesso fácil a remédios em casa, impulsividade e, muitas vezes, sofrimento emocional por trás.

O recado para pais e cuidadores

  1. Remédio não é item decorativo de armário baixo. Guarde fora do alcance.
  2. Conversa simples, sem sermão. “Isso pode te matar” é mais útil do que um discurso longo.
  3. Olho em mudança de comportamento. Nem tudo é “fase”, nem tudo é “drama”.

O próprio governo português pediu exatamente isso: guardar medicamentos em local seguro e falar com crianças e adolescentes sobre o risco.

E se alguém tomou uma quantidade acima do recomendado?

Isso aqui é importante: não espere “ver se passa”.

Procure ajuda imediatamente:

  • Portugal: CIAV INEM 800 250 250 (24h) ou emergência 112.
  • Brasil: Disque-Intoxicação 0800 722 6001 (orientação) e, em urgência, SAMU 192.

Por que esse assunto importa?

Porque essa é a cara da nossa era: o que é “conteúdo” para uns vira “consequência” para outros.