Um grupo de empreendedoras amazônidas está transformando ingredientes locais em bebidas premium e puxando uma nova lógica de negócio: valor não vem só do rótulo bonito, vem do território, da cadeia e da história por trás.
Pensa na floresta como um “laboratório vivo” de insumos. Agora pensa em marcas usando isso com inteligência, sem apagar a origem.
É daí que saem cases como:
Hilary Gin
Criada por três amazonenses, a marca aposta em insumos regionais para fazer um gim premium e registrou crescimento de 270% em 2025.
Jambu Sinimbu
Aqui o protagonista é o jambu, a erva que dá aquela sensação de “boca tremendo”. A empresa usa o ingrediente como assinatura de produto e viu o faturamento crescer 50% em quatro meses.
E não é só startup ganhando holofote. Tem organização de base e produção local raiz entrando no jogo com força também, como a Associação Semeando Juntas (PA), que faz licores com mel de cacau, e a Fazenda Bacuri, com produtos orgânicos e aquela ambição saudável de levar a história da Amazônia pra fora do Brasil sem diluir a origem.

Os números chegam a assustar
Segundo dados do Sebrae, são mais de 180 mil mulheres donas de negócios no Amazonas e quase 400 mil no Pará.
E o detalhe que interessa pra economia do wellness é o seguinte: quando essas marcas priorizam ingrediente local, elas puxam junto cooperativas, comunidades e cultura. Ou seja, não é só vender bebida. É fortalecer cadeia, gerar renda e manter identidade.
No fim, é um modelo que conversa com o consumidor de hoje: gente que quer produto bom, mas também quer origem, autenticidade e impacto.
O futuro é high-context.
O recado é simples: o futuro do wellness e dos negócios com propósito pode estar menos em promessas genéricas e mais em produtos com raiz.
Quando uma marca conecta o consumidor a um território real, ela vende narrativa, pertencimento, e significado.
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