Esqueça o pote de colágeno em pó parado no fundo do armário. A Khloud, marca de snacks cofundada por Khloé Kardashian, acaba de lançar o Khloud Plus, uma linha de chips de tortilha com 17 gramas de proteína por porção, sendo 2 gramas de colágeno hidrolisado assado dentro do próprio salgadinho. O produto chegou no dia 10 de agosto com exclusividade no Walmart, a 3,48 dólares o pacote e 9,99 dólares o combo de três sabores, com um Jalapeño criado só para a rede.
O funcional saiu do pote e foi para a boca
O movimento é mais esperto do que parece. Colágeno sempre foi um ativo de ritual, algo que você precisa lembrar de tomar, misturar, engolir. Ao embutir o ingrediente na forma de um snack que a pessoa já ia comer de qualquer jeito, a Khloud elimina a fricção que mata a adesão de qualquer suplemento.
É a mesma lógica que fez a proteína sair da coqueteleira e entrar em barrinha, café, iogurte e agora tortilha. O consumidor não quer mais um passo a mais na rotina. Ele quer que o benefício venha embutido no hábito que já existe. Quem entender isso vende. Quem insistir em vender disciplina vai continuar brigando por um público pequeno.
A tração que sustenta a aposta
A Khloud não é um lançamento de celebridade jogado na prateleira para ver no que dá. A marca estreou em abril de 2025 com pipoca proteica, chegou a mais de 29 mil pontos de venda em menos de um ano, incluindo 13.600 lojas do Starbucks no segundo semestre de 2025, e lançou os Protein Chips com 7 gramas de proteína em abril deste ano.
Os números de giro explicam a confiança do varejo. No Target, a velocidade de venda ficou 96,4% acima da média da categoria, superando marcas legadas como Doritos, Fritos e Pringles no critério de dólar por loja por semana. No Walmart, 62% dos compradores da marca eram novos na categoria. Esse é o dado que faz um comprador de rede abrir espaço em gôndola. A Khloud não está roubando cliente do concorrente, está trazendo gente que não comprava nada ali. Em maio, a marca captou 15 milhões de dólares em rodada liderada pela K5 Global, com Serena Ventures, WME, Shrug Capital e Springdale Ventures na mesa.
O que o varejo está sinalizando
A Kristin Piper, vice-presidente de mercadoria de wellness do Walmart, deixou claro o raciocínio da rede. O cliente quer mais proteína no dia sem abrir mão do sabor, e a Khloud torna o funcional acessível. Traduzindo para linguagem de negócio, bem-estar deixou de ser corredor de nicho no varejo americano e virou categoria de volume, com preço de salgadinho comum e argumento nutricional de suplemento.
Repare no posicionamento de preço. Menos de quatro dólares coloca o produto na mesma faixa de decisão de um chip qualquer. O consumidor não precisa fazer conta nem justificar o gasto como investimento em saúde. Ele só troca de pacote.
O bem-estar do futuro é menos ritual e mais infiltração. Ganha quem conseguir entregar função dentro do prazer que o consumidor já escolheu, sem pedir que ele mude nada.
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