A patente da semaglutida, princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, expira em março de 2026, e a indústria farmacêutica brasileira já está em pé de guerra. A promessa de versões genéricas e mais acessíveis está prestes a democratizar o acesso a tratamentos para perda de peso, transformando um mercado que hoje é para poucos.
Quem vai levar a melhor nesse jogo?
A corrida já começou. Gigantes como EMS, Eurofarma e Hypera estão na linha de frente, com a Anvisa registrando 11 pedidos para genéricos de semaglutida. A expectativa é que os novos produtos custem de 30% a 50% menos, um alívio para o bolso do consumidor. Com essa queda nos preços, o faturamento do setor, que hoje gira em torno de R$ 11 bilhões, pode saltar para R$ 20 bilhões até 2026, segundo projeções da UBS BB.
Mais barato, mas ainda longe do SUS.
Apesar da boa notícia, o acesso universal ainda é um sonho distante. Hoje, com preços que chegam a R$ 3.000, apenas 1,1% dos adultos com sobrepeso usam esses medicamentos. O SUS, por sua vez, já descartou a inclusão dos tratamentos para 2025, alegando um impacto orçamentário de R$ 7 bilhões, o que acaba empurrando a demanda para a justiça e acentuando as desigualdades no sistema de saúde.
O futuro é inovação e parceria estratégica.
Enquanto os genéricos não chegam, a inovação não para. A Eli Lilly já desponta com o retatrutide, prometendo resultados ainda mais eficazes. No Brasil, parcerias como a da EMS com a Fiocruz para produzir as canetas de aplicação localmente mostram um caminho inteligente para reduzir custos e fortalecer a indústria nacional. Para o setor de wellness, a mensagem é clara: o futuro pertence a quem souber aliar acessibilidade, tecnologia e políticas públicas, transformando o cuidado com a saúde em algo verdadeiramente sustentável.
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