As diretrizes alimentares dos EUA estão reavaliando a recomendação de laticínios com baixo teor de gordura, com novas pesquisas sugerindo que laticínios integrais não são necessariamente prejudiciais à saúde cardiovascular ou ao controle de peso.
O movimento MAHA e especialistas em nutrição impulsionam essa mudança, desafiando paradigmas nutricionais antigos. Esta discussão destaca a complexidade da nutrição e a importância da matriz alimentar dos produtos.
Afinal, a gordura do leite é amiga ou inimiga?
Desde os anos 80, a cartilha da nutrição pregava laticínios desnatados. Agora, a ciência mostra que a história é mais complexa. De um lado, um estudo norueguês associou o leite integral a um leve aumento no risco cardiovascular. Do outro, uma pesquisa americana de 25 anos ligou laticínios integrais a um risco 24% menor de calcificação arterial.
O consenso? Não há um vilão claro. Especialistas apontam que a “matriz alimentar” do leite, a combinação de todos os seus nutrientes, pode mitigar os efeitos da gordura saturada.
E o medo de engordar? Parece que não é bem assim.
Se a sua preocupação era o ganho de peso, pode respirar aliviado. Diversas análises recentes não encontraram evidências que associem o consumo de leite integral a um maior ganho de peso em comparação com o desnatado. Pelo contrário, a gordura pode até aumentar a saciedade, ajudando no controle do apetite. A verdade é que, ao remover a gordura dos produtos, a indústria muitas vezes a substitui por açúcares e carboidratos, o que pode anular qualquer benefício.
Uma oportunidade de ouro para o mercado de wellness
Para a indústria, essa mudança é um divisor de águas. Abre-se uma janela gigante para reposicionar o leite integral, não como um inimigo, mas como um alimento denso em nutrientes. Marcas ágeis podem criar produtos premium, destacando proteínas, cálcio e vitamina D, e construir narrativas que dialoguem com a busca do consumidor por dietas flexíveis e personalizadas. O foco, no entanto, deve ser no produto natural, já que o alerta contra ultraprocessados açucarados e manteiga continua valendo.
A lição final não é que o leite integral se tornou um superalimento, mas que a nutrição não é preto no branco. A tendência é a individualização, onde cada um entende o que funciona para o seu corpo. Para o mercado, o desafio é comunicar essa complexidade de forma clara, promovendo saúde de verdade em vez de seguir a próxima onda da dieta da moda.
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