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Fim das agulhas? A revolução dos comprimidos para obesidade já começou.

A era das canetas injetáveis para perda de peso, que virou febre global, está prestes a ser transformada. As gigantes farmacêuticas Novo Nordisk e Eli Lilly estão apostando todas as suas fichas em uma nova fronteira: os comprimidos. Com lançamentos que prometem mais conveniência e acessibilidade, a briga por um mercado que pode chegar a US$ 100 bilhões anuais até 2030 agora é pela via oral.

A corrida pela pílula de ouro

A Novo Nordisk saiu na frente com a versão em pílula do Wegovy, oferecendo uma alternativa direta para quem busca fugir das agulhas. A resposta do mercado foi imediata. Na primeira semana, a versão oral atraiu mais que o dobro de novos pacientes em comparação com o lançamento do concorrente injetável Zepbound. Enquanto isso, a Eli Lilly não está assistindo de camarote e prepara o lançamento do seu próprio comprimido, o orforglipron, com a promessa de eficácia e praticidade, já que não exige jejum para ser tomado.

Menos agulha, mais adesão: o poder da escolha

Mas por que essa mudança é um game-changer? A resposta está no comportamento do consumidor. Pesquisas mostram que até dois terços dos adultos têm receio de agulhas, uma barreira que impacta diretamente a adesão ao tratamento. Os comprimidos eliminam esse obstáculo, alinhando-se a uma macrotendência de personalização na saúde. A ideia é que o paciente escolha a opção que melhor se encaixa no seu estilo de vida, o que aumenta a consistência e, consequentemente, os resultados.

Democratizando o acesso e expandindo o mercado

A inovação não para na conveniência. Os novos medicamentos orais chegam com preços mais competitivos e custos de fabricação menores, facilitando a acessibilidade. Nos EUA, onde os canais de venda direta ao consumidor já representam 30% do mercado, essa estratégia acelera a popularização dos tratamentos. A expectativa é que, com preços menores e maior cobertura dos planos de saúde, o acesso a essas terapias deixe de ser um privilégio.

O movimento é claro: a indústria de wellness está se adaptando para entregar não apenas eficácia, mas também simplicidade e autonomia. A transição para os comprimidos é mais do que uma inovação farmacêutica; é uma lição de negócios sobre como entender e atender às reais necessidades do consumidor, abrindo caminho para uma nova era no gerenciamento de peso e bem-estar.

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