Se você rende melhor à noite, vive empurrando o horário de dormir e acorda sempre “no modo soneca”, talvez o impacto vá além do cansaço.
Um estudo recente com mais de 320 mil adultos encontrou um sinal consistente: pessoas com perfil noturno apresentam pior saúde cardiovascular e até 16% mais risco de infarto ou AVC ao longo do tempo.
O que esse estudo analisou?
Os pesquisadores cruzaram hábitos de sono com exames clínicos e histórico médico usando o Life’s Essential 8, um índice que junta os oito pilares da saúde do coração:
sono, alimentação, atividade física, tabagismo, pressão arterial, colesterol, glicemia e IMC.
Depois disso, os participantes se classificaram como:
• matutinos
• noturnos
• intermediários
O resultado foi claro: quem se identifica como noturno tende a pontuar pior no conjunto geral. Não em um detalhe específico, mas no sistema inteiro.
O problema não é dormir tarde, é viver fora do seu relógio corporal.
O estudo não coloca a noite como vilã absoluta. O risco aparece quando existe desalinhamento crônico entre o relógio biológico e a rotina social.
Na prática, isso costuma vir acompanhado de:
• menos horas de sono nos dias úteis
• compensação exagerada no fim de semana
• horários irregulares de refeição
• mais ultraprocessados, nicotina e estímulos noturnos
• menos consistência pra se exercitar
Esse combo é conhecido como jetlag social.
E o coração não gosta de viver em fuso horário trocado.

É possível reduzir esse risco mesmo dormindo tarde?
Segundo os próprios autores, sim.
o caminho é mais simples do que parece: deixar o sono mais previsível, evitar a virada de noite no fim de semana, cortar o excesso de nicotina e ultraprocessados e manter a atividade física rodando com regularidade, mesmo que os horários não sejam perfeitos.
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