Não é que a Geração Z tenha parado de sair. Ela só passou a pensar melhor no que coloca no copo.
A conta da noite anterior, a ressaca que rouba o dia seguinte, as calorias e o açúcar das misturas ultra processadas deixaram de fazer sentido para quem quer aproveitar o fim de semana sem sabotar a rotina. O que essa galera procura agora é outra coisa: algo leve, que acompanhe a festa sem cobrar caro depois.
E esse movimento, que começa na pista, conta uma história bem maior sobre como o brasileiro está repensando o que bebe.
Nem 100% wellness, nem 100% o oposto
Durante anos, o mercado de bem-estar vendeu uma ideia de perfeição que não cabe na vida real.
Ou você era a pessoa totalmente regrada, que abria mão de tudo e vivia isolada na própria disciplina, ou estava completamente fora, no time dos excessos. Não havia meio-termo.
Só que a vida real pede flexibilidade. As pessoas querem treinar sério, cuidar da saúde e, ao mesmo tempo, manter uma vida social ativa. Querem o pós-treino e a pista de dança na mesma semana, às vezes no mesmo dia.
A virada de mentalidade é exatamente essa: dá para conciliar alta performance com diversão, desde que as escolhas sejam mais inteligentes. O bem-estar deixou de ser sobre radicalismo e passou a ser sobre equilíbrio.
O que os dados mostram
Os números confirmam que isso não é só impressão.
Pesquisas recentes apontam que cerca de 65% da Geração Z pretende beber menos álcool, num movimento já batizado de “sober curious” que não tem nada a ver com privação, e sim com consciência. Segundo a Mintel, quase dois terços dos jovens de 18 a 24 anos se preocupam com o impacto do álcool, e cerca de um quarto escolhe bebidas com menos caloria ou com benefícios funcionais, como vitaminas e minerais, na hora de sair.
Esse novo comportamento alimenta uma categoria que explodiu lá fora: a das águas funcionais.
Diferente da água mineral comum, a água funcional é uma água turbinada com ativos como eletrólitos, vitaminas e minerais, pensada para entregar algo além da hidratação básica. Não é refrigerante disfarçado nem promessa mágica. É um meio-termo entre a água pura e as bebidas cheias de açúcar.
O mercado global da categoria já é avaliado em cerca de US$ 18 bilhões e deve praticamente dobrar até meados da próxima década, segundo a Fortune Business Insights, com a Europa na dianteira do crescimento. E há um detalhe revelador: a categoria cresce mais rápido do que a compreensão do público sobre ela. Boa parte dos consumidores ainda está aprendendo o que esses ativos realmente fazem, o que torna a educação tão importante quanto o produto.
A marca que virou o ponto de equilíbrio
Foi observando essa febre europeia que a Drink Ponto nasceu.
A ideia surgiu em 2024, em uma viagem a Copenhague, onde as águas funcionais já eram parte natural do estilo de vida. A fundadora, que vinha de quase cinco anos à frente das redes de uma das maiores marcas de clean beauty do país, ficou com o conceito na cabeça até decidir trazê-lo para o Brasil. Em 2026, a marca estreou com três rótulos e uma comunidade já formada antes mesmo de o produto chegar às prateleiras. A segunda produção veio em menos de dois meses.

Esse é, aliás, um traço que diferencia a Ponto. Antes de ser uma bebida, ela foi construída como uma marca de pessoas, com eventos, troca constante e espaço reservado para a comunidade participar das decisões. O produto veio quase por último, depois do senso de pertencimento.
A proposta cabe no slogan “para quem quer ir além”. A água mineral comum cumpre o seu papel, e a marca faz questão de reforçar isso. A Ponto entra para quem tem rotina agitada, treina, quer otimizar a hidratação e ainda gosta de uma vida social ativa. Por ter sabor leve, virou também a aliada de quem não consegue bater a meta de água justamente por não gostar do gosto, ou da ausência dele, e o par leve de um destilado na balada, sem somar calorias vazias.
O cuidado, aqui, está na comunicação. Chamar a Ponto apenas de “água sem caloria” conta só metade da história e abre espaço para o velho mal-entendido de que seria água comum com marketing. A outra metade, a que importa, é que ela carrega ativos e benefícios pensados para uma rotina que não para.
No fim, a Ponto traduz uma mudança maior de comportamento. Não a obrigação de ser perfeito, mas a liberdade de escolher melhor, no treino, no escritório, na viagem e, sim, na pista.
Talvez o novo flex não seja escolher entre a vida saudável e a vida social, e sim se recusar a escolher. E você, o que tem colocado no seu copo?
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