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O short que ninguém queria usar virou símbolo de liberdade

Por que tantas mulheres escolhiam suar dentro de leggings pretas, mesmo treinando sob um calor de quase 38°C no Ceará?

A pergunta parece simples. Mas a resposta nunca foi sobre temperatura.

Durante muito tempo, o short no treino foi visto como um risco. Expor as pernas significava expor o corpo ao julgamento. Ao olhar do outro. À comparação silenciosa que acontece no espelho, na sala de musculação e, muitas vezes, dentro da própria cabeça.

Quando a roupa deixa de ser detalhe

No Brasil, pesquisas sobre imagem corporal indicam que a insegurança com o próprio corpo está entre os principais motivos que afastam mulheres da prática contínua de atividade física.

Quando você não se sente confortável com o que veste, o treino deixa de ser sobre saúde. Vira ansiedade. Autocobrança. Comparação. E, aos poucos, o hábito se perde.

É nesse cenário que nasce a TWICE, para resolver um incômodo real: querer se sentir bem no próprio corpo no treino e fora dele, com a mesma roupa e a mesma confiança, sem precisar “virar outra pessoa” só para caber no dia a dia.

Criada há oito anos no Ceará, a marca surgiu quando Mari percebeu algo simples, mas pouco óbvio para a época: roupa de treino não precisava ficar restrita à academia. Ela precisava acompanhar a vida real.

O nome da marca já entregava o conceito. TWICE vem de “usar duas vezes”. No treino e no dia a dia. Um gesto cotidiano que, especialmente fora do eixo Rio–São Paulo, soava quase como ruptura cultural.

A conversa deixou de ser “pode ou não pode” e passou a ser “como você se sente”.

“Eu nunca achei que meu corpo fosse de short”

Dentro da comunidade da marca, histórias começaram a se repetir.

“Passei anos achando que meu corpo não era de short.”
“Era a primeira vez que eu treinava sem tentar me esconder.”
“Não foi confortável no começo. Mas foi libertador.”

Para algumas mulheres, foi o primeiro treino em que não pediram desculpa por existir.

Não porque o corpo mudou. Mas porque a relação com ele mudou.

Autoconfiança também é saúde

Sentir-se confortável no próprio corpo não é vaidade. É saúde mental. É permanência. É consistência.

Quando a barreira emocional cai, o treino flui. A rotina se sustenta. O autocuidado deixa de ser obrigação e vira escolha.

O wellness real começa aí. Não na estética perfeita, mas na sensação de pertencimento ao próprio corpo.

A mesma consciência que cuida do corpo cuida do mundo

Essa lógica de cuidado aparece também no reUSE TWICE, projeto de upcycling que traduz a essência da marca.

Reaproveitar peças, prolongar ciclos e pensar no impacto de cada escolha. Não como tendência ou discurso bonito, mas como prática cotidiana. O reUSE simboliza a consciência de onde se está, de onde se pode chegar e de como é possível crescer sem se desconectar das pessoas e do mundo ao redor.

Cuidar do corpo e cuidar do planeta fazem parte do mesmo gesto.

Quando marcas mudam comportamento, não só guarda-roupas

A história do short mostra algo maior do que moda fitness. Mostra que marcas que entendem comportamento conseguem gerar impacto real.

A TWICE não se tornou símbolo por vender uma peça. Mas por abrir espaço para conversas que muitas mulheres carregavam em silêncio. Sobre corpo. Liberdade. Movimento. Escolha.

No fim, o short nunca foi só um short.

Foi a prova de que ocupar espaço, do jeito que você é, também é um ato de saúde.

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