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Médicos viram alvo no Irã por atenderem manifestantes feridos

Tem coisa que deveria ser intocável em qualquer país: socorro médico.

Mas, no Irã, relatos recentes indicam que profissionais de saúde estão sendo presos após atenderem manifestantes feridos durante a repressão a protestos, inclusive com denúncias de hospitais sob vigilância e atendimento improvisado fora do sistema formal.

O caso que virou símbolo

Um dos nomes que mais aparece nas denúncias é o do cirurgião Alireza Golchini, de 52 anos, da cidade de Qazvin.

Segundo organizações de direitos humanos, ele foi acusado de moharebeh (frequentemente traduzido como “guerra contra Deus”), uma tipificação que pode levar à pena de morte no país.

A mensagem por trás disso é simples e brutal: se você tratar o ferido “errado”, vira inimigo do Estado.

O que as entidades médicas estão dizendo

Há também uma reação pública de profissionais dentro do país, reforçando o óbvio: prestar atendimento não é crime, é dever ético, legal e humanitário.

A resposta dos EUA entra no tabuleiro

Em paralelo, o Departamento de Estado dos EUA pressionou pela libertação de médicos detidos, enquanto Donald Trump elevou o tom com ameaças de “consequências” caso execuções avancem.

Do lado iraniano, o presidente do Parlamento Mohammad Bagher Ghalibaf disse à CNN que o país estaria aberto a conversar, mas apenas se for algo “genuíno”, não imposto. E soltou uma frase que viraliza fácil: Trump pode começar uma guerra, mas não controla como ela termina.

A Europa aperta o cerco

A União Europeia decidiu classificar a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) como organização terrorista, em reação à repressão. A medida piorou de vez a tensão diplomática e gerou retaliação do Irã contra forças europeias.

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