Quando um remédio vira “fenômeno”, ele ganha duas coisas ao mesmo tempo: escala… e desconfiança.
O Reino Unido abriu uma investigação para entender relatos de pancreatite aguda associados a medicamentos da classe GLP-1, como Ozempic e Mounjaro. Segundo a MHRA (a agência reguladora britânica), já são cerca de 400 notificações de complicações pancreáticas graves registradas no sistema Yellow Card, incluindo pelo menos 10 mortes confirmadas.
O que é pancreatite aguda, na prática?
É uma inflamação súbita do pâncreas. Pode vir com dor abdominal forte, náusea e febre. Muitas vezes exige hospitalização. Em alguns casos, evolui para quadros bem mais graves.
Ou seja: não é “efeito colateral chato”. É um alerta que, quando aparece, pede resposta rápida.

Por que isso está acontecendo?
Ainda não existe uma conclusão fechada, mas a MHRA levantou um ponto importante: genética pode influenciar como cada corpo reage a certos medicamentos.
E o desafio é justamente mapear quem entra em qual grupo, antes do problema acontecer.
O que as farmacêuticas estão dizendo
A Lilly (Mounjaro) afirmou que segurança é prioridade e que monitora os relatos.
A Novo Nordisk (Ozempic/Wegovy) reforçou que os medicamentos devem ser usados apenas nas indicações aprovadas, com acompanhamento médico, e que o balanço benefício-risco segue positivo, além de apoiar novas pesquisas.

O que muda para quem já esta usando?
Isso não é um “fim do Ozempic”. É o processo normal quando um produto entra em uso massivo: mais gente usando = mais eventos raros aparecendo = mais dados = mais regras e rastreio.
A discussão real aqui é: como transformar esse boom em uso mais seguro, com indicação correta, acompanhamento e leitura séria de sinais do corpo.
Se você usa GLP-1 e sente dor abdominal intensa, náusea persistente ou febre, isso é assunto para médico, não para “depois eu vejo”.
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