Nesta semana, a ex-ginasta Laís Souza foi ao Rio de Janeiro para conhecer a pesquisadora Tatiana Sampaio, da UFRJ, responsável pelo desenvolvimento da polilaminina, uma molécula experimental que vem chamando atenção por seu potencial em lesões medulares.
Laís ficou tetraplégica após um acidente em janeiro de 2014, durante um treino de esqui aéreo em Park City, nos Estados Unidos. Ela teve fraturas na região cervical (C3 e C4) e, desde então, passou por cirurgias, tratamentos e fisioterapia contínua.
O tom do relato dela foi exatamente o que muita gente precisa ouvir quando o assunto é inovação em saúde: esperança com cautela.
Nas redes, Laís contou que acompanhou estudos do mundo inteiro ao longo desses 12 anos, sem criar expectativas, e que a polilaminina foi uma das poucas coisas que mexeram com ela de verdade. Também disse que sempre acreditou que viajaria para qualquer lugar do mundo se surgisse uma pesquisa promissora, mas que não imaginava que essa “luz” estaria no Brasil.
E reforçou um ponto raro e maduro: segue otimista, mas com os pés no chão.
Onde a polilaminina está hoje?
O que existe até agora é uma autorização para início de estudo clínico de fase 1, etapa que avalia principalmente segurança. Ou seja, é um marco, mas ainda não é tratamento disponível de forma ampla.
Em português claro: é ciência avançando do jeito certo, por etapas, com validação e método.
Por que essa foto comoveu tanta gente?
Porque, para o Brasil, Laís sempre foi uma ferida aberta.
Quando ela aparece sorrindo ao lado de uma pesquisadora brasileira, muita gente sente que não é só sobre ela. É sobre um país que, apesar de tudo, ainda consegue colocar inteligência, laboratório e persistência na mesma frase.
Nos comentários, atletas e seguidores reagiram com torcida explícita. A imagem virou uma espécie de “vai dar certo” coletivo.
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