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O brasileiro está trocando o cigarro pelo álcool e pelos ultraprocessados

Um estudo da Unifesp indica que, apesar da queda no tabagismo e no consumo de bebidas açucaradas, doenças crônicas não transmissíveis e consumo de álcool e ultraprocessados devem aumentar até o fim da década as projeções apontam que quase um terço da população das capitais estará obesa mais de 1 em cada 10 adultos conviverá com diabetes e mais de 1 em cada 4 terá hipertensão

Consumo de álcool e ultraprocessados em alta

O levantamento mostra que o consumo abusivo de álcool deve passar de 18,8 para 21,3 por cento até 2030 com maior aumento entre mulheres desde 2009 a indústria alimentícia tem explorado segmentos ainda pouco atingidos e o consumo de ultraprocessados segue como um dos principais fatores por trás da obesidade enquanto o tabagismo recua de 9,8 para 4,7 por cento graças a políticas consistentes como proibição de propaganda e ambientes livres de fumaça

Doenças como diabetes, cardiovasculares, câncer e respiratórias respondem por mais de 54 por cento dos óbitos anuais no Brasil e quase 40 por cento dessas mortes ocorrem entre 30 e 69 anos consideradas prematuras o estudo reforça que o problema não é só individual mas também estrutural envolvendo políticas públicas, tributação, rotulagem e acesso a alimentos saudáveis

Alimentação e atividade física

Apesar do aumento da prática de exercícios físicos, apenas metade da meta prevista para 2030 deve ser atingida o consumo de frutas e hortaliças segue abaixo do recomendado em 75,5 por cento dos adultos nas capitais a baixa adesão masculina puxa esse índice para baixo políticas integradas são apontadas como necessárias para melhorar resultados em dieta atividade física e prevenção de doenças crônicas

O relatório evidencia que controlar tabagismo foi possível com políticas consistentes enquanto álcool ultraprocessados obesidade e dieta ainda demandam ações coordenadas e robustas tributação adequada rotulagem informativa e programas de promoção de saúde permanecem essenciais no fim a mudança de comportamento individual depende de políticas estruturais eficazes e da educação em saúde

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