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Esqueça o Dr. Google: OpenEvidence capta US$ 250 mi para ser o copiloto dos médicos

Em menos de um ano no mercado, a OpenEvidence, uma startup de health tech, levantou US$ 250 milhões em uma rodada que elevou seu valuation para impressionantes US$ 12 bilhões. A missão da empresa é clara: oferecer um chatbot de IA que funciona como um cérebro auxiliar para médicos, transformando a tomada de decisão clínica com dados científicos de alta qualidade.

Mas o que faz essa IA valer tanto?

Fundada por Daniel Nadler – o mesmo cérebro por trás da Kensho Technologies, vendida por mais de US$ 550 milhões –, a OpenEvidence não é só mais uma ferramenta de IA. A plataforma é um copiloto treinado exclusivamente com literatura médica e dados científicos revisados por pares, projetado para ajudar profissionais a acessar evidências de forma rápida e precisa. A prova de que o mercado comprou a ideia está nos números: a ferramenta já alcançou mais de 40% de adoção entre médicos nos EUA e ultrapassou US$ 100 milhões em receita anualizada.

O segredo? Um modelo de negócio disruptivo

Enquanto a maioria das B2B techs aposta em assinaturas caras, a OpenEvidence quebrou a regra. Seu modelo de receita é baseado em publicidade direcionada dentro do app, o que elimina a barreira de custo para clínicas e consultórios menores. Essa estratégia permitiu um crescimento orgânico acelerado e, de quebra, criou sua maior vantagem competitiva: uma base de dados clínicos reais, alimentada pela própria comunidade médica, que torna a IA cada vez mais inteligente e difícil de replicar.

O futuro é vertical, e a saúde agradece

O sucesso da OpenEvidence sinaliza uma tendência clara no mercado de wellness: a era das IAs especializadas. Modelos generalistas perdem espaço para soluções de nicho que garantem credibilidade e usabilidade real em setores complexos como o da saúde. Com uma visão de longo prazo focada em independência e um futuro IPO no radar, a empresa mostra que o caminho para inovar em saúde passa pela co-criação com profissionais e por estratégias que aliam tecnologia de ponta com acesso democrático, melhorando os resultados para os pacientes e a segurança dos tratamentos.

No fim das contas, a OpenEvidence não está apenas otimizando o atendimento médico; está redefinindo a confiança na interface entre homem e máquina. Ao aliar dados de alta qualidade a um modelo escalável, a startup prova que o maior impacto da IA no bem-estar não virá de respostas genéricas, mas de ferramentas precisas que capacitam os verdadeiros especialistas.

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